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Brincadeiras e Cura

A aventura dos espíritos universais pelas esferas da criação
remete-nos à imagem de crianças brincando no parque de Deus.
Este é o caminho de todos nós.

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Ato de Amor


foto: Thaís Balejo Ruiz
Todo mamífero brinca quando criança, sendo esse um privilégio que só se atinge a partir desse grau de evolução, numa clara demonstração da natureza que apenas aqueles que têm amor dentro de si estão aptos ao acesso ao mundo da brincadeira, o mundo do testar os potenciais antes de aplicá-los efetivamente e com conseqüências austeras ou até mesmo irremediáveis.
Os mamíferos têm o amor dentro de si, pois têm como primeiro alimento o amor, representado pelo aleitamento materno.
Apenas àquele que tem a semente do amor dentro de si é dado o privilégio de brincar, pois brincar denota um estado de experimentação, dentro do qual pequenos erros podem ser cometidos e facilmente perdoados. Potenciais podem ser testados, sem que os fracassos sejam pesados ou seriamente danosos.



Aspectos terapêuticos do comportamento das crianças e das brincadeiras de uma forma em geral


No geral, toda criança saudável gosta de brincar e o faz com todas as forças disponíveis, o dia inteiro, só parando ao final das energias, para dormir. Criança que não brinca já é um sinal de atenção para os pais e médicos sondarem sobre seu estado de saúde.

Deixamos de brincar muito cedo quando começamos nossa "vida adulta". Tudo fica muito sério, muito chato, muito sem prazer. Quase ninguém se diverte com o que faz em seu trabalho. Mesmo quando se gosta daquilo que se faz, da profissão que se escolheu, é muito comum que os aspectos e o tom de seriedade prevaleçam, as condições de trabalho, o ambiente, as responsabilidades envolvidas, a obrigação de ganhar dinheiro para pagar contas e tantos outros aspectos normalmente se sobrepõe ao prazer em se estar prestando um serviço ao próximo.

Tudo o que fazemos em nossa vida, a exceção do trabalho e da doação, o fazemos para nós próprios. Trabalho é aquilo o que fazemos para os outros e por isso recebemos algo em troca, na maioria das vezes, dinheiro. Há também o trabalho de subsistência, quando plantamos ou construímos uma casa para nós mesmos, ou até mesmo quando arrumamos ou mantemos nossa própria casa limpa, mas esse é percentualmente um trabalho de menor ocorrência do que o realizado em grande escala para o próximo, ligado a nossa profissão, por assim dizer.

Assumindo o que cremos como sendo nossa obrigação principal o fato de trabalhar para conseguir dinheiro para uma sobrevivência minimamente contemplada pela satisfação das necessidades mais básicas, priorizamos coletivamente o ganhar dinheiro sobre todas as demais coisas da vida, via de regra desviando o propósito mais real, profundo e metafísico do que viemos fazer aqui. Nos perdemos no dia-a-dia de nós mesmos e do outro. Nos rendemos à Matrix, por assim dizer.

Atendendo às exigências externas da sociedade como um todo e estruturada bem fortemente por aqueles que estão mais próximos de nós, especialmente aqueles que estiveram comprometidos com nossa educação e sobrevivência até o começo da fase adulta, nos adequamos ao esquema social predominante, nos encaixando no mercado de trabalho (quando o conseguimos...) e vamos seguindo em frente da melhor forma possível, dando o melhor de nós, porém não ouvindo nossas intuições mais profundas.

O desenho desse quadro pode parecer um tanto pessimista e/ou fatalístico, uma visão "cinza" do mundo. Entretanto, podemos certamente tomá-lo como correto uma vez que entendamos que a situação humana global está muito ruim e há algo como causa disso. Seria até perda de tempo ficar descrevendo e desdobrando como a situação humana no planeta terra até o momento tem sido algo deplorável, até mesmo a sobrevivência do próprio Planeta está em risco em decorrência de nossa atitude e histórico geral enquanto espécie...

Esse quadro está de tal forma fortemente configurado que chegamos a crer que "é assim mesmo", que nada pode ser feito a esse respeito. Mesmo estando entrelaçado num contexto social humano profundamente arraigado, podemos coletivamente mudar essa situação a partir de uma reestruturação social da Terra profunda.

O resgate dos aspectos terapêuticos e curativos das brincadeiras estão intimamente ligados a nosso poder coletivo em assumirmos essas verdades e manifestarmos nosso potencial de resgatar cada um de nós, nossa sociedade global e retomar o eixo de auto-sustentabilidade da vida no Planeta Terra. Temos de nos curar a cada um de nós, integralmente, e não mais apenas o suficiente para não estarmos de licença médica no trabalho...

Temos de resgatar nosso poder de podermos estar abertos uns aos outros. As crianças estão sempre abertas umas para as outras, onde quer que cheguem, formam sempre um grupo homogêneo com todas as crianças presentes, pois ainda não estão fechadas para o contato para o próximo. Não estão amarguradas e com registros de experiências dolorosas de contato.

Para desdobrar o conteúdo prometido no título deste tópico, não há muito o que teorizar, mas sim muito mais a observar. Preste atenção nessas idéias:

  • brinca-se quando se pode brincar, quando as coisas estão soltas e dão condições para que isso ocorra (e não quando há prioridades mais urgentes do que isso, como, por exemplo, manter a sobrevivência...);
  • a brincadeira existe quando há espaço para experimentação e erro (e não quando tudo deve ser extremante sério);
  • a cura tem uma proporção direta com o comportamento da criança, pois essa se deixada em condições ideais de manifestação agirá sempre por sua intuição, seguindo as orientações da sabedoria do corpo e do espírito. Claro que ainda lhe falta o resgate de muitos conhecimentos, daí ela experimentar muitas coisas que também envolvem risco. Mas lembre-se das condições ideais citadas: cabe aos pais, aos condutores das crianças gerarem essas condições. Para os pais tanto faz se a criança está brincando de pique-esconde, de pega-pega, de amarelinha. Assim somos nós no parque de Deus, que é o mundo, crianças espirituais experimentando o mundo. Só uma visão muito ampliada consegue captar em qual nível a vida e a morte de uma entidade pode ser comparada ao nível da brincadeira ou da experimentação. Que nível de grandiosidade tem a vida e o universo para permitir que uma espécie humana inteira passe por guerras e catástrofes, sofrimentos e incontáveis mazelas individuais? Mesmo sendo muito grande, a vida também tem seus recursos para intervir, assim como os pais quando vêem as brincadeiras de seus filhos saírem do eixo. A criação está intervindo na Terra com diversos mecanismos de despertar. Se você está lendo este texto até aqui, já é uma prova disso em manifestação pela qual há gratidão profunda sendo emanada de e para você. :-)
A criança não é um infantilóide, mas também não é um adulto em miniatura. Deve ser tratada, então, como uma criança e não como nenhuma dessas duas outras possibilidades. Assim também somos nós: crianças espirituais brincando no parque de Deus que é o planeta Terra. Entretanto, nossas brincadeiras passaram dos limites e é chegada a hora de passarmos por nossa terapia coletiva, dissolvendo toda a nossa infantilidade (que nos impede de termos um mundo decente e bom de se viver) e resgatando nossa criança interior. A infantilidade é a birra e a incapacidade do adulto de lidar com os desafios reais do presente. A criança são os aspectos mágicos e saudáveis de podermos ser o que somos.

Vamos resgatar nosso direito natural de podermos ser ingênuos. O que só pode ocorrer quando nosso poder está tão manifestado que não mais nos preocupamos em ser feridos pelas ações dos outros. Vamos despertar novamente nossos poderes paranormais. Para chegar lá, devemos percorrer alguns entendimentos prévios e trazer para a consciência quais são as "brincadeiras para gente grande". Vamos começar do começo: da concepção. Entender por que isso acontece, como acontece, em qual condição nascemos.  Qual a diferença entre um parto ideal e aquilo que temos hoje, a forma predominante como temos vindo ao mundo até agora. Sacar sobre o humor e o entretenimento, para, enfim, conhecer e praticar as brincadeiras sérias feitas especialmente para as crianças espirituais que somos.



Fluxo Energético da Concepção e do Nascimento


O fluxo energético da concepção é o primeiro passo rumo a entendermos sobre quem somos e sobre brincadeiras e cura.

Existe uma brincadeira de adivinhação de crianças que diz: "O que é o que é que a Coruja tem que nenhum outro animal tem? (suspense...) Corujinha!". Essa brincadeira simples e ingênua, reflete uma verdade muito profunda: a energia dos filhos tem tudo a ver com a energia dos pais. Espíritos que nascem no Planeta Terra são ressonantes com a história deste planeta. Crianças que nascem em centros urbanos são espíritos com essa ligação urbana a ser manifestada, assim como crianças que nascem em tribos têm essa ótica epiritual para trazerem aqui.

Gestação tumultuada, criança sob o signo reflexo desse tumulto. Sexo sem amor, criança com esse desafio incrustado em sua existência. E por aí vai.

Vejamos, então, antes de nos atermos às especificidades de cada caso, como funciona o Fluxo Energético Geral da Concepção:


  1. O filho ressona com uma ligação espiritual de seu pai e sua mãe;
  2. Imanta-se com seu pai através de uma passagem por seu chacra coronário. O homem quando vai ser pai passa por uma abertura de seu chacra do coronário, pela qual seu futuro filho passa e a ele se funde espiritualmente. Para um homem já com uma percepção sensibilizada do sutil essa abertura poderá ser percebida como um evento vindo das esferas superiores, uma orientação, uma força maior, uma bênção de Deus ou algo nesse sentido;
  3. Nessa passagem há uma ressonância com um sentimento, uma ação e uma ocorrência física (representada em futuro próximo pelo esperma fecundante);
  4. Na mulher, o que já é óvulo também ressona com o espírito de seu futuro filho(a) e aguarda a fecundação;
  5. Numa visão rápida do fluxo, o espírito passa pelo coronário de seu pai, circula toda a sua existência através de uma descida espiralada pelo fluxo energético vital ligado a sua coluna vertebral, "armazena-se" na sua área de base durante o período de amor e excitação entre o casal e é propulsionado pelo orgasmo vagina a dentro de sua mãe (com quem já vem mantendo aquela ressonância prévia); vai ao útero e imanta a fecundação do esperma com o óvulo. Este é aquele momento no qual o óvulo se "eletrifica" e repele todos os demais espermas;
  6. Ali, como óvulo fecundo, o espírito passa por uma experiência mágico-cósmica de unidade com toda a criação: a experiência de unicidade, ligação com a fonte e com tudo o que existe protegido pelo aconchego do útero. É uma viagem fantástica pela qual passa, dentro da qual todo o seu entendimento de mundo atinge seu máximo potencial, todas as suas dúvidas sobre a criação e o sentido da vida lhe são novamente reveladas, relembradas e esclarecidas em todos os seus detalhes e necessidades, se necessário for, exaustivamente inclusive, até que não mais demandas de entendimento e esclarecimento lhe restem sob qualquer ótica. É um pacto universal de nascimento. Para um nascimento ocorrer, há um pacto universal que com ele conflui, englobando todos os aspectos da criação. A experiência de unidade está completada;
  7. O processo de transe (percepção contínua da realidade ou de alguns de seus aspectos em ocorrência) está presente com o espírito que vai nascer, o futuro bebê, desde já o começo de sua imantação ainda no astral com seus futuros pais, quando começa seu pacto universal com a assistência dos mestres espirituais responsáveis pela condução de seu processo de nascimento. A partir de então, com a assistência divina, o espírito começa a passar por algo como um estado de torpor e envolvimento, uma manifestação mais ou menos como aquela que experimentamos entre o estado de vigília e o sono, algo também semelhante a certos estados alterados de consciência, como o início de uma tonteira ou mesmo um leve estado de embriaguez. Esse processo vai aumentando e ciclando entre momentos de plena lucidez, quando as questões de revelação e alinhamento divino são esclarecidas, e momentos de torpor e êxtase;
  8. Naquele momento em que o espírito se imanta ao óvulo fecundo, manifestando a unidade de todas as coisas, está no ápice do divino e também do maior de todos os esquecimentos. Ali, o esquecimento é total. O estado sincrético é totalmente dominante. Milhões de imagens, sons, cores e percepções estão presentes. Isso se mantém confuso e vai se clareando lentamente até uma estabilidade total, iluminação completa. Isso se manterá um pouco. Até a ocorrência da primeira mitose, onde o óvulo que era uma única célula se desdobra em duas outras a partir de si próprio. Proporcionalmente, o espírito sente esse desdobramento de uma para duas como o universo "sentiu" a explosão do big bang. Há, então, uma nova retomada do ciclo: volta toda a confusão e êxtase ao mesmo tempo, a unidade transforma-se em dualidade até se saciar disso, de ciclar entre a unidade e dualidade, até atingir nova estabilização para o espírito ali imantado. Atingida a estabilidade, nova divisão celular (nova "explosão"...) e assim sucessivamente, milhões de vezes seguidas, em incontáveis processos de crescimento, especialização celular, formação de tecidos, órgãos e sistemas, enfim de desenvolvimento fetal;
  9. Durante todo esse processo, o espírito além do envolvimento com as próprias celulas que vão formando seu corpo também está totalmente envolvido com sua mãe, a partir de quem recebe todo o material orgânico do qual se forma. Lembrando: ele teve um processo forte de "entrada" pela vagina de sua mãe, na região das energias de base dela, em seus chacras de energia vital. Começou um processo de subida e alojou-se na região de suas víceras. Paralelamente ao seu desenvolvimento orgânico, ele passa por inúmeros processos de alinhamento espiritual e energético com sua mãe. Subindo e descendo em seus corpos energéticos e de luz, navegando por nove meses da sua base a seu topo, indo e voltando, circulando várias vezes no centro cardíaco de sua mãe, de onde virá a receber seu primeiro alimento após o nascimento;
  10. Preparando-se para o momento do nascimento, o bebê irá ficar em posição invertida com sua mãe, para sair por seu canal vaginal a partir de sua cabeça. Essa acomodação para o parto, com todos os movimentos de contrações sucessivas e progressivas é dramático para ambas as partes, tanto mãe quanto filho. Veja bem: na hora do nascimento, todos os chacras de mãe e filho estarão em posição invertidas. Imagine dois vetores em sentidos opostos... O coronário do bebê procura apontar para a Terra, ou seja, espiritualmente, sua ação é a de se conectar com o Planeta a partir de sua energia mais espiritual, mais elevada. Espírito é ação. Ação de nascimento nesse caso. Num determinado momento astrológico específico. Ou seja: em determinado momento de configuração da Terra e do Sistema Solar em relação à Via Láctea, um determinado espírito em específico vem à Terra para manifestar sua primeira respiração, seu nascimento;
É importante ressaltar essa questão da configuração astrológica específica do nascimento numa abordagem de brincadeiras e cura pois essa configuração representa arquétipos profundos que se manifestam no mundo para "brincar" através de cada de nós, nos dando a oportunidade de despertar de desafios profundos de quebra de freqüência e padrões que tendem a acontecer caso não nos tornemos conscientes deles. Essa percepção é muito sutil e muito profunda quando queremos aprender as brincadeiras de gente grande, especialmente as ligadas ao despertar dos poderes paranormais (isso está desdobrado mais adiante no tópico sobre o despertar dos poderes paranormais).

Voltando às questões específicas dentro desse contexto do fluxo geral da concepção, cabe considerar o princípio geral de que um bebê gerado dentro de um sexo livre, vigoroso e criativo trará essas características imantadas em si. Da mesma forma que um sexo cheio de culpa e constrangimentos atrairá um espírito para encarnar que tenha esses atributos por serem trabalhados. A partir do atingimento de uma saúde sexual coletiva poderemos alcançar uma sociedade saudável no futuro. O escopo desse conteúdo especificamente entre sexo e cura não cabe dentro da proposta geral deste texto e está em fase de desenvolvimento num outro trabalho em separado a ser oportunamente divulgado a partir do site da Vivência em Cura.


Condições da Gestação

No começo da gestação, o espaço disponível para o espírito que imanta o óvulo é tão grande quanto o universo, aliás, como já dito anteriormente, podemos fazer uma analogia da cópula do casal, o orgasmo e a fecundação com a teoria da explosão do Big-bang para a criação do Universo. Considerando a lei do holograma, na qual o todo está contido na parte, o óvulo fecundo, uma célula única, é a representação unitária do Universo.

Após aquela turbulência inicial (a cópula, o orgasmo e o processo até a fecundação), o espírito passa por um momento de coesão, paz, silêncio e totalidade como óvulo fecundo e unitário. Passada essa estabilização, inicia-se uma nova seqüência de turbulências e tranqüilidade, com as mitoses que vão realizar as reproduções celulares.

Durante toda a gestação o espírito que é já é o bebê passa por uma verdadeira odisséia cósmica, uma harmonização dentro da qual relembra toda a história universal, dos propósitos da criação, revê todas as suas vidas e a ligação que tem com seus novos pais. Todas as dúvidas e questionamentos são esclarecidos integralmente. Começa a passar pelo processo de esquecimento para ter a oportunidade de resgatar todas essas informações novamente em vida, de forma consciente e por seu próprio mérito.

Os momentos finais da gestação trabalham intensamente o desenvolvimento da paciência, do equilíbrio e da harmonia, pois o feto não tem mais espaço para se mover e aprende, por força da situação, a aguardar e se equilibrar dentro de si mesmo. São três meses de meditação forçada, por assim dizer.

Tudo o que se passa com a mãe durante a gestação influencia diretamente o bebê. Os três primeiros meses servem para a mãe se adaptar com a idéia da nova vida que está gerando. O segundo trimestre encerra uma adaptação do corpo e encaminhamento de vários direcionamentos e aprendizados. O último trimestre traz momentos para desenvolvimento de calma, da mãe e do bebê, e a oportunidade para conclusão de todas as providências externas a serem tomadas para recebimento da criança que está para nascer.

Foto Vanessa Oliveira




O Grande Momento: a Hora do Nascimento
Os partos na Terra têm sido algo tão desumanos que há um movimento contemporâneo denominado humanização do parto. Somos recebidos atualmente dentro de hospitais, imediatamente separados de nossas mães e apanhando já de saída...

Há um filme muito interessante chamado "O Turista Espacial", nele há uma cena onde um chefe de berçário é "despertado" por uma alienígena. Logo após esse processo, uma enfermeira o chama para realizar mais um parto. Ele diz: "Faça-o você, eu não entendo nada de parto. É preciso esperar o bebê. Eu nunca esperei um bebê...". Os nossos obstetras passam por pressões sociais muito grandes, o maior número de processos por erros médicos são contra obstetras, justamente em decorrência de efeitos negativos por demora em decidir por cesarianas. Há, então, o efeito contrário: um número absurdo de cesarianas sendo realizadas.

Partos envolvem sempre uma expectativa muito grande, muito medo da morte, tanto da mãe, quanto da criança.

O momento do parto e do nascimento é tão importante que muitas são as teorias psicológicas que atribuem a esse instante reflexos na personalidade da pessoa que a influenciam por toda a sua vida. Há teorias, inclusive que distinguem três fatores responsáveis pela formação da consciência, sendo um deles a memória de nascimento. Stanislav Grof define as categorias biográficas (história de vida), perinatal (momento do nascimento) e transpessoal  (vivências de expansão da consciência além das limitações do ego comum).

Veja bem: essa categoria perinatal diz respeito tão somente ao final do parto biológico com a propulsão através do canal vaginal. É muito significativo atribuir um peso de formação do espectro da consciência a esse momento sendo os outros dois todo o histórico de vida e todas as sensações além do ego... No momento do nascimento muita coisa ocorre em todos os planos do que somos. Só para se ter uma idéia da força disso tudo, alguns vasos sangüíneos simplesmente revertem o fluxo de circulação após o nascimento... E esse é apenas um dos muitos dados envolvidos no nosso nascimento.

A importância de fazer esse apanhado num contexto envolvendo brincadeira e cura está no fato de que as terapias (uma das brincadeiras para gente grande) envolve um processo chamado de "Renascimento", dentro do qual procuramos não apenas metafórica e simbolicamente nos tornar renascidos para a formação de uma nova personalidade mais desejável como também acessar a memória profunda e bloqueada dos traumas em torno da época da gestação, nascimento e primeiros meses de vida, de modo a podermos solucionar conflitos internos profundos, significativos e de impacto capital sobre nossa capacidade de ação no mundo, de ser quem realmente somos.

A bioenergética no estudo das estruturas de defesa de personalidade nos faz perceber claramente como uma gestação difícil e um parto "acidentado" nos remetem imediatamente à formação de uma estrutura de defesa "desconectada", gerando reflexos contundentes sobre tudo o que somos, a vida toda, a cada momento.

Os partos deveriam ser realizados por pai e mãe conjuntamente, ambos deveriam dar conta do que realizaram juntos: a concepção de um novo ser humano. Entretanto, isso é algo tão longe do que temos hoje que as pessoas ficam extremamente reativas a essa idéia, colocando previamente uma série de empecilhos. Na realidade, sob a ótica espiritual, o que temos atualmente na Terra são crianças gerando crianças. Há tantas coisas "mais importantes" do que o nascimento do filho (ganhar dinheiro, fazer compras etc) que, muitas vezes o pai não está presente nesse momento... 

Há uma piada (da série ligadas às carícias frias, à egrégora da "guerra do sexos" etc) que diz que a mulher ideal é aquela que vira uma pizza depois do sexo. Essa "brincadeira" reflete o quanto o sexo tão comumente praticado na Terra atrai pessoas com propósitos inteiramente divergentes e, muitas vezes, até mesmo excludentes. Um está querendo simplesmente descarregar tensões, o outro ascender socialmente através da segurança gerada pelo laço de um eventual filho. Um está querendo um amor romântico, o outro apenas uma "grande trepada"... Como ficar ao lado do outro após o orgasmo? Como criar um filho juntos quando tudo o que se queria inicialmente era apenas um momento de prazer?...

Se pudéssemos ser bem nascidos, esperados por nossos próprios pais ao sair de nossas mães, se ambos estivessem preparados para viverem esse momento juntos, se a condição social externa permitissem a ambos entrar em reclusão nos meses que antecedem ao nascimento do filho para ficar apenas aguardando esse tão grande momento, com certeza teríamos um mundo muito diferente.

A preparação para esse tipo de parto não envolve apenas conhecimento técnico, mas muito antes disso conhecimento espiritual, evolução consciencial, meditação profunda. Pense nisso. Isso não é brincadeira...

Há um documentário maravilhoso chamado Orgasmic Birth. Veja esse filme. Nele é resgatada a memória de que somos capazes de promover partos saudáveis, naturais e prazerosos, dentro dos quais muitas vezes as mulheres podem atingir até mesmo o orgasmo. Reflita sobre a influência benéfica recebida por crianças nascidas de partos assim...

O pior é que essa falta de tempo para outro continua durante todo o crescimento e desenvolvimento da criança: os pais muitas e muitas vezes não têm tempo para a criança. Isso decorre sob a ótica do aspecto causal em decorrência de manifestações de defesa controladora por parte daquele entre os pais, ou até mesmo dos dois, que possui mais dessa defesa arraigada dentro de si, pois a pessoa controladora não tem tempo para os outros, ela é tão psíquica na dedicação de sua mente a suas próprias questões que mesmo quando se está com o outro não tempo para dedicar a ele, isso se estende a todos, inclusive a seus próprios filhos. Mesmo que esteja na presença deles, não possui hábito de comportamento suficientemente ancorado para poder dedicar energia, atenção ao outro.

Isso implica em o adulto não brincar com a criança, não se envolver no mundo de fantasia a partir da ótica e da expectativa da criança. Brincadeiras são assim: há uma entrega total para o presente, para a fantasia daquele de que se está brincando. Via de regra, o adulto não só consegue penetrar nesse mundo de fantasia como tão pouco, na maioria dos casos, não possui tempo suficiente para dedicar ao outro de uma forma em geral, ficando as crianças, então, mais preteridas ainda na sua necessidade natural de receber energia em qualidade, dedicação e quantidade profundas. Se você não tem tempo para brincar com seu(as) filho(as) é um sinal grave de que deve rever imediatamente sua vida e reorganizar suas prioridades.

Condição do recém-nascido e do nascimento
De todas os seres da criação terrestre, o ser humano é a criatura mais frágil logo após seu parto. Se deixado após o parto, a chance de um ser humano sobreviver é praticamente de 0%.

Totalmente dependente dos outros se torna o espírito humano recém-nascido.

A hora do nascimento assim como a hora da morte são sagradas e só ocorrem em seu devido momento, por mais adversas ou mesmo trágicas que sejam suas circunstâncias. A criança nasce no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas. É uma bênção divina. Manifestação pura de amor, nasce iluminada, porém inconsciente dessa iluminação. Cabe a cada um, dentro do seu tempo e na vida em que lhe for oportuno ou possível recobrar esse estado inicial de iluminação de forma consciente e por seus próprios méritos.


O nascimento é o maior surto pelo qual passamos:
  • estamos passando por um influxo energético fortíssimo;
  • esquecemos de tudo (de quem somos, onde estamos, o que viemos fazer, para onde as coisas irão);
  • e, assim como na morte, é um momento de 100% de totalidade, integração e conexão com todas as coisas.
A criança nasce sem os dentes, que têm um reflexo direto com nossa manifestação de raiva, ou seja, ela nasce polarizando o amor 100%, sendo totalmente inofensiva a quem quer que seja. Nasce totalmente relaxada e iluminada.

A medida em que o tempo passa, vai se moldando ao seu mundo exterior conforme as demandas deste.

Nosso potencial de descobrimento, autonomia e manifestação vai se formando de forma a se adequar aos novos "equipamentos" e recursos que vamos adquirindo, como a coordenação motora, os dentes e domínio de habilidades diversas do organismo. Descobrimos, resgatamos e desenvolvemos potenciais através da experimentação e das brincadeiras com o próprio corpo e com o ambiente externo.


A experiência do corpo quando a criança brinca

As primeiras brincadeiras do bebê estão associadas à exploração do mundo externo e do seu próprio corpo. Quando começa a dominar um pouco mais o corpo, seus movimentos e a coordenação motora, as brincadeiras são bastante corporais: pique-esconde; pique pega; corridas, cambalhotas e tantas outras peripécias.

A medida em que vamos crescendo, aspectos intelectuais vão ganhando espaço dentro das brincadeiras, vamos nos integrando a jogos e interações mentais cada vez mais polarizadas vão ocorrendo.

O treinamento que recebemos para nos preparar para ser um ser socialmente adaptável nos tira da ligação com a fonte e nos especializa em perceber o mundo tridimensional e as formas externas a nosso corpo.

O corpo, as emoções, as sensações mentais ainda estão tão arraigados à percepção, que a criança chega a apresentar uma manifestação desconectada do ambiente externo, ao mesmo tempo que consegue absorver-se totalmente em sua imaginação para ser qualquer personagem que queira, também vive se envolvendo em pequenos acidades, tal sua desatenção para as coisas que a cercam fora de seus interesses específicos, vive derrubando e esbarrando nas coisas...



Entendimento do Entretenimento

Podemos entender o entretenimento como algo com o que nos envolvemos sem maiores preocupações de resultado, apenas por prazer, diversão ou distração.

A mente como a maior fonte de entretenimento - em seu livro "Inteligência Multifocal", o psiquiatra Augusto Cury, com muita propriedade, defende a tese de que a mente é a maior fonte de entretenimento que podemos ter ao nosso dispor. A quantidade e qualidade de imagens, pensamentos, questões, análises e inferências propostas e vivenciadas a partir da mente são infindáveis.

Augusto Cury também nos alerta para a necessidade de resgatarmos a capacidade de nos entreter com as coisas simples. Temos essa capacidade na infância. Uma criança se encanta e entretém com as coisas mais simples e singelas: um pedaço de madeira no chão, o formato das nuvens, as sombras das pessoas, uma tigela no chão, enfim, qualquer coisa. A mente tem a tendência de classificar os eventos, objetos e as coisas de uma forma em geral em grupos de iguais. E tudo aquilo que vai sendo classificado vai deixando de se tornar interessante para sua especulação e envolvimento. Afinal, aquilo já lhe é conhecido, deixando de ser novidade e passando a "perder a graça".

Todavia, é fundamental que voltemos a encontrar a capacidade de nos encantar com as coisas simples e aquilo que já se conhece. Esta diretriz é básica para a manutenção da própria vida e do equilíbrio mental e da saúde como um todo, pois só a partir desse poder seremos capazes de encontrar a saciedade e abrir os portais da conexão com o momento presente.



Aspectos do humor no contexto de obtenção e manutenção da saúde

O humor é uma das exclusividades da espécie humana, só o ser humano é capaz de sentir e fazer humor. A hiena ri. O riso é uma das manifestações de humor mais características. Entretanto, a hiena ri em decorrência de um espasmo muscular e não por que acha graça em alguma coisa...

Embora muito estudado e teorizado por pensadores e filósofos de diferentes tendências e correntes, é bastante difícil de se definir o humor. Entretanto, no geral, sempre sabemos reconhecer quando ele ocorre, quando algo é engraçado.

Para o entendimento do humor dentro do contexto deste conteúdo de brincadeiras e cura, podemos entendê-lo como uma bênção do adulto em tornar o mundo e as situações mais leves, mais aceitáveis, mais interessantes e atraentes. Sabemos que tanto o humor quanto a gratidão constituem-se em poderosas forças e artifícios para levarmos o dia-a-dia, especialmente para lidar com as adversidades.

O humor envolve sempre uma habilidade e grande sensibilidade no trato da energia, em saber convertê-la de um lado para o outro (criar o inesperado), extrair a energia do "nada", de onde parecia que nada mais pudesse ocorrer. A repetição também é um artifício do qual muitas vezes o humor se utiliza como solo fértil para emergir: uma situação que se repete muitas vezes é engraçada. Isso é muito utilizado no teatro e pelos humoristas de uma forma em geral. Quem assiste já antecipa "oh, de novo isso, assim não dá...", "como esse cara agüenta?!..." e por aí vai.

Como bases do humor também encontraremos o recurso do inesperado, a extração de energia "do nada" e ainda o apoio em alicerces duvidosos, como nos diversos tipos de humor discriminatório e nas brincadeiras de mau gosto.



Brinquedos para Gente Grande

Uma vez entendidas as relações diretas entre brincadeiras e cura, nos remetemos imediatamente a quais brincadeiras, quais recursos nesse sentido, podemos lançar mão em nossa vida adulta. As opções são muitas e vastas. Sempre, poderemos encontrar alternativas com as quais estivermos mais afinizados.

Segue uma lista de sugestões com comentários de como os aspectos terapêuticos podem ser vivenciados nessas atividades:
    • Expressão Artística - a expressão artística já é citada no conteúdo sobre o Processo de Cura como sendo uma das atividades sem as quais não existe a própria cura. Todos nós temos a expressão artística dentro de nós, por mais bloqueada que sua manifestação possa se encontrar no momento. A arte tem a qualidade de transmitir o estado em que o artista se encontrava quando nela trabalhou, apontando para estados elevados de harmonia e ressonância com todas as coisas. Liberarmos a arte em nós e expressá-la é uma forma de sermos o que somos direcionados para nosso melhor potencial; libera expressões internas que clamam por emergir, dissolvendo bloqueios e nos dando prazer em viver e compartilhar com os demais estados de graça;


Foto Vanessa Oliveira
    • Meditação - a meditação, para quem não tem vivência própria com ela, pode parecer algo chato, austero e enfadonho. Entretanto, na realidade, é exatamente o oposto disso tudo. Muito, muito mesmo sempre poderá ser dito sobre a meditação e seus benefícios. Os estados de paz e energização que ela nos traz são simplesmente os maiores que nossas aspirações e capacidades podem atingir;
    • Sonhos Lúcidos - Os sonhos lúcidos são aqueles dentro dos quais o sonhador sabe que está sonhando. A partir daí decorrem dois desdobramentos específicos: 01) capacidade de intervenção no sonho; 02) Grau de lucidez em reconhecer que se está sonhando. A partir do domínio dessas habilidades, os sonhos lúcidos se tornam ferramentas extremamente poderosas para a pessoa atrair estados que deseja para si. Por exemplo: uma pessoa insegura pode usar os sonhos lúcidos para se ver em situações dentro das quais se sente segura.;

    • Exploração da Própria Consciência - aqui cabe:
    • Dar presentes no próprio aniversário - esta é uma das brincadeiras mais gostosas a que podemos nos propor. Dar presentes, de uma forma em geral, é algo nobre e enriquecedor quando feito de forma despretensiosa e pura de coração, gratificando tanto presenteador quanto presenteado. Uma criança recebe presentes em seu aniversário, pois além de não ter os recursos e preparo suficientes ainda disponíveis para providenciar presentes para todos os convidados de sua própria festa, ela já é o presente, é o estado de presença que ilumina a todos a quem recebe. Na vida adulta, já munidos da expansão da consciência e dos recursos de força necessários para preparar nossa própria festa, é uma graça infinda podermos dar presentes a todos aqueles que vem presentear a comemoração de nosso aniversário. Em sua festa de aniversário, monte uma mesa com diversos presentes feitos, comprados, preparados e oferecidos por você mesmo(a) para que cada convidado possa escolher o que quiser dali. Faça isso e veja por si próprio(a) a força criativa, curadora de luz com a qual sua festa será brindada.
    • Malabares - funcionam como meditação dinâmica e excelente trabalho corporal. Os malabares que circulam o corpo, como o bastão e o swiger (bola ou peso fixados ao final de um cordão atado à mão, um para cada braço), especialmente praticados com fogo, funcionam como proteção e fechamento incrivelmente eficientes para o campo energético;

Foto Vanessa Oliviera
    • Vivências Místicas - a busca consciente pelas vivências místicas é uma fonte inesgotável e extremamente gratificante de se levar a vida, ascendendo cada vez mais a esferas mais elevadas da compreensão de todas as coisas que existem. A jornada de entendimento e experiência de si mesmo, ancorada com evolução, reflete o próprio plano causal do universo em criar a si mesmo, as galáxias, os planetas, a vida e vida consciente (humana) para sentir e compartilhar a bênção e graça infinitas contida na criação universal;
    • Modelismo - já é tido tradicionalmente como brinquedo para gente grande. Tem um caráter de distração da mente e entretenimento, podendo gerar grandes momentos de prazer. Deve-se ter o cuidado de não atrair a competitividade para este tipo de prática. Veja o texto sobre dissolução da competividade para saber mais a esse respeito;

    • Massagem Terapêutica - além de excelente prática corporal, a massagem com propósitos terapêuticos é um excelente canal para as vivências místicas, trazendo prazer, equilíbrio, contato consigo e com o outro;
    • Os Festivais Trance - estes são grandes palcos para a brincadeira humana mais séria que existe: a evolução consciente. São também grandes simuladores "da vida real" e potencializadores fortíssimos de processos pessoais. Para saber mais sobre este tipo de evento, acesse o conteúdo específico;

    • Relacionamentos Afetivos - esta é uma coisa bastante séria, pois toca profundamente os aspectos mais íntimos de cada um de nós. Entretanto, quando se há consciência e a pessoa com quem se relaciona é tratada com todo o respeito e sensibilidade que podemos lhe dedicar, os relacionamentos afetivos abrem os portais para encontrarmos nossa criança interior e o sentido de muitas de nossas manifestações e existência. Para se ter os relacionamentos num nível de "brincadeira" espiritual, de autoconhecimento e desenvolvimento é necessário previamente que a pessoa dissolva suas carências internas por si mesma, não transferindo para seu(a) parceiro(a) as expectativas e exigências que devem ser preenchidos por si próprio(a). Como já dito, esta é uma brincadeira para gente grande, cuidado para não machucar o outro ou a si mesmo...;
    • Atividade física descompromissada com competividade e linkada na saúde e prazer - na fase adulta não temos mais aquele encantamento do descobrimento do corpo que a criança possui em determinada fase de seu desenvolvimento. Também já podemos ter passado pela saciedade, ou mesmo até decepção, de ter no contato íntimo com o outro o conhecimento de seu próprio corpo e seus potenciais. A atividade física, de uma forma em geral, é necessária para tudo o que fazemos. Entretanto, a atividade física sem fim específico, como exercícios corporais descompromissados, caminhadas e movimentação do corpo com sentido predominante de apenas se manifestar e se ser o que se é, traz o potencial em si de um dos maiores entretenimentos com os quais podemos brincar a nós mesmos e ao mundo.

    • Manifestação de uma vida holística e plenamente saudável - esta é a maior "brincadeira" a que cada um de nós podemos nos dar de presente e também com a qual podemos presentear o mundo, a criação. Levar uma vida plenamente saudável em todos os aspectos internos e externos, manifestando saúde integral e nos relacionando de forma positiva com a sociedade e o meio, nos vendo como crianças brincando no parque de Deus, desenvolvendo nossas habilidades e conhecimento rumo àquilo o que todos sabemos que seremos um dia, uma manifestação onisciente, onipresente e onipotente. Esse é o destino de todos nós.


Brinquedos Extremamente Sérios

Para esses "brinquedos", cabe uma distinção especial, pois não são apenas atividades lúdicas e/ou desenvolvimento para gente grande. São questões que encerram em si propósitos pessoais, sociais e universais com reflexos profundos para toda a obra da criação divina, independente de serem feitos ou praticados isoladamente por uma única pessoa, uma vez que somos um e a lei do holograma nos revela que tudo o que fazemos se refletirá em todas as coisas.
    • Experimentação Científica - cientistas e suas experiências, pesquisas e experimentações são uma imagem muito forte de "brincadeira". É verdade que o método científico e as exigências de um ambiente de trabalho muitas vezes bancado por interesses econômicos extremamente sérios e por vezes soturnos, tornam a questão da rotina do trabalho científico um tanto desagradável e até enfadonha. Entretanto, muito dessa "brincadeira", desse espírito de pesquisa e experimentação ao longo da história humana nos levou a descobertas e invenções de grande proveito para toda a humanidade. Muitos de nós já fomos "cientistas" na infância, fazendo experimentações com os materiais dentro de casa (especialmente os de limpeza e alimentação) e também das coisas da rua. Essa experimentação viva está dentro de nós;
    • As Terapias - brincar de encontrar a si mesmo, de ser quem se é, de resolver os conflitos, harmonizar os ânimos e as energias, dissolver os bloqueios e as limitações. Expandir a consciência. Esse brinquedo de se terapeutizar é um presente que damos a nós mesmos e ao Universo, tornando a manifestação divina mais ressonante e consciente de si mesma. Nesta brincadeira seriíssima para gente grande, que são as terapias, cabe uma ressalva especial para o renascimento, esse trabalho de ritualizar um novo eu personalístico e também de ir de encontro às sensações e emoções do período em torno do nosso parto e gestação. Procure saber sobre isso e viver essa emoção. Estude e vivencie a "medicina dos 4 elementos" e sua relação com nosso nascimento, nossa seqüência fundamental de encontro e manutenção da vida: a respiração (o ar); o aquecimento, calor humano, especialmente do contato da pele da mãe, e também do calor harmônico do ambiente, equalização térmica em 35ºC (o fogo); o primeiro alimento, o leite materno (a água); e a alimentação, sono e exploração do próprio corpo (a terra);
    • Despertar dos poderes paranormais - quando foi falado, na descrição do fluxo energético da concepção e do nascimento, das forças astrológicas que vêm para "brincar" no mundo, o que estava sendo evocado são as oportunidades que temos de acordar de padrões e influências extremamente profundos. Peguemos um exemplo: a força da gravidade. Essa força é algo presente em nossa manifestação desde sempre, ininterruptamente ativa. Você estando acordado ou dormindo, alegre ou triste,  com prazer ou dor, a gravidade estará lá, agindo sobre você. Desde quando você estava no astral e optou por vir para a Terra, a força de gravidade terrestre começou a se imantar a você. Momento do sexo de seus pais no qual sua fecundação ia ser gerada: lá estava a gravidade terrestre agindo sobre você. Gestação: gravidade lá, te "puxando" pra baixo". Nascimento: tá lá a gravidade se "divertindo" dos esforços que você e sua mãe estão passando pra se alinharem pro parto. Respirou pela primeira vez? Tá lá a gravidade. Tá lá sempre, desde sempre, em todos os seus sonos, por mais distante que seu espírito pudesse estar. Agora pense no seguinte: qual a noção de clareza que você acredita ter sobre você mesmo, sobre quem você é destacando-se da influência da força da gravidade sobre você? Pois é: só poderemos ter uma noção muito pálida, muito distorcida do que realmente somos, de como poderíamos nos perceber sem ter, por exemplo (e olha que este é apenas um dos exemplos...) do que realmente somos sem a influência de forças que sempre agiram sobre nós.
      Reflita sobre o seguinte: qual o grau de consciência que uma pessoa capaz de praticar levitação tem de si mesma? Veja bem, ela consegue, durante a levitação, desligar-se da influência "normal" da gravidade sobre seu corpo físico. Ela tem, necessariamente, uma percepção clara do que ela é e do que é ela sob a influência da força da gravidade terrestre, ela distingue essas duas coisas. Como conseguiu esse feito extraordinário sem nunca ter saído fisicamente da Terra? Parece uma brincadeira, não?...


Desfecho

Nos valendo da expansão da consciência, do auto-conhecimento, das terapias e ferramentas dessa egrégora energética, abrimos os portais para dissolver nossa infantilidade, que nos limita e mantém nos mesmos padrões e limitações desde sempre, para podermos alcançar a bênção de sermos as crianças espirituais que realmente somos, um conceito mais ligado a uma ingenuidade segura e não destrutiva, algo mais solto, mais zen.

Dissolvendo essa infantilidade prejudicial, podemos distinguir entre o humor não benéfico (humor negro e preconceituoso) do humor necessário para tornar a vida cheia de graça. Podemos distinguir entre o grau de seriedade excessivo das coisas, característica muito comum da oralidade, e a necessidade equilibrada de não levarmos a vida e seus cenários tão a sério.

Só sendo realmente maduros, poderemos brincar, nos entregar às brincadeiras para gente grande, espalhar a cura, a graça e o amor como crianças que espalham tinta em uma tela colorida.

Vamos brincar de cura e responder porque não brincamos mais, porque ficamos tão sisudos e o mundo tão cinza.

Viva o riso inocente, a vida suave, a criança eterna dentro de cada um de nós.

O amor é a única coisa que existe.


Foto Vanessa Oliveira



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O Processo de Cura

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Estados Alterados de Consciência

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Instrumentos e Práticas de Cura e Expansão de Consciência  

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Livros
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Em Sintonia - a arte da ressonância - Jasmuheen

Tantra o Culto da Feminilidade - Andre Van Lysebeth

Luz Emergente - A Jornada da Cura Pessoal
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Arquivo atualizado em 03/03/09
Versão  Preliminar 1.2.3  - 1ª Versão: Junho/2005

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Luiz Antonio Berto
Desenvolve estudos e práticas sobre o conceito de "Terapia Energética" (*),
tendo formação em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda -
e cursos técnicos de quiropraxia, bioenergética emocional e massagem terapêutica,
atuando profissionalmente nesta área desde 2001.
(*) Atividade ligada a autoconhecimento, busca pessoal e expansão de consciência.
(61) 9963-0877 - Brasília (DF)

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