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Integrando os Sonhos

Espelho da Alma

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A versão completa e atualizada para impressão contém 15 páginas A4 com o desenvolvimento na íntegra de todos os tópicos apresentados aqui.


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É necessário sonhar Descarregando o Inconsciente O Sonho ruim que insiste em voltar

Interagindo com os Sonhos

Lembrar dos sonhos

Anotar os sonhos

Preparar-se para dormir

Interpretando

Conhecer a pessoa
do sonhador

Estado do sonhador

Sentimento despertado

Reações incomuns

Mensagem seqüencial

Fluidez com símbolos

As diversas interpretações

Exercício de memória/regressão Dormir de barriga
para cima
Jejum de Sono Sonhos Lúcidos
Fronteira Entre Sonho e Realidade / Sonhos Compartilhados / Sonho Dentro do Sonho

Jung postulou que "não há dentro de uma avaliação objetiva, racional, meios confiáveis de fazermos uma análise adequada de nós mesmos. Só o inconsciente, por estar livre de nossas ações reflexas racionais, pode nos dar um feedback cristalino a nosso próprio respeito."

Uma das formas mais fluidas e gratificantes de integrarmos os conteúdos inconscientes é através da interação/integração de nossos sonhos.

 

Ao se conectar com seus sonhos, a pessoa dá a si mesma um grande presente, aumentando potencialmente sua integração com a vida e o proveito que se pode tirar dela, além de expandir sua consciência.

 

O Osho tem uma frase muitíssimo interessante no sentido de dizer que estamos acordados, porém dormindo para nossa própria realidade. Aumentando nossa consciência, chegará o dia em que nossos corpos estarão dormindo e nós "acordados", assistindo-o no sono.

 

Na ligação com os sonhos, nossa capacidade de sentir a vida muito mais do que apenas duplica, pois não é apenas como se também estivéssemos acordados durante a noite, virtualmente (ou realmente...) dobrando nossa capacidade de viver. É muito mais do que isso. Considerando que as emoções geradas dentro do sonho são reais, gerando efeitos reais(*), nossa intensidade de vida se eleva a padrões exponenciais muito altos, pois muitas vezes, podemos passar uma vida inteira tentando atingir determinada emoção sem conseguir, enquanto que numa única noite podemos passar por emoções que demandariam muitos anos para podermos concretizá-las na vida cotidiana. Sem contar que podemos ainda acessar experimentalmente emoções únicas e/ou inatingíveis durante a vigília, como morrer, voar, explodir e por aí vai...

(*) alguns cardíacos chegam a morrer de infarto durante o sono. Podemos ainda acordar marcados por todos os tipos e intensidade de emoções de acordo com os conteúdos dos sonhos e as reações que eles nos despertam.
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Primeiro: é necessário sonhar

Em "Autobiografia de um Iogue", de Paramahansa Yogananda, há um capítulo de rara beleza literária explanando detalhadamente três dimensões distintas de nosso ser: física, astral e causal.

 

Nossos estados de consciência apresentam um paralelo espelhado dessas dimensões:

·         Acordados, manifestamos normalmente o estado de vigília, dentro do qual a consciência capta percepções do ambiente externo através dos sentidos e responde ao meio atendo-se principalmente aos processos envolvendo intervenções mentais (mesmo que na somatória, nossa manifestação esteja fortemente influenciada pelos processos inconscientes). Neste estado, nossa frequência mental pulsa acima de 8 ciclos por segundo e temos uma correspondência focada com nosso plano físico;

·         Dormindo, podemos estar sonhando ou não (sonhando, podemos lembrar dos sonhos ou não). Em geral, na primeira parte do sono, entramos num estado profundo de relaxamento físico, sem sonhos, com baixíssima frequência mental (abaixo de 5 ciclos por segundo), com o objetivo de que o corpo possa promover "uma faxina pesada" para recompor todo o desgaste e expelir todas as toxinas acumuladas durante o dia. Neste estágio, a respiração tende a ser fixa, estando propensa a ressonar com a respiração do universo, refletindo um compasso de 2/3 do tempo na inspiração e 1/3 na expiração. Não há pensamentos nesta fase, na qual nosso plano causal está evidenciado;

·         Ao sonhar, nossa freqüência mental entra em alfa (entre 5 e 8 ciclos por segundo) e frequenciamos o plano astral. Nossa respiração será influenciada pelo estado emocional decorrente da evocação que o conteúdo do sonho traga. Desta forma, podemos, por exemplo, acordar ofegantes, em decorrência de um sonho agitado ou de um pesadelo. 

Quanto mais carregado(*) estiver nosso sistema, maior será a necessidade de o corpo passar pela fase de sono sem sonhos mais prolongadamente, diminuindo o tempo que poderá ser dedicado ao sono com sonhos. Desta forma, ter uma vida equilibrada e saudável é um dos primeiros e mais importantes passos para poder sonhar.

(*) de toxinas físicas, decorrentes de alimentação e/ou outros envolvimentos com substâncias anti-naturais, impuras e tóxicas ao organismo (ar poluído, água de má qualidade etc etc), pensamentos negativos, emoções reprimidas, mal resolvidas ou desequilibrantes, ações contrárias à energia de nossa essência etc.
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Descarregando o Inconsciente

 

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[...]

 

Diminuindo a carga de "represamento", normalmente alta, dos conteúdos inconscientes, abrimos caminho para que durante os sonhos tenhamos mais tranqüilidade e equilíbrio emocional para lidarmos com os conteúdos envolvidos, o que tornará inclusive a vivência até de sonhos lúcidos muito mais fácil e possível, pois conseguiremos acessar emoções, inclusive ruins ou marcantes, em dimensões e intensidades energéticas com profundidades infinitas.
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O Sonho ruim que insiste em voltar:

Provavelmente todos nós já passamos por aquela experiência desagradável de estarmos tendo um sonho ruim, agitado, desequilibrante, no meio do qual acordamos angustiados durante a noite. Voltamos a dormir e lá está ele de novo. E assim a noite ruidosa vai se arrastando em momentos intermináveis. Acordamos cansados e com sensações desconfortáveis.

 

Esse tipo de acontecimento ilustra bem o que foi dito anteriormente sobre a questão de repressão de manifestação do inconsciente. Neste caso, a pessoa apresenta uma mensagem forte do inconsciente que está tentando vir à tona, sem sucesso. Podem advir daí dois caminhos:

·        o primeiro e mais comum é o de que a pessoa não se abra realmente para o que o sonho está tentando trazer à tona, continuando seus esforços racionais para bloquear essa ação e, pior ainda, sem tentar entender e integrar o que pode estar querendo ser revelado. Como consequência desse tipo de ação, o inconsciente seguirá aquele caminho já citado de procurar manifestações mais densas e contundentes, adentrando nos fatos da vida cotidiana. Como o que está tentando se manifestar é de natureza forte, pesada, pode-se esperar pela frente algo marcadamente ruim, como doenças, acidentes, insucessos;

·        o segundo é que a pessoa possa se abrir para o sonho ruim, entrando nele e deixando-o acontecer, integrando os sentimentos que daí decorrerão (isto é muito difícil de se fazer e aconselhável apenas para quem já tem vivências dentro de processos terapêuticos e iniciáticos, estados alterados de percepção e uma boa estrada dentro do autoconhecimento). Uma alternativa mais fácil nessa linha é, ao menos, dedicar um bom tempo e energia posteriores refletindo sobre o que pode estar querendo vir à tona, inclusive recorrendo à ajuda de outras pessoas, mesmo que não seja profissionalmente, terapeuticamente, mas até com amigos mesmo, numa forma de captar novos momentos de reflexão sobre a questão, agregando ainda novos pontos de vista.

 

Esse exemplo do sonho ruim que tenta voltar na mesma noite é um tipo de bloqueio. Outro também muito comum é bloquearmos a manifestação dos pesadelos de uma forma em geral, o que começa a acontecer já desde muito cedo, ainda em nossa infância. Se tivéssemos a capacidade de podermos continuar a ter nossos pesadelos desde criança, integrando seus conteúdos e lições em nossas vidas, muito pouco provavelmente chegaríamos a ter quaisquer tipos de doenças, fraquezas ou insucessos (isolando-se apenas esse fator dentro desse processo de se adoecer que tem muitas outras dimensões). Claro que esta possibilidade é pouco razoável de ser exigida de uma criança, estando citada aqui apenas como uma oposição ao que acontece via de regra dentro do nosso processo de crescimento comum para fazermos um comparativo e termos a real noção da importância desses conteúdos e de nossa capacidade infinita de podermos nos beneficiar de um relacionamento positivo com eles.
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RESUMINDO:

Para pode sonhar e, ainda, ir além, permitindo que os conteúdos dos sonhos possam manifestar-se livremente, inclusive trazendo mensagens fortes e marcantes, é necessário:

 

·        ter sono de qualidade, decorrente e integrado com qualidade de vida;

·        saber lidar com sentimentos e emoções na vida cotidiana;

·        ter baixo nível de retenção e desequilíbrios emocionais;

·        estar aberto para o mundo da manifestação do inconsciente e consciente sobre sua real importância e necessidade vital de integração para manutenção de nosso estado de vitalidade e de saúde.

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Interagindo com os Sonhos

 

- Lembrar dos sonhos

Lembrar dos sonhos é o próximo passo fundamental para integrá-los, após já os ter tido. Só o direcionamento e o exercício nos levará a isso.

 

IMPORTANTE: para começar a desenvolver a memória dos sonhos, essa ação deve ser a primeira, exatamente após acordar, pois essa memória é muito fluida e se desvanece com muita facilidade, qualquer atividade, mesmo apenas mental, pode dissolvê-la muito rapidamente.
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- Anotar os sonhos

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Anotar os sonhos é uma prática muito positiva (também devendo ser feita logo após acordar). O importante é que isso não se torne mais uma obrigação para fazermos sem prazer algum. A freqüência pode ser bem variável. Podemos anotá-los seqüencialmente durante alguns dias e passar um bom tempo sem o fazê-lo novamente. Com a evolução do processo, vamos sentindo vontade e interesse em registrar alguns sonhos que sentimos terem algum tipo de mensagem mais significativa para nós. Em alguns casos, essa sensação é tão marcante, que até levantamos ainda no meio da noite para fazer esse tipo de registro.

[...]

 


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- Preparar-se para dormir e até direcionar assuntos e emoções

Preparar-se para o sono também é muito importante. Atitudes e preparações como alimentação leve à noite, não entrar em contato com conteúdos de jornais, filmes e livros que contenham elementos fortes e perturbadores (desgraças, mortes, imagens violentas etc), ambiente tranqüilo, confortável, seguro e aconchegante, bem como se direcionar para um bom sono com práticas como programação mental, exercícios de relaxamento, meditação etc são fatores que beneficiarão em muito poder entrar em contato com sonhos producentes para nosso crescimento consciencial e emocional. O exercício de memória do dia imediatamente antes de dormir é particularmente bom nesse sentido.
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Interpretando

A interpretação dos sonhos não é uma ciência, é uma arte. Como tal está diretamente ligada à prática e ao tempo e energia que é dedicado a esta atividade.

 

O que é importante para a interpretação:

- Conhecer a pessoa do sonhador

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- Estado em que o sonhador se encontrava no dia, ou nos dias, referentes ao(s) sonho(s), pois isso dará sinais claros de como andava o inconsciente no período a ser considerado.

 

- Qual o sentimento que o sonho despertou  


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- Estar atento às reações que normalmente não seriam comuns ao sonhador 

Esse ponto é uma chave bastante importante e interessante. Vamos supor que a pessoa em seu cotidiano sinta-se sempre fraca, oprimida, com tendências a depressão e submissão. Em determinado sonho, e a partir de então numa sequência deles, ela começa a se ver em situações onde se sinta forte, senhora de si, cheia de energias para viver e para evitar que se imponham a seus próprios interesses. Isso indica uma forte tendência de que seu inconsciente está começando a criar condições internas e testes emocionais para que a pessoa atinja esse novo tipo de comportamento e encontre condições para começar a implementá-lo em sua vida.
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Mensagem sequencial

Muito raramente, um sonho isolado irá apresentar uma mensagem completa e integrada. Para entender as mensagens contidas nos sonhos, o mais indicado é perceber a relação que existe entre sonhos "sequenciais" que tratam do mesmo assunto. “Sequenciais” foi grafado entre aspas exatamente por conta da delicadeza que essa percepção/conceito pode envolver em relação aos sonhos a serem considerados como fazendo parte de um mesmo grupo.

 

Primeiro: deve-se entender que sonhos de um mesmo grupo não envolvem necessariamente os mesmos tipos de contexto, uma vez que os contextos, cenários e personagens são artifícios dos quais o inconsciente lança mão para gerar situações dentro das quais consiga se manifestar dentro daquele momento de vida da pessoa, especialmente para evocar emoções e percepções bloqueadas de se apresentarem em razão da ação do consciente. Desta forma, cabe à pessoa sentir onde se encontram os links entre os sonhos em decorrências dessas sensações e percepções evocadas.

 

Segundo: sonhos sequenciais podem se manifestar em espaços de tempo muito irregular. É comum, por exemplo, termos um determinado tipo de sonho na infância (como estar sendo perseguido, correr, correr e não sair do lugar) que passamos muitos anos sem ter. Um dia, voltamos a ter esse mesmo sonho. Passam-se mais alguns anos e ele volta novamente. Parece ser claro que fazem parte de uma sequência. Neste tipo de exemplo, cabe lembrar os tipos de reações que tivemos em cada momento, na infância e atualmente, em decorrência desse sonho, reações estas que podem ser similares ou divergentes, bem como verificar quais as situações de vida que podem estar sendo comparadas entre o que nos acontece hoje e o que aconteceu naqueles primeiros anos de vida. Podemos ter situações iguais e reações iguais; ou reações diferentes, indicando uma superação ou um novo padrão de comportamento...
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Fluidez com símbolos e arquétipos


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Conhecer questões como arquétipos, padrões de comportamento, mitos, lendas e fábulas é de suma importância para quem deseja entrar no fantástico mundo da interação com o inconsciente.

 

[...]

 

Para adquirir fluidez com os símbolos e arquétipos, um excelente caminho é a pessoa ligar-se, além dos sonhos, em outras manifestações do inconsciente.
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Os diversos correspondentes

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A interpretação dos sonhos ainda tem mais um componente para tornar tudo ainda mais intrincado. Pelas leis do holograma e da reflexologia, cada sonho trará muitos aspectos distintos que poderão ser revelados. Abaixo estão citados aqueles ligados aos nossos quatro corpos inferiores:

-         Físico  – [...]

-         Psíquico – [...]

-         Emocional – [...]

-         Espiritual – [...]

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Exercício de memória/regressão

Assim como relembrar dos sonhos na sequência inversa(*) ajuda a aumentar o poder de integrá-los, fazer uma revisão/regressão dos acontecimentos e sentimentos passados durante o dia, também em ordem inversa, antes de ir dormir, já deitado na cama, tipo "último ato do dia", também é muito positivo, aumentando nosso poder de resgate de fatos e sensações, bem como ampliando nossa auto-percepção.

Com o passar do tempo, pela força do hábito e do exercício, passamos não apenas a interagir melhor com os sonhos, mas também com as demais manifestações do inconsciente de uma forma em geral. Em relação aos fatos do dia é sempre interessante repassar além dos fatos e acontecimentos, o que sentimos, com quem nos encontramos (pessoalmente, por telefone, pela rede etc), o que comemos (além de onde e como fizemos isso), como acordamos em relação ao nosso estado de ânimo, como foi o sono da noite anterior.

(*) do mais recente, mais próximo do acordar, ao mais perto da hora de dormir, eventualmente até mesmo anotando alguns deles em um caderno...
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Dormir de barriga para cima

Dormir de barriga para cima é uma prática bastante saudável e proveitosa em relação a tudo o que já foi dito até aqui em relação a se direcionar e deixar que os sonhos ocorram livres, suave ou intensamente, conforme a necessidade da sabedoria do corpo naquele momento.

 

Muitas pessoas têm extrema dificuldade em dormir dessa forma. Um dos primeiros fatores associados aí é a questão de que nessa posição a respiração fluirá muito mais fácil e intensamente, desdobrando daí todo um influxo energético e uma íntima associação com a liberação e manifestação de emoções reprimidas e/ou acumuladas (veja mais detalhes sobre essa questão em Respiração Consciente).

 

Essa posição também possibilita uma tendência de alinhamento da coluna vertebral, o que pode gerar processos internos pelos quais a pessoa deva ter de passar para poder chegar ao ponto de postura que lhe é natural, mas do qual está há muito tempo afastada.

 

Sensações como princípios de pesadelo, dormência generalizada e catalepsia projetiva (sensação de estar fora do corpo, muitas vezes associada a tentativas frustradas de tentar se mexer e não o conseguir) podem ocorrer.

 

Um direcionamento e uma dica é que a pessoa comece a fazer isso quando estiver se deitando para dormir e se manter assim o tempo que conseguir sem muito desconforto, até chegar ao ponto em que começar a entrar em alguns momentos de sono assim. As sensações podem começar a vir, ao sentir que o desconforto já está incomodando, mude de posição. Vá integrando essas sensações desconfortáveis ao longo dos meses e até anos, se for necessário. Gradativamente, o período em que se consegue dormir nessa posição irá aumentando, até que se consiga ficar horas ou até mesmo a noite toda assim.

 

Dormir de barriga para baixo acaba gerando uma certa proteção emocional, entretanto, é a pior postura para se dormir, pois a cabeça terá de ficar de lado, com uma das fases para cima e a outra no colchão. Essa torção das vértebras cervicais vai acabar gerando reflexos dissonantes, em decorrência da tentativa de adequação, para toda a coluna e consequentemente para todo o organismo. A médio e longo prazo isso faz bastante mal à pessoa.

 

A alternativa viável entre ficar de barriga para cima e para baixo é dormir de lado, com o cuidado de manter a cabeça apoiada em uma altura ideal, sem fazer ângulos acentuados nem para baixo e nem cima. Dormindo de lado, habitue-se a poder alternar entre os lados que estão para baixo e para cima. Uma prática saudável é deixar para cima o lado do corpo cuja narina correspondente estiver mais fechada do que a outra. Como esse fechamento entre uma narina e outra se alterna constantemente, esta própria adaptação irá gerar um equilíbrio entre um lado e outro que estivermos deixando para baixo e para cima. Uma outra questão é a seguinte: o lado que permanece para cima faz com que as correntes respiratórias e energéticas fluam melhor por aquele lado, privilegiando a circulação e vitalidade dos órgãos àquele lado associadas. Sendo esse lado o que a narina está mais fechada, ela tenderá a se abrir e trazer mais equilíbrio para o corpo. É comum nesta prática a outra narina ir ficando mais fechada e termos de trocar de lado durante o sono, o que é saudável.
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Jejum de Sono


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O jejum de sono é uma prática fantástica que podemos incorporar dentro de nossos hábitos de obtenção e manutenção de cura e expansão de consciência

[...]

  • maior possibilidade de domínio do corpo em decorrência de situações externas um pouco mais adversas (preferencialmente sem que seja focada necessidade de controle), o que aumenta nossa capacidade de ressonância e longevidade.

 

[...]

 

Para quem não está acostumado e preparado para isso, ficar uma noite sem dormir, tudo bem; duas noites seguidas: sinal amarelo; três noites seguidas: sinal vermelho! Com quase 100% de chances, nesse último caso a pessoa já estará em processo de um surto muito além do que ela consegue integrar sem ter de passar por um longo período no mínimo muito difícil e desagradável, especialmente se seu estado de jejum de sono prolongado for não programado e/ou envolvendo utilização de quaisquer tipos de drogas, substâncias tóxicas, entorpecentes ou remédios, legal ou ilegalmente. Para saber mais sobre surtos, veja o texto específico a esse respeito.

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Sonhos Lúcidos [completo]

Sonho lúcido é aquele dentro do qual o sonhador tem a consciência de que está sonhando.

 

A lucidez em sonho tem dois aspectos distintos e igualmente importantes: a consciência e o poder de alteração do conteúdo do sonho.

 

A consciência de estar sonhando e saber disso durante esse ato pode ter diferentes graus, desde se saber que é um sonho, mas permanecer alheio a tudo o que acontece (deixar tudo acontecer "automaticamente") até estar tão consciente que se sabe perfeitamente que não se está sujeito às leis físicas, temporais e morais da vida desperta.

 

A partir desse grau mais elevado de consciência, o sonhador pode desenvolver e praticar o poder de, durante o sonho, alterá-lo. Alguns exemplos desse poder seriam a opção consciente(*) de se aventurar por capacidades/habilidades não acessíveis à vida comum, como voar, respirar embaixo d'água, alterar cenários, fazer aparecer personagens, materializar, transformar ou destruir coisas, bem como a de testar e se entregar a situações que poderiam ser extremamente delicadas no quadro da vida cotidiana, como falar todos os desaforos possíveis para um chefe mal quisto, fazer proezas numa escalada à beira de um precipício etc etc.

Na área dos exemplos sexuais (ainda um grande tabu socialmente), as possibilidades são infindas, não apenas porque os riscos de reprodução não programada e indesejada e de transmissão de doenças são nulos, mas também pelo fato de poder se desligar totalmente de convenções, limitações e imposições sociais.

 

(*) O sonho lúcido enquadra-se num estado consciencial muito importante e especial, diferenciado dos três citados acima (vigília, sono profundo e sono com sonho), que é o estado desperto. Como é citado por Alex Polari em seu maravilhoso texto Seriam os Deuses Alcalóides, “...Existe uma grande variedade de termos para denominar esse tipo de estado místico: consciência cósmica, visionária, xamânica, transpessoal, iluminação, auto-transcendência, consciência objetiva etc. Ou para usar uma terminologia mais mística: o êxtase e a graça cristã, o sartori zen, o samadi da Jnma Yoga, a fana sufi e a "miração" da tradição daimista”.

 

Nesse tipo de estado há um fenômeno psíquico de ordem ímpar, que é exatamente a possibilidade de intervenção de inferências conscientes no contexto que está sendo manifestado pelo inconsciente. No nosso estado de vigília (consciente) estamos totalmente entregues às manifestações do inconsciente, como a ocorrência de atos falhos(*), manifestação de doenças e de quase todos os fenômenos metabólicos, as manifestações energéticas de nossos corpos sutis, dentre tantas outras.

(*) pensar que trancou uma porta quando a deixou aberta, pensar em uma coisa e falar/escrever outra, tropeçar, trocar um nome etc etc.

 

No trecho abaixo, do mesmo texto citado acima, Polari descreve a diferença entre dois processos iniciáticos distintos, ambos com fins a atingir esse estado consciencial desperto. Essas considerações são perfeitamente válidas tanto para o processo iniciático (quando a pessoa ainda não passou por esse tipo de experiência) quanto para a cada vez que acessarmos esse tipo de processo, como por exemplo, dentro dos sonhos lúcidos.

 

“Sem dúvida existe uma grande diferença entre uma iniciação quietista - que prepara o neófito através do silêncio e da meditação - e a iniciação xamãnica que o convida para ser protagonista totalmente responsável pelo seu desdobramento astral e vôo espiritual. Nele, somos convidados a participar de um filme em que as cenas que se desenrolam na tela, dependem, em última instância, do que está ocorrendo no interior da nossa consciência. Em outras palavras: só conseguiremos salvar a donzela do "filme astral" das garras do vilão, se a nossa disposição para tanto for tão verdadeira como a nossa capacidade de realizá-la. Temos que estar concentrados no nosso objetivo, mobilizando desde o nosso interior a coragem e a sabedoria necessária para atravessar as diversas provas do percurso iniciático. Caso contrário, a "narrativa visionária" sai do nosso controle podendo acontecer um desfecho negativo e uma interrupção do vôo do Eu rumo ao êxtase.”

 

Esse desfecho negativo citado torna clara a dimensão citada no começo deste texto de que os efeitos gerados pelos sonhos, a partir da geração de emoções reais, também são reais. Tanto podemos chegar ao êxtase, a um novo conhecimento, a uma cura ou expansão de consciência como, por outro lado, podemos despertar um mal estar (inclusive com manifestações físicas intensas), um desconforto, acentuar ansiedades, se envolver de medos paralisantes dentre tantas outras coisas.

 

A grande vantagem de se entregar a esse tipo de vivência, mesmo com esses tipos de risco, é perceber que estamos expostos a riscos muito mais contundentes na “vida comum”, uma vez que a manifestação do inconsciente é simplesmente um fato, ela irá ocorrer de uma forma ou de outra, em decorrência de um mecanismo de equilíbrio natural do sistema psíquico.

 

Desenvolvendo-nos dentro do estado desperto, podemos:

1.  acessar os conteúdos do inconsciente e equilibrá-los com nossa evolução antes que eles precisem aparecer em nossas vidas na forma de fracassos, insucessos, doenças, mazelas físicas, acidentes ou quaisquer outras formas que nos afastem de nossos dharmas, nosso caminho natural, nosso estado ressonante de desenvolvimento contínuo;

2. desenvolver e/ou ampliar nosso poder de, por possibilidade de extensão, alterarmos as manifestações já concretizadas do inconsciente no plano físico, como rejuvenescer, atingir um peso ideal ou corrigir/equilibrar configurações do nosso corpo e das nossas condições de vida.

 

O filme Waking Life tornou-se um clássico sobre a questão dos sonhos lúcidos, sendo brilhante tanto na apresentação do conteúdo linear, racional, quanto um exemplo prático de aplicação de elementos e ritmos subliminares (como a alternância de estados psíquicos e emocionais entre ruidosos e suaves) para ativar emoções e percepções do inconsciente, gerando efeitos como tonteira, sensação de regressão, dentre tantas outras manifestações de percepção alterada.

 

Uma fórmula muito simples para começar essa busca pelos sonhos lúcidos consiste, em durante o dia se perguntar “Estou acordado ou estou dormindo?” e fazer um tipo de marcação qualquer que seja do seu agrado. Algumas pessoas após a pergunta, dão um pulinho, acendem uma luz, se beliscam, dentre tantas outras fórmulas. Pode ser que lhe baste apenas fazer uma marcação mental, verificando qual a resposta adequada para a questão. Claro que será “sempre” “estou acordado”. Esse “sempre” veio entre aspas exatamente por que aí está a chave da questão: como um dos elementos dos quais o inconsciente lança mão para criar o sonho são exatamente fatos passados durante a vigília, de acordo com a intensidade e quantidade de vezes que você começar a se perguntar isso, mais dia, menos dia, chegará a hora que durante um sonho você se perguntará “Estou acordado ou estou dormindo?”, quando a resposta conseguir atravessar o manto do inconsciente, sua consciência automaticamente estará na porta do estado desperto, da vivência mística. Caberá a você abri-la, entrar e seguir até onde alcançar ou até onde você mesmo se permitir...

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Fronteira Entre Sonho e Realidade / Sonhos Compartilhados / Sonho Dentro do Sonho [completo]

No filme Waking Life, a questão da fronteira entre o sonho e a realidade é levantada, a dúvida se o que está acontecendo é real ou apenas imaginação. Em agosto de 2010 estreou nas telas do cinema o filme “A Origem”, que além do aspecto dos sonhos lúcidos e das fronteiras entre realidade e imaginação, evidencia ainda mais outros dois: sonhos compartilhados e sonhos dentro do sonho.

Todo esse composto de conceitos e questionamentos fazem parte de ensinamentos ancestrais de diversas culturas que apresentam idéias de que o mundo no qual vivemos é uma projeção de um mundo mais profundo, sendo, na realidade, uma ilusão, ou “maia”. Afinal de contas, já há algum tempo sabia-se que 99% do átomo era composto de espaço vazio, mas recentemente constatou-se que mesmo o núcleo do átomo não é composto de matéria assim como a concebemos com nossa percepção. A matéria é TÃO SOMENTE composta de energia... O filme “Matrix” apresenta esses conceitos de uma forma bastante interessante. Veja a análise do filme para ver como isso tudo é colocado. A iluminação é chamada também de “despertar” por conta da alusão a esse nosso acordar para a realidade maior por detrás da aparência do mundo físico, para o qual ultra-especializamos nossa percepção para focar desta forma tridimensional...

Alicerçadas e ao mesmo tempo confundidas em princípios como esses, duas estruturas de defesas de personalidade, a desconectada e a rígida, apresentam questões diretamente ligadas à conexão com a realidade e o questionamento direto de a realidade existir ou não.

O sonho compartilhado, aquele onde dois ou mais sonhadores atuam dentro de um mesmo sonho simultâneo, nos remete a muitos quadros e questões de magnetismo mágico:

  • uma primeira ideia é questionar diretamente se isso é possível, até que ponto podemos ir dormir e participarmos de um mesmo sonho com uma outra pessoa. Em quais condições conseguiríamos fazer isso. Se isso não seria apenas uma interpretação distorcida de uma projeção astral conjunta... Bem, ainda não existem estudos científicos que provem da forma ortodoxa essa capacidade, mas relatos mesmo não programados de muitas e muitas experiências dessa natureza não faltam...;
  • o sonho compartilhado também pode servir como uma metáfora da concepção de que todos nós humanos da terra comungamos de um mesmo “sonho” para criar a realidade deste planeta. A partir deste princípio é que está fundamentado o conceito de “maia”, a ilusão deste mundo;
  • o sonho compartilhado vai além de um estado de telepatia, a qual normalmente acostumamos a interpretar como sendo uma ação consciente e deliberada de troca psíquica por meios extra-sensoriais, pois envolve também as manifestações do inconsciente. Uma “brincadeira” perceptiva nesse sentido é aprofundar-se na vibração coletiva dos grupos. Processos como as dinâmicas terapêuticas de grupo e os transes coletivos demonstram claramente nossa capacidade de interação e percepção coletivas intimamente inter-relacionados. Para quem não conhece processos assim, para ter uma ideia do que está sendo dito, basta lembrar das interações das brincadeiras entre crianças ou mesmo da alquimia de um casal apaixonado em seus momentos de intimidade, estão, todos, dentro da mesma frequência, ou, para usar um neologismo que define bem isso, da mesma “vibe”, mesma vibração...
Os sonhos dentro dos sonhos, aquele em que sonhamos que estamos sonhando, tão bem retratados no filme “A Origem”, claramente demonstram a construção da consciência como as camadas de uma cebola. Leslie Temple fala de uma forma muito interessante sobre como trabalharmos com a dissolução e construção dessas camadas em suas palestras. Se você ainda não conhece o trabalho dela, procure conhecer. É muito esclarecedor e proveitoso nesse sentido.

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Indicados

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A dinâmica do Inconsciente - Jung

Em Sintonia - a arte da ressonância - Jasmuheen

A Doença como Caminho - Thorwald Dethlefsen e Rüdiger Dahlke

Libertando-se do Hábito de Morrer - Leonard Orr

Filmes Relacionados Waking Life
A Origem

 


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Arquivo atualizado em 28/04/2011
Primeira versão: Julho/2005

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