Página Inicial

Estruturas de Defesa de Personalidade

Vídeos Introdutórios

.

Receba gratuitamente em seu e-mail a versão completa para leitura e impressão deste conteúdo, basta solicitar a inclusão do seu e-mail na lista de ditribuição:

Nome:
E-mail:
Assunto:
Mensagem:
  

Com a versão completa enviada por e-mail, você poderá:
  • ter um entendimento básico dos conceitos envolvidos no tema;

  • fazer uma autoavaliação em relação a manifestação de cada tipo de defesa em seu próprio eu/comportamento; e

  • abrir canais para buscar e aplicar esse conhecimento num trabalho pessoal, inclusive na relação com as demais pessoas.

MENU
O que são Nomenclatura Considerações Importância nos relacionamentos
Autoavaliação: desconectada carente controladora invadida rígida
Considerações sobre cada estrutura: desconectada carente controladora invadida rígida
O ego e as estruturas de caráter Aspectos Defensivos das Estruturas de Caráter

O que são

Podemos considerar as Estruturas de Defesa de Personalidade ou Estruturas de Defesa de Caráter como sendo padrões de comportamento e reações ligados à forma com a qual lidamos com a nossa energia da essência e dos nossos próprios campos áuricos ou ainda dessas mesmas energias vindas de outras pessoas.

Também podem ser entendidas como sendo arquétipos, máscaras ou tantos outros termos.

Alexander Lowen, que estudou e recebeu tratamentos de Wilhelm Reich (este discípulo de Freud), analisou a relação da bioenergia (distribuição da energia pelo corpo) com os padrões de comportamento, definindo 5 grupos distintos dessas estruturas.

Retornar Menu

 

Nomenclatura

Lowen empregou 5 termos que se consolidaram para diferenciar 5 grupos distintos desses tipos de estrutura.

Esses termos podem gerar algumas impressões iniciais um tanto fortes e distorcer a interpretação ou até mesmo a aceitação e assimilação dessas estruturas em análises que viermos a fazer, especialmente em relação a nós próprios. São termos que foram utilizados levando-se em consideração sua aplicação dentro de determinados conceitos das áreas médicas, psiquiátricas e comportamentais, levando facilmente à confusão dentro de um contexto mais leigo ou popular.

Como os nomes são referências, apresento abaixo os nomes indicados por Lowen e possíveis outros termos que poderiam ser utilizados para definir as mesmas estruturas, lembrando que o mais importante é que cada pessoa possa absorver o entendimento das questões dos padrões, percebendo sua manifestação especialmente em si próprio. Caso tenha dificuldade em aceitar a manifestação de um tipo desse em si próprio, procure definir um novo termo, tendo apenas o cuidado de procurar não "mascarar" a verdade...

ESQUIZÓIDE - "igual a": desconectado, avoado, desligado, distraído, viajante;

ORAL - "igual a": carente, desenergizado, desamparado, necessitado;

PSICÓTICO - "igual a": controlador, valentão, guerreiro, dominador, sedutor;

MASOQUISTA - "igual a": invadido, oprimido, sobrecarregado;

RÍGIDO - "igual a": inflexível, tenso;

 Retornar Menu

 

Considerações

- Como o nome as define, essas estruturas são defesas dentro do nosso sistema, surgindo como resultado de proteção para uma sensação "ancestral" de insegurança ou de medo. "Ancestral" por poder ser algo definido em épocas muito antigas de nossa formação enquanto ser individual;

- Essas defesas estão intimamente ligadas a processos de formação de traumas, os quais podem ser tanto gerados por fatos de impacto ou ainda pela soma do mesmo padrão de fato ao longo de muito tempo da nossa história pessoal;

- Agimos de acordo com esses padrões na grande maioria das vezes de forma totalmente inconsciente;

- Esses padrões encontram-se em um nível tão profundo de nossa personalidade e de nosso ser integral que comandos mentais são insuficientes para alterá-los, embora seu entendimento racional já seja um bom primeiro passo para podermos nos orientar e lidar de forma cada vez mais positiva com sua manifestação;

- não tome as defesas por si próprio ("eu sou um masoquista", "eu sou psicótico mesmo" etc); esses padrões e essas defesas são antes, pistas do que não somos, do que tememos ser...;

- a abordagem da manifestação dessas defesas é um dos focos principais, a médio e longo prazo, a serem trabalhados/desenvolvidos por qualquer pessoa que busca cura, autoconhecimento e expansão de consciência, sendo particularmente importante para todos aqueles que lidam com atendimento direto de pessoas em suas atividades profissionais, marcadamente nas áreas ligadas à saúde;

- a questão envolvida no despertar da consciência da pessoa em relação a suas próprias defesas abrangerá a sua mudança de percepção / atitude em relação a suas próprias defesas:

  • INICIALMENTE, no começo da vida, durante a infância até o começo da fase adulta, as defesas lhe foram úteis, em alguns casos, fundamentais até mesmo para a manutenção da própria vida;
  • AGORA, na fase adulta e após o despertar da consciência sobre essa manifestação, as defesas agem como limitadores do autodesenvolvimento sobre vários aspectos, impedindo que a pessoa atinja novas oitavas de profundidade dentro de seu processo de expansão de consciência e evolução. Neste momento surgem desafios aos quais muitas vezes o indivíduo se apega de forma intransponível, tanto por gostar de ser daquele jeito como por ainda ver benefícios em continuar assim. Segue abaixo um quadro com alguns exemplos dessas características e o que pode ser integrado caso a pessoa se proponha a dissolvê-las:
Defesa Característica antiga que não quer deixar Percepção distorcida Conhecimento a ser integrado
Desconectada ser desligado e isolado tomar consciência só traz mais sofrimento e insegurança, principalmente se entrar em contato com o outro a partir da busca e encontro perfeitamente possível de relacionamentos humanos seguros, podemos acessar a divindade dentro de nós próprios
Carente apresentar infantilidade e  fragilidade a maturidade da sua razão é o suficiente para atingir o que quer e interagir positivamente com a vida, a sociedade, a natureza e o universo

não existe distinção entre energia e matéria. A pessoa é o que ela manifesta. A força e o desenvolvimento físicos são reflexo da nossa força interna.

Precisamos deixar para traz nossa infantilidade (associada a nossas fraquezas e carências quando adultos), para podermos reconquistar o poder e a alegria de sermos eternas crianças (associada a nossa docilidade; abertura para a vida e o outro; e crença na vida)

 

Controladora estar sempre certo, lutar por uma boa causa, ser um grande guerreiro a vida é uma luta pela sobrevivência a luta é uma constante apenas para quem mantêm isso em seu sistema de crenças. A vida no universo e a criação são fruto do equilíbrio dinâmico de todas as coisas e da unicidade em torno de Deus. A diferenciação entre os seres é apenas uma manifestação da diferença de potencial criada para que pudéssemos experienciar a percepção de individualidade
Invadida manter-se sempre interiorizado abrindo-se estará tornando-se vulnerável para ser controlado pelas outras pessoas é possível conectar-se com o Deus individuado interior e ser livre e senhor(a) de sua própria vida
Rígida manter a rigidez e o conservadorismo mantendo o mundo das aparências em ordem, tudo estará ok é possível ser real, autêntico e expressar sentimentos e não apenas fazer as coisas de forma apropriada

- quando for considerar as dicas para dissolver cada tipo de defesa, é bastante recomendado lembrar da orientação geral de começar por contextos mais simples, até nos sentirmos mais seguros com o novo padrão, aguardando o momento mais adequado de implementá-lo em situações mais profundas (veja o comentário completo sobre essa questão no texto sobre o Processo de Cura).

Retornar Menu

 

Aspectos Positivos de Cada Estrutura

Item disponível em sua íntegra na versão completa e atualizada para impressão.

É muito importante ressaltar que as defesas e os aspectos que refletem por si só não são questões intrinsecamente negativas. O que devemos trabalhar para dissolver é sua manifestação polarizada, enquanto padrões constantes que nos definem ou limitam.

Para cada uma das estruturas de defesas, podemos citar aspectos que são positivos, que nos fazem evoluir enquanto seres individuais e enquanto espécie.

[...]

Importância nos relacionamentos

As defesas representam um papel extremamente importante em nossos relacionamentos, na nossa saúde como um todo e na manifestação de quem somos.

Segue abaixo um trecho de uma análise sobre o filme “The Matrix”, o primeiro dessa série, dentro do qual podemos fazer um paralelo entre o que nele está definido como processos personalísticos e as Defesas de Personalidade:

Apesar do personagem de Morfeu declarar no filme, que os seres humanos não estão prontos para "acordar", isso não faz das pessoas adormecidas inimigas. Suas palavras contundentes, expõem o que é dito nos Vedas, quando os sábios afirmam que todos: pais, mães, irmãos, avôs, avós, amigos, namorados, cônjuges, etc. são "soldados ilusórios", que promovem nosso apego a Maya, pois enquanto adormecidos, os seres humanos fazem parte do "sistema ilusório", portanto possuem em sua estrutura processos personalísticos que eles mesmos desconhecem, mas que tomam conta de sua consciência em algumas ocasiões, para defender seus preconceitos e manter sua existência ilusória. Esses processos personalísticos que nos prendem a ilusão, são representados no filme pelos agentes da Matrix, programas sencientes que entram e saem em qualquer software conectado ao sistema deles. Fazendo eco as palavras dos sábios nos Vedas, Morfeu diz, que "Qualquer um ainda não libertado, é um agente em potencial da Matrix. Eles são todos e não são ninguém". Os processos personalísticos, relacionam-se aos sete pecados capitais, "... eles são os porteiros, protegem todas as portas e tem todas as chaves.".

As defesas são uma das manifestações mais fortes do nosso inconsciente, daí sua importância em nosso comportamento como um todo e sua íntima relação com nossa sombra. Nossas atitudes e manifestações inconscientes têm uma somatória quantitativa, e muitas vezes também qualitativa, muito maior e mais importante do que nossa manifestação consciente. Daí sua importância em nossos relacionamentos, pois estamos influenciando e sendo influenciados constantemente por aspectos de difícil percepção nas relações interpessoais, o que pode gerar não apenas simpatias/antipatias, afinidades/divergências, mas também, e principalmente, manutenção de padrões negativos de ação e reação e crenças falsas.

Para um panorama abrangente sobre os desdobramentos dessa manifestação das defesas nos relacionamentos e na saúde, recomenda-se a leitura do livro "Luz Emergente", de Barbara Brennan, referenciado ao final e uma das fontes deste conteúdo.

Retornar Menu

 

Autoavaliação

Item disponível em sua íntegra na versão completa e atualizada para impressão.


Comentários sobre cada estrutura de defesa

Item disponível na versão completa e atualizada para impressão, contendo para cada uma das defesas:

  • Comentários Gerais;
  • Necessidades da pessoa que apresenta traços de cada defesa;
  • Como interagir positivamente com uma pessoa que apresenta cada defesa considerada;
  • Como dissolver cada tipo de defesa em si mesmo.

 Retornar Menu
.

Dissolver a Competitividade [ITEM COMPLETO - uma das partes sobre dissolução da Defesa Controladora]
Foto Fabricio Medieros

Antes de mais nada, é preciso deixar bem claro que o propósito deste tópico é apenas a elevação de consciência e freqüência geral na Terra, estando totalmente desvinculado de qualquer tentativa de convencimento ou disputa. Se você é competidor, gosta disto, pare por aqui mesmo e pule para o próximo tópico. Embora a idéia aqui difundida seja para a dissolução da competitividade, as fontes das quais elas emanaram aceitam a diversidade de uma forma em geral, inclusive a dos competidores, que têm o direito natural de escolherem para si essa freqüência. Este tópico é destinado apenas àqueles que estão abertos a fazerem uma reflexão sobre os aspectos competitivos e para uma tentativa de um caminho novo, sem disputas.

É muito interessante como as competições são mundialmente valorizadas na Terra. Dizer que uma pessoa é guerreira, é um elogio...

Essa cultura está tão impregnada que se pergunta: “como anda a luta?”, para saber como está o dia-a-dia da pessoa. Pense nisso sob a ótica das crenças: tudo aquilo em que acreditamos se manifestará potencialmente como realidade. Se você acha que a vida é uma guerra, esteja bem tranqüilo: todos os dias, veja bem, todos os dias, quando acordar, você terá uma guerra pela frente...

Um advogado poderia, por exemplo, argumentar que a própria natureza de sua profissão o leva diariamente à competição, pois ele está “brigando” por interesses opostos. É uma questão de ponto de vista, carinho e boa vontade para consigo mesmo e o mundo. O advogado poderia, por exemplo, ao invés de se ver como um guerreiro se ver como um diplomata, um embaixador dos interesses de seu cliente. Ele está ali para representar o interesse de seu cliente e proceder a um acordo, o melhor acordo possível para a parte que representa, de modo a justamente evitar a guerra e o conflito. Ele poderia se ver como um embaixador da paz... Guerras, convencionalmente, são deflagradas apenas após os esforços diplomáticos terem sido fracassados. Não somos ingênuos para desconsiderar que num terreno como o da advocacia muitas coisas são forçadas e distorcidas em decorrência de interesses econômicos, de egos e tantos outros envolvidos, mas considere esse ponto de vista apresentado apenas como uma base para reflexões sobre essa questão de se lançar um olhar mais amplo sobre a competitividade e a guerra.

A linha de guerreiro está tão profundamente arraigada no Planeta Terra que é adotada mesmo dentro dos círculos espirituais e na linguagem dos mestres, onde se fala em Guerreiro Espiritual, Guerreiro Yogue, O Bom Combate...

Essa crença da competitividade, da guerra, permeia o inconsciente já de forma tão alicerçada que há um sentimento geral de que se a pessoa não for guerreira, combativa, não irá conseguir nada do que quer, será uma fracassada ou na melhor das hipóteses terá uma vida “meia boca”, sempre abrindo mão de ideais, posições, benefícios etc.

Isso é muito interessante. Justamente quando ativamos nossa percepção mais profunda e nos propomos a deixar de direcionar esforços para convencer os outros de nossas posições, percebemos que ganhamos um up energético bastante grande e significativo. Quando deixamos de “descer do nosso ônibus” para convencer aqueles que estão “na parada” de que o local para o qual “nosso ônibus” está indo que é o legal, o justo, o bom, é que passamos a perceber quanto tempo perdemos em vão deixando nosso próprio percurso de lado para nos dedicarmos a convencer os outros das nossas “boas” posições.

Deixar de “descer do nosso ônibus” é apenas um degrau na escalada de consciência dos malefícios da competitividade (ressaltando que este conteúdo não está aqui para convencer ninguém, apenas para fluir com aqueles que já estão ressonantes com ele). Quando começamos a perceber isso, também abrirmos portais para freqüenciar um ponto de vista, e atitude de vida, dentro do qual entendemos que harmonia e ressonância são conceitos muito mais bem encaixados para termos sucesso. São direcionamentos para nos manifestarmos dentro da lei do menor esforço e da confluência com tudo o que está ao nosso redor e não da freqüência de dissipar energia nos opondo a seja lá o que for. Para haver disputa é necessário que haja forças que se oponham entre si...

Um repórter foi entrevistar um senhor centenário como sendo considerado o homem mais idoso do planeta. O repórter perguntou: “No alto dos seus cento e tantos anos, qual a mensagem que o senhor tem para nos passar?”. O velho homem respondeu: “Aprendi que nunca devemos nos opor a nada.” “Mas isso é impossível”, retrucou o repórter. “É. É impossível”. Finalizou o ancião...

É certo que a competição pode levar a condições favoráveis de auto-desenvolvimento. No Judô, antes do começo da luta, os oponentes se cumprimentam com uma saudação que significa “obrigado por me emprestar o seu corpo para o meu desenvolvimento”. Entretanto, nos esportes competitivos de uma forma em geral o caráter de auto-desenvolvimento fica pálido e sufocado ante a grande massa de forma-pensamento no mundo em torno do ganhar a qualquer custo.

Os atletas são tidos como exemplos de saúde. Todavia, são as pessoas que apresentam o maior índice de lesões de todas as ordens. Numa visão ampla, já sabemos que atraímos tudo o que acontece em nossas vidas, inclusive as lesões e os acidentes.

Os esportes são excelentes ferramentas para modelagem da personalidade, inclusive com poderosas possibilidades de dissolução de mazelas e desequilíbrios diversos. Sabemos que é muito melhor uma pessoa descarregar e alinhar suas emoções nos esportes do que colocar questões não equilibradas para fora de si de forma mais desordenada, nas situações cotidianas, descarregando suas questões internamente não resolvidas sobre as outras pessoas. Esportes de luta, por exemplo, são especialmente eficientes em apaziguar pessoas com força agressiva descontrolada, mesmo todos nós sabendo que há alguns casos onde mesmo esses esportes não fazem isso com eficiência, inclusive munindo melhor ainda alguns indivíduos desequilibrados com mais poderes ainda para destruição social, mas esses são casos de exceção, pois a maioria dos atletas de lutas são pessoas com alto nível de equilíbrio e controle emocional, justamente por conhecerem potenciais de destruição incríveis, além de terem a oportunidade de em seus treinamentos darem correta vazão a agressividade e raiva vivenciada no dia-a-dia.

Todavia, numa competição sempre há perdedores, aliás, a maioria dos competidores perdem. Algo que não é bom para todos está em desacordo com as leis universais mais elevadas... Claro que para quem está em níveis elevados de mestria dentro de uma prática qualquer, bons oponentes estimulam o desenvolvimento, mas isso poderia muito bem ser feito em forma de torneios, onde não há premiações e nem disputas em cima de critérios rígidos de pontos, detalhismos de regras e contagem de tempo mecânico. Torneios também que não interessem ao foco de grandes torcidas, mas tão somente àqueles que estão ali, se desenvolvendo.

Todos já vivemos, ou no mínimo entendemos, o porque das pessoas gostarem de assistir as competições. Fica claro o quanto de emoções conseguimos canalizar quando estamos numa torcida, o quanto estávamos precisando acessar aqueles estímulos emocionais poderosos. Um exemplo típico são as torcidas de futebol: o cidadão vai lá, com aquela massa gigante de pessoas, grita, xinga o juiz (uma vez que durante a semana não pode xingar o chefe...), passa por alegrias e tristezas profundas, tudo estimulado pela ação alheia, e não por sua própria. Podemos fazer uma analogia com as novelas, onde os telespectadores acessam suas próprias emoções por estímulo das emoções vividas pelas personagens da trama.

Tudo isso é muito bom, funciona como válvula de escape e elemento de equilíbrio social, bem como, em menor escala, como possibilidade de aprendizado com a estória e o drama do outro.

Entretanto, as pessoas se entregam a viver a transferência emocional (vamos denominar assim esse efeito de se estimular pela vida, estória e emoções do outro) em decorrência de não conhecerem possibilidades e alternativas melhores para viverem suas próprias emoções.

Uma pessoa que conheça, por exemplo, processos terapêuticos de manifestação catártica induzida de suas próprias emoções, dificilmente se proporá a ir a um estádio de futebol para se estimular com a emoção alheia. Ela já passou a ter contato com sua própria emoção, seus bloqueios e os processos que levaram a esses bloqueios. Ela não quer mais nada do outro. Ela tem seu próprio universo para desvendar e viver...

O ser humano chegou a um ponto tão maluco de sua psique competitiva que conseguiu criar campeonatos, por exemplo, de surf, algo que deveria ser apenas para o prazer, desligado dos malefícios da competitividade. O Guiness Book está repleto de descabimentos de coisas nas quais as pessoas querem ter a sensação de serem a melhor do mundo de alguma forma. Cada um de nós já é o melhor do mundo em alguma coisa: em ser o que se é, em viver seu próprio dharma e manifestar um aspecto único de Deus que pode ser realizado apenas por cada um de nós em específico. Mas não achamos essa conexão dentro de nós próprios, então sentimos a necessidade de sermos externamente o melhor do mundo em alguma coisa, para preencher um vazio interno que não se consegue suprir por si mesmo. A estória competitiva mostra claramente que os atletas não se saciam com uma grande vitória, preenchem-se dela por um período de tempo muito curto, já em seguida começando seus preparativos para uma nova conquista.

Também existe uma crença de que o atleta competitivo aprende muito vencendo seus próprios desafios, tornando-se uma pessoa altamente capaz em outras áreas da atividade humana. O arquétipo do atleta vencedor também é utilizado como exemplo daquele que muitas vezes “venceu” condições adversas e de exposição à marginalidade se orientando pela vida esportiva, servindo como exemplo de modelo social, especialmente para as crianças. Uma parte disso é bem verdadeira. Mas há algo que também deve ser considerado quando se trata de uma profundidade de percepção mais elevada como a que se está evocando aqui: o custo X benefício e o contexto desse quadro.

Pense na seguinte analogia: uma pessoa que se interessa pela música e começa a tocar um instrumento de percussão, pode logo se juntar a outros amigos e formar uma pequena banda ou grupo. Digamos que um deles já tem alguma habilidade com um instrumento de cordas e eles começam a ensaiar sambas e pagodes. No começo, eles tocam em várias situações diferentes, para diversos públicos, em diversos contextos. À medida em que vão melhorando, não querem mais tocar de qualquer jeito. Não se trata de ficarem “metidos”, mas sim do desenvolvimento da habilidade e exigência musical como um todo. Já não dá mais para tocar com instrumentos desafinados, equipamentos ruins e por aí vai. A percepção já está suficientemente desenvolvida para distinguir entre música e “zoada”. Eles agora querem ser músicos...

Quando o ser humano começa a trocar a guerra campal pela competição esportiva, há um grande avanço. Quando um indivíduo potencialmente perigoso e desequilibrado deixa de bater nos outros na rua e começa a canalizar sua agressividade para a luta competitiva, há um grande avanço.

Entretanto, quando estamos numa situação de rota de colisão no Planeta e o futuro da humanidade e da própria vida de uma forma em geral está dependendo do que todos nós estaremos fazendo, cabe dar o salto, entrar numa oitava de consciência mais profunda e dissolver os efeitos totais da cultura da competitividade.

É muito claro como as Olimpíadas são usadas para exposição pública mundial da diferença entre os países, onde os mais ricos e que investem mais em sobrepor sua hegemonia às dos demais conseguem melhores resultados estatísticos, mais medalhas. Durante a guerra fria ficou evidente como as Olimpíadas foram usadas para isso, inclusive com os boicotes dos países aos Jogos realizados dentro dos estados pertencentes aos blocos econômicos distintos entre si.

O maior exemplo que temos para nossas crianças é a não competitividade, a dissolução dos estados nacionais, a vivência da harmonia e aceitação entre os povos, acolhendo a diversidade cultural, racial, religiosa e todas as demais.

O exemplo do serviço voluntário é mais forte e profundo do que o da competitividade, ainda tendo o mérito de não contar com efeitos colaterais. Os efeitos colaterais da competitividade são a crença na guerra e na oposição e conseqüentemente a disseminação e proliferação dessas manifestações, desde disputas mentais e de posições a brigas efetivas, desde os níveis mais sutis, nos conflitos internos e entre as pessoas até os conflitos armados entre os povos e nações; o entendimento de que os bons sobrevivem e os maus sucumbem e de que tudo o que se consegue na vida é com esforço (e não com harmonia...); e a difusão de algo muito destruidor: o sentimento de que só tem valor aquele que é vencedor...

Patrocinar os esportes, tanto em esferas particulares quanto estatais, é algo que tem tido todo um valor benéfico associado. Mas é algo que não faz sentido para a espécie humana como um todo. Para que serve financiar uma pessoa para ser alguns milésimos de segundo mais rápida do que outras? Milimetricamente mais forte ou mais sagaz?

Faça um comparativo entre o patrocínio artístico e o competitivo: o que define a arte? Muitas coisas. Dentre elas, o fato de a pessoa que observa o produto da arte entrar em contato com o estado em que o artista estava envolvido quando produziu o objeto artístico ou o momento da arte em si (como na dança). Nesse contato, fica claro que o artista estava num estado de elevação e harmonia com todo o restante do universo quando envolvido com sua produção artística. Esse é um dos fatores de a arte ser tocante. Para a espécie humana, faz sentido patrocinar as pessoas para que elas entrem em harmonia com consigo mesmas, com seu próximo, com a sociedade, com a natureza, com o Planeta, com todas as coisas. E ainda mais: faz muito sentido que o resultado dessa conexão ressonante seja multiplicado para outras pessoas que entrem em contato com essa arte produzida. Pense nisso durante alguns dias e observe. Não é necessário que chegue a aceitação, rejeição ou conclusão a esse respeito agora. Deixe passar algum tempo observando isso. Alguns meses, ou até mesmo alguns anos se necessário for. Depois tire suas próprias conclusões...

Há outra coisa muito interessante sobre a qual se deve fazer uma reflexão profunda: embora num primeiro momento possa parecer que a competitividade e os bilhões de dólares anualmente gastos mundialmente com as competições possam estar incentivando as pessoas à atividade física, o que ocorre é justamente o processo oposto: mesmo que alguns milhões de pessoas sejam atraídas para o esporte em decorrência dos holofotes ali encontrados, ou quaisquer outros estímulos, bilhões de seres humanos são afastados dele, o esporte, e não apenas isso, mas das atividades físicas saudáveis de uma forma em geral, em decorrência da carga competitiva e de exclusão de uma forma impressa nada sutil.

É muito constrangedor “não se estar à altura” dos demais naquela prática em que a pessoa se colocou como experimentador. Considere que o contato inicial com os esportes ocorre quando estamos numa fase de formação de nossas personalidades e as chacotas dos colegas de colégio e de turma são vorazes... O clima de carícias frias do ambiente competitivo é flagrante em muitos e muitos casos, provavelmente na maioria deles.

A atividade física é mais importante do que o esporte. O esporte é mais importante do que a competitividade. Olha só: no Brasil, há um Ministério do Esporte (que desde 1937 tem um histórico mais ligado a secretarias e departamentos dentro do Ministério da Educação, na tônica de ensino de esportes, Educação Física, no sistema educacional). Que tal se, ao invés disso, tivéssemos uma secretaria de atividade física dentro do Ministério da Saúde? Estranho isso? Estaríamos diminuindo o número de praticantes de atividade física e de esporte por estarmos “diminuindo” o esporte de ministério para secretaria? Qual as implicações de as diretrizes migrarem (como mais anteriormente) da esfera da educação física e (mais atualmente) do direcionamento para competitividade para o campo do entendimento da atividade física como sendo uma das bases da saúde?...

Considere uma partida onde não aja tanta competitividade, mas apenas pessoas se colocando mutuamente à disposição para auto-desenvolvimento. O ping-pong, por exemplo, é um ótimo exercício. É algo em que duas pessoas podem se divertir a valer durante uma ou duas horas seguidas sem ficar contando pontos, pois a contagem pode ser facilmente perdida se não se ficar psicótico com ela, é tudo muito rápido. Ao final de um tempo qualquer, o que aconteceu foi que você “deu algumas boas raquetadas”, mas também tomou umas cortadas desconcertantes. Tanto faz se foi 129 X 128, 230 X 179, 60 X 90. Em alguns momentos você esteve melhor, em outros não. O mais importante ficou: você se exercitou, desenvolveu suas habilidades, percebeu seus limites, se divertiu, riu com seu companheiro(a).

Corridas de longa distância com milhares de pessoas ao mesmo tempo transpondo percursos em conjunto são lindas. Uma grande manifestação humana na Terra. Fortalecem os espíritos individuais, favorecem o estímulo do grupo para as personalidades e enobrecem a espécie humana como um todo. Basta isso. O fato de ter uma largada num horário milimetricamente determinado, marcado por um tiro, onde os mais competitivos e preparados no momento estão estrategicamente posicionados para largarem a toda velocidade desde o começo e cronometrando suas performances com o tempo mecânico apenas empobrece toda a riqueza do que se tem nessa estória toda. Um evento tipo maratona poderia começar mais tranqüilamente, numa linda manhã de sol, com apoio do poder do estado fechando o trânsito e dando proteção e apoio para as pessoas. Quando tudo estivesse pronto, as pessoas poderiam começar suas corridas, sem a paranóia de saber quem foi o mais rápido, o mais forte, o mais sagaz, o mais perfeito dentro das regras específicas previamente estabelecidas. Regras essas que inclusive mudam de tempos em tempos, mudando tudo...

É evidente que sem competitividade muito mais pessoas poderiam estar integradas aos esportes e às atividades físicas de uma forma em geral. Mesmo os atletas mais sagazes e vorazes também seriam beneficiados, não precisando de se exporem tanto a lesões e processos de mortificação, aspecto intimamente ligado às duras rotinas de preparação. Bem, este raciocínio é uma semente para o futuro. Atualmente ao serem expostas a uma idéia dessa natureza, a maioria das pessoas se sentirá “desafiada” (fazendo um trocadilho proposital com o termo) em suas crenças mais profundas de que competir é algo bom, natural, saudável...

Reforçando o que já foi dito: se não concorda com nada disso, tudo bem: seu ponto de vista e de manifestação é aceito e bem vindo. Nenhuma disputa.

Agora, se você sente ressonância com estas idéias, comece a dissolver a disputa a partir de si mesmo, lenta e progressivamente, deixando as atitudes e comportamentos de oposição aos poucos, se acostumando com isso. Trocando grandes competições por outras menos intensas. Deixando de dar audiência aos competidores, ao que acontece com eles, afinal, aquele é o drama pessoal deles, e não o seu (embora sejamos todos um...). E, principalmente, não torne este novo direcionamento numa nova guerra: não há necessidade de convencer ninguém de que a não disputa e a não competitividade é que estão certas, por si só esta atitude já é uma forma de disputa. Basta divulgar esta nova freqüência, plantar suas sementes, ser um exemplo vivo em seu próprio comportamento pacífico e receptivo, inclusive aceitando o direito daqueles que querem continuar competindo. Praticar a não-reatividade, ser o amor no mundo. 

Retornar Menu

 

O ego e as estruturas de caráter:

Item disponível na versão completa e atualizada para impressão.

Retornar Menu


Aspectos Defensivos das Estruturas de Caráter (*)

 

Esquizóide

Oral

Psicopático

Masoquista

Rígido

Questão principal

Terror existencial

Carinho

Traição

Invasão e roubo

Autenticidade; negação do verdadeiro Eu

Medo

Viver num corpo humano, como um indivíduo

Não ter o suficiente de alguma coisa

Soltar-se e confiar

Ser controlado; perda de si mesmo

Imperfeição

Sensação

Agressão direta

Falta de carinho; abandono

Foi usado e traído

Vulnerável; humilhado

Negação da realidade psicológica e espiritual

Ação defensiva

Abandona o corpo

Suga a vida

Controla os outros

Exige e resiste ao mesmo tempo

Atua da maneira apropriada, em vez de agir com autenticidade

Resultados da ação defensiva

Corpo mais fraco

Incapacidade para metabolizar a sua própria energia

Agressão e traição contra si mesmo

Dependência; incapacidade de metabolizar a própria energia

Incapacidade para conhecer a si mesmo; o mundo é falso

Relacionamento com a essência do âmago

Pode experimentar a essência unitiva; tem medo da essência individuada

Sente que a essência individuada não é suficiente

Tem medo de que a essência seja ruim ou má

Essência individuada não se diferencia das outras

Não experimenta a essência individuada - ela não existe

Necessidade humana

Individuar-se; entregar-se à condição humana

Nutrir a si mesmo; saber que o Eu é suficiente

Confiar nos outros; cometer enganos e ainda sentir-se seguro

Ser livre para sentir e expressar a si mesmo

Inserir-se na vida; sentir o verdadeiro Eu

Necessidade Espiritual

Experimentar a essência individuada

Experimentar a essência individuada como uma fonte interior infinita

Reconhecer e respeitar a essência do âmago e a vontade supeRior dos outros

Reconhecer a essência do âmago do Eu como sendo o próprio Eu e afirmar o Deus que existe dentro de si

Experimentar no Eu a essência unitiva e individual

Distorção temporal

Experimenta o tempo universal; é incapaz de sentir o tempo linear ou de viver no presente, no mundo físico

Nunca tem tempo suficiente

Lança-se para o futuro

Sente que o desdobramento temporal se deteve

Sente o austero e mecânico movimento do tempo para frente

* quadro extraído de Luz Emergente - Barbara Brennan - p. 346

Retornar Menu


Conteúdos Relacionados

Meditação

O processo de Cura

EFT - Liberação Emocional

Respiração Consciente

Ressonância

Instrumentos e Práticas de Cura e Expansão de Consciência

 

  

Livros
Indicados
Luz Emergente - a jornada da cura pessoal - Barbara Brennan

Bioenergética - Alexander Lowen 

Energética da Essência - John Pierrakos

Tantra o Culto da Feminilidade - Andre Van Lysebeth

A Caricia Essencial - Roberto Shinyashiki

Arquivo atualizado em 04/10/2011
Versão Demonstrativa para Internet  - 1ª Versão: Junho/2003


Retornar Menu


Página Inicial
Sobre o Autor Contato Apostila do site Como e Porque CONTRIBUIR Lista Completa de Conteúdos

®
Luiz Antonio Berto  - Todos os Direitos Reservados - All rights reserved
Registrado na Biblicoteca Nacional. Para o bem e evolução da Humanidade,
reprodução de conteúdos sem fins comerciais permitida desde
que mantida a integridade das informações
e seja citada a fonte.