Estruturas de
Defesa de
Personalidade
Entendimento Básico /
Auto Avaliação / Aplicação
Pessoal Prática
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Este trabalho trata das Estruturas de Defesa de Personalidade, tendo por objetivos fazer com que a pessoa:
São necessários cerca de 30 minutos para fazer uma leitura dos aspectos gerais, realizar o teste e ler as principais informações ao final com os comentários sobre as estruturas que mais lhe interessarem.
Podemos considerar as Estruturas de Defesa de Personalidade ou Estruturas de Defesa de Caráter como sendo padrões de comportamento e reações ligados à forma com a qual lidamos com a nossa energia da essência e dos nossos próprios campos áuricos ou ainda dessas mesmas energias vindas de outras pessoas. Também podem ser entendidas como sendo arquétipos, máscaras ou tantos outros termos. Alexander Lowen, que estudou e recebeu tratamentos de Wilhelm Reich (este discípulo de Freud), analisou a relação da bioenergia (distribuição da energia pelo corpo) com os padrões de comportamento, definindo 5 grupos distintos dessas estruturas.
Lowen empregou 5 termos que se consolidaram para diferenciar 5 grupos distintos desses tipos de estrutura. Esses termos podem gerar algumas impressões iniciais um tanto fortes e distorcer a interpretação ou até mesmo a aceitação e assimilação dessas estruturas em análises que viermos a fazer, especialmente em relação a nós próprios. São termos que foram utilizados levando-se em consideração sua aplicação dentro de determinados conceitos das áreas médicas, psiquiátricas e comportamentais, levando facilmente à confusão dentro de um contexto mais leigo ou popular. Como os nomes são referências, apresento abaixo os nomes indicados por Lowen e possíveis outros termos que poderiam ser utilizados para definir as mesmas estruturas, lembrando que o mais importante é que cada pessoa possa absorver o entendimento das questões dos padrões, percebendo sua manifestação especialmente em si próprio. Caso tenha dificuldade em aceitar a manifestação de um tipo desse em si próprio, procure definir um novo termo, tendo apenas o cuidado de procurar não "mascarar" a verdade...
- Como o nome as define, essas estruturas são defesas dentro do nosso sistema, surgindo como resultado de proteção para uma sensação "ancestral" de insegurança ou de medo. "Ancestral" por poder ser algo definido em épocas muito antigas de nossa formação enquanto ser individual; - Essas defesas estão intimamente ligadas a processos de formação de traumas, os quais podem ser tanto gerados por fatos de impacto ou ainda pela soma do mesmo padrão de fato ao longo de muito tempo da nossa história pessoal; - Agimos de acordo com esses padrões na grande maioria das vezes de forma totalmente inconsciente; - Esses padrões encontram-se em um nível tão profundo de nossa personalidade e de nosso ser integral que comandos mentais são insuficientes para alterá-los, embora seu entendimento racional já seja um bom primeiro passo para podermos nos orientar e lidar de forma cada vez mais positiva com sua manifestação; - não tome as defesas por si próprio ("eu sou um masoquista", "eu sou psicótico mesmo" etc); esses padrões e essas defesas são antes, pistas do que não somos, do que tememos ser...; - a abordagem da manifestação dessas defesas é um dos focos principais, a médio e longo prazo, a serem trabalhados/desenvolvidos por qualquer pessoa que busca cura, autoconhecimento e expansão de consciência, sendo particularmente importante para todos aqueles que lidam com atendimento direto de pessoas em suas atividades profissionais, marcadamente nas áreas ligadas à saúde; - a questão envolvida no despertar da consciência da pessoa em relação a suas próprias defesas abrangerá a sua mudança de percepção / atitude em relação a suas próprias defesas:
- quando for considerar as dicas para dissolver cada tipo de defesa, é bastante recomendado lembrar da orientação geral de começar por contextos mais simples, até nos sentirmos mais seguros com o novo padrão, aguardando o momento mais adequado de implementá-lo em situações mais profundas (veja o comentário completo sobre essa questão no texto sobre o Processo de Cura).
Aspectos Positivos de Cada Estrutura É muito importante ressaltar que as defesas e os aspectos que refletem por si só não são questões intrinsecamente negativas. O que devemos trabalhar para dissolver é sua manifestação polarizada, enquanto padrões constantes que nos definem ou limitam. Para cada uma das estruturas de defesas, podemos citar aspectos que são positivos, que nos fazem evoluir enquanto seres individuais e enquanto espécie:
Importância nos relacionamentos As defesas representam um papel extremamente importante em nossos relacionamentos, na nossa saúde como um todo e na manifestação de quem somos. Segue abaixo um trecho
de uma análise
sobre o filme
“The Matrix”, o primeiro dessa
série, dentro do qual podemos fazer um
paralelo entre o que nele está definido como processos
personalísticos e as
Defesas de Personalidade: Apesar do personagem de Morfeu declarar no filme, que os seres humanos não estão prontos para "acordar", isso não faz das pessoas adormecidas inimigas. Suas palavras contundentes, expõem o que é dito nos Vedas, quando os sábios afirmam que todos: pais, mães, irmãos, avôs, avós, amigos, namorados, cônjuges, etc. são "soldados ilusórios", que promovem nosso apego a Maya, pois enquanto adormecidos, os seres humanos fazem parte do "sistema ilusório", portanto possuem em sua estrutura processos personalísticos que eles mesmos desconhecem, mas que tomam conta de sua consciência em algumas ocasiões, para defender seus preconceitos e manter sua existência ilusória. Esses processos personalísticos que nos prendem a ilusão, são representados no filme pelos agentes da Matrix, programas sencientes que entram e saem em qualquer software conectado ao sistema deles. Fazendo eco as palavras dos sábios nos Vedas, Morfeu diz, que "Qualquer um ainda não libertado, é um agente em potencial da Matrix. Eles são todos e não são ninguém". Os processos personalísticos, relacionam-se aos sete pecados capitais, "... eles são os porteiros, protegem todas as portas e tem todas as chaves.". As defesas são uma das
manifestações mais fortes do nosso inconsciente,
daí sua importância em
nosso comportamento como um todo e sua íntima
relação com nossa sombra.
Nossas atitudes e manifestações inconscientes
têm uma somatória
quantitativa, e muitas vezes também qualitativa, muito maior
e mais importante
do que nossa manifestação consciente.
Daí sua importância em nossos
relacionamentos, pois estamos influenciando e sendo influenciados
constantemente
por aspectos de difícil percepção nas
relações interpessoais, o que pode
gerar não apenas simpatias/antipatias,
afinidades/divergências, mas também, e
principalmente, manutenção de padrões
negativos de ação e reação
e
crenças falsas. Para um panorama
abrangente sobre os desdobramentos dessa
manifestação das defesas nos
relacionamentos e na saúde, recomenda-se a leitura do livro
"Luz
Emergente", de Barbara Brennan, referenciado ao final e uma das fontes
deste conteúdo.
Segue adiante uma compilação com características de cada uma das defesas, conforme retiradas das fontes citadas ao final e também de minha vivência, em especial com as pessoas que tenho tratado. As características apresentadas estão reunidas por cada um dos cinco grupos, de modo que a pessoa possa ir lendo e marcando o que julgar que a ela se aplica. Cada um de nós apresenta uma determinada combinação de tendência de manifestação de cada um dos tipos, normalmente com predominância de um ou dois tipos. Entretanto, todos temos um pouco de cada manifestação, uma vez que passamos em maior ou menor profundidade por experiências representativas de cada grupo. Ao verificar cada item e avaliar sua manifestação e/ou aplicação em si próprio, considere que para o corpo emocional, a realidade da vivência do fato ou sua intensidade são muito menos relevantes do que a experiência de sensação do fato. Em exemplo mais direto: às vezes a pessoa nem foi humilhada, mas se ela se sentiu humilhada, o corpo emocional registra como tal... Em alguns, ou muitos itens, você pode considerar que não tem condições ou percepção para avaliar se há aplicação a você próprio ou não. Considere esses itens como coisas para as quais você deve buscar conhecimento, atenção ou investigação dentro de seu inconsciente. Os resultados podem ser esclarecedores e surpreendentes... Há também a possibilidade de determinados itens nunca lhe terem ocorrido por realmente estarem muito longe do seu contexto de formação (mantive a maiorias das expressões tal qual aparecem nos livros de referência, mesmo que complicadas, propositadamente com o objetivo de despertar a atenção para essas percepções). Nesses casos seu conhecimento também é muito importante para poder se entender melhor a grande diferença que podemos ter em relação a determinadas pessoas, muitas vezes gerando conflitos sem termos a mínima idéia de porque começam e acontecem. Sobre esse propósito, já repliquei um texto específico, com o título "Liberação Emocional". Esta avaliação não tem um "caráter determinista", do tipo "fiz tantos pontos na defesa X, tantos na Y e tantos na Z, por isso sou um tipo com manifestação predominante XY". Mesmo porque o número de itens de cada estrutura não é uniforme(*). Ocorre também que um determinado item, embora possa ser característico para duas pessoas distintas, para uma pode ter um peso pouco relevante e para outra ser extremamente marcante, inclusive se apresentando como processo de trauma... O objetivo é de que cada pessoa possa ser incentivada a fazer uma reflexão sobre o que lhe parece ser mais predominante. De qualquer forma, esteja à vontade tanto para usar uma marcação do tipo "X", quanto de atribuição de peso (tipo "1", "2" ou "3") para cada item avaliado. Vale ainda a tradicional orientação de se buscar o máximo de sinceridade com sigo próprio(a) possível, especialmente na avaliação da defesa "Controladora", pois como seu próprio texto esclarece uma de suas características marcantes é a negação de sentimentos e das próprias vivências... (*) Número de itens de cada estrutura: Desconectado: 34; Carente: 37; Controlador: 53; Invadido: 39; Rígido: 28. Avaliação da Manifestação da Defesa DESCONECTADA Avaliação da Manifestação da Defesa CARENTE Avaliação da Manifestação da Defesa CONTROLADORA Avaliação da Manifestação da Defesa INVADIDA Avaliação da Manifestação da Defesa RÍGIDA
Comentários sobre cada estrutura de defesa Comentários sobre a defesa DESCONECTADA (e pessoas com essa manifestação) Experiência básica: Rejeição. Principal problema: terror existencial. Não deseja contato com outros seres humanos. Espera hostilidade por parte dos outros seres humanos. Não ligou corretamente cordões do 3º e 4º chacras ao dos pais, não tendo modelo para realizar essa ligação com outras pessoas. Ação defensiva: desocupação do corpo físico. Energia-consciênicia escapa pelo topo da cabeça. Corpo energético assimétrico. Pode apresentar deformação na espinha que irá enfraquecê-lo(a). Não experimenta a própria individualidade. Sabe que tudo o que existe é ele(a) próprio(a), mas não conhece o Deus individuado interior. Tempo percebido de uma só vez. Personalidade instável, podendo lançar um fragmento para o mundo exterior a qualquer momento. Limites
do ego agregado frágeis, entrando facilmente em colapso sob
as
pressões da vida. Principal emoção transmitida: medo / extrema desconfiança. A defesa é o problema, pois apresenta padrão de tensões musculares que mantém a personalidade unida, sem deixar a energia correr para a periferia. Provavelmente teve muitas vidas marcadas por sofrimentos e traumas físicos; geralmente passou pela experiência de morrer sob tortura em razão de ter determinadas crenças espirituais. Escolha de pais que ficam furiosos com os filhos e/ou cometem abusos. Necessidades da pessoa que apresenta traços de defesa DESCONECTADA:
Para interagir positivamente com uma pessoa que apresenta uma defesa DESCONECTADA: · baixe a guarda e ligue-se à Terra; · não ultrapasse as fronteiras vulneráveis dela com quaisquer correntes bioplasmáticas; · aumente as suas vibrações para freqüências mais elevadas possíveis e deixe que ela sinta isso por meio de indução harmônica; · concentre sua atenção na realidade espiritual mais elevada que conseguir freqüenciar; · deixe de produzir corrente bioplasmática (mente projetada esfericamente em todas as direções ao mesmo tempo; não se concentre em nada; não desvie a mente para nada); · peça permissão para tocá-la; · peça à pessoa para ficar de pé e dobrar os joelhos; · ponha a mão direita sobre a parte de trás do 2º chacra dela; permaneça com vibração calma e sem emitir correntes bionergéticas; · dirija uma corrente bioplasmática para baixo e para o centro do corpo da pessoa, em direção ao centro da Terra; · estabeleça ligação entre os cordões dos 3º e 4º chacras seus e da pessoa. (mesmo que não seja possível realizar todos esses passos, fazer aqueles que forem possíveis já será de grande valia. Por exemplo: caso você conviva com uma pessoa assim, manter um padrão espiritual elevado sempre que possível já será de grande valia...) Para dissolver a defesa DESCONECTADA:
Comentários Sobre a Defesa CARENTE (e pessoas com essa manifestação) Experiência básica: carência afetiva. Principal problema: nutrição (a recusam e não a conhecem realmente). Não tiveram a experiência de ficarem completamente satisfeitos. Medo de jamais terem o suficiente. Abandonados no início da vida, temendo que isso ocorra novamente. Mãe teve dificuldade, pressa ou impaciência para amamentar o bebê, afastando-o do peito antes que ele se satisfizesse. Pais sugaram a energia do bebê. Ação defensiva: sugar energia dos outros (através da ligação dos cordões do 3º chacra; por meio das correntes bioplasmáticas formadas pelo contato visual de seus "olhos de aspirador"; longas conversas enfadonhas em que falam baixo demais). Mundo físico parece ainda mais hostil do que para as outras pessoas. Não entram em contato com a fonte interior, ou esta é demasiado fraca. Alimentam-se da energia previamente processada pelas outras pessoas, sugando-as, tornando-se desagradável e sendo evitadas pelas outras pessoas, criando experiências de vida de que nunca terão o suficiente. Não tem afetividade suficiente no organismo. Muitas vidas passando necessidades. Períodos de fome e morreram à míngua ou tiveram de fazer terríveis escolhas a respeito de quem iria consumir a pouca comida existente. Ego
fraco. Desapontamento evoca: amargura, resignação e atitude decisiva. Quando as exigências são satisfeitas, eleva-se além da realidade. Distorção básica: "Sou melhor que você. Sou mais que outras pessoas e preciso sobrepujá-las". O complexo de inferioridade e/ou sensação de não estar sendo tudo o que pode ser, de estar abaixo de sua potencialidade, pode potencializar um eventual medo de rejeição, evocando também aspectos esquizóides. Atitude de exigir vitalidade do mundo, culpando fontes externas por não a obter. Isso fica muito evidente em sua necessidade desproporcional (exagerada) de reconhecimento, associada à ilusão(*) de que alguém/algo irá “descobrir” seus valores internos mais belos e profundos, bem como sua capacidade de realização latente (embora ainda não manifestada), oferecendo-lhe uma oportunidade de ambiente (especialmente de trabalho ou participação em projeto produtivo) onde ela poderá mostrar e realizar seu valor junto ao meio em que vive, à sociedade e à humanidade de uma forma em geral. (*) a ilusão neste caso encontra-se
não na
possibilidade/realidade de a pessoa ter dons especiais,
únicos e potencialmente
positivos e realizadores em prol da sociedade e do todo (ver Dharma),
pois isso na realidade ela o tem, pois todos os seres o têm,
especialmente os
seres humanos. A ilusão está focada/manifesta
exatamente na projeção de
achar que esses valores para virem à tona necessitam de
quaisquer estímulos
externos, particularmente da ajuda (não diretamente
solicitada...) de outra
pessoa. Cabe a cada um fazer revelar e manifestar a partir de si mesmo
a sua própria
essência e potencialidade. O exemplo clássico desse tipo de postura carente/oral é o da pessoa que se sente sufocada dentro do ambiente familiar, profissional ou ainda de qualquer comunidade da qual pertença, por não ter o espaço ao qual se julga merecedora, pois fica imobilizada na expectativa de que este espaço (justo) que lhe é devido deva lhe ser concedido, quando na verdade ele deve ser conquistado através do poder de manifestação/interação da própria pessoa. Neste particular, cabe à pessoa desenvolver seu poder de agressividade consciente, dissolvendo sua agressividade precária. Nós nos reconhecemos e julgamos por
aquilo
que temos capacidade de realizar; as outras pessoas só podem
nos reconhecer e
avaliar em decorrência daquilo que já realizamos. IMPORTANTE: agressividade não implica em violência – algo de direito de uma pessoa lhe confere a autorização implícita de pegá-lo para si, num movimento ressonante com o meio e com os demais direitos de todos os seres. Há uma questão muito interessante e importante em relação a este tipo de defesa, que é o fato de podermos fazer uma sub-divisão entre “carente-fraco” e o “carente-forte”. O carente-fraco possui mais marcadamente todas as características já descritas acima. Já o carente-forte, é um tipo mais difícil de ser percebido, pois normalmente essa característica carente está “escondida” atrás de outras defesas que manifestam mais perceptivelmente, especialmente a controladora e a invadida. Essa configuração é bastante inconveniente para as pessoas que interagem com quem apresenta esse tipo de configuração, pois, diferente dos carentes-fracos que não têm energia e habilidade o suficiente para invadirem as fronteiras alheias para conseguir muita energia, essas pessoas usam de manipulação (controlador) e exposição de suas próprias vidas (invadido) para conseguirem extrair energia, atenção, favores e compromisso das outras pessoas. A relação acaba indo naquela direção de a outra pessoa acabar por fazer logo o que eles estão querendo para poderem se livrar deles o mais rapidamente possível...
Necessidade da defesa CARENTE:
Para interagir positivamente com uma pessoa que apresenta uma defesa CARENTE:
Para dissolver a defesa Carente:
(*) de pé, joelhos fletidos, alinhar os ombros com os calcanhares, aguardar alguns minutos. Obs.: A interação com o
computador, utilizando-o para criar e
desenvolver trabalhos, pode servir para saciar a mente carente, muito
veloz. Estarmos carentes, pela abordagem energética, ocorre por dois padrões principais, a saber: - 1º - a dificuldade em conseguir atrair a energia, a nutrição, o alimento, a fonte, o prazer, as pessoas, os bens materiais, o dinheiro ou qualquer outra forma da manifestação da energia (que é o que foi melhor evidenciado acima, mas há também um fator secundário, porém não menos importante, descrito abaixo:); - 2º - a dificuldade em manter em nós a energia que já foi conseguida, deixando-a esvair-se das formas mais diversas, por, inconscientemente, não conseguirmos mantê-la em nós. Funcionamos como um aparelho elétrico, de determinada voltagem, por exemplo, 110V. Se recebemos cargas de 130, 140, 150V, o sistema começa a entrar em colapso. Se vem uma carga excessiva, tipo 220V, o sistema queima. É uma das possibilidades quando começamos a elevar nossos padrões energéticos que ocorra uma perda pontual ou sistemática da energia, a fim de evitar essa “queima” ou colapso do sistema (ver surtos). A pessoa com defesa carente tem isso muito acentuadamente, não conseguindo elevar seu padrão de energia, mantendo-se sistematicamente descarregada, reforçando este estado por uma memória e vício emocional nesse estado. Essa descarga, perda sistemática da energia manifesta-se progressivamente como toda sorte de excreção excessiva (suor, salivação, diarréia, espasmos, coriza, menstruação forte etc); mente hiper-ativa (a mente é um dos maiores consumidores de energia do nosso sistema); hiper-sensibilidade ou hiper-atividade provocada pelo exagero ou foco de qualquer sentimento, "positivo" ou "negativo", que não estejamos conseguindo metabolizar; hiper-atividade de atos ou foco em ações diversas e difusas; surtos os mais diversos etc, considerando todo o tipo de artifícios dos quais lançamos mão para queimar a energia excedente que não estamos conseguindo metabolizar ou manter em nós (essas manifestações não ocorrem apenas como essas citadas e seguindo tão somente essa ordem). O “remédio” pra essa situação é praticar exercícios de manutenção da energia em si. Isso pode ser feito de diversas formas, mas principalmente ativando-se a consciência para esse ponto, observando, por exemplo, dentre muitas outras, questões como:
Comentários Sobre Defesa CONTROLADORA (e pessoas com essa manifestação) Principal problema: traição. Essência da atitude: negação do sentimento, implicando em negação de experiências. A negação dos sentimentos é basicamente uma negação das necessidades. Não confia em ninguém. "Quem vence é bom, quem perde é mau"... Pai do sexo oposto com problemas com o cônjuge, transferindo para a criança muitas das necessidades que deveriam ser atendidas pelo cônjuge (ou numa visão mais ampla ainda, por si próprio...). Pai ou mãe (conforme sexo oposto) usando sedução para controlar a criança. "Homenzinho da mamãe" ou "linda garotinha do papai", com idéia subliminar de quanto o pai ou a mãe era melhor do que o outro cônjuge. O pai, no caso dos meninos, e a mãe, no caso das meninas, era ruim, e a criança era boa. Criança recebeu responsabilidades maiores do que caberiam a alguém da sua idade e era estimulada a crescer rápido. Essas crianças deram o coração aos pais do sexo oposto, mas o sexo não estava incluído no quadro... Medo da sexualidade e dos sentimentos - sensação de trair o pai (caso das meninas) ou a mãe (caso dos meninos) e de que elas próprias são más. Medo das pessoas do mesmo sexo que lembram o pai (no caso dos meninos) ou a mãe (no caso das meninas). Lutou pelo "bom" pai ou mãe e no final foi traído, pois o "bom" pai ou mãe continuou com o cônjuge ou arranjou outro parceiro(a). Medo de não suportar o pesado fardo de que precisa carregar. Ação defensiva: puxam a energia para cima e para fora do corpo (na tentativa de crescer mais rápido) e para a parte de trás (para aumentar a vontade). Tem medo de ligar os cordões do chacra cardíaco a outro homem ou mulher, pois isso pode significar futura traição (como ocorreu com o pai ou mãe "bom"). Ligação enfraquecida com a Terra com sensação de estarem menos seguras. Enfrentam a vida de maneira agressiva. Se sentem fracas e isoladas, vulneráveis a terem "o tapete puxado debaixo de seus pés". Problemas com a sexualidade, pois o 2º chacra está insuficientemente carregado; São sedutoras, mas a sedução não leva a relacionamentos duradouros (pois coração e sexualidade trabalham isolados). Espera a traição do parceiro, ou antecipa-se e trai primeiro... Vê o mundo como bom e ruim e teme ser o lado ruim... Assumem mais incumbências do que podem administrar - renunciam às necessidades pessoais até encontrarem algum tipo de traição que as façam entrar em colapso. Fisiologicamente saudáveis, até o colapso, provavelmente de natureza cardíaca, podendo ter problemas nas costas ou articulações, devido aos fardos impostos. Controla os outros. Corre contra o tempo, vive num futuro que nunca chega. Sente sua essência como sendo a verdade, e quando diante de uma causa, experimenta o princípio unitivo nessa causa. Mas não sente nem confia na individualidade divina dentro dos outros. Ele(a) próprio(a) não tem problemas. Disposto(a) a ajudar os outros com seus problemas. Bloqueios na área genital, deslocando energia para cima da cintura, em direção à cabeça. Ego e pensamento racional proeminentes, em detrimento do funcionamento sexual e dos sentimentos em geral, tantos do eu interior, quanto em relação à percepção dos sentimentos dos outros. Eu periférico inflado e supercontrolador. A máscara necessita de força: "Vou provar que estou certo. Não acredito em nada, mas o que digo é real". Distorção dominante: vontade própria (teimosia, vingança e contradição manifestas sob o ângulo do ataque, e não da defesa como no caso da máscara masoquista...). Atitude receptiva fraca. Não suporta a mudança, lutando contra o movimento ("Vou ficar onde estou. / Eu o destruirei se tentar me tirar daqui."). Nega o movimento genital. Muitas existências como guerreiros. A família será o próximo campo de batalha... Obs.: há vários desdobramentos sobre esta defesa controladora, como por exemplo sua subdivisão, proposta por Lowen em tipo "Controlador" e tipo "Sedutor". Caso tenha percebido predominância da manifestação dessa estrutura em suas defesas, é particularmente interessante que possa buscar mais informações a respeito nas referências bibliográficas citadas ao final. Necessidades da defesa CONTROLADORA:
Para interagir positivamente com uma pessoa que apresenta uma defesa CONTROLADORA:
(*) campo de força: esta questão merece todo um trabalho em separado. Apenas adiantando: ao criarmos um campo de força, não devemos tentar impedir que qualquer coisa venha a ser por ele bloqueada, pois desta maneira o estaremos tornando automaticamente vulnerável, uma vez que criamos assim uma determinada força, gerando compulsoriamente uma segunda força, no universo, capaz de anulá-la. Um bom campo de força deve aceitar que transite por ele, sem alterá-lo, quaisquer energias ou elementos...
Motivações para dissolução da defesa CONTROLADORA: Dentre todas as defesas, a CONTROLADORA é a mais difícil de ser dissolvida a partir de uma decisão pessoal em decorrência de que as pessoas que possuem essa defesa como dominante dificilmente conseguem ver os malefícios decorrentes de uma atitude guerreira, mesmo porque esse comportamento é amplamente estimulado por toda a sociedade, sob as formas mais sutis, sempre enaltecendo os vencedores dos mais variados tipos de disputas, quer sejam em guerras abertas e lutas ou ainda sob a forma de concursos, campeonatos ou mesmo disputas pessoais de níveis ideológicos, mentais etc. Segue aqui, então, uma lista de motivações para a pessoa que apresenta esse tipo de defesa compreender os benefícios de dissolver esse tipo de padrão: - erradicar a guerra do planeta terra, pois as disputas mais sutis são a semente e mãe de disputas mais evidentes. Mesmo porque para um guerreiro, só existe a guerra, mesmo que seja sua guerra interna. Para uma pessoa que insiste em manter essa atitude há uma tendência inevitável de classificar inconscientemente as outras pessoas apenas em duas categorias: inimigos ou aliados, sendo que os aliados, mesmo depois de muitos anos, após até mesmo pequenos desentendimentos, podem passar para o grau de inimigos (isso é muito comum dentro das famílias...). Só há guerras porque há guerreiros; - dissolver a possibilidade de ocorrência de doenças infecciosas e inflamatórias. Sob o ponto de vista causal, essas ocorrências são frutos de guerras inconscientes internas ocorrendo dentro do sistema psico-emocional da pessoa. É o sistema imunológico literalmente em guerra!; - diminuir a possibilidade de acidentes. A ocorrência de acidentes alicerça-se em duas defesas: a desconectada e a controladora. Sobre a desconectada em decorrência da desatenção dentro da qual a pessoa encontra-se para com o mundo físico, é o caso das crianças, que vivem se envolvendo em pequenos acidentes em decorrência de sua alta conexão com seu mundo interno e desatenção em relação ao meio. O outro braço dessa vertente é a questão do controle: o indivíduo vai tentando controlar todas as coisas a sua volta, até que, INEVITAVELMENTE, acontecerá algo fora do seu ponto de controle. Daí, comumente, há uma tendência de atribuir a responsabilidade a pequenos descaminhos ou mesmo desastres unicamente ao acaso, ao invés de admitir que já de há muito a pessoa vem lutando contra a força dos fatos e o encaminhamento mágico/misterioso dos acontecimentos, sem a ele se entregar com uma participação criativa, artística e amistosa...; - alinhar o hara, o propósito, com todos os outros seres, evitando colisões, atritos, desgastes. Um dos maiores desgastes energéticos que existem é o de sair de seu próprio curso para explicar/convencer os outros da “real verdade e nobreza” do que se está fazendo ou acreditando; - dar a si mesmo a chance de sair do grau de guerreiro para o de rei (o guerreiro é o servo de uma causa; o rei é o servo de todos); - dissolver a possibilidade de ser traído. Quer seja por alguém ou por seu próprio corpo, como quando, por exemplo, ficamos doentes após nos termos lançado em determiandos desafios de realizações profissionais, pessoais etc; - incorporar em si a manifestação da entrega, condição indispensável a partir de determinado grau deconsciência e essencial a partir de determinado ponto na estrada rumo à iluminação. (Como um benefício imediato, a entrega proporciona a dissolução de doenças do sono, como a insônia e o ronco); · Tornar melhor e mais amistosa a convivência com as outras pessoas. Uma pessoa com energia controladora tende a cansar muito as pessoas com as quais convive, afastando-as inconscientemente. Suas abordagens e interações costumam se manifestar em forma energética de setas, que se manifestam no plano da expressão como comentários sagazes ou intrusivos, mesmo que não possuam essa intenção consciente, o que obriga o outro a reagir sempre de forma tempestiva ou evasiva, desgastando em demasiado a energia de seus interlocutores, que tendem a evadir de sua presença, partir para o contra-ataque ou ainda a internalizar mágoas dissimuladas. Quanto mais uma pessoa dissolver sua defesa controladora/guerreira, mais também as outras pessoas estarão dispostas e propensas a interagir com ela de forma mais aberta e menos protegida, pois terão a memória inconsciente de que não precisam estar atentas a como se comportarem junto a elas, pois se sentirão seguras em relação à não virem a receber a qualquer momento um tipo de ação invasiva, o que torna a relação aberta, franca e amistosa, abrindo a possibilidade até para um relacionamento carinhoso e condescendente; · dissolver a pressão interna do “temqui” (tem que fazer isso, tem que fazer aquilo, tem que fazer aquilo outro), do “eu-fazedor” e dar o up grade para apenas o “eu-ser”, tão somente, sem tantas obrigações, tantos prazos, tantas metas etc etc etc etc etc etc etc... ·
parar de se alimentar de carícias frias(*)
e situações que
conflitam com os propósitos de outros seres, liberando
seu próprio caminho e potencialidade
realizadora;
Para dissolver a defesa CONTROLADORA:
Dissolver a Competitividade![]() Antes de mais nada, é preciso deixar bem claro que o propósito deste tópico é apenas a elevação de consciência e freqüência geral na Terra, estando totalmente desvinculado de qualquer tentativa de convencimento ou disputa. Se você é competidor, gosta disto, pare por aqui mesmo e pule para o próximo tópico. Embora a idéia aqui difundida seja para a dissolução da competitividade, as fontes das quais elas emanaram aceitam a diversidade de uma forma em geral, inclusive a dos competidores, que têm o direito natural de escolherem para si essa freqüência. Este tópico é destinado apenas àqueles que estão abertos a fazerem uma reflexão sobre os aspectos competitivos e para uma tentativa de um caminho novo, sem disputas. É muito interessante como as competições são mundialmente
valorizadas na Terra. Dizer que uma pessoa é guerreira, é um elogio... Essa cultura está tão impregnada que se pergunta: “como anda
a luta?”, para saber como está o dia-a-dia da pessoa. Pense nisso sob a ótica
das crenças: tudo aquilo em que acreditamos se manifestará potencialmente como
realidade. Se você acha que a vida é uma guerra, esteja bem tranqüilo: todos os
dias, veja bem, todos os dias, quando acordar, você terá uma guerra pela
frente... Um advogado poderia, por exemplo, argumentar que a própria
natureza de sua profissão o leva diariamente à competição, pois ele está “brigando”
por interesses opostos. É uma questão de ponto de vista, carinho e boa vontade
para consigo mesmo e o mundo. O advogado poderia, por exemplo, ao invés de se
ver como um guerreiro se ver como um diplomata, um embaixador dos interesses de
seu cliente. Ele está ali para representar o interesse de seu cliente e
proceder a um acordo, o melhor acordo possível para a parte que representa, de
modo a justamente evitar a guerra e o conflito. Ele poderia se ver como um
embaixador da paz... Guerras, convencionalmente, são deflagradas apenas após os
esforços diplomáticos terem sido fracassados. Não somos ingênuos para
desconsiderar que num terreno como o da advocacia muitas coisas são forçadas e
distorcidas em decorrência de interesses econômicos, de egos e tantos outros
envolvidos, mas considere esse ponto de vista apresentado apenas como uma base
para reflexões sobre essa questão de se lançar um olhar mais amplo sobre a
competitividade e a guerra. A linha de guerreiro está tão profundamente arraigada no
Planeta Terra que é adotada mesmo dentro dos círculos espirituais e na
linguagem dos mestres, onde se fala em Guerreiro Espiritual, Guerreiro Yogue, O
Bom Combate... Essa crença da competitividade, da guerra, permeia o
inconsciente já de forma tão alicerçada que há um sentimento geral de que se a
pessoa não for guerreira, combativa, não irá conseguir nada do que quer, será
uma fracassada ou na melhor das hipóteses terá uma vida “meia boca”, sempre
abrindo mão de ideais, posições, benefícios etc. Isso é muito interessante. Justamente quando ativamos nossa
percepção mais profunda e nos propomos a deixar de direcionar esforços para
convencer os outros de nossas posições, percebemos que ganhamos um up
energético bastante grande e significativo. Quando deixamos de “descer do nosso
ônibus” para convencer aqueles que estão “na parada” de que o local para o qual
“nosso ônibus” está indo que é o legal, o justo, o bom, é que passamos a
perceber quanto tempo perdemos em vão deixando nosso próprio percurso de lado
para nos dedicarmos a convencer os outros das nossas “boas” posições. Deixar de “descer do nosso ônibus” é apenas um degrau na
escalada de consciência dos malefícios da competitividade (ressaltando que este
conteúdo não está aqui para convencer ninguém, apenas para fluir com aqueles
que já estão ressonantes com ele). Quando começamos a perceber isso, também
abrirmos portais para freqüenciar um ponto de vista, e atitude de vida, dentro
do qual entendemos que harmonia e ressonância são conceitos muito mais bem
encaixados para termos sucesso. São direcionamentos para nos manifestarmos
dentro da lei do menor esforço e da confluência com tudo o que está ao nosso
redor e não da freqüência de dissipar energia nos opondo a seja lá o que for.
Para haver disputa é necessário que haja forças que se oponham entre si... Um
repórter foi entrevistar um
senhor centenário como sendo considerado o homem mais idoso do
planeta. O
repórter perguntou: “No alto dos seus cento e tantos anos,
qual a mensagem que
o senhor tem para nos passar?”. O velho homem respondeu:
“Aprendi que nunca
devemos nos opor a nada.” “Mas isso é
impossível”, retrucou o repórter. “É.
É
impossível”. Finalizou o ancião... É certo que a competição pode levar a condições favoráveis
de auto-desenvolvimento. No Judô, antes do começo da luta, os oponentes se
cumprimentam com uma saudação que significa “obrigado por me emprestar o seu
corpo para o meu desenvolvimento”. Entretanto, nos esportes competitivos de uma
forma em geral o caráter de auto-desenvolvimento fica pálido e sufocado ante a
grande massa de forma-pensamento no mundo em torno do ganhar a qualquer custo. Os atletas são tidos como exemplos de saúde. Todavia, são as
pessoas que apresentam o maior índice de lesões de todas as ordens. Numa visão
ampla, já sabemos que atraímos tudo o que acontece em nossas vidas, inclusive
as lesões e os acidentes. Os esportes são excelentes ferramentas para modelagem da
personalidade, inclusive com poderosas possibilidades de dissolução de mazelas
e desequilíbrios diversos. Sabemos que é muito melhor uma pessoa descarregar e
alinhar suas emoções nos esportes do que colocar questões não equilibradas para
fora de si de forma mais desordenada, nas situações cotidianas, descarregando
suas questões internamente não resolvidas sobre as outras pessoas. Esportes de
luta, por exemplo, são especialmente eficientes em apaziguar pessoas com força
agressiva descontrolada, mesmo todos nós sabendo que há alguns casos onde mesmo
esses esportes não fazem isso com eficiência, inclusive munindo melhor ainda
alguns indivíduos desequilibrados com mais poderes ainda para destruição
social, mas esses são casos de exceção, pois a maioria dos atletas de lutas são
pessoas com alto nível de equilíbrio e controle emocional, justamente por
conhecerem potenciais de destruição incríveis, além de terem a oportunidade de
em seus treinamentos darem correta vazão a agressividade e raiva vivenciada no
dia-a-dia. Todavia, numa competição sempre há perdedores, aliás, a
maioria dos competidores perdem. Algo que não é bom para todos está em
desacordo com as leis universais mais elevadas... Claro que para quem está em
níveis elevados de mestria dentro de uma prática qualquer, bons oponentes
estimulam o desenvolvimento, mas isso poderia muito bem ser feito em forma de
torneios, onde não há premiações e nem disputas em cima de critérios rígidos de
pontos, detalhismos de regras e contagem de tempo mecânico. Torneios também que
não interessem ao foco de grandes torcidas, mas tão somente àqueles que estão
ali, se desenvolvendo. Todos já vivemos, ou no mínimo entendemos, o porque das
pessoas gostarem de assistir as competições. Fica claro o quanto de emoções
conseguimos canalizar quando estamos numa torcida, o quanto estávamos
precisando acessar aqueles estímulos emocionais poderosos. Um exemplo típico
são as torcidas de futebol: o cidadão vai lá, com aquela massa gigante de
pessoas, grita, xinga o juiz (uma vez que durante a semana não pode xingar o
chefe...), passa por alegrias e tristezas profundas, tudo estimulado pela ação
alheia, e não por sua própria. Podemos fazer uma analogia com as novelas, onde
os telespectadores acessam suas próprias emoções por estímulo das emoções
vividas pelas personagens da trama. Tudo isso é muito bom, funciona como válvula de escape e
elemento de equilíbrio social, bem como, em menor escala, como possibilidade de
aprendizado com a estória e o drama do outro. Entretanto, as pessoas se entregam a viver a transferência
emocional (vamos denominar assim esse efeito de se estimular pela vida, estória
e emoções do outro) em decorrência de não conhecerem possibilidades e
alternativas melhores para viverem suas próprias emoções. Uma pessoa que conheça, por exemplo, processos terapêuticos
de manifestação catártica induzida de suas próprias emoções, dificilmente se
proporá a ir a um estádio de futebol para se estimular com a emoção alheia. Ela
já passou a ter contato com sua própria emoção, seus bloqueios e os processos
que levaram a esses bloqueios. Ela não quer mais nada do outro. Ela tem seu
próprio universo para desvendar e viver... O ser humano chegou a um ponto tão maluco de sua psique
competitiva que conseguiu criar campeonatos, por exemplo, de surf, algo que
deveria ser apenas para o prazer, desligado dos malefícios da competitividade.
O Guiness Book está repleto de descabimentos de coisas nas quais as pessoas
querem ter a sensação de serem a melhor do mundo de alguma forma. Cada um de
nós já é o melhor do mundo em alguma coisa: em ser o que se é, em viver seu
próprio dharma e manifestar um aspecto único de Deus que pode ser realizado
apenas por cada um de nós em específico. Mas não achamos essa conexão dentro de
nós próprios, então sentimos a necessidade de sermos externamente o melhor do
mundo em alguma coisa, para preencher um vazio interno que não se consegue
suprir por si mesmo. A estória competitiva mostra claramente que os atletas não
se saciam com uma grande vitória, preenchem-se dela por um período de tempo
muito curto, já em seguida começando seus preparativos para uma nova conquista. Também existe uma crença de que o atleta competitivo aprende
muito vencendo seus próprios desafios, tornando-se uma pessoa altamente capaz
em outras áreas da atividade humana. O arquétipo do atleta vencedor também é
utilizado como exemplo daquele que muitas vezes “venceu” condições adversas e
de exposição à marginalidade se orientando pela vida esportiva, servindo como
exemplo de modelo social, especialmente para as crianças. Uma parte disso é bem
verdadeira. Mas há algo que também deve ser considerado quando se trata de uma
profundidade de percepção mais elevada como a que se está evocando aqui: o
custo X benefício e o contexto desse quadro. Pense na seguinte analogia: uma pessoa que se interessa pela
música e começa a tocar um instrumento de percussão, pode logo se juntar a
outros amigos e formar uma pequena banda ou grupo. Digamos que um deles já tem
alguma habilidade com um instrumento de cordas e eles começam a ensaiar sambas
e pagodes. No começo, eles tocam em várias situações diferentes, para diversos
públicos, em diversos contextos. À medida em que vão melhorando, não querem
mais tocar de qualquer jeito. Não se trata de ficarem “metidos”, mas sim do desenvolvimento
da habilidade e exigência musical como um todo. Já não dá mais para tocar com
instrumentos desafinados, equipamentos ruins e por aí vai. A percepção já está
suficientemente desenvolvida para distinguir entre música e “zoada”. Eles agora
querem ser músicos... Quando o ser humano começa a trocar a guerra campal pela
competição esportiva, há um grande avanço. Quando um indivíduo potencialmente
perigoso e desequilibrado deixa de bater nos outros na rua e começa a canalizar
sua agressividade para a luta competitiva, há um grande avanço. Entretanto, quando estamos numa situação de rota de colisão no Planeta e o futuro da
humanidade e da própria vida de uma forma em geral está dependendo do que todos
nós estaremos fazendo, cabe dar o salto, entrar numa oitava de consciência mais
profunda e dissolver os efeitos totais da cultura da competitividade. É muito claro como as Olimpíadas são usadas para exposição
pública mundial da diferença entre os países, onde os mais ricos e que investem
mais em sobrepor sua hegemonia às dos demais conseguem melhores resultados
estatísticos, mais medalhas. Durante a guerra fria ficou evidente como as
Olimpíadas foram usadas para isso, inclusive com os boicotes dos países aos
Jogos realizados dentro dos estados pertencentes aos blocos econômicos
distintos entre si. O maior exemplo que temos para nossas crianças é a não
competitividade, a dissolução dos estados nacionais, a vivência da harmonia e
aceitação entre os povos, acolhendo a diversidade cultural, racial, religiosa e
todas as demais. O exemplo do serviço voluntário é mais forte e profundo do
que o da competitividade, ainda tendo o mérito de não contar com efeitos
colaterais. Os efeitos colaterais da competitividade são a crença na guerra e
na oposição e conseqüentemente a disseminação e proliferação dessas
manifestações, desde disputas mentais e de posições a brigas efetivas, desde os
níveis mais sutis, nos conflitos internos e entre as pessoas até os conflitos
armados entre os povos e nações; o entendimento de que os bons sobrevivem e os
maus sucumbem e de que tudo o que se consegue na vida é com esforço (e não com
harmonia...); e a difusão de algo muito destruidor: o sentimento de que só tem
valor aquele que é vencedor... Patrocinar os esportes, tanto em esferas particulares quanto
estatais, é algo que tem tido todo um valor benéfico associado. Mas é algo que
não faz sentido para a espécie humana como um todo. Para que serve financiar
uma pessoa para ser alguns milésimos de segundo mais rápida do que outras?
Milimetricamente mais forte ou mais sagaz? Faça um comparativo entre o patrocínio artístico e o
competitivo: o que define a arte? Muitas coisas. Dentre elas, o fato de a
pessoa que observa o produto da arte entrar em contato com o estado em que o
artista estava envolvido quando produziu o objeto artístico ou o momento da
arte em si (como na dança). Nesse contato, fica claro que o artista estava num
estado de elevação e harmonia com todo o restante do universo quando envolvido
com sua produção artística. Esse é um dos fatores de a arte ser tocante. Para a
espécie humana, faz sentido patrocinar as pessoas para que elas entrem em
harmonia com consigo mesmas, com seu próximo, com a sociedade, com a natureza, com
o Planeta, com todas as coisas. E ainda mais: faz muito sentido que o resultado
dessa conexão ressonante seja multiplicado para outras pessoas que entrem em
contato com essa arte produzida. Pense nisso durante alguns dias e observe. Não
é necessário que chegue a aceitação, rejeição ou conclusão a esse respeito
agora. Deixe passar algum tempo observando isso. Alguns meses, ou até mesmo
alguns anos se necessário for. Depois tire suas próprias conclusões... Há outra coisa muito interessante sobre a qual se deve fazer
uma reflexão profunda: embora num primeiro momento possa parecer que a
competitividade e os bilhões de dólares anualmente gastos mundialmente com as
competições possam estar incentivando as pessoas à atividade física, o que
ocorre é justamente o processo oposto: mesmo que alguns milhões de pessoas
sejam atraídas para o esporte em decorrência dos holofotes ali encontrados, ou
quaisquer outros estímulos, bilhões de seres humanos são afastados dele, o
esporte, e não apenas isso, mas das atividades físicas saudáveis de uma forma em
geral, em decorrência da carga competitiva e de exclusão de uma forma impressa
nada sutil. É muito constrangedor “não se estar à altura” dos demais
naquela prática em que a pessoa se colocou como experimentador. Considere que o
contato inicial com os esportes ocorre quando estamos numa fase de formação de
nossas personalidades e as chacotas dos colegas de colégio e de turma são
vorazes... O clima de carícias frias do ambiente competitivo é flagrante em
muitos e muitos casos, provavelmente na maioria deles. A atividade física é mais importante do que o esporte. O
esporte é mais importante do que a competitividade. Olha só: no Brasil, há um
Ministério do Esporte (que desde 1937 tem um histórico mais ligado a
secretarias e departamentos dentro do Ministério da Educação, na tônica de
ensino de esportes, Educação Física, no sistema educacional). Que tal se, ao
invés disso, tivéssemos uma secretaria de atividade física dentro do Ministério
da Saúde? Estranho isso? Estaríamos diminuindo o número de praticantes de
atividade física e de esporte por estarmos “diminuindo” o esporte de ministério
para secretaria? Qual as implicações de as diretrizes migrarem (como mais
anteriormente) da esfera da educação física e (mais atualmente) do
direcionamento para competitividade para o campo do entendimento da atividade
física como sendo uma das bases da saúde?... Considere uma partida onde não aja tanta competitividade,
mas apenas pessoas se colocando mutuamente à disposição para
auto-desenvolvimento. O ping-pong, por exemplo, é um ótimo exercício. É algo em
que duas pessoas podem se divertir a valer durante uma ou duas horas seguidas
sem ficar contando pontos, pois a contagem pode ser facilmente perdida se não
se ficar psicótico com ela, é tudo muito rápido. Ao final de um tempo qualquer,
o que aconteceu foi que você “deu algumas boas raquetadas”, mas também tomou
umas cortadas desconcertantes. Tanto faz se foi 129 X 128, 230 X 179, 60 X 90.
Em alguns momentos você esteve melhor, em outros não. O mais importante ficou:
você se exercitou, desenvolveu suas habilidades, percebeu seus limites, se
divertiu, riu com seu companheiro(a). Corridas de longa distância com milhares de pessoas ao mesmo
tempo transpondo percursos em conjunto são lindas. Uma grande manifestação
humana na Terra. Fortalecem os espíritos individuais, favorecem o estímulo do
grupo para as personalidades e enobrecem a espécie humana como um todo. Basta
isso. O fato de ter uma largada num horário milimetricamente determinado,
marcado por um tiro, onde os mais competitivos e preparados no momento estão
estrategicamente posicionados para largarem a toda velocidade desde o começo e
cronometrando suas performances com o tempo mecânico apenas empobrece toda a
riqueza do que se tem nessa estória toda. Um evento tipo maratona poderia
começar mais tranqüilamente, numa linda manhã de sol, com apoio do poder do
estado fechando o trânsito e dando proteção e apoio para as pessoas. Quando
tudo estivesse pronto, as pessoas poderiam começar suas corridas, sem a
paranóia de saber quem foi o mais rápido, o mais forte, o mais sagaz, o mais
perfeito dentro das regras específicas previamente estabelecidas. Regras essas
que inclusive mudam de tempos em tempos, mudando tudo... É evidente que sem competitividade muito mais pessoas
poderiam estar integradas aos esportes e às atividades físicas de uma forma em
geral. Mesmo os atletas mais sagazes e vorazes também seriam beneficiados, não
precisando de se exporem tanto a lesões e processos de mortificação, aspecto
intimamente ligado às duras rotinas de preparação. Bem, este raciocínio é uma
semente para o futuro. Atualmente ao serem expostas a uma idéia dessa natureza,
a maioria das pessoas se sentirá “desafiada” (fazendo um trocadilho proposital
com o termo) em suas crenças mais profundas de que competir é algo bom,
natural, saudável... Reforçando o que já foi dito: se não concorda com nada
disso, tudo bem: seu ponto de vista e de manifestação é aceito e bem vindo.
Nenhuma disputa.
Agora,
se você sente ressonância com estas idéias, comece a dissolver a disputa a
partir de si mesmo, lenta e progressivamente, deixando as atitudes e
comportamentos de oposição aos poucos, se acostumando com isso. Trocando
grandes competições por outras menos intensas. Deixando de dar audiência aos
competidores, ao que acontece com eles, afinal, aquele é o drama pessoal deles,
e não o seu (embora sejamos todos um...). E, principalmente, não torne este
novo direcionamento numa nova guerra: não há necessidade de convencer ninguém
de que a não disputa e a não competitividade é que estão certas, por si só esta
atitude já é uma forma de disputa. Basta divulgar esta nova freqüência, plantar
suas sementes, ser um exemplo vivo em seu próprio comportamento pacífico e
receptivo, inclusive aceitando o direito daqueles que querem continuar
competindo. Praticar a não-reatividade, ser o amor no mundo.
Comentários Sobre a Defesa INVADIDA (e pessoas com essa manifestação) Principal Problema: perder a privacidade, ser controlado. Ressente-se por não ter liberdade. Os pais usaram os cordões entre os terceiros chakras para controlar os filhos, ao mesmo tempo que criaram sinceros e amorosos cordões nos quartos chakras. Havia controle de pensamentos, idéias e criações. Ação defensiva: não bota para fora aquilo que está dentro dele(a). Carecem de autonomia, tem medo de agir por conta própria. Sente o mundo físico como uma prisão. Vive no presente, mas não tem muito futuro. Permanece dentro de uma prisão interior, solitário(a) e humilhado(a). A provocação é usada como um tipo de pedido de permissão. Expressa idéias com pausas demasiado longas. A conversa é pesada, séria, muito séria! Não consegue mover-se sem os outros, mas todas as sugestões são erradas e não ajudam. Máscara diz: "Só ficarei seguro se conseguir controlar você. Vou sufocá-lo senão você me sufoca". Ego luta para conquistar espaço e afastar o fechamento que sente em relação a suas próprias defesas. Papel de vítima, vendo movimento de fora como imposição ou humilhação. Qualquer movimento forte de energia é compreendido como uma ameaça catastrófica. Compreensão considerável, entretanto, insuficiente para uma avaliação equilibrada da realidade exterior. Atitude superficial de humildade e afabilidade, escondendo atitude de superioridade e tendência a caluniar os outros;
Necessidades da defesa INVADIDA:
Para interagir positivamente com uma pessoa que apresenta uma defesa INVADIDA:
Para dissolver a defesa INVADIDA:
Comentários Sobre Defesa RÍGIDA (e pessoas com essa manifestação) Principal problema: autenticidade. Conflito básico da personalidade: ceder ao prazer. Separado da sua essência do âmago (sequer tem idéia de que existe uma essência do âmago...). Esforço em manter perfeito o mundo das aparências. Processo de crescimento com negação do mundo pessoal interior. Experiências negativas recusadas o mais rapidamente possível (discussões, doenças, alcoolismo, tragédias pessoais na família etc, foram negadas, na manhã seguinte, estava tudo em ordem... Filosofia: concentrar-se nas coisas boas e negar as ruins. "Não sinta isso - isso não é real"...). Ilusão da perfeição. A criança aprendeu a se vestir, escovar os dentes, fazer o dever de casa, dormir na hora certa, tomar um bom café e assim por diante. Resultado de percepção: mundo exterior perfeito, mundo psicológico interior negado, essência do âmago não existe. Conseqüência: medo vago e distante de que falta alguma coisa, a vida está passando por ele(a), mas ela não tem certeza disso (talvez a vida seja assim mesmo...). Para sobreviver, teve que em muitas existências manter a aparência de que era perfeito(a), sem defeitos ou fraquezas (provavelmente em posições de mando, como também pode acontecer atualmente). Mais coeso de todos os tipos de caráter, porém o mais resistente ao movimento da energia interior. Negação da operação receptiva. Orgulho extremo, manifesto na linha "Sou melhor que outras pessoas, posso fazer qualquer coisa que me proponha a fazer.". Sentimento de vazio(a) de sentido, inadequado(a), seco(a). Hostilidade aberta como resultado de uma indiferença narcisista pelos outros, acompanhada de atitude de isolamento e pela crença em que o interesse próprio é sempre contrário ao interesse dos outros. Potencial para dar permanece frustrado, porque o potencial para receber é negado. Tem medo de não ser real. Ação defensiva: torna-se ainda mais perfeito(a). Isso gera duas rupturas: 1) controla quaisquer efeitos exteriores de suas reações emocionais; 2) essência do âmago longe de si mesmo(a). Efeitos negativos gerados:
Como saber se a pessoa está usando defesa RÍGIDA:
Necessidades da defesa RÍGIDA:
Para interagir positivamente com uma pessoa que apresenta uma defesa RÍGIDA:
Para dissolver a defesa RÍGIDA: Especialmente quando estiver deixando de compreender uma conversa que estiver tendo com alguém:
O ego e as estruturas de caráter: DESCONECTADO: procura escapar tanto da realidade externa quanto interna. Além da vagueza, a principal defesa é a superioridade fria. O ego não consegue integrar os fragmentos que foram espalhados na infância pela hostilidade que a pessoa experimentou. CARENTE: limites tênues, facilmente se desfazem ou inflam através do organismo. Oscilante entre a grandiosidade e o colapso. Sem capacidade para mobilizar a própria essência, a pessoa facilmente assume postura de raiva queixosa ou de otimismo desenfreado. CONTROLADOR: Os movimentos de energia são vistos como ameaças que podem fazer ruir a estrutura maciça de defesa criada pelo ego. Diante de tais ameaças imaginárias, a pessoa agressiva assume uma postura de ataque. INVADIDO: tende a se deteriorar numa postura indefesa ou em ataques provocadores que acabem por justificar uma explosão de raiva. Sente qualquer movimento de energia, vindo de dentro ou de fora, como uma ameaça, buscando sufocar esse movimento. RÍGIDO: o ego parece forte, mas é desvinculado dos sentimentos do coração, que vêm da essência. Sob a máscara de competência e auto-satisfação, existe uma sensação real de inadequação, secura e vazio. Essa inadequação é encoberta pelo disfarce - e pela realidade - de altas habilidades executivas e pela destreza ao exercer autoridade e ao lidar com ela.
* quadro extraído de Luz Emergente - Barbara Brennan - p. 346
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