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Integrando os Sonhos

Espelho da Alma

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É necessário sonhar Descarregando o Inconsciente O Sonho ruim que insiste em voltar

Interagindo com os Sonhos

Lembrar dos sonhos

Anotar os sonhos

Preparar-se para dormir

Interpretando

Conhecer a pessoa
do sonhador

Estado do sonhador

Sentimento despertado

Reações incomuns

Mensagem seqüencial

Fluidez com símbolos

As diversas interpretações

Exercício de memória/regressão Dormir de barriga
para cima
Jejum de Sono Sonhos Lúcidos

Jung postulou que "não há dentro de uma avaliação objetiva, racional, meios confiáveis de fazermos uma análise adequada de nós mesmos. Só o inconsciente, por estar livre de nossas ações reflexas racionais, pode nos dar um feedback cristalino a nosso próprio respeito."

Uma das formas mais fluidas e gratificantes de integrarmos os conteúdos inconscientes é através da interação/integração de nossos sonhos.

 

Ao se conectar com seus sonhos, a pessoa dá a si mesma um grande presente, aumentando potencialmente sua integração com a vida e o proveito que se pode tirar dela, além de expandir sua consciência.

 

O Osho tem uma frase muitíssimo interessante no sentido de dizer que estamos acordados, porém dormindo para nossa própria realidade. Aumentando nossa consciência, chegará o dia em que nossos corpos estarão dormindo e nós "acordados", assistindo-o no sono.

 

Na ligação com os sonhos, nossa capacidade de sentir a vida muito mais do que apenas duplica, pois não é apenas como se também estivéssemos acordados durante a noite, virtualmente (ou realmente...) dobrando nossa capacidade de viver. É muito mais do que isso. Considerando que as emoções geradas dentro do sonho são reais, gerando efeitos reais(*), nossa intensidade de vida se eleva a padrões exponenciais muito altos, pois muitas vezes, podemos passar uma vida inteira tentando atingir determinada emoção sem conseguir, enquanto que numa única noite podemos passar por emoções que demandariam muitos anos para podermos concretizá-las na vida cotidiana. Sem contar que podemos ainda acessar experimentalmente emoções únicas e/ou inatingíveis durante a vigília, como morrer, voar, explodir e por aí vai...

(*) alguns cardíacos chegam a morrer de infarto durante o sono. Podemos ainda acordar marcados por todos os tipos e intensidade de emoções de acordo com os conteúdos dos sonhos e as reações que eles nos despertam.
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Primeiro: é necessário sonhar

Em "Autobiografia de um Iogue", de Paramahansa Yogananda, há um capítulo de rara beleza literária explanando detalhadamente três dimensões distintas de nosso ser: física, astral e causal.

 

Nossos estados de consciência apresentam um paralelo espelhado dessas dimensões:

·         Acordados, manifestamos normalmente o estado de vigília, dentro do qual a consciência capta percepções do ambiente externo através dos sentidos e responde ao meio atendo-se principalmente aos processos envolvendo intervenções mentais (mesmo que na somatória, nossa manifestação esteja fortemente influenciada pelos processos inconscientes). Neste estado, nossa freqüência mental pulsa acima de 8 ciclos por segundo e temos uma correspondência focada com nosso plano físico;

·         Dormindo, podemos estar sonhando ou não (sonhando, podemos lembrar dos sonhos ou não). Em geral, na primeira parte do sono, entramos num estado profundo de relaxamento físico, sem sonhos, com baixíssima freqüência mental (abaixo de 5 ciclos por segundo), com o objetivo de que o corpo possa promover "uma faxina pesada" para recompor todo o desgaste e expelir todas as toxinas acumuladas durante o dia. Neste estágio, a respiração tende a ser fixa, estando propensa a freqüenciar com a respiração do universo, refletindo um compasso de 2/3 do tempo na inspiração e 1/3 na expiração. Não há pensamentos nesta fase, na qual nosso plano causal está evidenciado;

·         Ao sonhar, nossa freqüência mental entra em alfa (entre 5 e 8 ciclos por segundo) e freqüenciamos o plano astral. Nossa respiração será influenciada pelo estado emocional decorrente da evocação que o conteúdo do sonho traga. Desta forma, podemos, por exemplo, acordar ofegantes, em decorrência de um sonho agitado ou de um pesadelo. 

Quanto mais carregado(*) estiver nosso sistema, maior será a necessidade de o corpo passar pela fase de sono sem sonhos mais prolongadamente, diminuindo o tempo que poderá ser dedicado ao sono com sonhos. Desta forma, ter uma vida equilibrada e saudável é um dos primeiros e mais importantes passos para poder sonhar.

(*) de toxinas físicas, decorrentes de alimentação e/ou outros envolvimentos com substâncias anti-naturais, impuras e tóxicas ao organismo (ar poluído, água de má qualidade etc etc), pensamentos negativos, emoções reprimidas, mal resolvidas ou desequilibrantes, ações contrárias à energia de nossa essência.
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Descarregando o Inconsciente

 

Sob uma forma simples, podemos dizer que inconsciente é tudo aquilo que está fora da percepção captada direta e racionalmente. Um paralelo poderia ser feito com uma lanterna acesa em um quarto escuro: o foco da lanterna representa o consciente; a parte escura, o inconsciente.

 

Como parte do sistema de equilíbrio psíquico, a manifestação do nosso inconsciente é simplesmente um fato, uma característica do nosso estado de ser. Quanto mais reprimida estiver sua integração ao eu, mais o inconsciente se manifestará sob formas cada vez mais "densas", aparecendo evolutivamente como: sonhos perturbadores; pensamentos dominantes, fixos; incômodos emocionais e/ou físicos; atos falhos; padrões de comportamento e ação auto-destrutivos; doenças físicas; encontros e acontecimentos não desejáveis; acidentes; morte prematura (não necessariamente nessa ordem ou se limitando apenas a esses itens).

 

Aceitar que a vida é composta não somente de racionalidade é um bom passo para abrir-se para o processo de integração do inconsciente. Processo como os terapêuticos e de busca por autoconhecimento, em sua evolução, tendem a abrir caminho para que a pessoa possa integrar a manifestação de seu inconsciente, tanto a nível pessoal quanto coletivo.

 

Conhecer, assimilar, aceitar e respeitar as mensagens do corpo e seus inúmeros mapas reflexológicos bem como dos nossos sistemas energéticos é forte instrumento para busca e ancoragem de cura. Uma parte mais prazerosa é sua integração pela interação com os sonhos, o despertar da intuição, uma vida atenta ao sutil sem perder o foco do equilíbrio, o caminho do meio.

 

Diminuindo a carga de "represamento", normalmente alta, dos conteúdos inconscientes, abrimos caminho para que durante os sonhos tenhamos mais tranqüilidade e equilíbrio emocional para lidarmos com os conteúdos envolvidos, o que tornará inclusive a vivência até de sonhos lúcidos muito mais fácil e possível, pois conseguiremos acessar emoções, inclusive ruins ou marcantes, em dimensões e intensidades energéticas com profundidades infinitas.
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O Sonho ruim que insiste em voltar:

Provavelmente todos nós já passamos por aquela experiência desagradável de estarmos tendo um sonho ruim, agitado, desequilibrante, no meio do qual acordamos angustiados durante a noite. Voltamos a dormir e lá está ele de novo. E assim a noite ruidosa vai se arrastando em momentos intermináveis. Acordamos cansados e com sensações desconfortáveis.

 

Esse tipo de acontecimento ilustra bem o que foi dito anteriormente sobre a questão de repressão de manifestação do inconsciente. Neste caso, a pessoa apresenta uma mensagem forte do inconsciente que está tentando vir à tona, sem sucesso. Podem advir daí dois caminhos:

·        o primeiro e mais comum é o de que a pessoa não se abra realmente para o que o sonho está tentando trazer à tona, continuando seus esforços racionais para bloquear essa ação e, pior ainda, sem tentar entender e integrar o que pode estar querendo ser revelado. Como conseqüência desse tipo de ação, o inconsciente seguirá aquele caminho já citado de procurar manifestações mais densas e contundentes, adentrando nos fatos da vida cotidiana. Como o que está tentando se manifestar é de natureza forte, pesada, pode-se esperar pela frente algo marcadamente ruim, como doenças, acidentes, insucessos;

·        o segundo é que a pessoa possa se abrir para o sonho ruim, entrando nele e deixando-o acontecer, integrando os sentimentos que daí decorrerão (isto muito difícil de se fazer, aconselhável apenas para quem já tem vivências dentro de processos terapêuticos e iniciáticos, estados alterados de percepção e uma boa estrada dentro do autoconhecimento). Uma alternativa mais fácil nessa linha é, ao menos, dedicar um bom tempo e energia posteriores refletindo sobre o que pode estar querendo vir à tona, inclusive recorrendo à ajuda de outras pessoas, mesmo que não seja profissionalmente, terapeuticamente, mas até com amigos mesmo, numa forma de captar novos momentos de reflexão sobre a questão, agregando ainda novos pontos de vista.

 

Esse exemplo do sonho ruim que tenta voltar na mesma noite é um tipo de bloqueio. Outro também muito comum é bloquearmos a manifestação dos pesadelos de uma forma em geral, o que começa a acontecer já desde muito cedo, ainda em nossa infância. Se tivéssemos a capacidade de podermos continuar a ter nossos pesadelos desde criança, integrando seus conteúdos e lições em nossas vidas, muito pouco provavelmente chegaríamos a ter quaisquer tipos de doenças, fraquezas ou insucessos (isolando-se apenas esse fator dentro desse processo de se adoecer que tem muitas outras dimensões). Claro que esta possibilidade é pouco razoável de ser exigida de uma criança, estando citada aqui apenas como uma oposição ao que acontece via de regra dentro do nosso processo de crescimento comum para fazermos um comparativo e termos a real noção da importância desses conteúdos e de nossa capacidade infinita de podermos nos beneficiar de um relacionamento positivo com eles.
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RESUMINDO:

Para pode sonhar e, ainda, ir além, permitindo que os conteúdos dos sonhos possam se manifestar livremente, inclusive trazendo mensagens fortes e marcantes, é necessário:

 

·        ter sono de qualidade, decorrente e integrada com qualidade de vida;

·        saber lidar com sentimentos e emoções na vida cotidiana;

·        ter baixo nível de retenção e desequilíbrios emocionais;

·        estar aberto para o mundo da manifestação do inconsciente e consciente sobre sua real importância e necessidade vital de integração para manutenção de nosso estado de vitalidade e de saúde.

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Interagindo com os Sonhos

 

- Lembrar dos sonhos

Lembrar dos sonhos é o próximo passo fundamental para integrá-los, após já os ter tido. Só o direcionamento e o exercício nos levará a isso.

 

IMPORTANTE: para começar a desenvolver a memória dos sonhos, essa ação deve ser a primeira, exatamente após acordar, pois essa memória é muito fluida e se desvanece com muita facilidade, qualquer atividade, mesmo apenas mental, pode dissolve-la muito rapidamente.
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- Anotar os sonhos

Anotar os sonhos é uma prática muito positiva (também devendo ser feita logo após acordar). O importante é que isso não se torne mais obrigação para fazermos sem prazer algum. A freqüência pode ser bem variável. Podemos anotá-los seqüencialmente durante alguns dias e passar um bom tempo sem o fazê-lo novamente. Com a evolução do processo, vamos sentindo vontade e interesse em registrar alguns sonhos que sentimos terem algum tipo de mensagem mais significativa para nós. Em alguns casos, essa sensação é tão marcante, que até levantamos ainda no meio da noite para fazer esse tipo de registro.

 

Mantenha um caderno especificamente para isso. A longo prazo, você irá ver os benefícios e a satisfação em manter esse tipo de registro. Muitas vezes, não é preciso nenhum tipo de aplicação específica, como rever as anotações, para se obter os benefícios deste tipo de prática. Em outros casos, você poderá ficar surpreso(a) em reler o que escreveu após passado algum tempo: as mensagens podem se tornar extremamente claras, coisa que muito freqüentemente pode não ter acontecido quando da época em que o registro foi feito.

 

Um outro aspecto interessantíssimo é o seguinte: a forma como fazemos esse tipo de registro, as palavras, frases e estruturas que utilizamos são também surpreendentes em si próprias. Ao trazer o registro das imagens e lembranças do sonho, há, necessariamente em decorrência de estarmos usando um código escrito, um filtro da nossa racionalidade. Essa interação entre o que sonhamos e o que e como efetivamente registramos é de suma importância para o entendimento dos processos que estão sendo representados e como o sonhador reage a eles.
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- Preparar-se para dormir e até direcionar assuntos e emoções

Preparar-se para o sono também é muito importante. Atitudes e preparações como alimentação leve à noite, não entrar em contato com conteúdos de jornais, filmes e livros que contenham elementos fortes e perturbadores (desgraças, mortes, imagens violentas etc), ambiente tranqüilo, confortável, seguro e aconchegante, bem como se direcionar para um bom sono com práticas como programação mental, exercícios de relaxamento, meditação etc são fatores que beneficiarão em muito poder entrar em contato com sonhos producentes para nosso crescimento consciencial e emocional. O exercício de memória do dia imediatamente antes de dormir é particularmente bom nesse sentido.
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Interpretando

A interpretação dos sonhos não é uma ciência, é uma arte. Como tal está diretamente ligada à prática e ao tempo e energia que é dedicado a esta atividade.

 

O que é importante para a interpretação:

- Conhecer a pessoa do sonhador

Este é um passo fundamental. Quando se trata da pessoa pensando sobre seus próprios sonhos, claro que este direcionamento já está implícito. Entretanto, muitas vezes somos convidados a participar na interpretação de sonhos alheios. Conhecer a pessoa é fundamental, um pouco da sua história, seu jeito de ser, sua busca e quais traços de personalidade e contexto de seu eu podem estar envolvidos no(s) sonho(s) em questão. Tendo isso em consideração, os livros de interpretação de sonhos, com mensagens e leituras pré-estabelecidas associando determinados elementos isolados que aparecem em um sonho com possíveis significados, são totalmente sem valor. Eles valem, como descrito adiante, como formas de se conhecer e se familiarizar com a questão de símbolos e arquétipos de uma forma em geral.
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- Estado em que o sonhador se encontrava no dia, ou nos dias, referentes ao(s) sonho(s), pois isso dará sinais claros de como andava o inconsciente no período a ser considerado.

 

- Qual o sentimento que o sonho despertou  

Uma mulher pode, por exemplo, sonhar que foi estuprada e acordar apavorada, ou então, descobrir que teve um orgasmo profundo e gratificante...

-         no primeiro sonho, o inconsciente pode ter lançado mão do estupro apenas como um pano de fundo para evocar medo e tensão, poderia ser, também dentro de um contexto ruim, sensação de invasão, sujeira, roubo...;

-         no segundo, o pano de fundo, o estupro, foi usado para evocar necessidades de prazer que o inconsciente precisava manifestar naquele momento, quer seja por um reforço de sintonia (gostar de sentir o prazer sexual) ou em contra-posição a uma eventual repressão interna não admitida. De qualquer forma, o foco era evocar prazer de natureza sexual. Nestes casos, as questões morais, dentre outras, não fazem parte, necessariamente, do que pode estar vindo à tona...

 

Uma pessoa pode matar alguém no sonho e se sentir transtornada, apavorada ou ainda incrivelmente forte, realizada, feliz... Os exemplos são infinitos, o importante é cumprir essa etapa de verificação do(s) sentimento(s) despertado(s).


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- Estar atento às reações que normalmente não seriam comuns ao sonhador 

Esse ponto é uma chave bastante importante e interessante. Vamos supor que a pessoa em seu cotidiano sinta-se sempre fraca, oprimida, com tendências a depressão e submissão. Em determinado sonho, e a partir de então numa seqüência deles, ela começa a se ver em situações onde se sinta forte, senhora de si, cheia de energias para viver e para evitar que se imponham a seus próprios interesses. Isso indica uma forte tendência de que seu inconsciente está começando a criar condições internas e testes emocionais para que a pessoa atinja esse novo tipo de comportamento e encontre condições para começar a implementá-lo em sua vida.
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Mensagem seqüencial

Muito raramente, um sonho isolado irá apresentar uma mensagem completa e integrada. Para entender as mensagens contidas nos sonhos, o mais indicado é perceber a relação que existe entre sonhos "seqüenciais" que tratam do mesmo assunto. “Seqüenciais” foi grafado entre aspas exatamente por conta da delicadeza que essa percepção/conceito pode envolver em relação aos sonhos a serem considerados como fazendo parte de um mesmo grupo.

 

Primeiro: deve-se entender que sonhos de um mesmo grupo não envolvem necessariamente os mesmos tipos de contexto, uma vez que os contextos, cenários e personagens são artifícios dos quais o inconsciente lança mão para gerar situações dentro das quais consiga se manifestar dentro daquele momento de vida da pessoa, especialmente para evocar emoções e percepções bloqueadas de se apresentarem em razão da ação do consciente. Desta forma, cabe à pessoa sentir onde se encontram os links entre os sonhos em decorrências dessas sensações e percepções evocadas.

 

Segundo: sonhos seqüenciais podem se manifestar em espaços de tempo muito irregular. É comum, por exemplo, termos um determinado tipo de sonho na infância (como estar sendo perseguido, correr, correr e não sair do lugar) que passamos muitos anos sem ter. Um dia, voltamos a ter esse mesmo sonho. Passam-se mais alguns anos e ele volta novamente. Parece ser claro que fazem parte de uma seqüência. Neste tipo de exemplo, cabe lembrar os tipos de reações que tivemos em cada momento, na infância e atualmente, em decorrência desse sonho, reações estas que podem ser similares ou divergentes, bem como verificar quais as situações de vida que podem estar sendo comparadas entre o que nos acontece hoje e o que aconteceu naqueles primeiros anos de vida. Podemos ter situações iguais e reações iguais; ou reações diferentes, indicando uma superação ou um novo padrão de comportamento...
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Fluidez com símbolos e arquétipos

Conhecer questões como arquétipos, padrões de comportamento, mitos, lendas e fábulas é de suma importância para quem deseja entrar no fantástico mundo da interação com o inconsciente.

 

A maior contribuição dos livros com interpretações de sonhos é a de familiarizar seu leitor com os conjuntos de símbolos mais comuns para a maioria das pessoas. Essas publicações não devem ser entendidas como um catálogo do tipo “bateu, valeu”.

 

Todos os povos tiveram seus mitos e lendas (inclusive a moderna sociedade ocidental, de formas muito mais bem elaboradas e mascaradas...). Essas formas de expressão trazem em si um dos maiores legados da humanidade, que é a capacidade não apenas de se expressar, mas especialmente de fazer da comunicação um fenômeno vivo, capaz de evoluir em conjunto com o ser humano. Os mitos são representações de emoções e sentimentos que foram criados com propósitos subliminares de comunicação, intencionando transmitir um conhecimento que ia além da razão na época em que foi criado. Os arquétipos são mais do que apenas modelos de seres, padrões e exemplos, apontam também imagens psíquicas do inconsciente coletivo e que são patrimônio comum a toda a humanidade.

 

Sendo um pouco mais específico: sonhar com água, por exemplo, é um forte indicativo de que há uma representação emocional intensa envolvida. Água é sentimento. Mesmo que o sonhador não tenha consciência dessa correspondência e dessa representação, essa associação está não apenas no consciente coletivo, mas também registrada e grafada em seu próprio corpo, querendo ele ou não.

 

Um exemplo mais intrigante: sonhar que está voando. O vôo por si só tem um componente fortíssimo de liberdade e de espírito (ar é espírito). Entretanto, esse tipo de sonho não implica em que a pessoa esteja evocando liberdade e espiritualidade. É fundamental entender o que a sua seqüência de sonhos com vôo está representando para ela, bem como esses vôos se manifestam e que tipo de sensação causam ao sonhador. Muitos vôos em sonhos são limitados em altura, em força e autonomia. Alguns geram sensação de liberdade, outros de limitação. Pode ser que após muitas inferências, chegue-se a conclusão de que para determinada pessoa seus vôos oníricos traziam a representação de sua carreira profissional; para outra, o modelo de como se relaciona com seus pais, e por aí vai...

 

Para adquirir fluidez com os símbolos e arquétipos, um excelente caminho é a pessoa ligar-se, além dos sonhos, em outras manifestações do inconsciente.
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Os diversos correspondentes

A interpretação dos sonhos ainda tem mais um componente para tornar tudo ainda mais intrincado. Pelas leis do holograma e da reflexologia, cada sonho trará muitos aspectos distintos que poderão ser revelados. Abaixo estão citados aqueles ligados aos nossos quatro corpos inferiores:

-         Físico  – o sonho irá revelar coisas efetiva e diretamente ligadas a partes específicas do corpo. Aquela água em enxurradas, pode dizer algo sobre o coração. Aquele vôo limitado em autonomia pode estar revelando um pulmão enfraquecido...

-         Psíquico – já foi dito que a manifestação do inconsciente faz parte do sistema de equilíbrio psíquico. Qual a mensagem que o sonho evocou que a mente racional se nega a pensar, a acreditar, a aceitar? Qual o padrão moral que pode estar inconscientemente querendo ser rompido, mas encontra-se sufocado pelo medo de ser quebrado perante a sociedade?...

-         Emocional – qual a emoção que não se permite sentir, não se consegue sentir e que o inconsciente tenta trazer para a tona?...

-         Espiritual – este é o aspecto mais procurado nas interpretações, embora não seja comumente assim denominado. Espírito é ação. Ação pura. “O que esse sonho quer me dizer?...”; “O que devo fazer?”; “O que irá acontecer?”; “Será que é para eu parar de fazer isso ou aquilo? Ficar mais atento”. Bem, as divagações são infindas mesmo para um sonho e um sonhador específico, o que dirá para evoca-las assim abertamente...

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Exercício de memória/regressão

Assim como relembrar dos sonhos na seqüência inversa(*) ajuda a aumentar o poder de integrá-los, fazer uma revisão/regressão dos acontecimentos e sentimentos passados durante o dia, também em ordem inversa, antes de ir dormir, já deitado na cama, tipo "último ato do dia", também é muito positivo, aumentando nosso poder de resgate de fatos e sensações, bem como ampliando nossa auto-percepção.

Com o passar do tempo, pela força do hábito e do exercício, passamos não apenas a interagir melhor com os sonhos, mas também com as demais manifestações do inconsciente de uma forma em geral. Em relação aos fatos do dia é sempre interessante repassar além dos fatos e acontecimentos, o que sentimos, com quem nos encontramos (pessoalmente, por telefone, pela rede etc), o que comemos (além de onde e como fizemos isso), como acordamos em relação ao nosso estado de ânimo, como foi o sono da noite anterior.

(*) do mais recente, mais próximo do acordar, ao mais perto da hora de dormir, eventualmente até mesmo anotando alguns deles em um caderno...
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Dormir de barriga para cima

Dormir de barriga para cima é uma prática bastante saudável e proveitosa em relação a tudo o que já foi dito até aqui em relação a se direcionar e deixar que os sonhos ocorram livres, suave ou intensamente, conforme a necessidade da sabedoria do corpo naquele momento.

 

Muitas pessoas têm extrema dificuldade em dormir dessa forma. Um dos primeiros fatores associados aí é a questão de que nessa posição a respiração fluirá muito mais fácil e intensamente, desdobrando daí todo um influxo energético e uma íntima associação com a liberação e manifestação de emoções reprimidas e/ou acumuladas (veja mais detalhes sobre essa questão em Respiração Consciente).

 

Essa posição também possibilita uma tendência de alinhamento da coluna vertebral, o que pode gerar processos internos pelos quais a pessoa deva ter de passar para poder chegar ao ponto de postura que lhe é natural, mas do qual está há muito tempo afastada.

 

Sensações como princípios de pesadelo, dormência generalizada e catalepsia projetiva (sensação de estar fora do corpo, muitas vezes associada a tentativas frustradas de tentar se mexer e não o conseguir) podem ocorrer.

 

Um direcionamento e uma dica é a de que a pessoa comece a fazer isso quando estiver se deitando para dormir e se manter assim o tempo que conseguir sem muito desconforto, até chegar o ponto em que começar a entrar em alguns momentos de sono assim. As sensações podem começar a vir, ao sentir que o desconforto já está incomodando, mude de posição. Vá integrando essas sensações desconfortáveis ao longo dos meses e até anos, se for necessário. Gradativamente, o período em que se consegue dormir nessa posição irá aumentando, até que se consiga ficar horas ou até mesmo a noite toda assim.

 

Dormir de barriga para baixo acaba gerando uma certa proteção emocional, entretanto, é a pior postura para se dormir, pois a cabeça terá de ficar de lado, com uma das fases para cima e a outra no colchão. Essa torção das vértebras cervicais vai acabar gerando reflexos dissonantes, em decorrência da tentativa de adequação, para toda a coluna e conseqüentemente para todo o organismo. A médio e longo prazo isso faz bastante mal à pessoa.

 

A alternativa viável entre ficar de barriga para cima e para baixo é dormir de lado, com o cuidado de manter a cabeça apoiada em uma altura ideal, sem fazer ângulos fortes nem para baixo e nem cima. Dormindo de lado, habitue-se a poder alternar entre os lados que estão para baixo e para cima. Uma prática saudável é deixar para cima o lado do corpo cuja narina correspondente estiver mais fechada do que a outra. Como esse fechamento entre uma narina e outra se alterna constantemente, esta própria adaptação irá gerar um equilíbrio entre um lado e outro que estivermos deixando para baixo e para cima. Uma outra questão é a seguinte: o lado que permanece para cima faz com que as correntes respiratórias e energéticas fluam melhor por aquele lado, privilegiando a circulação e vitalidade dos órgãos àquele lado associadas. Sendo esse lado o que a narina está mais fechada, ela tenderá a se abrir e trazer mais equilíbrio para o corpo. É comum nesta prática a outra narina ir ficando mais fechada e termos de trocar de lado durante o sono, o que é saudável.
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Jejum de Sono

O sono é uma dentre quatro fontes muito importantes de obtenção e equilíbrio de energia. As outras três são a alimentação, a respiração e a meditação.

 

Não apenas para obter e repor energia o equilíbrio sono/vigília pode servir, mas também para gastá-la e equalizá-la. Muitas vezes perdemos o sono exatamente por uma necessidade do nosso sistema em dissipar energia. Raramente, uma pessoa apaixonada dorme mais do que seis horas por noite (ela está com muita energia para isso...).

 

O jejum de sono é uma prática fantástica que podemos incorporar dentro de nossos hábitos de obtenção e manutenção de cura e expansão de consciência. Numa determinação média, podemos começar nos propondo a passar uma noite por mês acordados, preferencialmente durante a Lua Cheia. Essa alteração no ritmo metabólico e energético é capaz de gerar muitos benefícios, dentre os mais importantes:

  • costume, treino e preparação em receber influxos energéticos crescentes e progressivos, com conseqüente aumento da capacidade energética potencial com a qual nos tornamos aptos a lidar (aumento de energia sem causar transtornos ou efeitos colaterais);
  • dissipação de tendências depressivas e acúmulos e arranjos energéticos estagnados que levam a esse tipo de quadro;
  • abertura da percepção para a manifestação de estados sutis de alteração da consciência, em decorrência da mudança de foco e relacionamento com a noite (intimamente ligada aos aspectos do inconsciente), especialmente de como nossos órgãos internos tendem a trabalhar durante esse período;
  • maior possibilidade de domínio do corpo em decorrência de situações externas um pouco mais adversas (preferencialmente sem que seja focada necessidade de controle), o que aumenta nossa capacidade de ressonância e longevidade.

 

Ficar sem dormir uma noite não implica necessariamente em passar a noite em plena atividade, produzindo algo, dançando, conversando, em pé ou qualquer coisa do tipo. Principalmente nas primeiras vezes, pode-se até ficar deitado, meditar, aproveitar para treinar a capacidade de não se fazer nada (nem mesmo meditar) e até fechar os olhos (nas primeiras vezes pode ser que a pessoa venha até a dormir se fechá-los. Uma dica nesse sentido é não esperar o ponto máximo de exaustão para fechar os olhos, como no clássico caso do motorista que dirige com sono na estrada...). O importante é manter a consciência do estado de vigília.

 

Para quem não está acostumado e preparado para isso, ficar uma noite sem dormir, tudo bem; duas noites seguidas: sinal amarelo; três noites seguidas: sinal vermelho! Com quase 100% de chances, a pessoa já está em processo de um surto muito além do que ela consegue integrar sem ter de passar por um longo período no mínimo muito difícil e desagradável, especialmente se seu estado de não sono prolongado for não programado e/ou envolvendo utilização de quaisquer tipos de drogas, substâncias tóxicas, intorpecentes ou remédios, legal ou ilegalmente. Para saber mais sobre surtos, veja o texto específico a esse respeito.

 

Importante:

  • Como toda prática de cura, esta especialmente, ficar sem dormir exige que a pessoa seja a responsável por si própria e saiba assumir para si o papel de decidir qual a intensidade desta atividade lhe estará sendo adequada(*) gerando um desgaste programado que quando for reposto pelo organismo irá ter tido um bom custo benefício entre desgaste e retorno, pois o desgaste desta atividade é grande, embora tenha a tendência a ser muito menor do que a maioria das pessoas supõem, pois na maior parte das vezes, as pessoas que ficam noites sem dormir, e que invariavelmente ficam muito mal, principalmente a médio e longo prazos, fazem esta atividade envolvida com noitadas (farra, bebida alcoólica, folia etc) ou com trabalho não opcional.

  • Uma das bases mais importantes de toda a nossa vida é o sono: quem habitualmente não dorme bem, confortável e em quantidade adequada para o seu organismo, está a perigo (veja o arquivo específico com dicas para um bom sono);

  • O sono é um diálogo interno: pouco sono, muitas doenças;

  • Quando seu corpo pedir cama, vá!

    (*) até mesmo que envolva interromper uma tentativa de jejum de sono...
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Sonhos Lúcidos

Sonho lúcido é aquele dentro do qual o sonhador tem a consciência de que está sonhando.

 

A lucidez em sonho tem dois aspectos distintos e igualmente importantes: a consciência e o poder.

 

A consciência de estar sonhando e saber disso durante esse ato pode ter diferentes graus, desde se saber que é um sonho, mas permanecer alheio a tudo o que acontece (deixar tudo acontecer "automaticamente") até estar tão consciente que se sabe perfeitamente que não se está sujeito às leis físicas, temporais e morais da vida desperta.

 

A partir desse grau mais elevado de consciência, o sonhador pode desenvolver e praticar o poder de, durante o sonho, alterá-lo. Alguns exemplos desse poder seriam a opção consciente(*) de se aventurar por capacidades/habilidades não acessíveis à vida comum, como voar, respirar embaixo d'água, alterar cenários, fazer aparecer personagens, materializar, transformar ou destruir coisas, bem como a de testar e se entregar a situações que poderiam ser extremamente delicadas no quadro da vida cotidiana, como falar todos os desaforos possíveis para um chefe mal quisto, fazer proezas numa escalada, à beira de um precipício etc etc. Na área dos exemplos sexuais (ainda um grande tabu socialmente), as possibilidades são infindas, não apenas porque os riscos de reprodução não programada e indesejada e de transmissão de doenças são nulos, mas também pelo fato de poder se desligar totalmente de convenções, limitações e imposições sociais.

 

(*) O sonho lúcido enquadra-se num estado consciencial muito importante e especial, diferenciado dos três citados acima (vigília, sono profundo e sono com sonho), que é o estado desperto. Como é citado por Alex Polari em seu maravilhoso texto Seriam os Deuses Alcalóides, “...Existe uma grande variedade de termos para denominar esse tipo de estado místico: consciência cósmica, visionária, xamânica, transpessoal, iluminação, auto-transcendência, consciência objetiva etc. Ou para usar uma terminologia mais mística: o êxtase e a graça cristã, o satori zen, o samadi da Jnma Yoga, a fana sufi e a "miração" da tradição daimista”.

 

Nesse tipo de estado há um fenômeno psíquico de ordem ímpar, que é exatamente a possibilidade de intervenção de inferências conscientes no contexto que está sendo manifestado pelo inconsciente. No nosso estado de vigília (consciente) estamos totalmente entregues às manifestações do inconsciente, como a ocorrência de atos falhos(*), manifestação de doenças e de quase todos os fenômenos metabólicos, as manifestações energéticas de nossos corpos sutis, dentre tantas outras.

(*) pensar que trancou uma porta quando a deixou aberta, pensar em uma coisa e falar/escrever outra, tropeçar, trocar um nome etc etc.

 

No trecho abaixo, do mesmo texto citado acima, Polari descreve a diferença entre dois processos iniciáticos distintos, ambos com fins a atingir esse estado consciencial desperto. Essas considerações são perfeitamente válidas tanto para o processo iniciático (quando a pessoa ainda não passou por esse tipo de experiência) quanto para a cada vez que acessarmos esse tipo de processo, como por exemplo, dentro dos sonhos lúcidos.

 

“Sem dúvida existe uma grande diferença entre uma iniciação quietista - que prepara o neófito através do silêncio e da meditação - e a iniciação xamãnica que o convida para ser protagonista totalmente responsável pelo seu desdobramento astral e vôo espiritual. Nele, somos convidados a participar de um filme em que as cenas que se desenrolam na tela, dependem, em última instância, do que está ocorrendo no interior da nossa consciência. Em outras palavras: só conseguiremos salvar a donzela do "filme astral" das garras do vilão, se a nossa disposição para tanto for tão verdadeira como a nossa capacidade de realizá-la. Temos que estar concentrados no nosso objetivo, mobilizando desde o nosso interior a coragem e a sabedoria necessária para atravessar as diversas provas do percurso iniciático. Caso contrário, a "narrativa visionária" sai do nosso controle podendo acontecer um desfecho negativo e uma interrupção do vôo do Eu rumo ao êxtase.”

 

Esse desfecho negativo citado torna clara a dimensão citada no começo deste texto de que os efeitos gerados pelos sonhos, a partir da geração de emoções reais, também são reais. Tanto podemos chegar ao êxtase, a um novo conhecimento, a uma cura ou expansão de consciência como, por outro lado, podemos despertar um mal estar (inclusive com manifestações físicas intensas), um desconforto, acentuar ansiedades, se envolver de medos paralisantes dentre tantas outras coisas.

 

A grande vantagem de se entregar a esse tipo de vivência, mesmo com esses tipos de risco, é perceber que estamos expostos a riscos muito mais contundentes na “vida comum”, uma vez que a manifestação do inconsciente é simplesmente um fato, ela irá ocorrer de uma forma ou de outra, em decorrência de um mecanismo de equilíbrio natural do sistema psíquico.

 

Desenvolvendo-nos dentro do estado desperto, podemos:

1.      acessar os conteúdos do inconsciente e equilibra-los com nossa evolução antes que eles precisem aparecer em nossas vidas na forma de fracassos, insucessos, doenças, mazelas físicas, acidentes ou quaisquer outras formas que nos afastem de nossos dharmas, nosso caminho natural, nosso estado ressonante de desenvolvimento contínuo;

2.      desenvolver e/ou ampliar nosso poder de, por possibilidade de extensão, alterarmos as manifestações já concretizadas do inconsciente no plano físico, como rejuvenescer, atingir um peso ideal ou corrigir/equilibrar configurações do nosso corpo e das nossas condições de vida.

 

O filme Waking Life se tornou um clássico sobre a questão dos sonhos lúcidos, sendo brilhante tanto na apresentação do conteúdo linear, racional, quanto um exemplo prático de aplicação de elementos e ritmos subliminares (como a alternância de estados psíquicos e emocionais entre ruidosos e suaves) para ativar emoções e percepções do inconsciente, gerando efeitos como tonteira, sensação de regressão, dentre tantas outras manifestações de percepção alterada.

 

Uma fórmula muito simples para começar essa busca pelos sonhos lúcidos consiste, em durante o dia se perguntar “Estou acordado ou estou dormindo?” e fazer um tipo de marcação qualquer que seja do seu agrado. Algumas pessoas após a pergunta, dão um pulinho, acendem uma luz, se beliscam, dentre tantas outras fórmulas. Pode ser que lhe baste apenas fazer uma marcação mental, verificando qual a resposta adequada para a questão. Claro que será “sempre” “estou acordado”. Esse “sempre” veio entre aspas exatamente por que aí está a chave da questão: como um dos elementos dos quais o inconsciente lança mão para criar o sonho são exatamente fatos passados durante a vigília, de acordo com a intensidade e quantidade de vezes que você começar a se perguntar isso, mais dia, menos dia, chegará a hora que durante um sonho você se perguntará “Estou acordado ou estou dormindo?”, quando a resposta conseguir atravessar o manto do inconsciente, sua consciência automaticamente estará na porta do estado desperto, da vivência mística. Caberá a você abri-la, entrar e seguir até onde alcançar ou até onde você mesmo se permitir...
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Livros
Indicados

A Prática da Psicoterapia - Jung

A dinâmica do Inconsciente - Jung

Em Sintonia - a arte da ressonância - Jasmuheen

A Doença como Caminho - Thorwald Dethlefsen e Rüdiger Dahlke

Libertando-se do Hábito de Morrer - Leonard Orr

Filme Relacionado Waking Life

 


Versão 1.02
Arquivo atualizado em 12/11/08
Primeira versão: Julho/2005

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Luiz Antonio Berto
Desenvolve estudos e práticas sobre o conceito de "Terapia Energética" (*),
tendo formação em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda -
e cursos técnicos de quiropraxia, bioenergética emocional e massagem terapêutica,
atuando profissionalmente nesta área desde 2001.
(*) Atividade ligada a autoconhecimento, busca pessoal e expansão de consciência.
(61) 9963-0877 - Brasília (DF)

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