Dissolver a Competitividade


Foto: Vanessa Oliveira

ITEM COMPLETO: este texto é apenas uma das partes sobre dissolução da Defesa Controladora, conteúdo das Respostas de Cura.


Nenhuma Disputa

Antes de mais nada, é preciso deixar bem claro que o propósito deste tópico é apenas a elevação de consciência e freqüência geral na Terra, estando totalmente desvinculado de qualquer tentativa de convencimento ou disputa. Se você é competidor, gosta disto, pare por aqui mesmo e apenas peça o conteúdo completo sobre as Respostas de Cura. Embora a ideia aqui difundida seja para a dissolução da competitividade, as fontes das quais elas emanaram aceitam a diversidade de uma forma em geral, inclusive a dos competidores, que têm o direito natural de escolherem para si essa freqüência. Este tópico é destinado apenas àqueles que estão abertos a fazerem uma reflexão sobre os aspectos competitivos e para uma tentativa de um caminho novo, sem disputas.


É muito interessante como as competições são mundialmente valorizadas na Terra. Dizer que uma pessoa é guerreira, é um elogio…

Essa cultura está tão impregnada que se pergunta: “como anda a luta?”, para saber como está o dia-a-dia da pessoa. Pense nisso sob a ótica das crenças: tudo aquilo em que acreditamos se manifestará potencialmente como realidade. Se você acha que a vida é uma guerra, esteja bem tranqüilo: todos os dias, veja bem, todos os dias, quando acordar, você terá uma guerra pela frente…

Um advogado poderia, por exemplo, argumentar que a própria natureza de sua profissão o leva diariamente à competição, pois ele está “brigando” por interesses opostos. É uma questão de ponto de vista, carinho e boa vontade para consigo mesmo e o mundo. O advogado poderia, por exemplo, ao invés de se ver como um guerreiro se ver como um diplomata, um embaixador dos interesses de seu cliente. Ele está ali para representar o interesse de seu cliente e proceder a um acordo, o melhor acordo possível para a parte que representa, de modo a justamente evitar a guerra e o conflito. Ele poderia se ver como um embaixador da paz… Guerras, convencionalmente, são deflagradas apenas após os esforços diplomáticos terem sido fracassados. Não somos ingênuos para desconsiderar que num terreno como o da advocacia muitas coisas são forçadas e distorcidas em decorrência de interesses econômicos, de egos e tantos outros envolvidos, mas considere esse ponto de vista apresentado apenas como uma base para reflexões sobre essa questão de se lançar um olhar mais amplo sobre a competitividade e a guerra.

A linha de guerreiro está tão profundamente arraigada no Planeta Terra que é adotada mesmo dentro dos círculos espirituais e na linguagem dos mestres, onde se fala em Guerreiro Espiritual, Guerreiro Yogue, O Bom Combate…

Essa crença da competitividade, da guerra, permeia o inconsciente já de forma tão alicerçada que há um sentimento geral de que se a pessoa não for guerreira, combativa, não irá conseguir nada do que quer, será uma fracassada ou na melhor das hipóteses terá uma vida “meia boca”, sempre abrindo mão de ideais, posições, benefícios etc.

Isso é muito interessante. Justamente quando ativamos nossa percepção mais profunda e nos propomos a deixar de direcionar esforços para convencer os outros de nossas posições, percebemos que ganhamos um up energético bastante grande e significativo. Quando deixamos de “descer do nosso ônibus” para convencer aqueles que estão “na parada” de que o local para o qual “nosso ônibus” está indo que é o legal, o justo, o bom, é que passamos a perceber quanto tempo perdemos em vão deixando nosso próprio percurso de lado para nos dedicarmos a convencer os outros das nossas “boas” posições.

Deixar de “descer do nosso ônibus” é apenas um degrau na escalada de consciência dos malefícios da competitividade (ressaltando que este conteúdo não está aqui para convencer ninguém, apenas para fluir com aqueles que já estão ressonantes com ele). Quando começamos a perceber isso, também abrirmos portais para freqüenciar um ponto de vista, e atitude de vida, dentro do qual entendemos que harmonia e ressonância são conceitos muito mais bem encaixados para termos sucesso. São direcionamentos para nos manifestarmos dentro da lei do menor esforço e da confluência com tudo o que está ao nosso redor e não da freqüência de dissipar energia nos opondo a seja lá o que for. Para haver disputa é necessário que haja forças que se oponham entre si…

Um repórter foi entrevistar um senhor centenário como sendo considerado o homem mais idoso do planeta. O repórter perguntou: “No alto dos seus cento e tantos anos, qual a mensagem que o senhor tem para nos passar?”. O velho homem respondeu: “Aprendi que nunca devemos nos opor a nada.” “Mas isso é impossível”, retrucou o repórter. “É. É impossível”. Finalizou o ancião…

É certo que a competição pode levar a condições favoráveis de auto-desenvolvimento. No Judô, antes do começo da luta, os oponentes se cumprimentam com uma saudação que significa “obrigado por me emprestar o seu corpo para o meu desenvolvimento”. Entretanto, nos esportes competitivos de uma forma em geral o caráter de auto-desenvolvimento fica pálido e sufocado ante a grande massa de forma-pensamento no mundo em torno do ganhar a qualquer custo.

Os atletas são tidos como exemplos de saúde. Todavia, são as pessoas que apresentam o maior índice de lesões de todas as ordens. Numa visão ampla, já sabemos que atraímos tudo o que acontece em nossas vidas, inclusive as lesões e os acidentes.

Os esportes são excelentes ferramentas para modelagem da personalidade, inclusive com poderosas possibilidades de dissolução de mazelas e desequilíbrios diversos. Sabemos que é muito melhor uma pessoa descarregar e alinhar suas emoções nos esportes do que colocar questões não equilibradas para fora de si de forma mais desordenada, nas situações cotidianas, descarregando suas questões internamente não resolvidas sobre as outras pessoas. Esportes de luta, por exemplo, são especialmente eficientes em apaziguar pessoas com força agressiva descontrolada, mesmo todos nós sabendo que há alguns casos onde mesmo esses esportes não fazem isso com eficiência, inclusive munindo melhor ainda alguns indivíduos desequilibrados com mais poderes ainda para destruição social, mas esses são casos de exceção, pois a maioria dos atletas de lutas são pessoas com alto nível de equilíbrio e controle emocional, justamente por conhecerem potenciais de destruição incríveis, além de terem a oportunidade de em seus treinamentos darem correta vazão a agressividade e raiva vivenciada no dia-a-dia.

Todavia, numa competição sempre há perdedores, aliás, a maioria dos competidores perde. Algo que não é bom para todos está em desacordo com as leis universais mais elevadas… Claro que para quem está em níveis elevados de mestria dentro de uma prática qualquer, bons oponentes estimulam o desenvolvimento, mas isso poderia muito bem ser feito em forma de torneios, onde não há premiações e nem disputas em cima de critérios rígidos de pontos, detalhismos de regras e contagem de tempo mecânico. Torneios também que não interessem ao foco de grandes torcidas, mas tão somente àqueles que estão ali, se desenvolvendo.

Todos já vivemos, ou no mínimo entendemos, o porque das pessoas gostarem de assistir as competições. Fica claro o quanto de emoções conseguimos canalizar quando estamos numa torcida, o quanto estávamos precisando acessar aqueles estímulos emocionais poderosos. Um exemplo típico são as torcidas de futebol: o cidadão vai lá, com aquela massa gigante de pessoas, grita, xinga o juiz (uma vez que durante a semana não pode xingar o chefe…), passa por alegrias e tristezas profundas, tudo estimulado pela ação alheia, e não por sua própria. Podemos fazer uma analogia com as novelas, onde os telespectadores acessam suas próprias emoções por estímulo das emoções vividas pelas personagens da trama.

Tudo isso é muito bom, funciona como válvula de escape e elemento de equilíbrio social, bem como, em menor escala, como possibilidade de aprendizado com a estória e o drama do outro.

Entretanto, as pessoas se entregam a viver a transferência emocional (vamos denominar assim esse efeito de se estimular pela vida, estória e emoções do outro) em decorrência de não conhecerem possibilidades e alternativas melhores para viverem suas próprias emoções.

Uma pessoa que conheça, por exemplo, processos terapêuticos de manifestação catártica induzida de suas próprias emoções, dificilmente se proporá a ir a um estádio de futebol para se estimular com a emoção alheia. Ela já passou a ter contato com sua própria emoção, seus bloqueios e os processos que levaram a esses bloqueios. Ela não quer mais nada do outro. Ela tem seu próprio universo para desvendar e viver…

(continua, clique aqui)

<Anterior Próximo>

Deixe Seu Comentário

Comentário(s)