Instrumentos e Práticas de
Cura e
Expansão de Consciência
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Está dentro dos
anseios mais internos e profundos de cada um de nós ter o merecimento de resolver e conquistar tudo o que precisamos por nossas próprias forças, opções, entendimento e manifestação. Muitas vezes precisamos de uma ajuda, mas posteriormente, ansiamos por ter, permanentemente, acesso ao(s) mesmo(s) benefício(s) alcançado(s) com essa ajuda a partir de nós próprios. O propósito deste texto é difundir práticas simples que trazem em si possibilidades de construirmos um mundo melhor para todos os seres a partir da evolução com autonomia de cada um |
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Os instrumentos e práticas de cura e expansão de consciência nos levam, proporcionalmente aos limites, particularidades e potenciais de cada um, a redirecionar, re-priorizar e reordenar até reestruturar muitas coisas em nossas vidas para poder realizá-los. Em sua maioria são coisas simples na hora de sua execução, entretanto que exigem uma tal ordem de pressupostos e requisitos que acabam por envolver todas as dimensões de nosso ser. Um bom exemplo disso é a questão da meditação:
meditar cinco minutos por dia, por exemplo, é aparentemente bastante simples.
Contudo, muitas vezes passamos meses e meses sem conseguir realizar esse ato uma
única vez, em decorrência de toda a estrutura e contexto de nossas vidas em
determinados momentos, apresentando um cenário que simplesmente não nos
permite direcionar esses poucos minutos para essa atividade, que exige nossa
proposta de compromisso de entrega em profundidade ao momento presente (mesmo
que isso não aconteça, mas que haja no mínimo a proposta de se direcionar
para isso...). As práticas estão todas sugeridas sem
qualquer distinção entre o que são práticas de cura e o que são práticas
de expansão de consciência, pois estes dois aspectos são intimamente entrelaçados
entre si. A cura aqui é entendida como cura total do ser, do resgate total de
sua essência e memória ancestral e não apenas como cura para doenças
pontuais, mas sendo que isso é algo que também pode ocorrer quando lançamos mão
de alguns desses exercícios. A vida de cada um de nós e nossa saúde são
assuntos muito sérios e como tais devem ser tratados. Mesmo que lançar mão de
algumas dessas técnicas possa no mínimo facilitar processos específicos e
pontuais de busca por cura, a pessoa deve ter claro o discernimento de
reconhecer todo o avanço e importância da medicina, sabendo recorrer aos
profissionais devidamente habilitados dessa nobre prática com bases científicas
toda vez que necessite de uma intervenção mais drástica ou específica, como
um diagnóstico preciso, uma intervenção cirúrgica ou administração de um
remédio por determinado período. Numa forma geral, as técnicas aqui descritas
são sugeridas mais como expansores de consciência e âncoras de cura e resgate
de si, algumas devendo ser realizadas como exercícios durante determinados períodos
mais intensamente e outras como propostas para inclusão dentro dos hábitos,
rotinas e estado de alerta. Os princípios abaixo valem para todas as práticas aqui relatadas:
Finalmente,
todas essas práticas e técnicas sugeridas encontram-se dentro de um grande
propósito básico intimamente ligado a cura e expansão de consciência: estar
presente.
Grau de Dificuldade – de fácil a muito difícil, não necessariamente pelas práticas em si, mas muito mais pelo grau de envolvimento e presença que exige. Técnica – é um assunto tão fascinante quanto extenso. Veja detalhes no texto específico. Predomínio Sutil / Físico-denso – na percepção mais comum, apresenta-se em manifestações e percepções mais sutis, mas pode ser bem real e dinâmica, como, por exemplo, nas meditações ativas, hiperventilando e no tantra. Propósitos Intrínsecos – equilíbrio, relaxamento, expansão de consciência, influxo energético, dentre muitos outros. Requisitos Desejáveis – disposição em fazer; no começo, ambiente tranqüilo pode ser favorável; poder dedicar alguns poucos minutos diariamente, algumas horas de vez em quando e uma boa energia em cima de todos os padrões de vida para poder ter esses pequenos intervalos com dedicação integral, mente contemplativa... Variações: – Malabares: funcionam como meditação dinâmica e excelente trabalho corporal. Os malabares que circulam o corpo, como o bastão e o swiger (bola ou peso fixados ao final de um cordão atado à mão, um para cada braço), especialmente praticados com fogo, funcionam como proteção e fechamento incrivelmente eficientes para o campo energético. –
Pesca de Lazer: especialmente se praticada com consciência, mas não
apenas assim, leva a freqüências mentais ressonantes com a da Terra; –
Todos os atos do dia-a-dia: para quem já vem se desenvolvendo no caminho
do encontro pessoal e da prática meditativa, dia chega em que tudo aquilo que
se faz na rotina diária pode se tornar um ato meditativo, pois medição está
muito mais para um estado de consciência e percepção expandido do que para um
determinado ato em si, como, por exemplo, ficar sentado em determinada posição,
de olhos semi-abertos, tentando não pensar em nada...
Grau de Dificuldade – fácil de fazer, difícil de integrar todos os efeitos incalculáveis que geralmente dele são decorrentes. Técnica – esse assunto é muito, muito vasto. Veja o texto específico. Predomínio Sutil / Físico-denso – pode ocorrer das duas formas, bem como seus efeitos. Propósitos Intrínsecos – atingir liberdade respiratória; ancorar o próprio espírito no próprio corpo; aumentar a vitalidade e a vontade de viver; liberar e lidar melhor com as emoções; aumentar o poder de uma forma em geral. Efeitos relacionados possíveis – todos. Isso não é brincadeira, realmente tudo pode acontecer quando se respira conscientemente, especialmente quando fazemos alguns exercícios com respiração cíclica (sem intervalos entre a inspiração e a expiração) e hiperventilação. Sugestão de intensidade – o máximo possível, até o ponto em que cada inspiração, expiração e intervalo entre elas estejam integrados ao nosso estado de alerta. O que pode dissolver e/ou agregar – dissolve emoções antigas, bloqueadas e mal resolvidas; agrega poder, força, tranqüilidade, vitalidade. Relação com a percepção: fácil percepção / difícil percepção – coisas nessas duas esferas de percepção podem ocorrer. Requisitos Desejáveis – ter vontade em fazer; prestar atenção às mudanças sutis; começar devagar para poder persistir a longo, lonnnnnnggggggggo prazo. Variações ·
Tipos de respiração: alternando
as narinas; cíclica; hiperventilação; respiração abdominal; respiração
caótica; ·
Tocar instrumentos de sopro (o que
ainda redunda numa outra técnica que é a da expressão artística). Para quem
não tem ainda habilidades com música, uma ótima alternativa nesta área é
tocar didiridun (um instrumento com origem entre os aborígines australianos que
emite um som semelhante ao de um berrante, parecendo um “Om” contínuo, com
intensa vibração); ·
Entoar o mantra “Om” seguida
de demoradamente por muitos minutos consecutivos; Vale também ficar assoprando
por muito tempo seguidamente; ·
Entoar / praticar sons vicerais
continuamente. Interessante – muitos desportistas, e em cascata quase todos que procuram atividades físicas mesmo não competitivas, respiram muito mal (pouco) até mesmo durante atividades aeróbicas como a corrida. O pulmão e o coração dividem a função agregada de absorver e distribuir oxigênio para todo o corpo. Há uma preocupação (bem justificada) em manter o nível de batimentos cardíacos em faixas seguras. Para isso, os atletas e seus treinadores focam basicamente o aumento e a diminuição da intensidade física do exercício (velocidade, potência etc), praticamente desconsiderando a possibilidade de intensificação da respiração consciente durante os exercícios, variando respirações diversas...
Grau de Dificuldade – para quem recebe, depende da proposta: se for uma massagem relaxante, a dificuldade é baixa. Sendo uma massagem terapêutica, pode ser que envolva uma proposta de integração de exercícios de respiração e liberação emocional, inclusive buscando e dissolvendo dor. Aí a dificuldade pode ir a níveis moderados ou até mesmo difíceis. Técnica – são vários tipos. Para quem recebe, a proposta é poder estar presente e ciente do que estará acontecendo, mas há a possibilidade que ocorram vivências místicas, aí poderá haver desligamentos e êxtases visionários e sensoriais. Predomínio Sutil / Físico-denso – ambos. Propósitos Intrínsecos – relaxamento, canal intenso de cura, contato humano de qualidade, expansão de consciência através do autoconhecimento. Efeitos
relacionados possíveis – muitos, quase
incontáveis. Os mais comuns são: ·
liberação de emoções interiorizadas e retidas ao longo do tempo e dos
anos na memória celular; ·
liberação das tensões musculares, especialmente as das costas e ligadas
à coluna; ·
facilitar o trabalho de relaxamento mental, abrindo caminho para exercícios
de meditação e diminuição da freqüência de operação cerebral; ·
facilitar a abertura da auto percepção espiritual e conexão com o todo. Sugestão de intensidade – depende do período de vida, das necessidades específicas e das disponibilidades de tempo, energética e financeira que possam ser empregadas. Na média, em alguns períodos, pode ser semanal, quinzenal ou mensal. Menos que semestral, a qualquer tempo da vida, é pouco... O que pode dissolver e/ou agregar - ·
especialmente indicado e eficiente para aqueles que estejam vivenciando
período emocional delicado, como desgaste por sentimentos dominantes, situações
de baixa energética, tristeza, estresse, idéia fixa, medos, tensões (agudas,
crônicas ou inconscientes), apatia e raiva ou agressividade interiorizadas ou
inconscientes. ·
fortalecimento do sistema imunológico, desintoxicando o organismo; ·
combate à fadiga crônica; ·
prevenção ou diminuição do estresse diário; ·
diluição das dores do cotidiano - enxaquecas, dores cervicais, dores nos
ombros etc; ·
maior flexibilidade ao corpo e mobilidade nas articulações; ·
revitalização da função de todos os órgãos internos; ·
resgate do prazer com a abertura e expansão da consciência; ligação
profunda com o momento presente. Relação com a percepção: fácil percepção / difícil percepção – eventos podem ocorrer nessas duas esferas. Requisitos Desejáveis – para essas massagens mais comuns, envolvendo movimentos com óleo, abrangendo deslizamentos, alongamentos etc, basicamente estar bem. Se houver algum tipo de doença, conversar previamente com o profissional que irá fazer a aplicação para detectar se há algum tipo de contra-indicação ou grau de perigo. Para a maioria dos casos, faz bem. Há restrições com técnicas como a quiropraxia e deslizamentos para casos de câncer (por conta da possibilidade de aumento das metástases) e também de manipulações mais contundentes para casos de paralisação de movimentos em decorrência de espasmos e travamentos, especialmente se houver a ocorrência de inflamações. Toda manipulação nesse tipo de caso é delicada, devendo ser realizada apenas por profissional adequado. Na dúvida, consultar previamente um ortopedista. Variações – imposição de mãos, como o Reik e a quelação (para as quais praticamente não há contra-indicações, muito antes pelo contrário...) Grau de Dificuldade – Baixo. Fácil de fazer. Às vezes, dependendo do estilo de vida da pessoa, torna-se difícil de serem criadas as oportunidades e ocasiões para que esses contatos possam ocorrer com qualidade. Dentre os quatro elementos, o que pode eventualmente apresentar alguma dificuldade para oportunidade de contato adequado é o fogo, em decorrência de suas características de dificuldade de obtenção e controle sem os meios adequados. Técnica – consiste em ter contato diário e de qualidade com esses quatro elementos básicos. No quadro apresentado adiante há uma discriminação entre “casos de emergência” e a médio e longo prazo. Predomínio Sutil / Físico-denso – Podem(ocorrer das duas formas. Propósitos
Intrínsecos – · harmonizar o corpo emocional; · abrir caminhos para a longevidade (a este respeito especificamente, ver o livro “Libertando-se do Hábito de Morrer”, de Leonard Orr). · equilibrar a pessoa de uma forma em geral, pois podemos entender que qualquer distúrbio que apresentemos terá um correspondente no desequilíbrio entre os correspondentes desses elementos em nosso sistema; · ligar a pessoa à Terra (grouding). Efeitos relacionados possíveis – Sensação de bem estar, prazer e satisfação em viver. Sugestão de intensidade – Ao menos um contato de qualidade com cada um dos elementos deve ocorrer ao menos uma vez por dia. Vez por outra, devemos aproveitar um dia livre para que esses contatos possam ocorrer abundantemente, algo como aproveitar um dia de cachoeira e caminhada para fazer uma fogueira, manipular terra, andar descalço, deitar no chão, sujar-se e se lavar diversas vezes no mesmo dia, aproveitar para fazer alguns exercícios intensos de respiração, como a respiração caótica ou a hiperventilação. É bastante indicado a pessoa poder ter a oportunidade de dormir diariamente, ao menos durante um determinado período contínuo, com uma vela acesa em seu quarto. O que pode dissolver e/ou agregar – Pode dissolver baixa energética e tristeza, agregando vitalidade e poder pessoal. Aumenta também a sensibilidade para o equilíbrio pessoal, desenvolvendo a percepção de qual elemento pode estar faltando à pessoa quando esta se sente mal, facilitando sua busca por bem estar. Relação com a percepção – os benefícios de manter o contato com os quatro elementos são facilmente perceptíveis, especialmente através de sensações de bem estar e conforto. Para uma pessoa de sensibilidade sutil mais desenvolvida pode chegar a ser impressionante a percepção do poder de influência que esse tipo de prática tem sobre todo o nosso ser, podendo inclusive funcionar como uma orientação geral na busca de equilíbrio. Requisitos Desejáveis – Não se exige nada da pessoa. Apenas no caso do relacionamento com o fogo, ter os cuidados elementares para lhe dar com esse elemento, evitando acidentes e queimaduras. No caso do ar, quando a questão for aprofundar-se nos exercícios respiratórios alguns desdobramentos mais intensos podem ocorrer (todos estão especificados no texto específico a respeito da respiração). Prática do controle dos 4
elementos no próprio corpo: Harmonização dos corpos físico/emocional:
a qualquer sensação de mal estar, verificar, nesta ordem, a falta dos
elementos em seu corpo físico:
(*) A intenção do propósito
em relação ao contato com as pessoas deve ser sempre o mais pura e amorosa
possível. O convívio com outros seres humanos deve ser sempre buscado como uma
prática de longo prazo. Em situações de crise, aceite a ajuda voluntária de
pessoas especializadas, preparadas e disponíveis para socorrê-lo(a) naquele
momento ou procure ajuda profissional adequada. Não se utilize das pessoas para
descarregar suas tensões (graves ou sutis) ou para chorar suas mágoas;
lembre-se que sua divindade interna tem o potencial intrínseco para viver e
transmutar todas as suas experiências pessoais. Balanceando a manifestação
interna e externa entre os elementos De uma forma em geral, quando há um desequilíbrio
em um dos corpos inferiores (emocional, físico, mental ou espiritual), ele
poderá ser minimizado ou até mesmo totalmente sanado procurando-se o contato
com o elemento interno ou externo correspondente ou ainda com um outro que tenha
influência sobre ele. Exemplos: ·
uma pessoa com problema de falta
de aquecimento corporal, começa a pensar muito, a ter muitos pensamentos ruins
e de medo. Inconscientemente, ela troca a falta de fogo externo (conforto térmico)
pelo fogo interno: a mente. Portanto, por extensão, quando estamos com a cabeça
muito agitada, podemos ter contato com o fogo de uma vela, sentindo-o nas mãos
ou fazendo a meditação de olhar fixamente para a vela de modo a poder
apaziguar a mente. Curtir uma fogueira também é uma ótima opção. Cabe o bom
senso e a avaliação da pessoa: muitas vezes, os dois fogos, interno e externo,
estão elevados, há muitos pensamentos e a temperatura corporal também está
elevada, a cabeça fica literalmente quente, especialmente na testa. Neste caso,
vale procurar o equilíbrio colocando uma bolsa de água fria na testa. Outro
desdobramento muito interessante em relação a uma mente inquieta, muito
pensadora, ou seja, cheia de fogo interno, é lembrar que fogo precisa de
combustível. Cortar o elemento terra em suas variantes físicas, como alimentação
constante e intensa (“beliscar” o tempo todo) também ajuda a apaziguar o
fogo da mente inquieta, pois diminui sua fonte de alimentação. É importante
que ao se adotar essa tática se tenha claro que não é parar de comer agora e
a mente ficará quieta daqui a dez minutos. Esse procedimento tem eficiência ao
longo, por exemplo, de todo um dia de vigília e observação sobre ele. Observe
bem: quando dizemos que uma pessoa “está de fogo”, ou seja bêbada, além
do álcool, que já é combustível por si só, observe que essa pessoa, de
mente inquieta e rodopiante nos mesmos assuntos, na maior parte das vezes também
ficou a se entupir de pequenas beliscadas. Claro que muita gente bebe muito e não
come quase nada. Nesse tipo de caso, normalmente crônico, é pior ainda: o
corpo se vê obrigado a queimar seus próprios tecidos para manter esse fogo mal
quisto, gerando todo o tipo de desgaste já amplamente conhecido sobre os males
do álcool no organismo; ·
uma pessoa com falta de água no
corpo, inclusive apresentando pele ressecada e outros sinais dessa falta, troca
a água do ambiente, pela água interna, que é o sentimento: tende a ter muitas
sensações ruins... O equilíbrio pode ser conseguido tomando-se mais água e
trabalhando sua retenção no organismo. Isso é óbvio. Entretanto, menos óbvio,
mas já bem difundido, está o conhecimento de que tomar água ajuda pessoas com
problemas musculares, isso porque a cadeia muscular está intimamente ligada aos
sentimentos. Portanto, quando estamos passando por fases emocionais delicadas ou
ainda estamos realizando trabalhos terapêuticos envolvendo conteúdos
emocionais muito intensos é extremamente positivo termos muito contato de
qualidade e com consciência com a água, de modo a facilitar a passagem por
esses períodos; ·
a relação entre sentir fraqueza
física e a correspondente busca por uma alimentação adequada já é de domínio
amplo e público, mostrando a relação direta da matéria com o corpo físico; ·
as
questões entre a
espiritualidade e o ar são mais sutis e difíceis de serem
percebidas.
Entretanto, quem se dispuser a implementar a respiração
consciente em sua vida
em pouco tempo começará a perceber isso. Não se
trata de uma questão de
manifestação de espíritos ou de mediunidade na
vida da pessoa. O espírito é
ação. A percepção dessa
ligação poderá ser facilmente percebida na
relação
entre a qualidade, quantidade e intensidade de respiração
consciente
realizada e a demanda de ações e eventos que são
desbloqueados e atraídos
para o dia-a-dia da pessoa. O que é – Contato de qualidade com a natureza Grau de Dificuldade – Prazeroso e fácil de ser realizado quando já se está na natureza e se tem tempo, despreocupação e tranqüilidade para isso. Pode ser extremamente difícil em decorrência de vir a exigir da pessoa toda uma mudança de estrutura de vida para poder se dar a esse presente, direito e, em muitos casos, até privilégio... Técnica – Estar em locais de natureza preservada em momentos diversos e situações
distintas, sendo especiais as situações e cenários dentro de locais isolados
onde se possa estar apenas acompanhado de conhecidos que tenham igual profundo
respeito pelo meio ambiente. Situações nas quais se possa estar totalmente só
e isolado são raras e por si só podem despertar vivências místicas e
intensas, porém, dependendo do contexto também podem envolver algum grau de
risco ou vulnerabilidade. O contato de qualidade com a natureza, muitas vezes, agrega em si uma grande gama de possibilidades inclusas de praticar conjuntamente o contato com os quatro elementos, uma vez que a própria inserção num ambiente natural já envolve uma imensa oportunidade de encontro rico com a terra e o ar; havendo água no local, faltará apenas a pessoa se conectar com as alternativas seguras para também poder desfrutar do contato com o fogo. Predomínio Sutil / Físico-denso – É algo que mexerá sutil e profundamente com a pessoa. Propósitos Intrínsecos – Sentir a conexão que se tem com o Planeta Terra, percebendo-o como um organismo vivo do qual se faz parte; perceber que se está para ele assim como uma célula está para seu próprio corpo. Ter a oportunidade de contato livre e de qualidade com os quatro elementos. Desfrutar da maravilha da criação. Procurar estar numa situação na qual as coisas podem ser mais favoráveis para sua própria natureza interior. Efeitos relacionados possíveis – Recuperar e manter a saúde e a graciosidade de viver. Sugestão de intensidade – O máximo possível. O que pode dissolver e/ou agregar – Pode dissolver a paranóia urbana, ajudando a acordar do transe social coletivo (ver o texto Análise do Matrix), agregando prazer e força em viver. Relação com a percepção – Facilmente perceptível como será gerado um bem estar imediato. Porém, muitos efeitos desdobrados são de difícil percepção para quem não está acostumado a estar presente e ainda é muito inconsciente de sua própria natureza e realidade espiritual. Requisitos Desejáveis – Sentir-se seguro e protegido na experiência, caso contrário ela poderá ter efeitos reversos, podendo gerar até episódios dramáticos. Variações – Curtir os quatro elementos mesmo dentro do ambiente urbano; ir a parques; ter jardins e animais livres em casa; manter o ambiente da casa arejado e exposto à iluminação e ventilação naturais etc. O que é - Exercícios e atividades físicas - foco no exercício não competitivo, na não lesão e na prática prazerosa. Grau de Dificuldade – Dentro dos focos acima especificados, não há dificuldade, salvo casos envolvendo baixa vitalidade e/ou disponibilidade energética, o que leva a pessoa a sentir dificuldade em focar qualquer tipo de atividade. Neste tipo de caso, é muito interessante a pessoa focar paralela e preferencialmente o aumento e estabilidade de seu influxo energético, dissolvendo a carência/oralidade e, se for o caso, eventuais quadros depressivos, se necessário, inclusive com consulta/acompanhamento médico. O próprio foco na atividade física consciente já será um componente bem produtivo no composto de recursos para dissolver esses quadros. Técnica – Qualquer exercício e/ou atividade física pode fazer parte deste
grupo de práticas. Atividade física é qualquer movimento do corpo. Para que
possa ser aproveitada como um instrumento ou prática de cura e/ou expansão de
consciência é fundamental que lhe seja agregada os componentes da consciência
corporal, atenção, presença e estado de alerta ativo. Para o propósito deste
texto, exercício é a atividade física, repetitiva ou não, entretanto mais
usualmente praticada sob formas repetitivas, com foco a dela se extrair um benefício,
aprendizado e/ou determinado preparo correlato; ou seja: algo que se faz não
com o propósito focado na própria atividade em si, mas sim nos resultados possíveis
que a mesma poderá gerar. Exercícios podem se tornar hábitos ou servirem
apenas por algum tempo. No caso do propósito aqui descrito, tanto faz qual a conceituação dada para o(s) movimento(s) em questão, se atividade física pura e simples ou se exercício. O interessante é notar que na medida em que a pessoa vai aumentando a consciência sobre todos os desdobramentos envolvendo e requeridos pela atividade física, focando-lhe atenção e dela extraindo benefícios diretos, sua necessidade de fazer exercícios físicos desconectados das suas demais atividades e propósitos rotineiros vai se dissolvendo. “Malhar” passa a ser menos necessário, uma vez que esta atividade passa a ser inserida dentro do contexto geral de movimentação e manifestação da pessoa. Predomínio Sutil / Físico-denso – Por sua própria natureza, os exercícios e atividades físicas são focados e sentidos a partir do corpo físico, entretanto, seus reflexos sobre aspectos sutis do ser são inegáveis e gigantescos. Propósitos Intrínsecos – Refletir, agregar, buscar, manter e manifestar condição de saúde e de vida é o principal elemento em questão. Não há diferença entre energia e matéria, são manifestações da mesma coisa. Para uma vida saudável e vital, movimento e atividade física prazerosos, graciosos, sábios e ressonantes são fundamentais. Efeitos Relacionados Possíveis – Aquisição e manutenção da vitalidade, disposição em viver e aquisição de um corpo saudável e gracioso. Sugestão de intensidade – A atividade física com foco em saúde é muito
diferente da competitiva e/ou para outros fins. Por exemplo: para uma questão
de depressão(*), qualquer pouca quantidade e intensidade já podem ser um grande
avanço e uma grande conquista. Muitas vezes, apenas se deslocar até determinado
local com esse propósito, mesmo sem que se consiga cumprir as práticas fins, já
pode ser muito significativo para quem está passando por uma fase difícil e sem
esperanças. Apenas a saída de casa até o local onde se pretende realizar algo
já pode ser um incentivo para se voltar no próximo dia e ir ganhando mais
ânimo. O que pode dissolver e/ou agregar – Dissolver: desânimo, baixa energética, rigidez, flacidez, imobilidade, fraqueza (para citar apenas algumas poucas coisas mais evidentes); Agregar: força de vontade, determinação, capacidade de realização e evolução constante, dentre tantos outros inúmeros benefícios. Relação com a percepção – Perceber os resultados positivos de começar e manter atividades físicas é extremamente fácil, pois são evidentes, marcantes e costumam se manifestar rapidamente. Requisitos Desejáveis – Respeitar o próprio corpo, as próprias limitações e aprender a ouvir a intuição de modo que se possa fazer o que se quer fazer e se ter prazer em fazer naquele momento, sem tornar a atividade uma obrigação, uma rotina chata, uma guerra interna ou qualquer outra coisa com aspectos e desdobramentos negativos. Há uma frase muito interessante citada no livro Autobiografia de Um Iogue, do Yogananda, que cabe muito bem aqui: “Não faça o que você quer e aí você vai poder fazer o que preferir...” Variações – Veja o texto específico sobre atividade física para mais desdobramentos. O que é – Exercícios de posturas – é uma variante bastante específica dos exercícios físicos. Grau de Dificuldade – Irá variar de acordo com a pessoa (proporcionalmente a sua vitalidade, elasticidade, força, costume com atividades e exercícios físicos etc) e os exercícios escolhidos. Técnica – Há muitas técnicas relacionadas a este tipo de prática. Dentro da yoga e da bioenergética, por exemplo, podem ser encontradas muitas práticas desta natureza. Como um direcionamento geral, é bastante interessante que cada pessoa possa conhecer exercícios específicos de força e equilíbrio, de posturas invertidas e posições de estresse estático, como, por exemplo, a grande maioria das posturas invertidas (aquelas nas quais se fica de uma forma em geral com os pés para cima e a cabeça para baixo). Predomínio Sutil / Físico-denso – Os exercícios de postura trazem desdobramentos densos agindo sobre o corpo físico, alterando sua forma, musculatura e força e também agem de forma sutil, pois cada tipo de postura envolve determinados aspectos emocionais e psíquicos refletidos. Propósitos Intrínsecos – Expandir a consciência e amplificar a capacidade de lidar consigo mesmo. Efeitos relacionados possíveis – Aumento da vitalidade, da flexibilidade, da força muscular e da autopercepção. Sugestão de intensidade – Diariamente sempre estar realizando um pouco. Com calma, vão sendo incorporados à forma de ficar em pé, de andar, de abaixar, de sentar, enfim, de se movimentar de uma forma em geral. Relação com a percepção – Esses tipos de exercícios são facilmente percebidos em relação a seus efeitos físicos. Sob a ótica dos desdobramentos emocionais e psíquicos que envolvem serão melhor percebidos apenas por quem está no caminho do autoconhecimento e do encontro pessoal. Requisitos Desejáveis – É muito interessante que a pessoa tenha conhecimento e vivência sobre a dissolução das estruturas de defesas de personalidade para poder realizar esses tipos de práticas, sob o risco de torná-las mais um reforço para velhos padrões. É muito comum, por exemplo, algumas pessoas criarem mais uma guerra interna ao se imporem objetivos e obrigações para realizarem determinadas posturas, mantê-las por determinados períodos e até mesmo fazerem dessas práticas motivos para competições e rivalidades com colegas ou, ainda, para se exibirem extraído energia do meio e das pessoas que eventualmente possam as estar observando... Variações – Práticas
de movimentos repetitivos, circulares etc – Funcionam como tipos específicos
de meditações ativas. Técnica – Diversas. Seguem a citação de algumas: Vibração
kunkalini; Cambalhotas; Dança Rodopiante. As seqüências integradas de posturas interligadas por movimentos harmônicos compõem ainda uma variante especial desta linha de possibilidades, como o Tai Chi Chuan, seqüências de artes marciais etc, e estão citadas novamente adiante como variantes do exercício de “Estrela”. O que é – Receber acupuntura Grau de Dificuldade – Para quem recebe uma acupuntura aplicada por outra pessoa (a qual deve ter capacidade e habilitação legal para tanto), praticamente não há dificuldade alguma, apenas uma eventual inquietação no caso de a pessoa não conseguir ficar quieta ou relaxar. Para quem se auto aplica (assunto desdobrado ao final), é necessária a manutenção de atenção e presença enquanto seleciona os pontos e procede à aplicação. Técnica – A técnica mais difundida vem da medicina chinesa, dentro da qual as
agulhas, especialmente desenvolvidas para esse fim, são aplicadas em meridianos
energéticos já previamente definidos e estudados há milhares de anos. Entretanto, o corpo humano e, especialmente, o indivíduo, são um conjunto complexo de muitos planos e dimensões entrelaçados, funcionando como um holograma universal que abrange diversas manifestações auto-influenciadas. A técnica chinesa, mais conhecida e difundida, funciona, sem dúvidas, mas também há possibilidades de, especialmente por conta da intenção e do propósito, serem acessados outros pontos reflexológicos na pessoa, como, por exemplo, os pontos emocionais, atuando-se quase que a partir dos mesmos pontos externos do corpo para os quais estão definidos os meridianos chineses. Predomínio Sutil / Físico-denso – Embora a acupuntura tenha uma percepção geral de ser uma prática de abordagens em planos sutis, seus efeitos físicos são tão flagrantes, potentes e intensos que facilmente podem ser percebidos e constatados seus efeitos sobre o plano denso, sobre o corpo físico, especialmente na liberação de tensões musculares crônicas ou mesmo agudas. Propósitos Intrínsecos – Equilibrar as energias de uma forma em geral tanto do corpo físico quanto também de outros planos, como o emocional e o psíquico; liberar tensões; abrir portais para estados de relaxamento e meditação; abrir possibilidades de cura e resgate de muitos males. Sugestão de intensidade – De acordo com a necessidade para se tratar males pontuais. Mas também pode ser utilizada periodicamente, nos hábitos semanais e até do dia-a-dia, como método auxiliar para manter a saúde e buscar estados elevados de meditação e expansão de consciência, especialmente se a pessoa se auto-aplicar as agulhas. O que pode dissolver e/ou agregar – Além de toda uma gama extensa de males pontuais, como já sinalizado acima, a acupuntura ainda serve como meio auxiliar para acessar estados elevados de relaxamento, meditação e expansão de consciência. Na hipótese mais branda de uma contribuição positiva para um estado geral de bem estar, a aplicação de acupuntura pode servir como uma oportunidade de ficar quieto / em estado meditativo. Relação com a percepção – Para a grande maioria das pessoas, os efeitos são facilmente perceptíveis por quem se dá o presente de poder viver a experiência da acupuntura. Requisitos
Desejáveis – Para receber uma primeira
sessão, não há nada a ser previamente exigido da pessoa, a não ser o seu
livre interesse, vontade de passar por essa experiência e cuidado em procurar e
se direcionar para um bom profissional dessa área. Sobre
a auto-aplicação – A auto-aplicação
de agulhas de acupuntura é uma possibilidade bastante controversa para a mente
coletiva atual, mas pode vir a ser um grande mar de recurso acessível e
potencialmente muito eficiente no futuro. Que
fique bem claro que este texto não quer induzir as pessoas a se auto-aplicarem,
pois isso poderia facilmente esbarrar na atualidade inclusive em portais e
barreiras de ordem legal. O propósito aqui é ventilar essa possibilidade para
uma nova mente coletiva que começa a surgir entre a raça humana na Terra e que
poderá absorvê-la com grande sucesso futuramente. Isto
BEM ESCLARECIDO, seguem algumas considerações: No
caso de a pessoa se dar o presente de começar a se aplicar as agulhas é
interessante que ela já tenha recebido ao menos algumas sessões de um
profissional especializado previamente, de forma que possa ter sido identificado
se ela é uma das raras pessoas que costumam ter reações que necessitem de
controle e observação específicos, como queda de pressão, espasmos além de
moderados, problemas de cicatrização, ativação de memórias emocionais
ligadas a estados intensos de medo e/ou tensão etc. Vale ressaltar que mesmo
nesses casos, basta que ocorra a retirada das agulhas para que eles se revertam
imediatamente. De qualquer forma, é muito importante que na eventualidade de
acontecerem, ocorram numa eventual primeira vez sob a administração de um
profissional experiente, de modo que possa ser facilmente revertido e
assistindo, confortando a pessoa e evitando a geração ou reforço de quadros
de rejeição à aplicação futura das agulhas. Ainda
nesse caso da auto-aplicação é interessante que a pessoa tenha conhecimentos
prévios sob algumas questões que podem lhe ser facilmente transmitidas por uma
pessoa com qualificação para lhe passar essas informações, como cuidados de
higiene, funcionamento geral do processo, questões de pontos de baixíssimo ou
nenhum risco (que são muitos, muitos mesmo), tipos e tamanhos de agulhas
seguros para auto aplicação, formas de aplicação, pontos de risco a serem
evitados etc. Uma
das possibilidades para a auto-aplicação é a de que a pessoa seja instruída
pelo próprio acupunturista e realizar algumas sessões em si mesma em pontos e
com agulhas previamente definidos, seguros e indicados para seu caso durante um
determinado período, podendo voltar ao profissional que lhe realizou a indicação
para avaliação e controle após certo tempo, permitindo assim uma ótima freqüência
de contato com a técnica sem demandar a constante participação de um
profissional, ampliando sua eficácia e viabilizando-a sob o ponto de vista
financeiro mesmo para um grande número de sessões. Sob
esta questão da auto-aplicação há ainda um grande universo de preconceito a
ser vencido, pois esta prática é ainda muito pouco aproveitada, até mesmo
dentre os acupunturistas. Com a evolução da consciência humana como um todo,
é muito provável que num futuro de médio e longo prazo venha a fazer parte
dos programas de saúde aplicados pelo estado em larga escala a distribuição
de kits de agulhas para uso pessoal, o que pode ser viabilizado a baixíssimo
custo para aquisição e manutenção da saúde coletiva, com ótimos resultados
de curto, médio e longo prazos. Tendo
os governantes e administradores responsáveis pelas políticas de saúde públicas
o conhecimento dos benefícios e vantagens de um processo assim (especialmente
em relação a baixos custos) esse tipo de programa poderia facilmente ser
implementado em larga escala, inclusive com o desenvolvimento de um curso de
replicação do conhecimento, com baixa carga horária, habilitando as pessoas a
se auto aplicarem as agulhas. Os maiores impedimentos aí envolvidos não são
de ordem técnica ou prática, mas sim vencer o lobby das indústrias farmacêuticas
que teriam enorme queda de participação dentro do PIB, pois muito de seu lucro
com remédios triviais, como para dor de cabeça e relaxamento muscular, iria
por água abaixo, obrigando-as a se reposicionarem e se dissolverem no mercado,
o que gera naturalmente uma reatividade que embora seja facilmente entendível
ainda assim é imoral e indesejável para o bem coletivo (veja o texto aspectos
sociais da cura para entender melhor as questões ligadas a esse tipo de
medo). Essa
questão financeira, como todos sabemos, tem muitos desdobramentos bastante
sutis. Há, por exemplo, um movimento bastante forte da classe médica em torno
de aprovar uma legislação em torno de configurar a acupuntura como um ato médico
exclusivo. Pode haver um discurso ligado à questão de saúde pública aí, mas
há também uma grande questão em relação à reserva de mercado envolvida,
uma vez que essa área vem se mostrando muito rentável. Claro que para uma
aplicação profissionalizada há de se requerer determinadas exigências e
conhecimentos por parte do candidato a aplicador, entretanto restringir esse ato
como um ato médico não se justifica. Essa postura da classe médica só foi
barrada graças a uma clara e lúcida visão dentro do âmbito do Ministério Público
e do Poder Judiciário. Há muitos desdobramentos envolvendo questões ligadas
à legislação sobre o ato médico. Para conhecer um pouco mais a esse
respeito, veja o texto Aspectos Legais da
Cura e os sites http://www.naoaoatomedico.com.br/
e http://www.atomedico.org.br/ Há
de se vencer ainda o medo dos próprios acupunturistas em achar que o valor de
seu trabalho pode ser diminuído uma vez que as pessoas venham a ter o hábito
de se auto-aplicarem. O que aconteceria seria exatamente o contrário: o
trabalho do acupunturista seria valorizado com a disseminação em larga escala
da técnica e eles seriam muito procurados não apenas como instrutores e
orientadores das pessoas interessadas em aprender sobre a auto-aplicação, mas
também para fazerem aplicações que requeiram mais conhecimento e em casos nos
quais as pessoas não estivessem conseguido bons resultados por si próprias. A
pessoa que se auto-aplica também não tem tendências a não mais querer
receber aplicações de outras pessoas, pelo contrário, ela passa inclusive até
a valorizar mais essa questão, pois sabe que a função de cuidado e canal de
cura com o próximo não se restringe ao simples fato de colocar agulhas em
determinados locais, mas muito mais no carinho, respeito, zelo e cuidado humano
que se tem com outro. Além do que em determinados locais, em decorrência de
uma questão prática, como, por exemplo, nas costas, é muito melhor receber
aplicação de uma pessoa especializada. Outras
questões a favor da auto-aplicação: ·
a invasividade de um processo de
aplicação com agulha de acupuntura é muito diferente, no caso muito inferior,
a um processo invasivo com agulhas de seringas e injeções ou procedimentos
envolvendo cortes; a invasividade promovida por agulhas de acupuntura é ainda
muito menor do que a resultante da ingestão de diversos tipos de remédios,
mesmo os que não necessitam de prescrição médica, o que se dirá daqueles de
tarjas vermelhas e pretas...; ·
as agulhas de acupuntura são
extremamente sensíveis, maleáveis e flexíveis, muito diferentes de agulhas de
injeções, que além de sua estrutura rígida ainda funcionam como dutos para a
inoculação de substâncias no organismo ou ainda para extração de sangue e líquidos
internos; a flexibilidade das agulhas de acupuntura é tanta que elas facilmente
entortam, mesmo ao entrar em contato com partes finas e sensíveis dos órgãos
internos, como paredes de estômago e intestinos; ao esbarrar acidentalmente
numa agulha de acupuntura, ou até mesmo numa porção delas, é muito mais provável
que ocorra um espetamento do que uma perfuração; ·
a lesão causada pelo furo das
agulhas de acupuntura nos órgãos internos é facilmente recuperada pelo corpo,
sendo esse ainda um dos ativadores dos processos de cura, pois o corpo possui
uma inteligência ativa, que durante o processo de reconstrução e cicatrização
dos tecidos e órgãos, além da restauração promove uma melhoria no local
trabalhado. Este princípio é o mesmo que o organismo utiliza na recuperação
dos tecidos após desgastes físicos e exercícios. O corpo melhora e se
desenvolve, por exemplo, não durante a prática do cooper ou da musculação,
mas sim durante o repouso, ao repor as energias gastas e promover os reparos
necessários gerados pelos desgastes ocorridos. Esse princípio se desdobra em
um outro: uma dor estática no corpo por um longo período é um péssimo sinal,
pois denota que ali está se consolidando para os corpos densos, cada vez mais,
um mal estabelecido. É através desse tipo de processo, estagnação da
energia, que o corpo desenvolve, por exemplo, miomas e cânceres. Perfurar
determinada parte do corpo com as agulhas de acupuntura abre os canais e as
possibilidades para que o organismo trabalhe em partes que muitas das vezes estão
se deteriorando e negativamente se solidificando em diversos males. Há de se
ressaltar ainda que essas micro-lesões causadas por esse tipo de agulha são
extremamente pequenas e rapidamente restabelecidas pelo processo de regeneração
do corpo. Consideração
extra: ·
alguns teóricos da acupuntura
acreditam que essa prática requer a participação de outra pessoa, pois assim,
uma pessoa que está com um chi equilibrado poderá aplicar em outra que
não está, equilibrando-a. A idéia é que quando a própria pessoa se aplica,
estaria correndo o risco de ativar padrões que já estão desequilibrados. Uma
segunda linha de teóricos entende o processo como sendo um sistema
auto-regulado, dentro do qual o corpo reage aos pontos de aplicação até
atingir um determinado equilíbrio. De qualquer forma, é certo que quando uma
pessoa aplica em outra, há uma troca energética entre elas, independente do
resultado das agulhas. A atenção concentra energia, a intenção a transforma.
Desta feita, um mesmo ponto no corpo da pessoa, quando aplicado pela própria
pessoa, por uma segunda ou ainda por uma terceira, quarta ou quinta pessoa (e
assim sucessivamente) poderá ter efeitos diferentes e até bem distintos. Importante: se auto-aplicar acupuntura não quer dizer que a pessoa irá resolver
todos os seus problemas de saúde, muito menos que não deverá recorrer vez por
outra a profissionais da área, inclusive mesmo até a acupunturistas
profissionais, com o objetivo de sanar questões mais complexas que a própria
pessoa não esteja conseguindo acessar e resolver por si própria. Um
último alerta: se auto-aplicar não
habilita ninguém a aplicar em outra pessoa, o que deve ser feito apenas por
profissional qualificado e habilitado. Num futuro onde haja um método
oficialmente validado de transmissão do conhecimento e preparação para
auto-aplicação, com certeza essa habilitação seria notoriamente distinta da
habilitação profissional para aplicação em terceiros, o que requer formação
dentro da área de saúde, em decorrência de diversos fatores importantes. Grau de Dificuldade – Muito fácil de ser realizado. Técnica – Espreguiçar-se pela manhã, ainda na cama. Se tiver tempo, disposição e vontade, deixar que isso se desenvolva para alongamentos, que podem ainda se estender para movimentos em posições sentadas e em pé. Predomínio Sutil / Físico-denso – É algo bastante sutil de ser realizado e sentido. Propósitos Intrínsecos – Ancorar disposição para o dia que se inicia, preparando e sentindo o corpo após a noite de sono. Efeitos relacionados possíveis – Melhora da disposição e do ânimo. Sugestão de intensidade – Diariamente. O que pode dissolver e/ou agregar – Pode dissolver sono, mau humor, tensões musculares, irritabilidade e tantas outras coisas. Pode agregar um momento para brincar consigo mesmo e prestar atenção em si já logo no começo do dia, facilitando que o dia comece bem. Relação com a percepção – Facilmente se perceberá os efeitos positivos sob si próprio. Requisitos Desejáveis – basicamente, querer fazer e começar a direcionar tempo para isso. Variações – Realizar esses movimentos após uma prática respiratória qualquer ou a essas integradas. Se não estiver com vontade ou tempo de fazer ao menos as espreguiçadas, no mínimo, dedicar alguns breves momentos para bocejar. O que é – Esfregar o corpo com uma toalha seca Grau de Dificuldade – Extremamente fácil de ser realizado. Técnica – Esfregar o corpo, por toda a extensão da pele, com uma toalha seca, de preferência macia, se possível, nu(a). Predomínio Sutil / Físico-denso – Tem desdobramentos sutis e densos. Propósitos Intrínsecos – Ativar a circulação periférica junto à pele; aumentar o grau geral de ânimo e despertamento; dissolver a inércia, fadiga, desânimo e o imobilismo. Efeitos relacionados possíveis – Aumento da disposição momentânea; quebra do imobilismo e da letargia. Sugestão de intensidade – Sempre que sentir vontade. De manhã, após acordar, é uma prática particularmente boa de ser realizada. Numa fase inicial, para fixar bem a memória celular da sensação, fazer seguidamente durante uma semana... O que pode dissolver e/ou agregar – Pode ajudar no aumento da percepção e do cuidado consigo próprio, no carinho consigo mesmo de uma forma em geral, o que redundará em aumento de carinho também para com as outras pessoas. Relação
com a percepção –resultados
facilmente perceptíveis. Requisitos Desejáveis – ter a toalha e vontade de fazer. Variações – esfregar apenas uma determinada parte ou algumas, como o rosto, pescoço e cabeça; esfregar-se com as próprias mãos; dar batidas de intensidade leve a moderada com as pontas dos dedos, palmas da mão ou ainda em forma de pequenos socos por todo o corpo, estimulando-o. O que é – Despertar gradual e progressivamente Grau
de Dificuldade – Facílimo, aliás,
muito mais tranqüilo e natural do que despertar, acordar, levantar da cama e
começar o dia do que de qualquer outra forma, especialmente do que com
despertador... O que é difícil é adequar a vida e os compromissos para comportarem isso de uma forma harmônica, especialmente em relação a compromissos profissionais, pois pode exigir uma quebra total de definições de prioridades na vida da pessoa. Técnica – Muitas formas podem ser descritas para esta prática, mas os
direcionamentos mais importantes são: ·
despertar e acordar no próprio
ritmo do corpo e das necessidades pessoais; ·
preferencialmente que o começo do
despertar possa ser o mais cedo possível, o ideal é que comece com o começo
do dia, antes da chegada do sol, assim como o é para a grande maioria dos
animais que habitam a superfície do planeta: eles costumam ativar o estado de
alerta e despertamento em torno das quatro horas da manhã, começando a
espreguiçar e a se ativar em torno das cinco. Várias
seqüências de procedimentos podem ser adotadas por cada pessoa, inclusive
variando a cada dia. Segue uma sugestão de um despertar que se pode considerar
bastante completo: ·
perceber a chegada da alvorada;
novos cochilos, novas despertadas; lembrar dos sonhos; exercícios respiratórios
ainda deitado(a); movimentos de espreguiçar; alongamentos; posturas invertidas
ainda na cama; meditação; pensar nas atividades para o dia; tomar água; ler
alguma coisa prazerosa; dançar e/ou fazer exercícios leves; tomar banho;
alimentar-se; fazer uma caminhada, algum exercício físico mais intenso, de
preferência junto à natureza, se possível, com presença de água; a partir
daí, dar prosseguimento às demais atividades do dia. Simulador
de aurora – há inclusive um aparelho
que simula a aurora, aumentando a intensidade da luz progressivamente com a
finalidade de tornar o despertar mais congruente com o ritmo biológico natural. Predomínio Sutil / Físico-denso – É algo sutil. Entretanto, à medida que a pessoa vai se acostumando com isso irá perceber o tanto que faz falta acordar assim e o tanto que procedimentos abruptos e/ou incompletos para a satisfação das necessidades básicas do corpo podem interferir densa e pesadamente sobre a produtividade e disposição de todo o dia que se tem pela frente. Propósitos
Intrínsecos – ·
Conectar-se com o ritmo biológico
natural e não o ligado ao relógio que usamos, o qual marca um tempo mecânico
e definido totalmente sobre uma métrica arbitrária e ilógica, inclusive
fracionada numa escala de proporção seis, que se quer facilita cálculos matemáticos
e/ou físicos... · começar bem o dia. Há um ditado que diz “pau que nasce torto, morre torto”. Um dia que começa “atravessado” tem uma tendência muito grande de continuar ruim e, pior ainda, atrair acontecimentos desagradáveis e até desastrosos; · ancorar força e poder utilizando-se da lei do menor esforço. Efeitos relacionados possíveis – aumento da disposição geral; maior prazer em acordar e viver o dia e a vida. Sugestão de intensidade – Diariamente, mesmo que alterando-se a ordem e inserção ou exclusão de algumas ou muitas das atividades ligadas a este propósito. Quando se tornar hábito, ao menos alguma coisa a pessoa sempre irá conseguir realizar nesse sentido, por mais tumultuado que esteja o começo de um determinado dia. O que pode dissolver e/ou agregar – Pode agregar maior poder de atenção, respeito e cuidado consigo mesmo. Pode dissolver falta de disposição para encarar a vida. Dependendo da intensidade desta falta de disposição, será necessário que seja aliada a outras práticas e propósitos. Relação com a percepção – É algo cujos efeitos a pessoa irá perceber clara e facilmente. Requisitos Desejáveis – Caso a pessoa já esteja se trabalhando sob o ponto de vista do autoconhecimento irá aproveitar melhor esta prática, mas nada impede que mesmo empírica e inconscientemente as pessoas a façam. Variações – Fazer pausas ao longo do dia, dando-se a oportunidade de re-começos,
especialmente quando algo não vai indo bem, se está muito agitado ou há
necessidade de concentração e atenção para uma tarefa importante que se
tenha pela frente. Uma
sugestão, por exemplo, é quando se tem uma longa jornada de trabalho durante o
dia, aproveitar a hora do almoço para uma manutenção completa: tirar a roupa
de trabalho (especialmente terno e gravata) para comer, ficar descalço, tomar
um banho ou ainda quebrar a freqüência fazendo algo totalmente fora do escopo
das preocupações de trabalho, como passear com seu cachorro, jogar um vídeo
game, fazer uma ginástica não competitiva ou algo nesse sentido que traga
prazer à pessoa. Grau de Dificuldade – Muito fácil de ser realizado, desde que se tenha um chuveiro ou banheira com água quente disponível. Técnica – Tomar um banho relativamente demorado com água quente. Ao final, tomar uma ducha fria rápida, saindo antes que o corpo comece a perder temperatura para a água fria. Embora varie de pessoa pra pessoa e também em decorrência do volume e temperatura da água, na média, essa ducha fria dura de uns 5 a 15 segundos, sendo que a idéia é tomá-la distribuindo esses poucos segundos por partes distintas de foco no corpo (uns três na cabeça, uns dois/três no peito e frente do corpo, uns três nas costas). Predomínio Sutil / Físico-denso – É algo com efeitos sutis, embora possa ser sentido densamente, especialmente na hora da ducha fria. Propósitos
Intrínsecos – O banho quente,
especialmente quando se pode dar ao luxo de que seja um pouco mais demorado, tem
o potencial de harmonizar os centros energéticos e gerar um estado geral de
conforto e equilíbrio. A ducha fria ao final tem o propósito de fechar o corpo
energético (a aura e os chacras), além de ativar a circulação periférica e
fechar os poros da pele, o que aumenta a proteção energética e física de uma
forma em geral. Essa
harmonização com o banho quente é indiscutível, inclusive sendo um dos
fatores apontados como um dos responsáveis pelo aumento da longevidade dos
ocidentais nas últimas décadas. Esse efeito é indiscutível e sentido
claramente por todos nós. O
banho frio também é apontado e utilizado por várias pessoas como fonte de saúde.
O contato com água, de uma forma em geral, é muito saudável. Quando
conseguimos articular esses dois banhos, quente e frio, num só, conseguimos
absorver de uma única vez os efeitos dos dois. A
ducha fria ao final do banho quente imunizará e selará o corpo no estado de
harmonização e equilíbrio que foi atingido durante a primeira fase. Não
se começando diretamente com o banho frio, tem-se a vantagem de não
“traumatizar” o corpo pela reação à variação de temperatura a qual ele
é subitamente exposto quando fazemos esta opção de banho, pois embora essa
reação de ativação possa ter seus benefícios quando realizada diretamente
no começo do banho, a reação de fechado e proteção do corpo sendo imediata
pode “fechá-lo” num estado não harmônico. Há de ressaltar que os benefícios
da ducha fria também são atingidos quando esta é ao final do banho. A ducha fria ao longo de todo o banho também traz a desvantagem de propiciar perda energética do corpo, uma vez que o corpo terá um certo desgaste metabólico para manter sua temperatura homotérmica em torno dos 36º. Quanto mais prolongado for esse banho, maior será a perda. Efeitos relacionados possíveis – Como efeitos imediatos: bem estar, harmonização, fechamento energético, ativação da circulação periférica e vivência de quebra de freqüência. Como efeito de longo prazo, após se ter adquirido essa prática como hábito: aumento da vitalidade. Sugestão de intensidade – Diariamente. Relação com a percepção – É algo simples cujos benefícios serão facilmente percebidos. Requisitos Desejáveis – Ter a disponibilidade de tempo e de recursos materiais para fazer. Uma coisa a se ressaltar: embora se tenha em conta a questão de economia de água e consumo de energia, deve-se considerar no outro lado dessa balança o aumento da energia e da saúde humana, a partir dos quais o ser humano pode, pela utilização do poder da sua inteligência e capacidade de realização, gerar recursos renováveis e abundantes para si e para o meio ambiente. Variações – Vez por outra, tomar um banho frio diretamente. Quando disponível,
num rio ou cachoeira. Muitas pessoas fazem longos períodos de exercícios
dentro da água fria trabalhando sua musculatura e fôlego, entretanto, sem
levar em consideração essa questão da perda energética em decorrência da
baixa temperatura da água. Não que não devam continuar com seus exercícios,
apenas é recomendado que se dê mais esse up grade de consciência
prestando-se atenção a mais esse fator envolvido, pois reagindo-se
adequadamente a ele, o influxo energético poderá ser melhor aproveitado. O que é – Assistir o nascer e o por do sol Grau de Dificuldade – Fácil de se fazer quando já se está num lugar calmo e de frente para o sol nessas ocasiões. O que pode ser difícil é viabilizar essa situação, especialmente durante o nascer do sol, pois envolverá além da disponibilidade durante esse horário uma prévia acordada bem cedo, que demanda direcionamentos já a partir do dia anterior. Para que seja algo freqüente, demanda hábitos de vida saudáveis, especialmente os ligados ao sono. Técnica – Colocar-se em posição confortável de frente para o sol nascente ou poente, em lugar calmo e tranqüilo, com vista ampla e por pelo menos durante 10 minutos poder observar em silêncio ao espetáculo por ele oferecido, fixando bem os olhos em sua luminosidade. Predomínio Sutil / Físico-denso – É algo ao mesmo tempo denso e sutil, pois além de envolver uma adaptação da dilatação das pupilas, engloba todo um relacionamento com as poderosíssimas energias sutis emanadas pelo sol. Propósitos Intrínsecos – Dentre outros benefícios, é um processo que se mostra imprescindível para a pessoa vivenciar (e não apenas entender) o magnífico fenômeno da velocidade da luz. Abre ainda a possibilidade da vivência do relacionamento com a luz solar como fator de nutrição direta para o ser humano. Efeitos relacionados possíveis – Bem estar, calma e paz interior, sendo que momentos de suave êxtase e elevação espiritual também podem ocorrer. Sugestão de intensidade – Quanto mais se for possível fazê-lo, melhor. Em dias especiais, como os do aniversário, da passagem de ano, de mudança de estação ou qualquer outro ritualmente importante, significativo ou comemorativo para a pessoa é muito interessante e proveitoso assistir nesse mesmo dia ao nascer e ao por do sol, representando a dedicação, atenção e consciência do ciclo completo oferecido e considerado no dia em questão. O que pode dissolver e/ou agregar – Pode agregar mais oportunidade de contato com a natureza e também consigo próprio. Relação com a percepção – Tem efeitos de fácil percepção, mas também de difícil, como um eventual insight sobre o significado e implicações da velocidade da luz. Requisitos
Desejáveis – Senso crítico em relação
aos limites do corpo e à quantidade de tempo seguido a se ficar olhando
diretamente para a luz solar. Há um exercício muito interessante que alguns
acetas e sufis fazem que é o de ir prolongando gradativamente esses intervalos
de ficar olhando para o sol nascente e poente, até que chegue o dia em que se
estará olhando diretamente para ele do nascer ao por do sol. Claro que essa é
uma prática bastante radical e que demanda muito preparo e envolvimento,
podendo levar até anos inteiros para ser atingida plenamente. De qualquer
forma, esse exercício pode despertar a curiosidade e a vontade na pessoa em
ficar fixando a luz solar em diversas horas do dia. Tenha MUITO CUIDADO, pois
enquanto se olha pode haver uma boa adaptação, mas posteriormente a pessoa
pode passar por processos de alterações visuais, com dificuldades de foco e
pequenos episódios de cegueira temporária. Caso o exagero seja grande sem o
devido preparo, alguns efeitos desagradáveis podem vir até a se tornar
irreversíveis. Um
aprendizado vivencial ligado a toda essa questão é o seguinte: 1.
A primeira luz normalmente é muito bem vinda, especialmente quando se
está fraco, pois a primeira luz ILUMINA, dissolvendo a escuridão e trazendo a
sombra, pois a sombra vem com a luz e é sempre bem vinda, pois traz equilíbrio
térmico e segurança para quem estava na escuridão e ainda não está
preparado para a luz intensa; 2.
A segunda luz, AQUECE, começando a trazer a consciência do aspecto de
fogo da luz, também podendo trazer conforto. Exagerando-se em seu proveito,
pode-se até atingir um indesejável cozimento; 3.
A terceira luz, QUEIMA... Esse
aprendizado encerra um conhecimento ancestral que deve ser entendido não apenas
sob a ótica da aplicação factual, prática, mas também sob o ponto de vista
da alegoria que encerra em diversos aspectos das situações de vivência
humana, dois bons exemplos são o do pensamento e o dos relacionamentos: ·
O pensamento, inicialmente, pode
trazer esclarecimento, luz, entendimento. Ficar remoendo pensamentos, pode levar
a um estado de cozimento das idéias e das emoções, trazendo prejuízos.
Manter-se nesse estado pode levar à inquietação, à dificuldade de dormir, à
idéia fixa, ao ódio, vingança, ira. É o fogo que queima. · O primeiro contato humano após grande isolamento pode iluminar a pessoa de trevas indesejadas de isolamento em si mesma, como numa situação de abandono e resgate, por exemplo. Mais contato pode levar a aquecimento e conforto. Muito contato sem folga pode levar ao estressamento das relações e até ao ódio entre pessoas que antes se amavam, é o fogo por atrito... Variações – Celebrar o nascimento e a despedida da lua, a entrada das estações
do ano, o começo do período de chuva e todos os demais fenômenos da natureza
que se puder ter o privilégio de presenciar. O que é – Expressão artística Grau de Dificuldade – Dependerá da pessoa e do momento em que a mesma procurar focar esta prática/propósito. É muito fácil para alguns e extremamente difícil para outros, sendo que essa eventual dificuldade estará sempre ligada a superar limitações auto-impostas a níveis conscientes e inconscientes e não propriamente ao poder de habilidade e execução física e manual em si. Técnica – Desenvolver ao menos uma arte e praticá-la, manifestá-la com prazer e sem compromisso de obrigação. Caso a pessoa esteja totalmente bloqueada para isso, uma ótima forma de começar é através da contemplação da arte. Ir ao teatro, exposições e espetáculos. Em relação a ir ao cinema, caso a pessoa não tenha esse hábito, desenvolvê-lo. No caso de já o ter, agregar o foco de perceber em cada filme o que são os aspectos específicos ligados à direção geral, à direção artística, à fotografia (iluminação), ao roteiro, ao figurino, enfim, aos seus diversos aspectos técnicos, que são os quesitos normalmente julgados nos festivais de cinema. Predomínio Sutil / Físico-denso – É algo sutil, mas com efeitos positivos profundos sobre a vida da pessoa. Propósitos Intrínsecos – Tornar-se um ser completo, trazer prazer e satisfação para a própria vida. Efeitos relacionados possíveis – Melhorar a sensibilidade, desenvolver a capacidade de expressão. Sugestão de intensidade – Quanto mais freqüente melhor. Quanto mais variadas e abrangentes as manifestações artísticas que se conseguir vivenciar, melhor. O que pode dissolver e/ou agregar – Pode despertar até uma nova forma de ver a vida, dissolver frustrações, trazer novas motivações para viver, ensinar a lidar criativamente com o tempo e também com questões cotidianas e práticas, não se limitando somente à(s) arte(s) escolhida(s). Relação com a percepção – Extremamente fácil de ter os benefícios percebidos pela própria pessoa e também por quem com ela convive. Há casos raros onde uma pessoa próxima poderá até sentir ciúmes em relação a tanta dedicação, mas isso é um caso de dependência emocional que deve ser tratado à parte, sem deixar que se torne um obstáculo para se manter esse projeto. Requisitos Desejáveis – Querer. Quanto mais bloqueada a pessoa se julgar para realizar isso, mais calma e paciência ela deverá ter, para que sua expressão artística comece a florescer sem pressões auto-impostas. Isso pode demandar um prazo inclusive de alguns anos. Sem qualquer problema. O mais importante é estar direcionado para esse propósito. Sugestões
para começar: ·
Pintar mandalas (pintar mandalas não
implica em desenhá-las, há livros com mandalas prontas para serem apenas
coloridas); ·
Pintar paredes de casa – quer
seja com um ou dois tipos de cores, algo mais tradicional, ou mesmo fazendo
desenhos mesmo; ·
Escrever; ·
Dançar; ·
... Tente
uma coisa em cada área... O que é – Dançar em transe – individual ou coletivamente Grau de Dificuldade – Havendo disposição e energia física não haverá dificuldades em ao menos tentar começar a dançar. O que será mais difícil é dançar com liberdade e por tempo suficiente até que o transe comece a ser formado, pois isso pode levar desde alguns minutos até muitas horas. Técnica – Dançar até entrar em transe. Normalmente isso ocorrerá após
longos períodos, mas também poderá ocorrer já no começo do processo algumas
vezes caso a pessoa já tenha passado por essa experiência e especialmente se já
se encontrar em um momento de forte sensibilização emocional e encontrar uma
situação propícia para absorver sua necessidade de descarga emocional e/ou
elevação. De qualquer forma, mesmo que o transe venha no começo de um
processo, sempre irá se tornar ainda mais intenso com o decorrer do tempo. Para
quem nunca experimentou esse tipo de situação, ela poderá ser despertada a
partir de trabalhos rituais e terapêuticos específicos envolvendo técnicas
com danças, como a biodança e as danças sagradas circulares, ou em Festivais
Trance. Dançar
com um propósito terapêutico ou de expansão de consciência é muito
diferente de se dançar numa festa, numa boate ou numa demonstração de um
determinado tipo de dança, com estilos e passes previamente definidos,
conectado com o que os outros podem estar pensando ou como podem estar sendo
afetados/influenciados por nossa dança. A
dança aqui referida é totalmente livre. Livre de estilos, tipos e ligações
com o que os outros podem estar achando, podendo inclusive ser livre e
desconectada até mesmo da música que estiver tocando... Neste tipo de proposta
não há movimentos pré-definidos, muito pelo contrário, é um espaço para se
experimentar realizar movimentos que normalmente a pessoa não os faria no
dia-a-dia, ou até mesmo para testar movimentos que nunca havia feito antes,
combinações que se quer havia pensado ou visto até então. Vale misturar os
passes da dança com sons diversos e íntimos, com cantos, com gritos, com
batidas pelo próprio corpo, dançar atento, dançar entregue, de olhos abertos
ou fechados e tudo o mais. O único direcionamento é o de procurar estar harmônico com o meio externo, evitar quebrar as coisas (salvo a exceção de se estar num ambiente e contexto previamente preparado e adequado pra isso), machucar ou desconfortar outras pessoas. Olhe bem: a harmonia deve ser com o meio externo, respeito ao meio físico no qual se encontra inserido e principalmente com os outros. Vale estar desarmônico consigo mesmo e com o ritmo da música, fazendo movimentos descompassados, “feios”, guturais, viscerais, animalescos, se for esse o seu tipo de necessidade no momento e não atrapalhar, sob aspectos amplos e irrestritos, ninguém. Predomínio Sutil / Físico-denso – O transe será bastante sutil e gratificante, mas o grau de envolvimento e extenuamento poderá ser bastante intenso. Propósitos Intrínsecos – Dançar em transe é uma das melhores tentativas para se dissolver sentimentos negativos, especialmente a tristeza. Em casos com cenários adequados, como dentro dos Festivais Trance, sentimentos mais intensos como raivas, angústias e repressões profundas também encontrarão lugar para se manifestar e serem dissolvidos com uma ótima dose de harmonia. Dançar em transe também pode abrir vivências místicas de intenso prazer com profunda sensação de conexão com tudo o que existe e sentimentos de intensa positividade ante aos inúmeros desafios e desapontamentos com os quais nos deparamos ao longo da vida. Efeitos
relacionados possíveis – Prazer e
integração consigo, com o outro e com as naturezas humana, terrestre e
universal. Um dos efeitos mais impressionantes e gratificantes, mas também difíceis,
será o de sentir o corpo dançar absolutamente sozinho, sem seguir qualquer
comando ou questionamento mental, momento a partir do qual a pessoa se percebe
apenas como um observador e experienciador da própria dança que está
manifestando a partir de si própria, sem identificar o que ou de onde
exatamente está fluindo sua energia, força e movimentos. Quando realizada em transes coletivos, esse tipo de prática pode gerar profundo sentimento de conexão com todas as demais pessoas, inclusive com as que não se está vendo e ainda também com aquelas com as quais não se tem afinidade, sabendo percebê-las como uma parte importante de tudo o que existe. Sugestão de intensidade – Sempre que possível e/ou necessário. Dançar assim coletivamente por vários dias seguidos, sem horários e sem ninguém para ficar ditando regras e comportamentos, como acontece num festival trance, ao menos uma vez na vida. O que pode dissolver e/ou agregar – Pode dissolver sentimentos negativamente acumulados. Pode agregar amor, paz, comunhão e ainda se manifestar como uma ótima oportunidade de autoconhecimento e expansão de consciência. Relação com a percepção: fácil percepção / difícil percepção – Extremamente fácil de ser percebido, especialmente no caso de se ter atingido o transe. A pessoa não terá dúvida que esse tipo de estado tenha ocorrido no caso dele se manifestar. Requisitos Desejáveis – Uma mente livre e solta ou mesmo imbuída de um profundo senso de busca e entrega. Variações – Fazer movimentos repetitivos diversos até entrar em transe. O contato e improvisação também oferece um excelente contexto para esse tipo de propósito. Grau de Dificuldade – Fácil e até muito agradável. Poderá ser mais difícil para quem não tem o hábito de leitura já implementado. Técnica – Ler textos inspirados, sagrados e/ou de auto-ajuda, quer sejam
livros, trechos, reportagens, entrevistas, qualquer coisa nesse sentido. Esta
inclusive é uma das técnicas de imortalidade propostas por Leonard Orr em
“Livrando-se do Hábito de Morrer” (Orr cita apenas os textos sagrados, não
inclui em sua referência os textos de auto-ajuda, que hoje têm todo um mercado
específico e crescente). Predomínio Sutil / Físico-denso – É algo denso, ou melhor, é algo não sutil ler um livro ou material físico, mas que gera efeitos sutis, como a liberação de determinados hormônios de satisfação, bem como a possibilidade de construção de sistemas de pensamentos e encadeamentos de idéias gratificantes. Propósitos
Intrínsecos – · Acessar conhecimento ancestral e/ou científico a respeito de coisas que se busca; · Resgate de verdades interiores; · Despertar e freqüenciar sensações que se esteja precisando em determinado momento, na maioria das vezes sensações como motivação, clareza mental, bem estar físico e emocional, coragem, sentimento de capacidade de realização e de implementação de mudança. Efeitos relacionados possíveis – Liberação de hormônios harmonizantes e gratificantes. Entendimento. Esclarecimento. Motivação. Sugestão de intensidade – Quanto mais, melhor, desde que não se torne obsessão e que também seja intercalado com todas as demais atividades necessárias para se ter uma vida completa e integral, as quais são muitas. Ler sempre, mas ter também vivências reais fora do predomínio apenas do corpo mental. O que pode dissolver e/ou agregar – Pode agregar conhecimento, prazer e respostas para questões que se procura há muito tempo dentro de si sem encontrar respostas. Pode dissolver antigas crenças prejudiciais ao desenvolvimento pessoal. Relação com a percepção – Perceber os efeitos que uma boa leitura pode causar sobre si próprio é algo muito evidente. Há uma frase muito interessante ligada a isso: “Os livros não mudam o mundo. As pessoas é que mudam o mundo. Os livros apenas mudam as pessoas...”. Requisitos
Desejáveis – Senso crítico. Ser
senhor de si e de seus próprios atos. É
muito interessante ressaltar que muitas pessoas apegam-se às interpretações
“ao pé da letra” do que estão lendo. Há igrejas e religiões inteiras
formadas e estruturadas em torno de textos sagrados. Entretanto chega a ser ridículo
os comportamentos que as pessoas têm embasado e justificado pelas interpretações
que fizeram dessas leituras. Até mesmo a guerra é justificada através de
leituras sagradas. Isso é realmente de cair o queixo. Claro
que mesmo sem ser senhor de si muitas pessoas se dão a esse tipo de leitura.
Entretanto, a falta de capacidade ou habilidade de avaliar e julgar o que é bom
para si a cada momento leva as pessoas a se prenderem a comportamentos e
interpretações que tiveram gerados nessas leituras e a limitarem a sua própria
vida e a dos outros também. O que importa ao ler textos assim é a inspiração
e as boas sensações que eles podem despertar enquanto estão sendo lidos, torná-los
amarras e âncoras para a livre manifestação é uma parte que pode dissolver
ou até tornar negativo o custo X benefício de os ter lido. O
papel aceita qualquer coisa. Tanto faz o que está escrito. O que importa é o
que a pessoa faz disso a cada momento, como ela torna isso positivo. É muito
importante que a pessoa tenha uma visão crítica da origem do que está lendo,
do que essa leitura desperta nela, se for apenas submissão, por exemplo, essa
leitura estará funcionando apenas como mais um instrumento para reforçar sua defesa
invadida. Para despertar o senso crítico sobre esse tipo de leitura, veja o conteúdo específico sobre os textos sagrados. Variações – Outros textos que estimulem a freqüência do sentimento adequado para a pessoa naquele momento de vida também são válidos, neste caso, as possibilidades de combinações e alternativas são inúmeras e cada a cada um desenvolver auto-orientação para se dirigir para o que lhe for adequado, assumindo para si própria os riscos e também os méritos de ter escolhido o que vai lhe ser adequado. O que é – Chamar Pai e Mãe pelos respectivos nomes Grau de Dificuldade – Depende da relação entre os envolvidos. Para quem, por exemplo, se quer não consegue deixar de tratar pai e mãe por “senhor” e “senhora”, especialmente em situações de “conversas sérias”, isso será bastante difícil. Técnica – Apenas isso: chamar o pai e a mãe pelos respectivos nomes, conseqüentemente estendendo esse tipo de comportamento para outras pessoas, diminuindo a utilização de pronomes do tipo senhor, mestre etc. Utilizar artifícios como determinados apelidos ou prepostos de tratamento também podem estar preservando as mesmas defesas de trato que devem ser evitadas com essa prática, principalmente se houver algo do tipo “Dona” Fulana, “Seu” Beltrano. Fique atento(a)... Predomínio Sutil / Físico-denso – Geralmente é algo sutil, mas que pode manifestar aspectos densos e/ou rudes, dependendo das relações envolvidas e dos propósitos. Uma determinada mãe passou dez anos sem falar com a filha quando ela começou a chamá-la pelo nome, pois ela, a mãe, não aceitava aquilo. Claro que havia muitos problemas anteriores de relacionamento entre as duas e que aquilo funcionou para ela como “a gota d`água”, especialmente considerando a forma com a qual ela percebeu o tom de voz e os propósitos ocultos daquele comportamento e os aspectos de defesas de personalidade guerreira envolvidos entre as duas... Propósitos Intrínsecos – Treinar e manifestar o entendimento de que somos todos iguais, que já somos seres formados anteriormente ao nascimento e de que ao longo da existência universal passamos por aspectos diversos; resolver as questões mais básicas de nossas vidas com naturalidade e definitivamente, uma vez que todos os padrões negativos que conseguimos resolver em relação a pai e mãe irão refletir com todos os outros seres. Por exemplo: uma pessoa que se sente inferiorizada em relação a seu pai e que consegue resolver essa questão, nunca mais irá se sentir inferior a qualquer outro homem com quem venha a se relacionar ou ter contato. Efeitos relacionados possíveis – Vivenciar o sentimento (e não apenas ter a consciência racional...) de que seus pais são pessoas, seres humanos, absolutamente iguais a você, estando sujeitos aos mesmos benefícios e dificuldades, abrindo um portal para podermos sentir isso em relação a todos os outros seres com os quais entremos em contato, trazendo a percepção de que somos todos iguais e parte de um mesmo todo universal. Sugestão de intensidade – Comece devagar, bem devagar. Se não conseguir fazer isso diretamente no trato com a própria pessoa, vá usando o artifício de quando falar a respeito dela com outra pessoa, usar o nome, ao invés do termo (pai / mãe). Outro começo é ir deixando de usar esses dois termos nas conversas diretas, por telefone e etc, mesmo que ainda não consiga empregar os nomes. Ficará algo meio capenga, pois você sentirá falta de alguma coisa (“Alô!, Oi. Me faz um favor: olha aí pra mim se...”), mas para o princípio e os propósitos elevados em questão, o custo benefício será muito gratificante. Não se martirize: muitas vezes no começo você ainda poderá estar usando os termos pai/mãe, mesmo após já ter começado a intercalar os nomes próprios, deixe ir acontecendo. O que pode dissolver e/ou agregar – Pode dissolver complexos (bastante sutis ou mesmo evidentes) inclusive de inferioridade e também de rejeição. Pode agregar autoconfiança e auto-estima. Relação com a percepção – Para grande parte das pessoas pode ser bastante fácil perceber o quanto elas terão dificuldade em aplicar essa prática simples sem se tornarem arrogantes, ou até mesmo agressivas e também sem perder a naturalidade. Perceber os desdobramentos sutis é um pouco mais difícil de ser percebido, como, por exemplo, as questões de sentir que todos os seres lhe são iguais, nem superiores, nem inferiores, e passar a agir de acordo com esses pressupostos. Normalmente, só conseguirá atingir esse grau de percepção uma pessoa que já está envolvida nos seus próprios processos de autoconhecimento já há algum tempo. Para uma pessoa “crua” nesse sentido, pode ocorrer de achar até mesmo a própria proposta desta prática uma sugestão sem sentido... Requisitos
Desejáveis – Sem requisitos prévios,
mas é muito interessante estar atento para não usar isso como uma ferramenta
para demonstrar desrespeito, falta de paciência, aceitação etc. Faça isso
porque será bom para você e também para seus pais, mesmo que eles se
ressintam disso no começo. Uma situação ideal é os próprios pais começarem
a propor isso para seus filhos a partir da idade em torno da pré-adolescência
ou mesmo já a partir da infância. Nesses casos, a reação de não aceitação
de integração inicial do processo poderá ser dos filhos e não dos pais...
Mas será muito bom, pois as crianças desenvolverão desde muito cedo a
auto-estima e o sentimento de igualdade de possibilidades e manifestação em
relação a todas as pessoas. Interessante
– Perceba como você, e também pessoas
próximas, mesmo após já terem mais de 40, 50 anos de idade, ao conversarem
com pai e mãe, manifestam aspectos não verbais ou entonações infantis ou de
arquétipos diversos. Os pais também: falando com seus “eternos bebês”,
fazem trejeitos na voz e nos gestos, “como tá meu filhinho?”..., o que já starta
e atrai intensamente padrões emocionais e psíquicos muitas vezes limitadores e
até negativos, tanto para pais quanto para filhos. Importante
– A relação pai/filho, mãe/filho é
sagrada e deve ser mantida como padrão e modelo de respeito, amor, aceitação,
compreensão e amizade para nossas relações com todos os seres. Não se
utilize dessa prática para quebrar ou dissolver isso. Na
década de 1980 houve um bom espaço para abordagens em linhas da psicologia e
também de outras tantas abordagens terapêuticas dentro das quais a palavra de
ordem era “matar pai e mãe”. Essas
abordagens tinham em seu seio propósitos, dentre outros, semelhantes ao desta técnica
aqui descrita. Alguns bons e até mesmo muitos bons resultados foram alcançados
por diversas pessoas lançando mãos daquele tipo de abordagem. Entretanto, com
o passar dos anos, a observação e o acompanhamento de diversos estudos de caso
mostraram que muitas abordagens por demais radicais têm efeitos momentâneos
muitas vezes bons, mas que são diluídos a médio e longo prazo, sendo que
quando as pessoas se vêem novamente frente às mesmas questões e padrões que
tentaram anteriormente resolver encontram-se, então, numa situação ainda mais
difícil de ser solucionada, pois contam agora com mais uma experiência, no
caso intensa e profunda, dentro da qual não conseguiram ter sucesso definitivo
em relação ao que pleiteavam. Esse
mesmo tipo de raciocínio gerou uma tendência atual de introduzir o conceito de
diluir/dissolver substituindo o de quebrar: dissolver couraças, máscaras e
defesas, ao invés de quebrá-las, pois há um entendimento de que se as pessoas
agem de determinada forma é porque ter sido aquele o melhor arranjo que
conseguiram dentro de suas capacidades, histórias e possibilidades pessoais. Um
cuidado análogo a esse deve ser observado por quem resolver adotar esta prática
de chamar pai e mãe pelos respectivos nomes. A idéia não é, sob hipótese
nenhuma, desfazer essa relação sagrada, mas sim lançar uma evolução em sua
dinâmica. Vá com cuidado e respeito por você mesmo e também por seus pais
e/ou filhos, na velocidade e dentro das limitações de cada um. O que é – Tomar água quente Grau de Dificuldade – Fácil de fazer. Dependendo do contexto e das disponibilidades energéticas e de recursos da pessoa, pode vir a ser mais difícil de ser viabilizado dependo das dificuldades apenas de conseguir esquentar a água na grande quantidade de vezes exigida. Para quem trabalha em ambientes dentro dos quais existem aquelas máquinas de café que têm um recurso pré-disponível para oferecer água quente, será bem fácil de realizar. Técnica – Esta técnica é muito bem explicada e embasada no livro “Energia Ilimitada”, de Deepak Chopra. Mas consiste basicamente no seguinte: tomar pequenas quantidades de água de morna para quente (cerca no mínimo de meia xícara de chá, mas poderá ser mais se a pessoa se sentir confortável), numa temperatura que não cause desconforto ou queime a língua e a boca a cada intervalo de 30 minutos a 1 hora, várias vezes por dia, na realidade, o máximo de vezes possível. Predomínio Sutil / Físico-denso – É algo que trabalha nos planos sutis, mas os efeitos sobre o aumento da disposição geral e vitalidade podem ser facilmente percebidos. Propósitos Intrínsecos – Dissolver o ápana (prana, chi, orgone estagnado ou morto) do corpo. Efeitos relacionados possíveis – Aumento geral da vitalidade e da disposição energética. Sugestão de intensidade – O máximo de vezes por dia que conseguir viabilizar a prática, sem paranóias em relação à precisão dos intervalos e nem a eventuais falhas nessa escala, por um período mínimo numa primeira vivência de umas duas semanas. O que pode dissolver e/ou agregar – Dissolver o ápana do corpo. Agregar uma nova possibilidade/realidade de relacionamento com o elemento água. Relação com a percepção – Os efeitos e o bem estar serão facilmente percebidos. Requisitos Desejáveis – Querer fazer. Variações – Há a prática de tomar 1,5 litro de água pela manhã e passar uma
hora sem tomar ou comer nada. Essa água do 1,5 litro é à temperatura
ambiente. Veja o texto benefícios
de beber água para ter mais detalhamento a este respeito. O que é – Comer sem pressa Grau de Dificuldade – De fácil a muito difícil, dependendo da pessoa, da situação e do tempo e profundidade com o qual se está envolvido com esta proposta. Técnica – Comer com bastante calma, mastigando bem e devagar. Para determinadas pessoas, isso pode ser tão difícil que muitas vezes é necessário lançar mão de artifícios como colocar os talheres no prato, sem segurá-los, enquanto ocorre a mastigação; levantar e dar uma andada pelo corredor da casa, lentamente e com atenção à mastigação, até a próxima garfada... Predomínio Sutil / Físico-denso – É algo que trabalha o plano denso do corpo físico e da alimentação, mas que trabalha sutilmente sobre os estados de tensão e ansiedade. Propósitos Intrínsecos – Aumentar a consciência da alimentação; diminuir a tensão e o estresse infundados; focar-se no momento presente. Efeitos relacionados possíveis – Relaxamento; resgate do prazer em comer; melhor alimentação e digestão. Sugestão de intensidade – Sempre, até que se torne um hábito e o padrão natural do ato de comer. O que pode dissolver e/ou agregar – Pode dissolver a falta de atenção ao o que e como se come, além de dissipar tensão e ansiedade. Pode agregar melhoria no hábito alimentar e aumentar o poder de concentração. Relação com a percepção – Os efeitos serão facilmente perceptíveis, bem como a eventual dificuldade em se realizar essa simples tarefa. Requisitos Desejáveis – Querer fazer e aumentar o tempo disponível dedicado para a alimentação, não levando preocupações e urgência de realização de outras tarefas para esse período. Variações – Mastigar e cuspir (descrito em separado logo em seguida). O que é – Mastigar e cuspir Grau de Dificuldade – Extremamente fácil de realizar. Para a maioria das pessoas o mais difícil é vencer as barreiras psicológicas e de preconceito até poder experimentar realizar esta proposta uma primeira vez. Técnica – Mastigar a comida e ao invés de engoli-la, cuspi-la. Predomínio
Sutil / Físico-denso – Há
desdobramentos sutis e densos. Os envolvimentos densos estão relacionados à
questão de determinados alimentos (especialmente os mais densos e tóxicos,
como carnes, chocolates, conservantes, corantes, anilinas, sintetizados etc) que
deixarão de ser engolidos e não precisarão mais de ser metabolizados, a alto
preço, pelo organismo. Os desdobramentos sutis estão relacionados à questão dos aprendizados e percepções que esse tipo de prática tem alto potencial de despertar na pessoa. Propósitos
Intrínsecos · Dar-se ao prazer e ao deleite de estar em contato com determinados, ou qualquer tipo, de alimentos sem passar pelos eventuais ônus metabólicos que muitos deles podem trazer; · Exercitar a calma, poder de presença e autopercepção; · Treinar o livre arbítrio e o poder de liberdade; · Potencializar bastante a percepção sobre a questão da alimentação e da nutrição. Efeitos relacionados possíveis – cessação do desejo e total satisfação da necessidade de ter contato com o alimento em questão, especialmente nos casos envolvendo maior compulsividade, como acontece muito com doces e chocolates. Sugestão de intensidade – não há o mínimo parâmetro de freqüência para esse tipo de prática. É interessante que durante uma fase experimental a pessoa possa experimentar esse técnica em situações diversas, com quantidades diversas, de modo que possa por si só tirar suas conclusões e aprendizados, além de registrar permanentemente em sua memória celular as possibilidades geradas por esse tipo de recurso. Essas experiências podem ser feitas, por exemplo, com uma balinha, ou apenas parte dela; um chocolate, ou parte dele; metade de um almoço; um pão de queijo; meio sanduíche; enfim, as possibilidades são infinitas. Após uma fase inicial de aprendizado, essa possibilidade estará sempre presente, como uma opção para o livre arbítrio e como recurso de evitar a podação de desejos sem se entregar a muitos efeitos colaterais indesejáveis. O
que pode dissolver e/ou agregar – Pode
dissolver ansiedade, culpas e falsas crenças em relação à alimentação,
como, por exemplo, achar que toda vez que se come ganha-se mais energia do que
se perde. Pode ser também uma ótima ferramenta aliada a outras na dissolução
da obesidade. Pode agregar a liberdade de poder estar em contato com determinado
desejo(*), satisfazer-se dele sem ter de metabolizar seus efeitos negativos. (*) no caso a comida, mas a prática também abrirá o canal para poder ter o mesmo tipo de padrão com outras atividades com efeitos colaterais indesejáveis: ter um contato sutil sem ter de entrar totalmente na experiência... Relação com a percepção – Muito fácil de serem percebidos seus bons efeitos. Requisitos
Desejáveis · discrição, especialmente com o propósito de não incomodar outras pessoas. É perfeitamente viável, por exemplo, devolver parte de um almoço para um copo sem que ninguém perceba que a pessoa está fazendo isso; · responsabilidade pessoal já formada, consolidada e com boa estrutura, de modo que quem se proponha a realizar tal prática já se sinta responsável por si mesmo e não venha a deslocar a responsabilidade sobre os acontecimentos de sua vida para terceiros, ou mesmo para coisas que tenha lido em algum lugar, como neste texto, por exemplo...; · capacidade de interiorização e manutenção da própria individualidade sem ter de ficar prestando conta de seus próprios atos e atitudes a outras pessoas. Variações – não há muita variação, mas pode ser considerada uma ótima alternativa à bulimia. O que é – Não cruzar nada no corpo Grau de Dificuldade – Mecanicamente, é muito fácil de ser realizado, entretanto, sob a ótica da atenção e do despertar da consciência, especialmente durante o sono e após um primeiro longo período (em torno de um mês), é difícil de ser mantido... Técnica – Não cruzar ou entrelaçar nada no corpo: não cruzar os braços, as pernas, os dedos, nada... Predomínio Sutil / Físico-denso – Sutil, muito sutil... Propósitos Intrínsecos – Despertar a consciência de si a partir da percepção corporal. Receber um influxo energético muito, muito grande, porém de forma lenta, progressiva, gradual. Efeitos
relacionados possíveis
– Despertar da
consciência, da força de propósito, da
atenção e da conexão com a
observação
do inconsciente através do alto poder de conexão com a
percepção do estado
de sono, desdobrando-se em conexão com os sonhos; ampla abertura
energética;
elevação energética. É normal que um fluxo grande de muitas coisas, agradáveis e também desagradáveis comecem a ocorrer. No caso de mais coisas difíceis de serem metabolizadas começarem a acontecer numa velocidade maior do que se consiga absorvê-las sem desconfortos intensos, é recomendado parar a prática e retomar numa nova oportunidade quando os efeitos desses primeiros acontecimentos já tiverem se dissipado. Fatos com um certo desconforto sempre estarão acontecendo, mesmo independentemente desta prática, cabe a cada um avaliar o grau de custo X benefício que está atingindo e tomar a responsabilidade da decisão pessoal intransferível de continuar ou não a prática. Sugestão de intensidade – Para absorver e sentir os efeitos desta prática, gravando-os na memória celular, numa primeira vez praticá-la ininterruptamente por ao menos três meses. De manhã, de tarde, de noite. O tempo todo. Em pé, sentado, deitado. Acordado e dormindo. Após esse aprendizado inicial, pode-se lançar mão dela novamente em períodos menores, de acordo com a necessidades, percepções e intenções de situações pontuais. O
que pode dissolver e/ou agregar – Além
de trabalhar o aumento da consciência e domínio do corpo, pode abrir canais
para a dissolução de nós e laços(*) energéticos. (*)
nós – dentro de si, percebidos no corpo físico como tensões e musculatura
com enrijecimentos locais; laços
– com os outros, relacionamentos mal resolvidos... Como
um “efeito colateral”, ainda pode funcionar como um ótimo canal para
dissolver o sabotador interno responsável pela dificuldade em conseguir abundância,
abrindo canal para se aprender a receber a riqueza do universo e das manifestações. Relação com a percepção: os efeitos serão de fácil percepção para quem já está no caminho da busca e ligado com a intuição, que muito provavelmente já é o caso de quem se dê ao presente de realizar uma prática como essa. Requisitos Desejáveis – boa vontade consigo mesmo, propósito de aguçar a auto-observação e bom humor (este último, principalmente em alguns momentos para poder rir de si mesmo quando se pegar já com algo cruzado ou vier uma “vontade louca” de se fechar todo e cruzar tudo de uma vez só...). Variações – Após já ter feito uma primeira vez por um prazo maior, como os três
meses indicados, lançar mão desta prática por períodos mais curtos toda vez
que achar conveniente, quando poderá acrescentar agregadamente outros itens,
como não colocar as mãos frente a frente, como na posição tradicional de
rezar, assim como não colocar os pés um de frente um para o outro, evitando
ainda qualquer outra posição que feche o canal de circulação de energia em
si mesmo. O que é – Sentar sem apoio nas costas Grau de Dificuldade – Extremamente difícil. Técnica – Sentar-se sempre sem apoiar as costas. Caso não esteja conseguindo ficar sentado, então deve-se sentar e não apoiar as costas. O ideal é que a pessoa consiga bolas ortopédicas para auxiliar nesse propósito, inclusive bolas pequenas para serem colocadas sobre o acento de cadeiras. Predomínio Sutil / Físico-denso – É algo bastante físico de ser sentido e aplicado, mas também gera uma força e percepção interiores extremamente grandes. Propósitos
Intrínsecos – Fortalecer lentamente a
coluna, na medida em que a pessoa vai percebendo onde estão as dores e os
bloqueios e como eles vão progressiva e lentamente migrando de posição ao
longo do corpo chegando até mesmo a serem completamente dissolvidos. É
interessante se notar que não é recomendado colocar uma criança muito pequena
em pé e nem mesmo sentada, em decorrência de sua coluna não estar preparada
para suportar essas posições. Esse mesmo princípio é aplicado para as práticas
de posturas invertidas: não se deve utilizar paredes como apoio para as
posturas invertidas, pois se a coluna não está tendo firmeza para manter esse
tipo de posição por si só, é sinal que não deve ser forçada e sim
primeiramente fortalecida até conseguir sustentar essa posição. Esse mesmo princípio deveria ser levado em conta pelas pessoas para poderem estar sentadas ou em pé: se a coluna não estiver agüentando por si só manter o corpo, então o que se deveria fazer é descansar, deitar ou procurar uma outra postura de repouso. Entretanto, as exigências normalmente extenuantes da vida social “comum” às quais as pessoas se entregam desde muito cedo, as obrigam a ficar horas e horas excedentes às suas capacidades de resistência a ficarem sentadas assistindo aulas ou trabalhando. Esse padrão é transferido para a vida cotidiana, inclusive para o divertimento e lazer. Para assistir a um filme, as pessoas ficam sentadas com as costas escoradas, para comer também e por aí vai. Essa posição apoiada mascara as dores e dificuldades reais, transferindo para canais internos e níveis profundos do inconsciente o déficit que esse descanso não vivido e essa forçada na posição estão constantemente gerando. Efeitos relacionados possíveis – Aumento da vitalidade e da autopercepção. Sugestão de intensidade – Começar extremamente devagar. Aos poucos. Especialmente se já tiver histórico de dores e problemas lombares. Progressivamente ir procurando ficar curtos períodos sem apoiar as costas para sentar até que esse hábito seja totalmente extinguido. Até a pessoa conseguir abolir totalmente os encostos de sua rotina diária, levará um prazo a ser contado em alguns anos e não em poucos meses. O que pode dissolver e/ou agregar – Pode ser um aliado para dissolver a defesa carente; trazer uma real percepção do nível, normalmente grande, de dificuldades que a pessoa tem para lidar consigo mesma e do tanto que tem mascarado e escondido suas próprias dificuldades. Agrega firmeza e força interiores reais e não baseadas em defesas e subterfúgios. Trará ainda como um efeito subjacente uma nova percepção da ação da interação pessoal com força da gravidade terrestre. Relação com a percepção – Os efeitos serão facilmente percebidos, inclusive as dificuldades, que normalmente são bastante grandes e significativas. Requisitos Desejáveis – Já ter boa experiência dentro do caminho do encontro pessoal e com exercícios de posturas. Já ter feito a prática de ficar sem cruzar nada no corpo. Variações – Ficar em pé sempre apoiado(a) por igual sobre as duas pernas, deixando os joelhos fletidos, transferido o peso total do corpo para as pernas, não retendo tensão na região lombar. Grau de Dificuldade – De fácil a difícil, dependendo da pessoa. Sempre mais difícil no começo, ficando cada vez mais fácil de ser realizado. Técnica – Fazer pausas durante o ato de urinar, ao invés de deixar a urina
sair toda de uma única vez, num único jato contínuo. Podem ser feitas em média
de três a cinco pausas, intercalando um pequeno relaxamento e retomando a saída
da urina após um pequeno intervalo e esse pequeno relaxamento. Ao final, deixar
que a urina escoe totalmente até que se atinja o relaxamento total da bexiga e
de toda musculatura ligada ao ato de urinar. As questões ligadas à “Evacuação Consciente” estão desdobradas no item “variações” logo adiante. Predomínio Sutil / Físico-denso – É algo que trabalha o corpo físico denso, em uma área muscular pouco perceptível para a grande maioria das pessoas, entretanto que abre canais para portais sutis ligados ao controle interno e à satisfação geral, inclusive sexual. Propósitos
Intrínsecos – Levar a atenção e o
controle para a musculatura da base da coluna, dos quadris e principalmente dos
órgãos sexuais, aprendendo a sentir e diferenciar os diversos músculos dessas
áreas, de modo a desenvolver a capacidade de exercitá-los em separado, o que
por sua vez gerará grandes recursos para serem aproveitados na utilização do
ato sexual como instrumento de expansão de consciência e catalisação de
energia, inclusive sendo um dos melhores passos iniciais para quem está se
direcionando para ter mais controle sobre a retenção da ejaculação. O desenvolvimento da relação e domínio com essa musculatura além desse propósito ligado diretamente à sexualidade tem ainda um outro nobre objetivo que é o de manter a saúde de toda essa área, que em decorrência da falta de consciência progressiva que a maioria das pessoas desenvolve sobre a mesma ao longo dos anos, abre portais para diversas doenças e distúrbios nessa região, como incontinência urinária, hemorróidas, câncer de próstata etc. Efeitos relacionados possíveis – A consciência e a prática de exercícios da musculatura ligada ao ato de urinar, que pode facilmente ser iniciada através deste simples exercício de urinar com pausas e posteriormente ser incrementada por tantos outros (ver relação inicial no item “variações” logo abaixo), pode gerar efeitos como fortalecimento da musculatura vaginal, prolongamento e fortalecimento da ereção, controle sobre os movimentos desses órgãos e tonificação dos mesmos, todos esses efeitos relacionados ao aumento do prazer sexual e também da longevidade e manutenção da correta funcionalidade desses órgãos ao longo da chamada Melhor Idade. Sugestão de intensidade – Numa fase inicial pode ser feito mais freqüentemente, até que se tenha atingido o domínio e a fluidez com a técnica. Posteriormente, para se manter os benefícios já alcançados, pode ser realizado regularmente, alternando-se com urinadas “normais”. O que pode dissolver e/ou agregar – Além do que já foi dito sobre os benefícios dessa técnica, ela ainda pode agregar um valor intrínseco ao potencial de liberdade e livre arbítrio de manifestação, pois a pessoa passa a se sentir mais livre e senhora de si em cada ato. Muitas vezes pode-se começar a urinar sem nem estar pensando nessa técnica. De repente, resolve-se fazer uma pausa e, conseqüentemente, há uma quebra na freqüência emocional e de atenção. Este tipo de técnica, associada a outras como as de mastigar e cuspir e fazer sexo sem o propósito vinculado de atingir orgasmo, e tantas outras, quebra vínculos a padrões coletivos de conduta e autolimitação e aumenta a liberdade de manifestação global da pessoa, ancorando poder pessoal e expansão de consciência. Relação com a percepção – Efeitos e benefícios facilmente percebidos. Requisitos Desejáveis – Nada de especial é exigido. Porém, enquanto mais jovem a pessoa começar mais facilmente ela conseguirá realizar esse tipo de exercício. Quanto maior for a dificuldade em conseguir fazê-lo, maior estará demonstrada a necessidade de a pessoa estar precisando desse tipo de técnica para dissolver os problemas de saúde dessa região. Variações – contrações vaginais; – contrações envolvendo as musculaturas pélvicas, anais e do períneo, como o Mula bandha (muito praticado dentro da yoga); – bambolê (enquanto exercício específico e também até aquele brinquedo de arco para a cintura); – peidar “invertido” – Calma aí, isso não quer dizer nada do tipo ficar de cabeça para baixo para fazer isso, peidar para dentro ou qualquer coisa assim... (risos). A inversão é em relação movimento respiratório. É o seguinte: a grande maioria das pessoas peida forçando a musculatura anal e da parte inferior da coluna ao final da expiração. Essa técnica consiste em soltar o peido ao final da inspiração. À medida em que a pessoa vai entendendo o que pode estar envolvido no aumento da percepção e do controle muscular aí envolvido, ela pode fazer a inspiração cabe vez mais longa, trazendo o ar o mais para cima, rumo ao peito o possível, até que peido ocorra por si só. Falar sobre isso sua até muito engraçado, mas é algo que tem um valor vivencial interessante e de custo X benefício interessante. Experimente...; – muitos outros que trabalham os músculos da base da coluna, da cintura e da região genital. Há uma descrição muito boa desse tipo de exercício no livro “Tantra, o culto da feminilidade”, de Andre Van Lysebeth. Veja também pompoarismo;
–
Não defecar e urinar ao mesmo tempo – para esta técnica em específico,
o mais comum é a tendência da pessoa em primeiramente urinar e depois, então,
com bexiga já vazia, evacuar. Entretanto, quando o controle dessa musculatura já
estiver mais desenvolvido pode-se lançar mão de algo mais sofisticado: urinar
apenas um pouco, deixando a bexiga ainda com boa quantidade de urina e neste
estado, então, evacuar. É algo mais difícil, entretanto levará a uma percepção
e controle em separado das musculaturas envolvidas bastante interessante e
preciso; –
Defecar de cócoras – a privada é com certeza uma das invenções mais
úteis e pertinentes da humanidade, de valor inestimável para a saúde pública.
Não é à toa que a rainha da Inglaterra ao ser apresentada pela primeira vez
para a então recente invenção baixou um decreto na mesmo hora obrigado que
toda a casa que fosse construída naquele país a partir daquele dia deveria ter
uma privada. Foi uma sábia decisão. Vale lembrar que a peste negra que assolou
1/3 da população da Europa na Idade Média ocorreu basicamente por conta de
falta de higiene pública. – Brevidade – outra coisa que deve ser observada é que o ato deve ser o mais breve possível. Essa estória de ler enquanto está na privada pode ser boa sob o ponto de vista cultural (...) mas é terrível para o corpo. Se necessário, faça a evacuação rapidamente e retorne mesmo que depois de pouco tempo “para nova investida”, mas evite ao máximo longos períodos nessa posição e forçando essa musculatura “para fora”. – Integrar as informações do inconsciente – ainda sobre a questão das fezes de uma forma em geral, mais algumas coisas relevantes podem ser ditas: as fezes, como toda excreção do corpo, são reflexo bem fiel dos processos do inconsciente. Estar atento a como elas estão sendo formadas e expelidas pode trazer importante informações para a pessoa. Um médico chinês usualmente procura informações da pessoa de como são suas fezes, informações sobre a freqüência, a consistência, a coloração etc. Há muitos desdobramentos sobre isso e havendo necessidade/curiosidade o ideal é procurar informação com um profissional que possa fazer uma avaliação personalidade e considerado o quadro geral da pessoa, mas no geral pode-se dizer que são direcionamentos para “fezes saudáveis”: defecar ao menos uma vez por dia, apresentando fezes escuras e consistentes. É de conhecimento público os males ligados à prisão de ventre, mas não apenas isso pode ser apresentado como distúrbios passíveis de serem denunciados pelas fezes. Diarréias freqüentes ou fezes constantemente moles, por exemplo, denunciam uma pessoa com um perfil psicológico apresentando súbito desapego em relação às experiências que vem atraindo para si, vivenciado-as sem delas extrair os aprendizados e os benefícios delas decorrentes, apontando para um quadro de falta de força e realização dentro do seu potencial de manifestação...; O que é – Tomar a própria urina Grau de Dificuldade – Fácil de se fazer. Muito, muito difícil de ser realizado a primeira vez em decorrência de exigir a prévia dissolução do preconceito e até nojo sobre a idéia/proposta de realizar a técnica. Técnica – Tomar a própria urina. Há diversas formas em relação a como isso
pode ser feito. Na maioria das referências sobre urinoterapia há indicações
de que a primeira urina do dia é a que deve ser tomada. Essa urina contém o
hormônio ADH, que tem ação antibiótica, analgésica e funciona como ativador
da circulação e secreção de outros hormônios. Essa primeira urina do dia
também traz a linguagem do inconsciente da noite toda, que é bastante
relevante. Entretanto, essa primeira urina pode ter o gosto bastante forte e
marcante, não sendo aconselhada para quem quiser ir se acostumando com a idéia. Todas
as técnicas descritas neste texto estão expostas sob a ótica principal de
entendimento da cura como resgate de um estado de plenitude do ser e também
como práticas para expansão de consciência. Há muitas pessoas que usam essa
primeira urina do dia para tratamento de doenças específicas, quando já
recorreram as outras abordagens mal sucedidas ou quando estão sob os cuidados
de curandeiros em áreas remotas. O
mais indicado é que a pessoa tome uma primeira vez sua urina num dia em que
estiver se sentindo bem, desintoxicada, leve psíquica e emocionalmente e a
urina estiver clara. Pode ser um contato apenas para quebra do paradigma, um
leve gole ou até mesmo algumas gotas recolhidas nos dedos. Enquanto
prática de autoconhecimento, expansão de consciência, manutenção e aquisição
não apressada de saúde, a urina pode ser tomada em situações diversas, em
quantidades diversas, sem obrigações. Pode-se até recolher um pouco, ou
muito, começar a tomar e no meio do caminho decidir não tomar tudo a que se
propôs inicialmente... O
mais recomendado é que a urina a ser tomada seja sempre recém recolhida,
fresca. Uma
experiência extremamente interessante é tomar ciclicamente a própria urina.
Dentre as possibilidades de interação com a própria urina esta é uma das que
mais tem desdobramentos e aprendizados sutis. Há de se destacar desta prática
duas inferências um tanto interessantes: ·
Primeiramente, fazendo-se um
paralelo com a questão do ar: caso uma pessoa resolva respirar seu próprio ar
ciclicamente colocando a boca e o nariz em um saco plástico todos sabem que em
poucos minutos o ar do saco irá ficar totalmente tóxico, sem oxigênio e rico
em gás carbônico. Já com a urina ocorre exatamente o contrário: quanto mais
se tomar ciclicamente a própria urina, mais ela irá ficando pura a cada nova
ingestão. Dessa prática podem ser concluídos alguns entendimentos, dentre
eles o de que a urina realmente não é o expurgo do que não presta e foi
utilizado pelo organismo, sendo que de alguma forma as toxinas ficaram dentro de
si próprio, como explicado adiante. Outra coisa muito interessante é o
entendimento de que o ar tem uma associação direta com o espírito e os líquidos
com as emoções. Essa prática demonstra que quando uma pessoa polariza suas
vivências espirituais, que são suas próprias ações, corre o risco de
intoxicar-se de si mesma. É assim na lei do carma e também em todas as questões
envolvendo orientação espiritual: a pessoa só recebe ou acessa uma nova
tarefa e/ou aprendizado após concluir um que já estava em andamento. Já com
as emoções é diferente: enquanto mais a pessoa polariza seu corpo emocional,
mais ela tenderá a se purificar, pois a polarização emocional naturalmente
aponta a pessoa para um estado de pureza, uma vez que seguindo a sua
auto-orientação emocional ninguém consegue ficar se sentindo cada vez mais e
mais perturbado, ruim, pior. Quando se segue a auto-orientação emocional nos
dirigimos para estar cada vez melhor, mais tranqüilo, mais relaxado, só assim
conseguimos seguir no aumento do influxo energético. O que acontece quando não
conseguimos ficar bem é que na realidade estamos seguindo tendências mentais
ou polarizando ações sucessivas, desrespeitando a emoção... ·
O outro aprendizado vivenciado
dentro desse tipo de prática tomando-se ciclicamente a própria urina está
ligado à questão da representação do papel que cada um de nós tem como
agente de purificação universal. Com a divulgação das idéias da física quântica,
o conceito de todo contínuo já está sendo mais difundido e absorvido pelas
pessoas. Todos passam a entender e aceitar que o universo é uma única coisa,
que não há fronteiras entre uma coisa e outra, entre objeto e observador e
assim por diante. Entretanto, isso é muito difícil de ser sentido, mesmo que a
pessoa aceite essa idéia racionalmente. Essa prática traz um conhecimento
vivencial e não apenas racional, e isto é muito importante, de que não há
diferença entre o ambiente interno e externo daquilo o que somos e
representamos no mundo. Quando se vivencia que as toxinas que ingerimos não são
exatamente expelidas para um ambiente externo e desconectado de nós mesmos,
passamos a ter uma memória orgânica, emocional e intelectual muito mais sensível
ao cuidado em relação ao que ingerimos e incentivamos para ser produzindo
dentro do Planeta. Aprendemos que ao se jogar algo no ambiente externo com uma
excreção do nosso corpo na realidade não estamos nos livrando daquilo para
sempre, mas sim ganhando um tempo, que muitas vezes é precioso e imprescindível,
mas que é apenas um tempo, e que em algum momento tudo o que devolvemos para o
ambiente externo sem o purificarmos em nós primeiramente, em algum momento irá
retornar para nós... Essa experiência nos faz crescer consciencialmente
enquanto agentes de cura universal, seres que temos, dentre outras, a função
de curar algo profundo em nós e nessa cura, automaticamente, curar algo no
mundo e não apenas nos livrar de algo. Nada há para que dele se possa livrar.
Somos parte de tudo o que existe. Essa prática ativa a consciência do poder de
purificação intrínseco de cada um. Predomínio Sutil / Físico-denso – É algo denso, algumas vezes com gosto forte e marcante, mas que tem seus principais desdobramentos nas esferas da sutileza, sendo que a principal delas é que a urina traz a essência do que é a própria pessoa, funcionando como uma homeopatia natural produzida pelo próprio organismo da pessoa trazendo a assinatura essencial do que ela mesma é, tanto através da linguagem químico-metabolica como também de aspectos mais sutis, sob o ponto de vista energético e espiritual, manifestado pelo resultado do que ela é, fez e gerou. Duas pessoas que numa situação idealizada de limpeza e desintoxicação orgânica tomarem um mesmo refrigerante, ou qualquer outra bebida com compostos tóxicos, irão gerar urinas totalmente distintas e diversas, cada uma trazendo a assinatura do que cada pessoa é individualmente... Propósitos
Intrínsecos ·
Despertar do senso de auto-observação
e auto-aceitação. Inclusive, uma auto-aceitação verdadeira não denota
comodismo, mas sim ausência de conflitos internos, podendo ser potente agente
de dissolução de muitos problemas psíquicos; ·
Integração do inconsciente. ·
Ativação da consciência celular
– quando as células têm contato com aquilo que elas próprias produziram há
uma ativação de uma consciência física, orgânica, em relação aos
processos metabólicos e, principalmente, frente à vida, ao que se faz, ao que
se ingere, ao que se sente, o que se pensa. Esse aprendizado deixa de ser apenas
racional, passando a ser vivencial e tornando-se parte integrante do estado de
alerta; ·
Aquisição, resgate e manutenção
da saúde. Efeitos
relacionados possíveis – Além de
algumas situações pontuais de resgate de saúde, sobre as quais vale para quem
tiver interesse específico procurar literatura e encaminhamentos direcionados,
tomar a própria urina pode trazer uma série de benefícios, com efeitos de
manutenção da saúde e prevenção em relação a diversos males. Dentre os efeitos também podem ocorrer crises de cura, pois a urina não reprime as doenças, mas as expõe produzindo uma oportunidade de cura mediante o trabalho do corpo junto as suas causas. Dentre outras, são crises de cura comuns e possíveis: diarréia, fadiga, queda de pressão, alergias, prisão de ventre, secreção nos olhos, nas mamas ou na vagina, distúrbios digestivos inespecíficos. Sugestão de intensidade – Numa primeira vez, o mais recomendado é que a pessoa tome apenas um peque gole, até mesmo um pequeno contato com apenas um pouco no dedo molhado pela própria urina, num dia em que se sentir bastante bem e que a urina esteja clara e com boa aparência, para facilitar a quebra do preconceito e do padrão de evitação. A urina pode, e deve, ser tomada nas ocasiões, nas freqüências e quantidades as mais diversas possíveis. Muitas pessoas defendem que a melhor urina a ser tomada é a primeira da manhã. O que acontece com essa urina é que ela traz o inconsciente trabalhado durante toda à noite. Portanto, é bastante significativa. Entretanto, ela tem o gosto bastante forte, e na maioria das vezes ruim, sendo, portanto, não recomenda para os primeiros contatos. Naturalmente, as oportunidades de ter contato com essa primeira urina irão surgindo. O
que pode dissolver e/ou agregar – Pode
dissolver condicionamentos arraigados e um desligamento da atmosfera coletiva, o
que por si só já pode ter aspectos profundamente curadores. É
muito interessante que as pessoas lancem mão do argumento de que a urina é tóxica,
pois é o que o corpo está eliminando, mas achem normal as pessoas beberem
refrigerantes, bebidas alcoólicas e todas as demais químicas conservantes e
corantes colocadas em toda a sorte de bebidas e alimentos enlatados e ensacados
pelas indústrias. Sobre
essa questão da toxidade atribuída à urina é muito importante ser
esclarecido que a urina é um produto dos rins, num processo de filtragem do
sangue, o qual antes dessa filtragem é trabalhado pelo fígado, que dele extrai
as toxinas para formação da bile jogada no intestino. Essa filtragem pelos
rins tem o propósito de manter o equilíbrio das substâncias do sangue e
controlar a quantidade de água no corpo. As toxinas são eliminadas pelo fígado,
e não pelos rins. Havendo ainda de se ressaltar que essa eliminação é um
processo inteligente não apenas de eliminar, mas também de aproveitá-las para
formação de um produto utilizado pelo próprio corpo para a digestão, a bile,
como já foi dito. 99%
do líquido filtrado pelos rins é reabsorvido pelo organismo nos tubos urinários
e volta a circular no sangue. Apenas 1%, cerca de 1,5 litro, em média por
pessoa, é diariamente descartado pelos rins e armazenado na bexiga para ser
expelido na forma de urina. A
urina possui em sua composição 96% de água e 4% de elementos distribuídos
entre cloreto de sódio e outros sais de cloro, sais de enxofre, fósforo, sódio,
potássio, cálcio, magnésio, cobre, flúor, iodo, ferro, zinco, ácido fosfórico,
ácido sulfúrico, uréia, creatina, amônia, ácido úrico, proteínas
(inclusive albumina), aminoácidos, hidratos de carbono, vitaminas,
principalmente A, B, C, E e hormônios como hipofisários, sexuais,
prostaglandinas e outros. Mesmo os componentes que podem ser considerados tóxicos,
como a uréia e o ácido úrico, também circulam pelo sangue e na urina estão
em uma diluição não perigosa ao organismo. A
urina é um produto puro do sangue e não um dejeto tóxico como as fezes. Há
muita diferença nisso. Relação
com a percepção – É extremamente fácil
perceber a relação da qualidade geral da urina com nossos estados emocionais e
de manifestação. É um pouco menos fácil, mas ainda assim não é difícil,
de perceber os benefícios que ela é capaz de gerar no metabolismo e na ajuda
da recuperação de estados doentios. A urina nem sempre é ruim ou amarga. Ela é apenas, sob o ponto de vista do gosto e teor, o reflexo exato de como estamos, de como temos sido nos momentos mais recentes. Ela será ruim e amarga quando estivermos numa fase ou num momento de muita intoxicação, quer seja pensamentos e sEnsações ruins, alimentos intoxicantes ou excesso de ações autonocivas. Muitas vezes, a pessoa que está conectada com esse tipo de prática irá sentir até saudades ou desejo intenso de tomar a própria urina, pois não raro seu gosto é muito bom e desejável, dependendo de como se esteja sentido. Os períodos que menos a estamos tomando e que menos estamos com vontade de tomá-la são exatamente aqueles nos quais estamos mais longes de nós mesmos e mais perto dos momentos onde as doenças estão chegando. Temos vontade de tomá-la quando estamos bem e equilibrados. Requisitos Desejáveis – Algumas pessoas recorrem a esta prática apenas quando já estão cansadas de lidar sem sucesso com a resolução de um determinado problema de saúde, normalmente grave, e recorrem à técnica como uma tentativa desesperada de resolução. Começam então, conforme lhe orientam, a tomar a primeira urina da manhã. Que, como já foi dito, tem boas possibilidades de ser efetiva para esse tipo de caso quando bem orientada e administrada, pois funciona como um remédio amargo. Essas pessoas na grande maioria das vezes conseguem bons resultados, porém fixam essa memória emocional de que a urina pode servir como um remédio amargo... No tipo de proposta aqui descrito, o melhor requisito é que a pessoa comece esse tipo de prática quando estiver num caminho de encontro pessoal, tentando extrair os entendimentos e os aprendizados metafísicos que essa prática traz em seu seio. Variações – Após ter passado por uma primeira fase de entendimento e dissolução da idéia de nojo, naturalmente a pessoa irá se integrando com outras práticas com a urina, como aplicação na pele, para tratamento de feridas, irritações, caspa e outras tantas doenças dessa área; nos olhos ou para aspiração pelas narinas, para tratar feridas internas do nariz ou para desobstruir a respiração. Claro que nessas situações, a higiene deve ser observada, pois a urina pode facilmente reagir ao ar e exalar um odor característico e ruim após um curto espaço de tempo, especialmente no contato com o cabelo. Situação ideal para aplicação nos olhos e para a aspiração é durante o banho... O que é – Praticar Mantras e/ou orações Grau de Dificuldade – Fácil de ser realizado. Às vezes, dependendo da situação de ansiedade mental, o que será difícil é permanecer presente e conectado com o que se está fazendo. Técnica – MANTRAS Além da questão dos sons específicos, suas vibrações, tons etc, uma das características dos mantras está ligada à questão da programação mental, portanto, intimamente ligada ao conteúdo associado ao mantra que se pratica. Para
saber mais sobre a influência dos sons especificamente, veja o texto
com os Ensinamentos do Kalu Rimpoche sobre os mantras. Sob
essa ótica da programação mental, há diversas variações e possibilidades,
pois utilizar uma programação como mantra é muito eficiente para absorver o
conteúdo proposto. Um
exemplo muito bom neste tipo de caso é a utilização das programações para
dissolução das estruturas
de defesa de personalidade durante exercícios de respiração, seguindo as
indicações do quadro abaixo:
Outra
boa sugestão para o entendimento, absorção e emprego dos mantras com o efeito
de programação mental é utilizar a palavra “amor”. Esta prática é muito
poderosa. Na língua portuguesa temos vários privilégios (como a exclusividade
da palavra “saudade”; “mãe” ser uma palavra sem rimas; e ainda outras).
Um grande privilégio da nossa língua é que a palavra “amor” é uma
variante do mais poderoso dos mantras que é o OM (AUM, ou em seu grafismo simbólico
“\”).
Muitas pessoas fazem o OM acentuando uma pronúncia inicial de “A” e depois
migrando para “UM”. Uma outra forma é aproveitar o barulho da inspiração
para focar esse “A”, soltando já um “OM” diretamente. A
sugestão com “amor” é que se inspire “A” e se expire “MOR”. É um
mantra muito fácil de ser realizado, pois casa perfeitamente com o movimento
respiratório completo, sendo que o simbolismo e a prática de se estar
respirando “amor” tem o poder de mexer com a pessoa sob todas as suas dimensões.
Este é um bom mantra para se ter uma primeira experiência com esse tipo de prática.
Uma sugestão é que a pessoa foque esta prática por uns três meses seguidos.
Isso mesmo: uns três meses. Lembrou, inspira “A”, expira “MOR”. Sempre
que lembrar, durante esses três meses, faça a prática, o maior número de
vezes possível. Pode parecer exagerado esse tempo e essa intensidade,
entretanto, quem o assim fizer poderá constatar o poder dessa programação e o
desenvolvimento da expansão de consciência e do estado de alerta, em virtude
de se estar focando uma prática tão simples e sutil por tão longo tempo. Esse
período em torno dos três meses também servirá para criar uma avenida mental
e uma memória emocional extremamente profundas, até mesmo indeléveis, toda as
vezes que no futuro a pessoa precisar acessar novamente esse estado de conexão
amorosa com poucas vezes inspirando “AMOR”. ORAÇÕES A
oração, por si só, não altera a pessoa, mas se ela se sentir melhor ou
alterada pelo poder que emite ao realizá-la, aí sim ela terá bons efeitos. Rezar
mecanicamente, por medo (“temente a Deus”...), pra ficar pedido coisas, sem
consciência do que se está fazendo e de todas as demais formas nessa linha, além
de nada valer para atingimento do(s) objetivo(s) que se pretende ainda é uma
perda de tempo e de energia muito grande. Muito grande mesmo. Lembre-se
disso: uma oração não tem o poder de alterar a realidade, mas pode servir
como canal de alteração da própria pessoa, a partir do poder que ela aglutina
e manifesta quando ora. Uma pessoa modificada, automaticamente, estará
modificando a realidade a seu redor. Embora essa seja uma diferença muito
sutil, na prática o que ocorre com a esmagadora maioria das pessoas que rezam
é que elas ficam esperando que as coisas mudem por que elas rezaram, porque
“Deus está do lado delas”, mas elas mesmas não se mudam em absolutamente
nada, apenas acumulam mais e mais frustrações, normalmente não admitidas,
dentro de si, mesmo porque esse tipo de reza mecânica e sem consciência é
muito utilizada em contextos de dominação religiosa a partir do seio de seitas
e igrejas, ambiente propício para o crescimento dessas frustrações
inconscientes mascaradas por uma sensação de “estar fazendo sua parte”,
uma vez que está seguindo as determinações, pesos, obrigações e medos que
OUTROS colocaram sobre si. Atualmente
há um despertar maior das pessoas para a formatação das orações, deixando
para trás louvações a entidades diversas, ladainhas e seqüências de pedidos
infindos. Sistemas de afirmações e direcionamentos com programações mentais
e emocionais mais efetivos começam a ser adotados, como, por exemplo, na linha
da “consagração pessoal” e da
"oração de cura", onde
as determinações e afirmações ganham espaço em relação aos pedidos e
transferência energética de louvação a entidades que a pessoa muitas vezes
se quer percebe. Predomínio Sutil / Físico-denso – Os mantras e as orações tem a parte densa, que é a sua verbalização e efeitos e desdobramentos que agem a partir do mundo sutil com o propósito de afetar e modificar, quando bem feitos, o mundo material. Propósitos Intrínsecos – Centrar-se em si mesmo; ressonar emoções e pensamentos que sejam proveitosos e adequados para determinado momento; atingir estados alterados de consciência; preparar-se para situações que estão num futuro próximo. Efeitos relacionados possíveis – Ancoragem de concentração, bem estar e sintonia com poder pessoal. Sugestão de intensidade – Sempre que possível. Para determinadas programações, assim como citado no exemplo com a palavra “AMOR”, acima citado, é muito interessante que se foque intensamente uma mesma oração ou mantra por um determinado período condensado, de forma que se ancore bem sua freqüência dentro de si. O que pode dissolver e/ou agregar – Podem servir como composto dentro dos recursos utilizados na dissolução de medos, estruturas de defesa de personalidade e ainda outros padrões indesejados de comportamento e reações. Podem agregar poder pessoal, capacidade de concentração e ancoragem a estados de sublimação e até transcendência. Relação com a percepção – Podem gerar efeitos tanto fáceis quanto difíceis de serem percebidos. Requisitos Desejáveis – Ter senso crítico e desenvolvimento da percepção para não ser apenas uma estação repetidora do que vier imposto de fora, correndo, neste caso, o risco de ser apenas mais um elo dentro de uma cadeia energética focando energia para alguém ou algum propósito muitas vezes até desligado de si mesmo. O ideal é que a pessoa já tenha conhecimento e respeito pelo infinito poder das palavras e também do silêncio. De qualquer forma, quando se está de coração aberto, nada impede que se comece de qualquer ponto de expansão de consciência e de evolução no qual se encontre. Variações – Cantar, harmonicamente com o ambiente e com as demais pessoas que eventualmente possam estar escutando, músicas que façam a pessoa se sentir bem e sintonizada com os sentimentos e vibrações que são adequados com o que ela precisa para o momento. Já diz a sabedoria popular: “Quem canta, seus males espanta.”... O que é – Bolsa de água fria na testa Grau de Dificuldade – Fácil de ser realizada, desde que se tenha os recursos necessários: a bolsa de água, a água e a geladeira para esfriá-la. Técnica – Colocar uma bolsa de água fria na testa enquanto se deita pra dormir, meditar ou ficar sem nada fazer. Predomínio Sutil / Físico-denso – É algo sutil, mas que também age intensamente no corpo físico denso. Propósitos Intrínsecos – Diminuir o fluxo mental; ajudar no relaxamento. Literalmente, esfriar a cabeça. Efeitos relacionados possíveis – Relaxamento, interiorização. Sugestão de intensidade – Sempre que necessário, especialmente quando o fluxo mental está muito intenso, quando se está “frito” de um dia agitado, com muitas ações, muitos encontros, muitas conversas, muitas providências. De uma forma em geral quando se está de cabeça quente. O que pode dissolver e/ou agregar – Pode dissolver dor de cabeça (dependendo da dor de cabeça e da reação da pessoa, não insista se não der resultado, pois se os sintomas persistirem, o médico deve ser consultado...); pode agregar uma ótima opção para diminuição do intenso fluxo mental. Relação com a percepção – Facilmente percebido. Variações – Utilizar-se de gelo enrolado em plástico e pano de tal forma que não
molhe a cama e os travesseiros. Gelo nessa configuração também pode ser
aplicado sobre os olhos, especialmente quando se está com olheiras e ressaca,
sempre lembrando que isso já é um recurso de resgate, não tomar como um
incentivo para beber ainda mais... O que é – Observação de si e dos próprios atos Grau de Dificuldade – É uma prática ao mesmo tempo fácil e difícil de ser realizada, pois não envolve recursos ou desdobramentos especiais, a não ser a interação consigo mesmo. Mas é exatamente aí que se ancoram as dificuldades, pois observar a si mesmo muitas vezes é dificílimo, em decorrência do alto grau de adormecimento e automatismo com o qual normalmente nos manifestamos. Técnica – “Uma das formas mais fáceis, sutis e até engraçadas de observar
a si próprio é o “olha eu ...”. Consiste tão somente em repetir a expressão
“olha eu” somada ao que se estiver fazendo/observando no momento (pode haver
ainda pequenas variações no “olha eu” conforme a necessidade do contexto
do que se está observando). Inicialmente é interessante trazer essa expressão
no poder da expressão verbal, falar mesmo, consigo mesmo, ouvindo a própria
voz, ao invés de manter isso apenas no diálogo mental interno. Com o costume e
absorção do que esta prática desperta, esse diálogo pode até ser reduzido
somente para o corpo mental, de forma até a que fique mais fácil ser praticada
e evite qualquer eventual polarização de atenção negativa por parte de
terceiros. Pode
ser algo mais ou menos assim: “olha eu desejando ter aquele carro / aquela
bolsa”; “olha eu com fome mais uma vez”; “olha eu andando na calçada”;
“olha eu não conseguindo dizer o que quero novamente”; “olha eu agindo
como criança de novo”; “olha aquele pensamento de desânimo vindo outra
vez”; E por aí vai: os exemplos e as situações possíveis são infinitos. É
muito importante que não aja nenhum senso de emissão de valor ou juízo a
respeito do que se está observando, apenas ativar esse estado de consciência
do observador interno, algo como se estivesse assistindo ao filme da própria
vida numa tela ao mesmo tempo em que também se é o ator em ação. A observação de si também pode ser feita sob a forma reflexiva, ponderando-se sobre a própria vida e as reações que se andou tendo aos eventos ocorridos. Uma ótima forma de realizar isso também pode ser realizada no exercício de lembrar do dia antes de dormir. Predomínio Sutil / Físico-denso – É algo sutil na ótica da observação e menos sutil sob a ótica da realidade de se estar praticando o ato, especialmente se realmente se falar essas palavras, ao invés de apenas pensar nelas. Propósitos Intrínsecos – Ativar o observador interno; aumentar o estado de alerta; expandir a consciência. Efeitos relacionados possíveis – Maior atenção, concentração, poder de observação e análise, despertar do humor consigo mesmo, este, fundamental para o bem estar... Sugestão de intensidade – Numa fase inicial é muito recomendado/interessante tirar alguns dias seguidos focando esse prática, algo em torno de uns dez dias, trazendo no poder das palavras. Posteriormente isso tenderá a ir indo para o diálogo mental consciente e depois vindo a ser integrado ao estado de alerta e consciência global. É possível que a pessoa consiga até despertar nuances de observação de si em estados de transição entre a vigília e o sono e até mesmo dentro do sono efetivamente (veja no texto sobre Integração dos Sonhos a questão sobre os sonhos lúcidos para saber mais a este respeito). O que pode dissolver e/ou agregar – Pode agregar autoconhecimento e dissolver os espaços gigantescos dentro dos quais a mente fica “navegando à deriva” dentro dos seus velhos e consolidados hábitos. Também pode ajudar a dissolver padrões de pensamentos negativos constantes, uma vez que influi diretamente na percepção dos mesmos. Muitas vezes até já identificamos alguns desses padrões, entretanto, quando fazemos uma marcação com algo do tipo “olha eu pensando besteira novamente” ou “olha eu pensando que tudo vai dar errado de novo” vem à evidência o quanto isso está sendo mais freqüente do que supúnhamos, o que pode ajudar a diluir e dissolver o padrão. Nesse sentido, esta prática pode ser conjugada, mesmo que aplicadas em momentos diferentes, com a de focar a positividade descrita adiante. Relação
com a percepção – É fácil de se
perceber que se está fazendo isso, especialmente se a pessoa se sentir ridícula
ao fazê-lo, o que inclusive é muito comum e perfeitamente entendível. Essa
questão do diálogo consigo mesmo também pode ser um “efeito colateral”
muito benéfico para muitas pessoas, pois na realidade esse diálogo já ocorre
constantemente, entretanto, algumas pessoas quando lançam mão de algum artifício
consciente em cima do diálogo interno acham que estão loucas, mas isso costuma
ocorrer com pessoas que já estão com níveis de desequilíbrios consideráveis
em diversas áreas da vida e que são hipersensíveis à opinião alheia. Essa percepção dos desdobramentos que os diálogos internos podem gerar é mais difícil de ser captada. Requisitos Desejáveis – Como sinalizado no item anterior, é interessante que ao começar a fazer isso a pessoa não esteja passando por fases de confusão ou perturbação mental, especialmente se estiver passando por momento depressivo, uma vez que esse estado já denota alto grau de interiorização com grande atividade racional, num padrão de rodar em círculo ao redor de idéias pessimistas. O ideal é que a pessoa já esteja na estrada do autoconhecimento há algum tempo e já tenha algum tipo de fluência com a leitura dos materiais de seu próprio inconsciente, como fluência em integrar seus sonhos, entender as causas de suas doenças, saber ler as mensagens implícitas nas formas como as excreções de seu corpo estão se manifestando etc. Isso é o ideal, mas não chega a ser essencial. O que é – Exercícios de sentimentos Grau de Dificuldade – Dependerá do sentimento escolhido, da relação da pessoa com esse sentimento, do momento emocional envolvido e dos acontecimentos que ocorrerem durante a prática. Em alguns casos é necessário que se recorra a ajuda profissional. A Medicina Chinesa, a Programação Neurolingüística, a Homeopatia e os Florais de Bach são exemplos de abordagens que trabalham com técnicas que podem estar englobando conteúdos e envolvimentos emocionais. Técnica – Focar / freqüenciar determinado sentimento e procurar senti-lo
durante um determinado período ou acontecimento, voltando a ele toda vez que
sentir dele estar se afastando. Essa freqüência pode ser feita por meios
imaginativos ou de visualização, mas também pode estar efetivamente expressa
em determinados atos previamente definidos de acordo com o sentimento escolhido
(com os exemplos adiante descritos o entendimento dessa afirmação fica mais
claro). Situações
ideais para esses tipos de práticas é a definição de um determinado período
em separado da rotina diária para focar um determinado sentimento, como um
final de semana, um retiro ou um
festival trance. Seguem
alguns tipos de sentimento que a pessoa possa estar tentando freqüenciar,
juntamente com algumas atitudes a eles relacionadas: · Satisfação – focar este sentimento é muito importante para quem, por exemplo, está trabalhando a dissolução de uma defesa carente. Consiste em sentir-se satisfeito, começando por coisas que sejam fáceis de serem atingidas, como, por exemplo, dormir até estar satisfeito, descansar até estar satisfeito, alimentar-se até estar satisfeito (quando se tem esta possibilidade) e ainda tantas outras coisas. Pode parecer ridículo para algumas pessoas pensar num exercício assim, mas ele é de extrema importância, pois muitas realizações e sucesso na vida dependem da pessoa ter freqüência adequada com a sensação de satisfação. A abundância financeira e material é um bom exemplo disso. Muitas pessoas não a atingem pois não tem suficiente ancoragem com o sentimento de satisfação. Embora não percebam, seu sabotador interno sempre age quando ela está perto de atingir uma situação econômica melhor, fazendo-a re-começar mais uma vez “do início” nessa busca. Pessoas que não conseguem atingir satisfação na busca por prazer e ou relacionamentos gratificantes também devem prestar atenção a este simples exercício. A pessoa que desenvolve a capacidade de ancorar em si o sentimento de satisfação vai levando isso para todas as áreas de sua vida, vai se envolvendo em situações, relacionamentos e projetos que a levam a se sentir satisfeita com os objetivos inicialmente propostos e perseguidos e não a sentir aquela velha sensação de mais uma vez “ter morrido na praia”... · Agradecimento – consiste em se sentir grato a tudo e a todos, dentro do que se consiga manifestar assim. Dizer obrigado. Escrever obrigado em suas mensagens. Este é um bom exercício para se incorporar a seus hábitos. · Aceitação – aceitar tudo o que lhe oferecerem. Tem o propósito de aprender a receber as bênçãos muitas vezes sutis ou “ocultas” que estão nos chegando e estamos inconscientemente recusando. Digamos que você tire uma festa para fazer isso. Chega alguém e lhe oferece uma bebida. Você não está bebendo, mas aceita, toma somente um gole, para comungar e focar o sentimento de aceitação. Como sempre, cabe ressaltar que cabe única e exclusivamente à pessoa saber julgar e decidir se irá ou não aceitar algo que possa ser muito prejudicial ou que trará um custo benefício que não compense ao final de seu exercício. O mais importante é ter claro o foco nesse padrão de resposta inicial de aceitação a tudo e a todos. · Competência – muitas vezes podemos ter um padrão de nos sentirmos continuamente fracassados e incapazes. Para este tipo de caso, o exercício de focar a competência é muito bom. Consiste em se propor a fazer coisas que se sabe ter a capacidade para cumprir. Ir focando isso. Ampliando a confiança em si gradativamente. Um fator muito importante aqui é envolver-se nesse período com tarefas com prazos que sejam razoáveis, pois a questão do tempo é fundamental para a consideração de determinadas tarefas e propostas. ·
Segurança – focar a segurança.
Muito bom para quem vem passando por episódios de insegurança freqüente e pânico(*).
Consiste em se sentir num ambiente protegido, calmo e tranqüilo, se necessário
com a participação de outras pessoas. A questão do medo, especialmente quando
envolve desdobramento sobre episódios de pânico é bem complexa, deve ser
tratada por todas as frentes disponíveis e possíveis. Vale à pena dar uma
olhada no texto sobre a dissolução de medos. Exercícios de segurança podem
ser associados com exercícios de conforto. ·
Conforto – sentir-se confortável,
aconchegado, bem instalado, bem cuidado. Manter-se bem alimentado, seguro,
termicamente em ambiente e roupas adequadas e todas as demais opções de
conforto possíveis. Este é outro propósito que pode parecer estranho e ridículo
para algumas pessoas num primeiro momento, pois pode parecer que é algo óbvio
demais por já ser algo que naturalmente se busca. Entretanto, muitas pessoas
desenvolvem, até inconscientemente, uma crença de que o conforto de si própria
é pouco importante, de o que importa é conseguir os objetivos que se tem, que
a vida é dura mesmo, que muitos cuidados a atenção consigo mesmo são
frescura, que tanto faz o lugar onde se dorme, o que se come, pois muita gente não
tem onde dormir e o que comer e por aí vai... Pessoas com crenças assim têm a
tendência de não ouvir e obedecer as limitações do próprio corpo, podendo
desenvolver diversos tipos de desequilíbrios e doenças, o mais comum nessa
linha são as dores lombares (quem também tem muitas outras causas e influências). · Relaxamento – estar relaxado é muito difícil para algumas pessoas. Um estado profundo de relaxamento exige tempo e paciência. Algumas pessoas mal conseguem ficar alguns momentos sem ter o que fazer e já estão arrumando tarefas mentais e coisas pela frente. Só consegue realmente atingir um estado profundo de relaxamento quem tem a capacidade de atingir um alto grau de interiorização. A lista de sentimentos a serem focados ou trabalhados durante um determinado período é tão grande quanto a lista de sentimentos humanos. Cabe a cada pessoa perceber e entender o que ela precisa sintonizar sob a ótica emocional e que lhe será útil, criando situações e exercícios para trazer essa freqüência e essa química para seu metabolismo, de modo que possa delas usufruir quando lhe for interessante. Predomínio Sutil / Físico-denso – Pode envolver episódios e situações com envolvimentos, situações e sentimentos que vão de sutis a mais perceptíveis. Propósitos Intrínsecos – Aprender que não somos “vítimas” dos estados emocionais, mas que podemos agir ativamente sobre eles; ancorar sensações e sentimentos que nos são úteis e estão fazendo falta em nossa estória evolutiva. Efeitos relacionados possíveis – Os efeitos serão muito diversos em decorrência da riqueza emocional e situacional que podem envolver, mas de uma forma em geral, nos fazem aprender a sintonizar emoções que nos são caras, mas estão nos faltando... Sugestão de intensidade – Cada sentimento para cada pessoa demandará um tempo diferenciado, sendo que situações de recolhimento e retiro serão muito interessantes como uma dose intensiva para algumas emoções. É normal que após focar um sentimento, como os de satisfação e conforto, depois os consigamos trazer para o centro de nosso estado de alerta como um hábito sempre a estar sendo observado. Há sentimentos muitas vezes que demandarão muitos e muitos meses de atenção sobre eles para podermos ter resultados significativos e gratificantes. O sentimento de amorosidade, por exemplo, costuma ser assim. O que pode dissolver e/ou agregar – pode dissolver padrões antiqüíssimos e significativos. Pode agregar novas formas de ver a vida. Pode nos despertar para a gigantesca importância do atingimento e consolidação dos estados emocionais e como isso tem influência sobre nossas vidas. Este tipo de experiência fatalmente irá afetar positivamente a forma como uma pessoa educa seus filhos, pois ela entenderá o quão importante é gerar estados e situações para que seus filhos ancorem emoções, crenças e sentimentos como auto-confiança, capacidade de realização, atração de abundância, superação de desafios, dentre tantos outros. Relação com a percepção – Irá variar com as situações. Requisitos Desejáveis – Já estar no caminho do conhecimento pessoal, conhecer sobre arquétipos, tipos e modelos personalísticos; ter um coração aberto ou que esteja procurando abertura; já ter entendimento e vivência do que é estado de alerta e expansão de consciência; já ter um claro entendimento sobe o que é e como funciona o vício emocional, assunto bem demonstrado no filme “Quem somos nós” (para detalhes, veja o site oficial do filme ou então leia a transcrição de seu conteúdo) Variações – Focar afirmações mentais. O que é – Relacionamentos com novos padrões (começando pelos novos contatos...) Grau de Dificuldade – Irá variar de acordo com os padrões que a pessoa está escolhendo para trabalhar, seu grau de autoconhecimento, as pessoas e situações escolhidos para se começar o novo padrão focado e ainda todo o conjunto geral de habilidades e flexibilidade da pessoa, podendo envolver propostas mais fáceis e outras extremamente difíceis de serem dissolvidas. Técnica – 1) Identificar um padrão de relacionamento indesejável, mapeando o que em si atrai esse tipo de padrão, quais as respostas a esse tipo de padrão se está atrelado e com as quais se sente incomodado(a) e quais as incapacidades/limitações pessoais em mudar essas respostas, o próprio padrão e atratividade por ele; 2) Mapear com quais pessoas esse padrão está mais fortemente relacionado e intrincado; 3) Estudar, planejar e definir quais as novas respostas que gostaria de se ter para o tipo de situação considerada; 4) Começar a atrair o novo comportamento e a nova situação de vida pretendida. Caso seja realmente muito difícil ancorar o novo tipo de resposta e sensação, recorrer a todos os meios positivos de ajuda disponíveis, inclusive ajuda de profissionais. Um ótimo recurso para ancorar sentimentos novos e difíceis de se alcançar é por intermédio de suas vivências através dos sonhos lúcidos. Comece a sentir/ensaiar os sentimentos e as respostas consigo mesmo, repetindo para si mesmo o que se quer, ensaiando diálogos em ambiente reservado consigo mesmo, até mesmo em frente ao espelho; construir uma programação mental com repetições e visualizações que lhe facilitem se ver na nova situação; 5) Começar a praticar o novo tipo de resposta e de padrão de relacionamento com pessoas e situações novas, com as quais se tem pouco envolvimento e na qual esse envolvimento será passageiro; 6) Na medida em que for adquirido sucesso, mesmo após alguns pequenos fracassos, e for tomando confiança em se estabelecer no novo padrão, vá começando a atrair esse mesmo tipo de resposta, gradativamente, para os relacionamentos mais próximos e intricados. Predomínio Sutil / Físico-denso – Isso é algo bastante sutil. Propósitos Intrínsecos – Dissolver padrões negativos de comportamentos, relacionamentos e respostas aos outros e, especialmente, a situações dentro das quais se veja constantemente por elas embaraçado(a). Efeitos relacionados possíveis – A sensação de realização e superação a cada nova pequena conquista dentro deste tipo de proposta será evidente. Entretanto, muito facilmente se perceberá reações de espanto, negatividade e até de sabotagem a sua nova atitude por parte das pessoas mais próximas que já estavam acostumadas com sua forma antiga de reagir, especialmente se elas tiravam proveito próprio do seu tipo de comportamento anterior. Sugestão de intensidade – Começar com um sentimento/padrão de cada vez, pelos mais simples e fáceis de serem alterados, completando um ciclo de se sentir satisfeito(a) com os resultados alcançados até ir progressivamente partindo para padrões e comportamentos mais internalizados e complicados de serem dissolvidos. O que pode dissolver e/ou agregar – Pode dissolver: o envelhecimento precoce, por conta de quebrar a freqüência de se ser sempre do mesmo jeito (o(a) “velho(a) e sujo(a)” fulano(a) de tal...); as frustrações consecutivas por se ver sempre dentro dos mesmos problemas de comportamento e relacionamento. Pode agregar mais confiança em si próprio, mais esperança na melhora do mundo, mais prazer em viver. Relação com a percepção – A maioria das mudanças trará benefícios muito evidentes. Entretanto, à medida que se vai ganhando desenvoltura nesse tipo de atitude, muitos pequenos benefícios podem ser alcançados e até passarem desapercebidos. Requisitos Desejáveis – Já estar trilhando a jornada de autoconhecimento, preferencialmente já tendo passado por processos terapêuticos, mas dependendo do tamanho da premência da necessidade dá até para ir começando do zero... Variações – Descobrir e mudar quaisquer tipos de padrões, independentemente de estarem ligados a relacionamentos. O que é – Focar a neutralidade Não
há pensamento ruim para o qual não exista Grau de Dificuldade – Muitas vezes pode ser difícil, dependendo da pessoa e do grau de inconsciência que a mesma já se encontra envolvida por pensamentos, atitudes e atos negativos, na maioria das vezes disfarçados para não parecerem negativos. Um segundo desafio pode ocorrer em decorrência da grande ênfase que se em dentro dos círculos de desenvolvimento pessoal em se focar a positividade, pode ser que a pessoa tenha algum apego a essa idéia e dificuldade em se abrir para focar a neutralidade, abrindo mão da busca por prazeres mais facilmente percebidos por outro tipo de prazer e realização que aparentemente pode facilmente ser visto como algo estático, sem graça, emoções ou qualquer coisa nesse sentido. Técnica – Procurar não se ater ao lado positivo ou negativo das
coisas, procurar seguir o caminho do meio em todas as coisas, não se dar a
grandes aversões ou mesmo atrações. Aceitar tudo o que é da forma que é. Num
primeiro momento, apenas focar o lado positivo das questões já é suficiente, o
que redunda em dissolver a negatividade. É interessante que isso seja feito até
que se atinja graus até então inconscientes de manifestação ou atração de
formas negativas ou não-benéficas de polarização das energias de uma forma em
geral. SOBRE DISSOLVER A NEGATIVIDADE: Focar o lado positivo das questões, sem deixar que se
desenvolva um otimismo ingênuo ou até mesmo imprudente. Há idiomas nos quais a
palavra “problema” é a mesma de “desafio”... Uma distinção importante é saber que ao se falar de positividade sob o ponto de vista desta técnica deve se ter claro o conceito de ying / yang, de |