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O Poder do Festival Trance A música e o Vídeo "Trance Gayatri", produzidos pelo idealizador da Vivência em Cura transmitem a vibração do Poder dos Festivais Trance descrito ao longo da monografia aqui apresentada. Confira! O conceito de poder envolve a capacidade de realização ou mudança sobre algo. É sobre esta ótica que este trabalho aborda a questão do fenômeno aqui denominado Festival Trance, considerando-o sob o prisma de agente de alto poder no despertar global e na catalisação de transformações renovadoras na vida das pessoas que passam pela experiência de participar desse tipo de evento, o que ainda se desdobra como uma manifestação universal de cura.
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Primeiro: o que
saber a respeito de como é
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| Área / Estrutura | O que é / O que contempla |
| Pista de
dança
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Área
central da festa, onde está montado o som (sempre muito
potente) e são apresentados os DJ e os shows. Aqui a energia
tende a estar sempre em alta, está o máximo de
tempo possível “bombando”, chamando para
a dança e para a vida, com muita
vibração, de dia, de tarde, de noite, de
madrugada, ininterruptamente. O
som da pista chega a toda cidade montada para o evento. Miolo da pista: parte central em relação às suas próprias laterais e mais próxima ao DJ e às caixas de som. |
| Chill Out
|
Área de descanso, dentro da qual há um som alternativo ao da pista, focando o relaxamento. Possui áreas para se deitar, fogueira e alimentação natural. Não se vende bebida alcoólica nessa área. |
| Praça
de Alimentação
|
Restaurante e lanchonetes, sempre apresentando opções de comidas naturais. |
| Comércio,
serviços e áreas especiais de artes e
conferências
|
Atendimento
médico, venda de artesanatos, área
específica para atividades de palestras,
meditações de grupo, yoga,
produção de artes etc. |
| Camping | Dependendo do tamanho da festa
estará dividido em setores, com áreas de banho e
banheiros ecológicos. |
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Banheiros ecológicos
|
Além
do camping estão distribuídos estrategicamente
pelas áreas de circulação e
próximos às áreas de
permanência, como a pista e o chill out.
|
| Estacionamento | É importante ressaltar que na área de circulação de toda a festa não trafegam carros e não há, como em muitos acampamentos comuns, aquela confusão e disputa de sons de carros. |
Natureza intensa e inserida
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Trilhas, rios e cachoeiras próximos e envolvendo toda a cidade montada para a festa. |
Decoração especial
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Decoração com cores flúor que são ressaltadas durante à noite, variando de acordo com a intenção e capacidade onírica dos organizadores da festa, trazendo temas ancestrais, ecológicos, espaciais, dentre outros. |
A
criação prévia da infraestrutura de
recebimento das pessoas, inclusive com
processos bem definidos de pré e pós festa
envolve todo um planejamento não
apenas da estrutura do evento em si, mas também do estudo de
impacto e conservação
ambiental.
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Como em todas as áreas das manifestações humanas, há pessoas, profissionais e eventos que se distinguem bastante uns dos outros dentro de uma mesma categoria. Tudo o que está dito neste trabalho parte do pressuposto da consideração de festas bem organizadas, como a Tranceformation (http://www.tranceformation.com.br/) e a Trancedence (http://www.trancendence.com.br).
Ainda
entre as festas grandes, com produção mais cara,
podemos considerá-las em
dois grupos distintos:
Esses
dois tipos distintos de festa estão desdobrados no item
“As festas de expiação
e as de expansão”.
A
profundidade da convivência, com contato humano de qualidade,
é uma das
características mais marcantes e presentes dentro dos
festivais trance.
É
relevante citar que esses contatos ocorrem abrangendo uma diversidade
de situações
e vivências, dentro de momentos pessoais bons e momentos
difíceis dentro da
estória isolada de cada pessoa.
Esse
contexto permite que as pessoas se conheçam em profundidade,
pois terão a
chance de observar seus companheiros mais próximos reagindo
às situações
mais diversas.
Fazendo
um paralelo: contemporaneamente é de se espantar como
líderes de países
distintos encontram-se com tanta pressa e assinem tratados que envolvem
tanta
profundidade de mudanças e impactos para seus
próprios países. Tudo bem que
atualmente também tenhamos todo o aparato dos meios de
comunicação, capazes
de antecipar todas as ações e
propósitos que serão tratados, mas ainda assim
é de se admirar que contratos tão profundos sejam
assinados por pessoas que
mal se conhecem. Há um ditado antigo que diz que
só se conhece uma pessoa
depois que se comeu um pacote de sal com ela, denotando a necessidade
de convivência
para que se possa conhecer uma outra pessoa, uma vez que para duas
pessoas
comerem um pacote de sal será necessário um prazo
de meses de
inter-relacionamento...
O
contexto do festival trance permite que se possa observar uma pessoa em
profundidade, sendo o que ela é, sem máscaras e
sem distorções. Uma pessoa
atenta e desperta não encontrará
obstáculos para ter sucesso numa tarefa
dessa natureza.
Uma particularidade do convívio humano nos Festivais é a criação dos condomínios dentro dos campings, levando a trocas e novas amizades dentro dos grupos.
O
contato humano de qualidade ainda envolve um outro prisma muito
importante: há
necessidades humanas para as quais apenas o contato humano profundo e
de
qualidade traz em si a possibilidade de cura. São exemplos
dessas necessidades:
poder saber que existe e vivenciar o Deus interior; entregar-se
à humanidade
imperfeita e encontrar segurança nessa humanidade; se
permitir cometer um erro
e, mesmo assim sentir-se seguro(a) (ao fazer isso, pode-se reconhecer o
caráter
divino que existe dentro dos outros...).

Numa
festa bem organizada, a qualquer
momento a pessoa poderá ter a opção de
estar em ambientes com os mais
distintos cenários, de acordo com sua livre escolha,
abrangendo opções com natureza,
isolamento / relacionamento, agitação (pista de
dança) ou
descanso (barraca, chill out), dentre muitas outras.
Inclusive,
a cultura trance traz uma
forma totalmente nova de se manifestar e se colocar frente
às situações,
sempre permitindo a expansão de consciência e a
tomada de uma posição e uma
postura, inclusive física, que sejam harmônicas
com a própria pessoa. Por
exemplo, descansar é algo que é
possível dentro de um festival mesmo na pista
de dança, não há aquela necessidade,
como por exemplo numa boate, de se
manter de pé, ereto, acordado, vigilante, “na
luta”... É comum nos
festivais as pessoas sentarem-se na pista de dança, no
chão, na areia, sem se
preocuparem em sujar suas roupas. Pode-se até deitar.
Pequenas estações entre
amigos são montadas com uma pequena área de
infra-estrutura própria, com
cadeiras de praia, cangas, estoque de garrafas
d´água etc.
É
bom enfatizar que essa livre opção
está disponível de dia e de noite,
permitindo a quebra de freqüência, especialmente a
ligada a compromissos com
horários mecânicos (de relógio),
permitindo um gigante exercício de
manifestação do livre arbítrio. Essa
super disponibilidade, associada a
outros fatores, pode levar a pessoa a se sentir até
incomodada, por falta de
costume, com tanta liberdade pessoal, o que será melhor
desdobrado adiante na
questão ligada ao festival como instrumento para
dissolução da defesa de
personalidade “Invadida”.
A experiência de sucesso (ou de fracasso) de todo evento é composta por três elementos distintos:
1. A estrutura do evento como um todo, compreendendo a localização, facilidade de acesso, infra-estrutura, adequação à quantidade de público etc;
2. Clima Geral, que já começa a ser formado desde os primeiros sonhos, intenções e encaminhamentos dos organizadores, passando pela somatória das experiências individuais durante o evento;
3. Vivência pessoal dentro do evento – por exemplo: uma Festa pode ter os outros dois aspectos muito bons, mas suponha-se que determinada pessoa acabe um namoro contra sua vontade ou tenha pertences roubados durante o evento. Para esta pessoa, a Festa não será tão boa, ou até mesmo ruim, dependendo de como ela seja afetada por essas ocorrências.
Há um aprendizado interiorizado por toda a “Família Trance”: o de que uma festa para ser boa, assim como nossa vivência aqui no Planeta Terra, depende de todos, cada um dando o melhor de si. Não basta que haja uma mega infra-estrutura, muito som e bons dj. Se não houver público, ou se este estiver apático ou dado a manifestações desarmônicas (como falta de cuidado e observação do meio, de sua manutenção, inter-relacionamento respeitoso etc), a festa não será boa.
Desta forma, há um entendimento implícito e geral de que cada um busca e procura estar mais harmônico o possível consigo, com o meio e com o ambiente, de modo que essa sua própria postura possa se reverter em benefício de si próprio, gerando um clima geral capaz de suportar experiências prazerosas e enriquecedoras, o que tem sido uma constante relatada pelo público dos Festivais.
Os
Festivais ainda incorporam em seu seio aspectos altamente gratificantes
e
edificadores do desenvolvimento humano, como as artes, os processos
terapêuticos,
os fóruns criativos de desenvolvimento de novas
idéias, conhecimentos e
tecnologias. Estão presente oficinas de biodança,
yoga, contato e improvisação,
artes, exposição de artesanatos diversos e artes
circenses, contemplando ainda
espaço para toda a linha de
manifestação criativa do ser humano.
Um Festival Trance é a própria manifestação do jogo de sinais e códigos citados no “Chamado Mítico”:
“Os
seres luminosos que viajaram para ajudar a GAIA concordaram em AVIVAR
uns aos
outros a lembrança. Assim, essas sementes estelares deixaram
códigos em várias
formas, como sons, cores, luzes, imagens, palavras e
símbolos, uma ressonância
vibracional, que as ajudaria a recordar seu compromisso com a luz.
Ficou
estabelecido que essas chaves codificadas apareceriam em todas as
partes: na
arte e na música vibracionária, em olhares
penetrantes, em conversações e
sentimentos, tudo criando um profundo desejo de despertar e chegar a
ser A
ENCARNAÇÃO DO AMOR. (*)
(*) Veja a íntegra do Chamado Mítico no site do Calendário da Paz: http://calendariodapaz.com.br/home/movimento.php3?cdItem=1&cdSubItem=6)
Para os mais céticos, a questão é de entender o Chamado Mítico como uma parábola, assim como a desgastada estória das almas gêmeas que se procuram. Só que neste caso trata-se de uma família anímica (da alma), que representa toda a espécie humana e não apenas uma determinada etnia ou grupo.
O Festival Trance é um fenômeno de ocorrência e crescimento mundial, movendo e deslocando pessoas de várias localidades distintas para seu seio, quer seja de cidades, estados e até mesmo países distintos de onde ocorre.
É uma das muitas manifestações do processo de entendimento e vivência da espécie humana como sendo pertencente toda ela ao planeta terra, independente de sua origem relacionada a país, raça, credo ou qualquer outro tipo de classificação. Há uma Festa muito especial, a Earth Dance, que acontece em vários países ao mesmo tempo, sendo que em determinado momento, por um arranjo previamente definido, em todos os lugares e países onde ela está ocorrendo, a mesma música é tocada, representando uma única manifestação do ser humano dentro do Planeta Terra.
Através da convivência pacífica e harmoniosa selada pelas manifestações artístico-culturais, da dança e da interação profunda, as pessoas na festa têm aprendido, pelo exemplo umas com as outras, as mais diversas formas de resgate de si mesmas, de retorno à essência, de liberação de bloqueios, superação de dificuldades e dissolução de traumas profundos.
Trecho
de “Autobiografia de um místico espiritualmente
incorreto” – Osho:
“A
religião falhou, porque era transcendente e negligenciou
este mundo. E vocês não
podem negligenciar este mundo; negligenciar este mundo é
negligenciar as próprias
raízes. A ciência falhou porque negligenciou o
outro mundo, o interior, e vocês
não podem negligenciar as flores. Quando vocês
negligenciam as flores, a essência
mais profunda do ser, a vida perde todo o seu significado. As
árvores precisam
de raízes, do mesmo modo o homem precisa de
raízes, e as raízes só podem
estar na terra. A árvore necessita de um céu
aberto para crescer, formar uma
ampla folhagem e dar milhares de flores. Só assim a
árvore se satisfaz, só
assim a árvore sente sua importância e seu
significado e a vida se torna
relevante.
O ser humano é uma árvore. A religião falhou porque está falando somente das flores. Essas flores continuam sendo filosóficas, abstratas; nunca se materializam. Elas não conseguem se materializar porque não tiram seu sustento da terra. E a ciência falhou porque cuida apenas das raízes. As raízes são feias e nelas não existem flores.
O
Ocidente está sofrendo de um excesso de ciência; o
Oriente sofreu por causa de
um excesso de religião. Agora nós precisamos de
uma nova humanidade na qual a
religião e a ciência se tornem dois aspectos de um
único ser humano. E a
ponte será a arte. É por isso que eu digo que o
novo homem será um místico;
um poeta e um cientista.
Entre
a ciência e a religião, a ponte só pode
ser a arte – poesia, música,
escultura. Assim que tivermos dado existência a esse novo
homem, a Terra vai
transforma-se, pela primeira vez, naquilo a que estava destinada a ser.
Ela pode
transformar-se num paraíso: este corpo, o Buda; esta Terra,
o paraíso.”








O
Festival Trance é uma festa de
celebração:
Diversas
pessoas declaram que dentro do fenômeno do Festival Trance
foi que encontram a
sua mais adequada manifestação religiosa,
englobando e envolvendo todos os
aspectos de seus seres.
Uma
nova religiosidade, centrada na interação
harmônica de cada um consigo, com
o meio e com o outro; multifocal, considerando todos os
níveis e dimensões do
ser; sem sacerdotes, na qual o maior mestre é o corpo.
Veja mais sobre religiosidade sem sacerdotes no texto de Jiddu Krisnamurti.
As Festas de expansão possuem um equilíbrio e um acesso sempre disponível aos quatro elementos. Neste tipo de Festa, onde quer que a pessoa se encontre (no camping, na pista, no chill out, no mato, nas trilhas etc), ela terá uma tendência a se sentir muito bem. É muito comum que, nessas situações, mais cedo ou mais tarde, a pessoa passe pela experiência inquietante de não estar com algo harmonizado dentro de si, em decorrência ou como desdobramento de qualquer área de sua vida. Como o ambiente está sempre harmônico, num ato de expansão de consciência, ela se vê frente a frente com a realidade de procurar dentro de si os motivos de seu desequilíbrio.
Nas festas de expiação, há um processo inverso: mesmo que a pessoa esteja bem, independente de onde ela esteja, terá uma tendência a sentir ruim, pois o ambiente está em desequilíbrio, por falta de conforto / adequação à presença humana ou ainda por falta ou excesso de um dos 4 elementos naturais: água, terra, fogo e ar. Normalmente, terra e ar estão disponíveis, é mais comum que essas festas tenham, por descuido dos organizadores desequilíbrios ligados a água e fogo, tanto por falta como por excesso:
Esses elementos se associam a cada um dos 4 corpo inferiores, na seguinte relação:
A falta ou excesso de um desses elementos irá desequilibrar primeiramente as pessoas que se encontrarem mais sensíveis em relação ao elemento em questão. Esses desequilíbrios irão ressonar negativamente para as demais pessoas, até que aja um predomínio desse tipo de estado/sensação, o que ocorre de modo inconsciente para a grande maioria das pessoas.
Uma festa de peia tende a ter, de modo geral, experiências pessoais difíceis e até ruins, o que não impede que essas mesmas vivências possam ser vistas por muitas pessoas como sendo boas, em decorrência do aprendizado pelo qual podem passar. Entretanto, as pessoas que as podem ver sobre esse prisma são poucas e ainda há o risco de muitas pessoas a acharem efetivamente ruins. Esses tipos de festa são inadequados para que uma pessoa venha a ter sua primeira experiência de festival com elas...
Há algo extremamente interessante nos Festivais: independentemente de a Festa ser de expansão ou de expiação, há uma certeza espiritual profunda de cada um de estar no lugar certo, de saber que era ali que a pessoa deveria estar. Isso é assim para a vida de uma forma em geral, mas nos Festivais o que é diferente é que as pessoas ativam a consciência dessa percepção.
É muito bonito ver como as pessoas se movem para estar nas Festas que sentem que lá irá ser o seu lugar de estadia durante os dias em que tiver ocorrendo. Não apenas o deslocamento físico costuma ser grande, mas também toda a mobilização energética envolvendo diversas áreas da vida da pessoa.
Trance
é mantra. Música eletrônica formada por
mantras.
O
trance vai além da emoção e da
razão, a música de uma forma em geral vai ao
sentimento ou ao intelecto. A sonoridade do trance vai profundamente ao
campo da
vibração, além da razão e
da emoção.
Para
quem já está a mais tempo no trance, basta ouvir
o começo de uma música
desse estilo para imediatamente ser por ela sensibilizado em seu corpo
emocional
e vibratório.
Batidas pesadas, graves e constantes:
percussão; formam a base do som; trabalham os chacras de base e as energias
terrenas e mundanas; a alta velocidade dessa marcação, BPM (Batidas por Minuto)
contribui fortemente para a elevação do padrão energético, pois puxam pra cima
a vibração da pessoa, normalmente entre 130 e 145 BPM; funcionam durante toda a
festa como a mais forte energia sutil de grounding já produzida pelo ser
humano, mantendo as pessoas ligadas ao plano físico; Todos os rituais Xamânicos
utilizam-se de marcações por tambor; bem ancoradas no plano físico as pessoas
podem subir com mais segurança à ressonância das energias mais sutis, as
energias acima do plexo: as amorosas, da aceitação e expressão, intelectuais e,
especialmente, as espirituais, correspondentes respectivamente aos 4º, 5º, 6º e
7º chacras; para ir ao céu, é preciso estar bem ancorado na terra. Evocando
aquela perfeita analogia: uma árvore para crescer muito, precisa de raízes
fortes e profundas.
Essas
energias dos chacras superiores freqüenciam dentro do som
trance com as digressões,
sons agudos, simbilantes etc. As paradas no som e as
mudanças dos mantras
servem como uma âncora para a pessoa se entregar aos
movimentos naturais do
corpo por longos períodos, sem o risco de polarizar
movimentos e/ou sensações
que vem a lhe trazer algum tipo de seqüela física
em decorrência de uma
polarização muito longa. Essas paradas e
mudanças chamam de volta a atenção
e a consciência da pessoa para o presente e para a
necessidade de mudar seus
padrões de movimento.
Em
seu livro “A Loucura Cura”, Guilhermo Borja
descreve de maneira magistral,
num capítulo denominado
“musicoterapia” (veja o texto
completo), os
envolvimentos e desdobramentos envolvendo o relacionamento da
música com os
seres humanos, destacando, dentre outras, as seguintes facetas:
O som da pista influencia as pessoas 24 horas por dia, mesmo elas não estando na pista.
Um DJ que está tocando pra uma pista vazia também tem muita responsabilidade sobre todo o astral geral do Festival, pois mesmo as pessoas que estão nas barracas dormindo estão relacionando-se com o som tocado. O som tocado, por exemplo, pode servir para evocar sonhos suaves ou mesmo ir às profundezas do inconsciente e startar pesadelos com conteúdos que de outra forma não encontrariam canal para virem à tona, considerando-se aí o tipo de som e todos os demais componentes de imersão e segurança emocional citados ao longo do resto deste tratado.
A influência do som é muito amplificada após a pessoa passar ciclos orgânicos completos, dormindo, comendo, excretando etc com ele interagindo.
Todos
os envolvimentos dos ensinamentos espirituais têm em sua base
a elevação do
padrão energético da pessoa. A yoga tem isso em
sua base. O tantra tem isso em
sua base. Todos os mestres espirituais que passaram pela humanidade, de
uma
forma ou de outra, transmitiram a importância dessa
questão, pois sem energia
nada existe, mesmo as coisas mais pálidas, o que se
dirá das mais elevadas,
como a beleza, a inteligência, a harmonia, o poder
verdadeiro, a iluminação,
dentre tantas outras. Todas essas são coisas que
só se manifestam na presença
de energia em abundância. A inteligência
é uma riqueza, uma florescência, só
brota, só se manifesta onde há riqueza de
energia. A criatividade também e
assim para qualquer manifestação elevada.
O Festival Trance é o evento, dentre todos (preste bem
atenção nisso: DENTRE
TODOS) os eventos já criados e vividos pelo ser humano de
maior potencial de
canal de elevação energética do ser
humano, pois consegue englobar
harmonicamente todos os canais e técnicas
possíveis para se atingir esse fim
e/ou propósito.
A
maioria das abordagens de elevação
energética começa a trabalhar a pessoa
primeiramente pelo canal da respiração,
posteriormente entram a alimentação,
expansão de consciência, a ressonância.
O trance é rico em todas essas áreas
Para
uma elevação energética sem
transtornos, é muito interessante uma
preparação
do terreno. Nos primeiros dias de um Festival, as pessoas ainda
manifestam as
marcas do estresse trazido do dia-a-dia, das pressões
profissionais e dos
problemas de relacionamento, bem como os ligados ao cansaço
e às eventuais
dificuldades da viagem até o local do evento e a
tensão e desgaste de carregar
e montar o acampamento.
Após
as primeiras horas de descanso, de visitas às trilhas e
cachoeiras e às
primeiras dançadas, essas mazelas vão sendo
dissolvidas, logo as pessoas vão
se soltando mais, as reclamações vão
ficando pra traz e o clima geral vai
ficando mais ameno e interiorizado, o que vai ocorrendo num processo de
essa
energia mais branda ir conquistando e relaxando aqueles que ainda
chegando e/ou
tensos.
Há
um exercício muito poderoso (para quem já tem uma
percepção energética um
pouco mais aguçada, comum dentre aqueles que
freqüentam as festas) para se
sentir a elevação do padrão
energético: passar um tempo considerável, de ao
menos algumas horas perto ao miolo da pista, de costas para o palco e
de frente
para as pessoas, a multidão.
Esse
exercício pode ser tomando como uma proposta de
direcionamento para ser vivido
como foco dentro de todo um festival.
Por
uma série de razões a energia da pessoa
irá aumentar, aumentar muito. Muitas
coisas sutis acontecerão. Faça a
experiência e tire as conclusões por si
próprio...
As
energias de base trabalhadas pelos mantras da percussão do
som trance, bem como
todas as demais energias telúricas presentes no festival
são muito propícias
para a vivência, harmonização e
equalização das energias ligadas à
sensualidade.
Considerando-se
além disso todo o envolvimento de clareza de
percepção e apresentação
que
as pessoas dentro do Festival encontram-se inseridas, há
algo de muito positivo
em relação à questão da
sexualidade, que é sua manifestação
realística,
distanciada dos desfoques já arraigados dentro da sociedade.
Na pista e nos
locais públicos não há pornografia ou
“indecência”, mas um clima
sensualmente harmônico. Muitas mulheres que participam da
cena trance relatam
que se sentem muito mais atraentes e sexys sem maquilagem,
acessórios e de pés
do chão do que quando estão urbanamente
adereçadas para o trabalho ou para as
baladas da noite, onde há todo um jogo de
sedução dissimulada.
Estar
na festa não quer dizer ser sensual ou sexual, mas
também não negar essa
questão. A paquera existe, mas só a paquera com
qualidade, pois algo é certo:
não há aquela coisa de chegar e ir
“pegando a mina”, técnica do
arrastão,
k.o. furado. Há conhecimento através de
situações autênticas,
aproximação
por apresentação entre conhecidos em comum,
além de todas a possibilidade de
encontro disponíveis para pessoas maduras, dentre casais
estáveis ou
paquerantes eventuais, que têm à sua
disposição toda a natureza livre e
também
o cenário discreto e acolhedor de suas barracas, numa
manifestação de
exatamente como deveria ser a vida sob esta ótica: sem
repressões, mas também
sem distorções de exagero.
Vale
citar John Lennon: vivemos em um mundo onde a violência
é pratica em plena luz
do dia, mas em quem as pessoas precisam se trancar escondidas para
fazerem
amor...
Infelizmente,
em decorrência de uma necessidade comercial dos organizadores
das Festas
juntando-se a uma demanda de uma parte dos participantes, atualmente
ainda
sempre há um bar montado na área da pista. Apenas
em uma única festa de um
dia para o outro organizada em Brasília (uma Psycoland) foi
feita uma experiência
de se tirar o bar da área da pista. O resultado em
nível de elevação
energética
e pureza da pista foi muito bom, mantendo-a bombando até
perto do final da
festa. Entretanto, o faturamento do bar foi menor, o que levou os
organizadores
à não mais adotarem esse procedimento.
O
problema direto da presença do bar na pista de
dança é o reflexo direto do
aumento do consumo de bebidas alcoólicas, que trabalham
diretamente no decréscimo
da consciência grupal e no aumento da dispersão
energética.
Apesar disso, pode-se observar uma lenta e progressiva tendência dos que participam dos festivais em querer manter a consciência, não se entregando a qualquer tipo de substância psicoativa, como o álcool, até o ponto de ficarem “doidonas”, mas ainda apenas dentro do limite de experienciarem um estado alterado de consciência que possa trazer um custo X benefício positivo.
Aprenda mais sobre elevação energética no conteúdo sobre Expansão de Consciência.

A
cultura hindu apresenta uma entidade denominada Shiva, um deus
dançarino
(dentre outros muitos atributos). É interessante destacar
esse
aspecto dançarino
da divindade, pois a relação de Deus com a
criação é análoga a de um
dançarino
com a dança e não, por exemplo, a de um pintor
com uma
pintura ou de um
escultor com sua escultura. Ao terminar a pintura ou a escultura, a
obra de seu
criador estará lá, num estado mais permanente e
também estático. Já com o
dançarino é diferente: ao parar de
dançar, a sua
dança também pára. A dança
e o dançarino se confundem um no outro num
equilíbrio e
numa manifestação
contínua e dinâmica. É assim a
relação de Deus com a
criação: uma
criação
constante e impermanente, em eterno equilíbrio
dinâmico.
Dançar
sem um modo previamente definido, ao contrário,
dançar totalmente livre de
padrões e obrigações (e a
dança que acompanha o trance é assim...)
é
experienciar em profundidade nosso estado divino. A vida é
vista por muitos
como uma luta pela sobrevivência. Entretanto, a vida, ao
menos a vida
consciente e gratificante, não é uma luta. Ela
é uma dança. Uma dança
harmônica
consigo, com o meio e com os demais. É um
exercício e a própria vivência do
e para o equilíbrio harmônico do universo.
Dançando
sem padrões, sem amarras, as pessoas têm a
oportunidade de catalisar e liberar
harmonicamente consigo, com o meio e com os seus semelhantes suas
mazelas mais
profundas.
Dançar
em transe profundo, individual ou coletivo, é uma das formas
mais saudáveis,
proveitosas e positivas de se liberar, por exemplo, sentimentos como
tristeza,
desalento ou desespero. É uma
manifestação que se torna em dança e
choro ao
mesmo tempo, voltando ao silêncio interno, novamente ao
choro, então ao riso e
por muitas outras manifestações dos sentimentos
internos, até que a pessoa
sinta-se livre dos fardos e pesos que a levaram aos estados deprimidos
do humor.
Em
determinados momentos no miolo da pista de dança
é de se admirar como tanta
gente, de uma única vez, harmonicamente , consegue
descarregar tanta raiva ao
mesmo tempo. São momentos nos quais a pista, o som e as
pessoas estão
“bombando”, muito muito, muito animadas e intensas
mesmo.
O
fato mais marcante nesses momentos em específico
é que apesar de toda a
energia, de todos os saltos, murros e chutes ao ar, bem como das firmes
e
intensas batidas de pés no chão, as pessoas
não tocam ou mesmo esbarram umas
nas outras em momento algum. A consciência sobre os
espaços individuais e os
campos energéticos de cada um é absoluta.
Nesses
momentos, quem está mais letárgico ou cansado
não fica nem mesmo perto dessa
área da pista, não por medo ou desarmonia, muito
pelo contrário, mas
simplesmente porque não consegue se quer chegar perto em
decorrência da
diferença de potencial energético.
É
facilmente perceptível saber quem já é
um tranceiro antigo e quem está começando
nessa arte em decorrência de como a pessoa dança
de modo solto ou não. A
medida em que uma pessoa vai indo aos festivais e se entregando mais e
mais à
dança, cada vez mais ela vai soltando o corpo e os
movimentos naturais,
diminuindo a intervenção da mente sobre seus
movimentos.
Em
determinados momentos, a entrega é absoluta, a partir de
então, o corpo
move-se totalmente a partir de impulsos naturais, a mente
pára e há um
completo estado de êxtase e transe.
Trance
é dançar na chuva, dançar de noite,
dançar na terra, de pés no chão, numa
verdadeira maratona de dança, dentro da qual não
há numa disputa, não há
perdedores, mas apenas ganhadores, pois o que cada um ganha
é íntimo e
pessoal, de si para si e consigo. Intransferível.
No
terceiro filme da série “Matrix”(*)
há uma referência muito forte em
relação
à dança: quando Zion está na
véspera de ser invadida, toda a
população se
entrega durante à noite para um ritual com
características xamânicas embalado
pela música eletrônica. É um paralelo e
uma referência à união dos grupos
em torno de um poderoso elo com envolvimentos ancestrais.
(*) que contempla toda uma base filosófica apresenta por diversas tradições religiosas numa linguagem moderna – veja o texto com a análise do 1º filme da série.
Trecho
de "A Loucura Cura", de Guillermo Borja”:
“A
dança propriamente
tem muitos conteúdos psicológicos.
Dançar em um sessão de grupo é muito
importante. Aparentemente é fácil, mas para o ser
humano é muito difícil ser
espontâneo e, quando tenta sê-lo, fica com cara de
inteligente e de bobo, quer
ser perfeccionista, educado e correto, mas nada consegue
além de expressar sua
repressão e sua rigidez. A espontaneidade não se
limita a ritmos
preestabelecidos.
Na dança pode-se
trabalhar com o contato, a confiança, a capacidade de
deixar-se levar e de
guiar, pode-se trabalhar com a ternura. Um disc-jóquei de
sucesso é um
musicoterapeuta [...]. Manobra os clientes como ele quer. Faz com que
fiquem
desenfreados, desinibidos, soltos, acabando por leva-los à
ternura, à aproximação,
ao contato interpessoal. Em uma boa festa, um bom
disc-jóquei é aquele que
pode fazer aflorar todos os elementos que agradam aos seres
humanos”
Trance significa TRANSE.
Os transes podem ser
considerados estados contínuos de
percepção alterada, que podem se manifestar
consciente, inconsciente, ou
semi-conscientemente, por quem os vive. Saber entrar em
transe ou se
induzir a eles conscientemente, e com responsabilidade pessoal acima de
tudo,
pode ser um processo de exercício poderosíssimo
para que a pessoa aumente o
seu poder de se manter dentro do seu próprio eu, do seu
caminho, do seu
"movimento", sem ser dele tirado ou desviado por outras pessoas, quer
voluntária ou involuntariamente.
Todo
o fenômeno do Festival Trance envolve uma carga
mágica de atmosfera ligada aos
estados de transe, especialmente no “miolo” da
pista de dança.
Quanto
mais alterado o estado individual de consciência de um
observador, mais
rapidamente ele será capaz de perceber e de se integrar e
entregar às
potencialidades do transe proporcionado pela festa. Quanto mais
sóbrio e lúcido
estiver esse mesmo observador considerado, mais demoradamente essa
percepção e
integração do e ao transe coletivo lhe
ocorrerá, entretanto, tão mais
duradoura e verdadeira será a sua experiência,
podendo mesmo até a se
incorporar em definitivo em sua vida e sua
manifestação, dentro do contexto e
da ótica de um aprendizado e uma
manifestação extasiática permanente: a
pessoa sente que está carregando uma consciência
permanente de uma bênção
recebida pelo simples fator de viver e ser parte da
criação.
O
trance tem sido a maior chave de libertação das
pessoas em relação à
questão
das drogas e dos estados
alterados de percepção (veja texto
específico).
Através da vivência de outros meios que levam aos estados alterados de consciência, como os métodos para atingimento de ressonância e os catárticos, ambos amplamente disponíveis dentro do contexto do Festival Trance, a pessoa estimula-se a deixar o vício pelas substâncias entorpecentes, pois descobre e aprende métodos que além de levarem aos estados alterados de percepção ainda trazem sobre eles diversas vantagens, como, por exemplo:
Vale lembrar que existe todo um direcionamento social para se aceitar e se proibir determinadas substâncias. Drogas estimulantes, como açúcar e café são livremente distribuídas dentro das empresas, pois seu efeito desfoca a realidade muito tenuamente e mantém seus dependentes mais inconscientes da prisão psíquica e espiritual em que se encontram, de forma, estressada e muito “produtiva”, claro... Substâncias psicoativas com potencial de aproximação com a percepção da verdade, de revelação, sempre foram tolhidas, pois ameaçam o status quo, uma vez que uma pessoa desperta não se propõe a se submeter à exploração alheia.
O cenário trance não se propõe de palco para o julgamento dessa questão, mas assim como “nas águas turvas da sexualidade” não traz em si nem o pré-conceito nem o estímulo a uma experiência desvirtuada dessas possibilidades. Ao contrário, como dito acima, traz todo um potencial para que a relação que as pessoas têm com as substâncias possam ser mais saudáveis e menos conectadas ao vício, despertando as pessoas para os benefícios de, uma vez tendo atingido determinado grau de acesso a um estado alterado de consciência por influxo de um aditivo externo (químico ou natural), procurar acessar novamente esse estado através de métodos interiores de concentração, meditação e ressonância, adquirindo assim autonomia sobre esse estado.
RE SONÂNCIA – sonar novamente ð comunicação
“Quando num sistema físico qualquer são injetados impulsos de energia com uma freqüência igual a uma de suas freqüências preferenciais de vibração, o sistema passa a vibrar com uma amplitude progressivamente crescente, que tende ao maior valor possível. Neste caso, dizemos que o sistema em questão entrou em ressonância.”
(veja
o texto específico à respeito da
questão da ressonância)
Um Festival Trance apresenta em abundância todas as cinco possibilidades de meios para atingimento de estados ressonantes, a saber:
| Meio de atingir estados ressonantes | Como se manifesta / apresentada abundantemente dentro do festival trance |
| Meditação (mais importante e potente) |
Há
possibilidades de interiorização no meio da
multidão ou em espaços recolhidos, como no
camping, nas cachoeiras e nas trilhas. Muitíssimo importante dentro deste contexto é o conceito de meditação dinâmica que ocorre intensamente através da dança, das caminhadas entre as diversas áreas distintas do evento e ainda dentro das oficinas e demais atividades sempre disponíveis. |
| Combustível (escolhido para manutenção) do corpo físico |
Combustível para o corpo
físico está envolvido dentro do conceito de
nutrição. Para se entender as possibilidades de
nutrição para o ser humano disponíveis
dentro dos festivais trance, há de se pressupor o conceito
de nutrição intimamente ligado e associado
à questão de relacionamento, do
indivíduo com a comida, com o meio e com os seus semelhantes
(veja
o texto específico sobre Nutrição para
a Cura e a Vida).
A relação do alimento com a ressonância é a seguinte: quanto mais denso o alimento (carnes, álcool, chocolate, excesso alimentar etc), menor a capacidade da pessoa em atingir estados ressonantes; quanto mais sutil a alimentação (alimetos naturais, frutas, ar, bons relacionamentos afetivos, luz...), maior a capacidade da pessoa em atingir estados ressonantes.
Além da
alimentação natural sempre presente, a maior
descoberta nessa área nos festivais fica por conta dos
outros fatores de alimentação sutil aos quais a
pessoa acessa em abundância, como o contato humano, a
natureza intensa, os exercícios respiratórios, os
insights, o som etc. Esses impulsos são tão grandes e signifiCativos que é muito comum para os participantes a vivência de estados de bigu (atingimento involuntário e não programado de estados temporalmente significativos de jejum, mas ainda assim mantendo um alto grau de energia interna, plenamente disponível). |
| Controle do corpo emocional e da memória celular - intimamente ligado à Liberação Emocional |
O controle do corpo emocional dentro dos
festivais é atingindo por vertentes distintas e poderosas
por si só, mas que ainda se reforçam mutuamente:
|
| Controle do corpo mental através da intenção, programação e acesso aos 4/5 do cérebro que contêm o inconsciente |
A intenção dos que
organizam e dos que participam dos festivais está ligada aos
propósitos espirituais e astrais mais elevados que
há em cada pessoa que deles participam, visando
não apenas seu pleno estado de
satisfação, gozo, crescimento e desenvolvimento,
mas também visando a interação
harmônica para todos os seres do universo. A vivência e descarga constante de assuntos da esfera do inconsciente, em decorrência de um grande conjunto de fatores, inclusive da atuação constante e prolongada dos mantras que formam a melodia do trance, é uma constante nos festivais, equilibrando e trazendo à tona os potenciais adormecidos em cada participante da festa, o que ecoa dentro do Planeta Terra como uma fonte de cura, emissão e recepção de graças e bênçãos. |
| Utilização de mantras e harmonização por meio de ondas sonoras |
Trance é mantra. Música
eletrônica formada por mantras. Os envolvimentos dessa manifestação estão desdobrado anteriormente no tópico “O mantra dentro do Trance” |
Os festivais são excelentes oportunidades para se focar exercícios e vivências de cura.
Considerando a parcela (pequena) que representa dentro da sociedade como um todo, um dos públicos mais percentualmente expressivos dentro dos festivais é o de terapeutas e curadores, das mais diversas linhas e abordagens.
Muitas pessoas também estão tendo seus curadores internos despertados dentro dos festivais, não apenas pessoas que estão incorporando em suas vidas práticas para curar a si mesmas, mas mais ainda: estão começando a desenvolver e aplicar suas potencialidades de servir como canais de cura a seus próximos, tanto pelo exemplo vivo do que estão se tornando e de como estão reagindo ao meio e às pessoas, mas também levando a elas conhecimentos em práticas como a cozinha natural, a imposição de mãos, as massagens terapêuticas, a meditação, os métodos catárticos de liberação emocional, a naturopatia, dentre outras tantas vivenciadas e aprendidas através do canal dos festivais.
A médio prazo, os tranceiros têm passado por transformações em suas formas de vida (questões como trabalho, relacionamentos etc) e manifestado-se como pessoas mais saudáveis, bonitas e satisfeitas.
A
dissolução das
estruturas de defesas de personalidade (desconectada,
carente,
controladora, invadida e rígida) é um
acontecimento que redunda diretamente em
obtenção de cura e resgate do eu profundo do que
cada ser humano é dentro de
sua essência mais íntima e profunda.
(veja
o texto específico para saber mais à respeito
dessas estruturas)
As pessoas que insistem em manter e alimentar as suas ilusões tendem a não se atrair pelos festivais, pois esses vêm se consolidando como centros de emissão e recepção de sinceridade. A vivência no trance torna as pessoas, dentro das possibilidades, ritmo e limitações de cada um, progressivamente cada vez mais transparentes e também detentoras de uma percepção clara lúcida, conseguindo avaliar e sentir as situações e pessoas com muita clareza e acerto, repelindo más e segundas intenções.
O
festival trance apresenta um contexto totalmente favorável
para a dissolução
dessas estruturas de defesas. A seguir, segue o relacionamento
existente entre
as possibilidades oferecidas dentro de um festival trance e a
dissolução de
cada uma dessas defesas.
Segue
um descritivo de como os Festivais Trance atuam na
dissolução de cada uma
dessas cinco estruturas de defesa de personalidade:
Características
destacadas: Experiência básica:
Rejeição;
principal problema: terror existencial; não deseja contato
com outros seres
humanos.
A
aceitação (antídoto natural para a
experiência de rejeição) é
uma das
características mais marcantes dos Festivais. Dentro deles
não há qualquer
tipo de discriminação em
relação ao que cada um é ou
representa. Sob esta
ótica, o Festival atua como um coração
de mãe. Todas as tribos estão
presentes, que são, na realidade uma mostra do que
é a atual tribo humana
sobre o Planeta Terra.
Para
a dissolução do terror existencial, os festivais
trazem a possibilidade de vivência
segura de experiências de
surtos positivos (veja texto
específico) e testes de
limites pessoais, dissolvendo assim a tendência a
polarização a que é dado
quem apresenta esse tipo de defesa.
Uma
questão muito interessante e específica a se
notar sobre os desconectados
dentro dos festivais é manifestação
dos surtos de polarização da energia e
da necessidade de atenção. Uma
característica muito marcante dos
desconectados é a necessidade de chamar a
atenção do meio (em decorrência do
medo em que têm de se sentirem isolados em seus mundos
psíquicos internos
inseguros). É comum ver as pessoas se valerem dos mais
variados artifícios
para chamarem a atenção dentro das festas.
A
utilização correta dos malabares e/ou quaisquer
outros aparatos com alto grau
potencial de polarização da
atenção ou de domínio do
espaço são um
exemplo claro disso: como várias coisas na vida,
não há uma regra específica
para ditar o que é certo ou errado no comportamento humano.
Só estando
presente e avaliando como determinada coisa encontra-se ou
não desarmônica com
seu meio é que poderemos emitir um juízo a esse
respeito.
Rodar
malabares em meio à multidão, por exemplo, pode
ser harmônico ou não,
dependendo da intenção e habilidade de quem o
faz. É perceptível quando alguém
com habilidade (ou até mesmo sem...) lança
mão desse artifício apenas para
polarizar para si a necessidade de atenção.
Algumas pessoas apresentam uma carência
tão grande que vão exatamente para o miolo da
pista rodar seus malabares
justamente na hora em que a pista mais está bombando, sem
perceberem o quanto
estão sendo inconvenientes para a harmonia do
espaço ao seu redor.
A
cura em relação a isso está na
possibilidade que essas pessoas têm de viver
esse surto de atenção, podendo acordar
posteriormente para eles. Apenas uns
casos raros de desconectados continuam a agir dentro das festas
tentando
vampirizar a energia alheia a médio e longo prazo. A maioria
de nós, inclusive
pelo resultado da indução harmônica
daqueles que já passaram por esse tipo
de experiência e agora encontram-se despertos, tendem a
largar de lado os
surtos de polarização de quaisquer tipo de
energias e manifestações,
especialmente aquelas de chamar a atenção.
As
pessoas saudáveis são aquelas que têm
uma rotina gratificante nas cidades, no
dia-a-dia e se sentem bem tanto no cotidiano quanto nas
imersões dos festivais.
Aqueles que não têm uma rotina produtiva e
gratificante e tão pouco
relacionamentos com laços firmes e fraternos podem vir a se
sentir muito bem
nos festivais, porém ao término desses, se
vêem numa depressão profunda,
pois polarizam uma percepção de uma realidade
fantástica durante a festa e após
esta não encontram um fluxo de vida adequado e gratificante
para poderem estar.
Sob esta ótica, a médio prazo, os Festivais
servem para despertar aqueles que
estão inconscientes para sua realidade desconectada e de
sonhos de que é
necessário acordar para a realidade e necessidade de se ter
uma vida produtiva
e gratificante.
O
contato com a terra é muito, mas muito intenso mesmo durante
todo o evento,
fator base para o grouding (aterramento) tão
necessário para os desconectados.
Possibilidade de andar de pés descalços em
contato direto com a terra durante
vários dias seguidos é apenas uma das
manifestações dessa possibilidade...
Um surto coletivo muito comum dentro da população humana como um todo é o do conceito de sociedade alternativa, que trata-se de um desvio energético fadado ao fracasso.
A alternativa já é a sociedade humana. Dentre todas as infindas possibilidades do universo, o ser já escolheu a Terra como alternativa para nascer. O caminho é promover o equilíbrio dinâmico dentro do quadro que temos. Partir para uma sociedade alternativa é como a pessoa que se isola achando que irá resolver seus problemas. Não resolvendo as questões internamente, elas voltarão a ocorrer, sempre, dentro de novos cenários e contextos, mas a essência dos problemas será a mesma.
O Festival Trance traz em seu seio todas as sementes necessárias para as pessoas terem a vivência adequada para dissolução da ilusão da sociedade alternativa, percebendo que apenas nos integrando e harmonizado uns aos outros e respeitando intervalos adequados de encontro (união) e de separação é que nos tornamos livres e completos.
Experiência
básica: carência afetiva; principal
problema: nutrição (a recusam e não a
conhecem realmente); não tiveram a
experiência de ficarem completamente satisfeitos.
Ação defensiva: sugar
energia dos outros.
Trance
é abundância. Possibilidade de
abundância sobre todos os aspectos.
Abundância,
contemplando inclusive profundidade e qualidade de
convivência e contato
humano, estão na base na dissolução da
defesa carente.
Principal problema:
traição; essência da atitude:
negação
do sentimento, implicando em negação de
experiências. A negação dos
sentimentos é basicamente uma negação
das necessidades; Não confia em ninguém.
Trance é paz. Paz
universal. A vivência dentro dessa paz
universal é forte fator de dissolução
do guerreiro tão comumente arraigado
dentro de tantos e tantos seres humanos.
Trance é
não competitividade. É confiança
mútua. É
segurança (individual e coletiva). É presente.
É reconhecimento do caráter
divino que existe dentro do outro. Todos esses, remédios de
dissolução para a
defesa controladora.
Principal Problema: perder a
privacidade, ser controlado.;
ressente-se por não ter liberdade; os pais usaram os
cordões entre os
terceiros chakras para controlar os filhos, ao mesmo tempo que criaram
sinceros
e amorosos cordões nos quartos chakras. Havia controle de
pensamentos, idéias
e criações; Ação defensiva:
não bota para fora aquilo que está dentro
dele(a).
Trance e liberdade e privacidade, mesmo em meio à multidão.]
A vivência de liberdade é tão intensa dentro dos Festivais que muitas pessoas se quer (inconscientemente) suportam tanta liberdade. Esse estado gera um psicológico interno tão profundo que chega a estar associado como um dos principais motivos de tão grande incidência de episódios de diarréias em tranceiros estreantes, pois há um quadro emocional interno de “estar solto demais”, sem ninguém a quem dar satisfação, receber ordens ou prestar contas.
Principal problema:
autenticidade; conflito básico da
personalidade: ceder ao prazer; separado da sua essência do
âmago (sequer tem
idéia de que existe uma essência do
âmago...); esforço em manter perfeito o
mundo das aparências; processo de crescimento com
negação do mundo pessoal
interior.
O cenário dos Festivais Trance é antídoto diretor para todos os itens citados acima. Soma-se ainda outros fatores dissolutivos para essa defesa:
A construção da cidade do festival, com a ida das pessoas para lá e posterior deslocamento de retorno para a vida dentro das cidades, lembra expressivamente um mito hopi Citado por José Argüelles em "O Fator Maia":
"...mito
hopi referente a Palat-Kwapi, a Misteriosa Cidade Vermelha do Sul. A
história
conta as migrações para as terras quentes do sul
e a construção da
cidade-templo de Palat-Kwapi, com seus quatro planos. Porém,
o objetivo da
construção é apenas o de obter e
consolidar um sistema de conhecimento. A
ordem é de os construtores abandonarem a cidade, deixando-a
como um memorial
desse conhecimento, depois de terminada a obra. Esquecendo a ordem, os
habitantes começam a entrar em decadência, mas uma
rivalidade entre clãs faz
com que despertem. Recordando-se de sua missão, as pessoas
finalmente abandonam
Palat-Kwapi, a Misteriosa Cidade Vermelha do Sul."
Para
saber mais sobre o conhecimento maia, comece pesquisando por http://www.calendariodapaz.com.br.
Esse mito está intimamente associado a um outro mito universal, que esteve de uma forma ou de outra presente em todas as civilizações, o mito da existência e manifestação de uma dita “Idade do Ouro”. Esse é um tempo dentro do qual reinam a abundância, a sabedoria, a paz e a harmonia entre os seres humanos e o meio. É especificado como “eterno retorno” por sustentar que esse tempo sempre volta à humanidade e sustenta por um determinado período (em muitas referências, por 500 anos), voltando posteriormente para uma polarização de uma fase de expiação coletiva.
A ligação entre esses dois mitos se faz entender pelo pressuposto que apenas uma civilização que se encontra dentro da idade do ouro pode se dar à tarefa de partir para uma obra do porte de erguer toda uma cidade planejada ou qualquer outra grande obra ligada a aspectos místicos e/ou de mapeamento e registro do tempo e coordenadas galácticas do planeta Terra (como as pirâmides, Stonehenge e tantas outras), uma vez que suas energias não estão desviadas para necessidades básicas anteriores como por exemplo manutenção da vida e da espécie, adequação e abrigo em relação ao meio ambiente, convívio humano pacífico e gratificante, dentre outras necessidades básicas. Construir uma obra como as citadas é uma necessidade ligada a anseios espirituais profundos, envolvendo a busca, consolidação e codificação de conhecimento, a qual só pode ser satisfeita em meio a abundância, paz e harmonia energética, material e espiritual.
Esse mito hopi está intimamente associado ao ciclo de deslocamento da história das pirâmides dentro do planeta Terra, seguindo uma rota pela África, rumo à Europa e tendo suas manifestações mais recentes nas Américas, especialmente central. A história de Brasília está intimamente ligada a esse tipo de questão (há muitos livros sobre os aspectos místicos de Brasília, no texto “Lembranças de Atlântida” há uma breve referência a isso, citando o sonho de Dom Bosco ligando Brasília à idade do ouro. A forma de vida na capital brasileira traz em si claramente essa questão de busca e aquisição de um conhecimento, servido de exemplo como modelo de convívio urbano em uma área onde podem ser otimizados aspectos como segurança pública, densidade adequada de habitantes em relação à qualidade de vida e ainda tantos outros aspectos).
Entretanto, para construir uma cidade do porte de Brasília ou uma obra do porte de uma grande pirâmide é necessária a confluência não apenas de algumas pessoas, mas de toda uma civilização, incluindo aí ciclos e ciclos de gerações. Esse tipo de exigência denota a aceitação e o entendimento de uma inteligência astral superior, da qual todos somos participantes, definindo ciclos de gerações de pessoas nascendo em determinado local, numa determinada época e com determinados propósitos ligados a conclusão dessas obras.
Esse tipo de exigência sempre passa por pontos muito delicados. A saber:
1) o nascimento de seres humanos demanda um processo total de esquecimento das ligações do astral e do carma. Esta condição faz com que durante a jornada as pessoas duvidem e questionem em relação ao propósito das obras que elas próprias estão realizando (fato este bem demonstrado no mito hopi citado, desdobrando-se na descrença daqueles que permanecem em Palat-Kwapi por cobiça pelo poder e domínio sobre a monumental cidade erguida durante a idade do ouro e se vêem, então, brigando pelo poder, quando acordam de seu transe e resolvem seguir os que já partiram para um novo degrau dentro da linha de evolução cósmica – o texto Lembranças de Atlântida descreve uma situação muito semelhante a essa...);
2) a definição prévia de um povo para uma manifestação de uma obra desse porte pode gerar desconfiança, desentendimento, dúvidas e descrenças em outros povos, alimentando dissonância e até mesmo rivalidades;
3) o propósito desse tipo de obra é um assunto intimamente ligado a uma outra questão que atualmente vem ganhando peso dentro dos círculos esotéricos e espirituais: a transição planetária, um conceito segundo o qual os planetas, enquanto seres cósmicos, também passam por processos de expansão e evolução que vão além do que hoje a astronomia aceita, os identificando como antigas estrelas que tinham seus próprios sistemas de influência e foram esfriando até perderem magnetismo, entraram em colapso, navegaram pelo espaço até orbitar estrelas ainda ativas. No conceito de transição planetária, esses astros são passíveis de abrigar seres mais ou menos densos em seus processos de encarnação e evolução, atraindo magneticamente apenas aqueles que têm uma freqüência ressonante com as suas. Isso implica que os corpos astrais representados pelos planetas passam por evolução de consciência e de freqüência, o que se desdobra na possibilidade de grandes direcionamentos de encarne e desencarne coletivos de diversas espécies diferentes, além de influenciar sobremaneira a saga dos espíritos humanos pelo cosmos de uma forma em geral e ainda internamente dentro de cada planeta onde há vida humana.
Todos que freqüentam os festivais trance concordam que nessas vivências têm a oportunidade de relembrar de potenciais latentes de seus próprios seres que são adormecidos e até aniquilados pela vida social “comum”, abrangendo aí desde o relacionamento em tenra idade dentro das famílias até posteriores desdobramentos dentro das escolas, instituições religiosas e demais áreas de interação humana dentro da vida dominante na atual estrutura social (fato esse ampla, clara e largamente divulgado por diversas linhas e teorias psicológicas e de análise e estudo dos comportamentos e manifestação humana – veja o texto sobre as Estruturas de Defesa de Personalidade para saber mais a esse respeito).
Esse resgate de conhecimento, lembranças e potenciais a partir das vivências dos Festivais Trance lembra diretamente a questão citada dentro do mito hopi de busca, aquisição e codificação de conhecimento.
O up grade que os festivais trazem em relação ao mito citado é o de que essas cidades “templos do trance” construídas estão acessíveis em qualquer país, em qualquer parte do planeta. Qualquer povo pode ser o povo eleito. São os “15 minutos de sucesso” não apenas em nível pessoal, mas coletivo e acessíveis a qualquer povo ou ajuntado de pessoas.
Sendo temporárias, as cidades trance ainda trazem a vantagem de poderem ser integradas às vidas das pessoas ao longo de suas estórias pessoais de crescimento várias vezes dentro de uma mesma encarnação, possibilitando diversas interações dinâmicas, não exigindo assim fardos pesados, como, por exemplo, a necessidade que seres humanos nasçam como escravos para passarem toda uma vida construindo uma pirâmide, pois não há a questão do esquecimento ligado ao carma e ao link de toda uma vida. A questão de uma dita transição planetária é um bom exemplo e desdobramento desse tipo de evento. No filme Matrix Reloaded (o segundo da série) há uma referência à estória “do último exilado”, um ponto importante deste tipo de questão.
Essa possibilidade de se testar e acessar conhecimentos ancestrais várias vezes ao longo de uma mesma vida traz à manifestação a democratização do acesso à lembrança profunda à memória coletiva, não tornando-a um privilégio de místicos, iluminados ou paranormais.
As pessoas que têm ido aos festivais relatam que sentem que conseguem aplicar no dia-a-dia, dentro das cidades, formas de ser, sentir e se comportar que puderam resgatar de suas memórias profundas dentro das vivências das festas. Esse ciclo marca nitidamente um instrumento extremamente poderoso de cura coletiva, dentro do qual as pessoas relembram, testam e resgatam formas harmônicas de poder lhe dar consigo, com o outro e com o meio, começando a trazer e implementar nas cidades os conceitos e as práticas aprendidas e relembradas.
Um exemplo claro desse tipo de resgate da memória profunda é o entendimento (não apenas racional, mas VIVENCIAL) que as pessoas passam a ter de como devem funcionar as cidades e quais os desvios de concepção devem ser redirecionados, pois a construção de cidades temporárias permite a experimentação de modelos de testes de organização pública e social, inclusive de gestão de políticas coletivas, permitindo avaliação e difusão dos modelos testados e aprovados numa ótima relação de custo/benefício.
No texto sobre os aspectos sociais da cura há um panorama completo sobre a forma de como as relações sociais podem ser saudáveis e auto gerirem sistemas de desenvolvimento pessoal e coletivo, entretanto, podemos citar aqui alguns exemplos vivos de aprendizados que as pessoas estão podendo vivenciar dentro dos Festivais Trance para poderem implementar em suas vidas e nos modos de relação sociais, como o entendimento de que o que devemos procurar a partir de hoje não é o crescimento das cidades para suportar mais e mais pessoas, e sim dissolver os atuais emaranhados urbanos que já existem, integrando em seus bojos mais e mais natureza, menos pressa, mais arte, comunhão e cultura e menos competitividade e foco apenas em manter a sobrevivência a qualquer custo de se conseguir dinheiro e ostentação pública de (falsas) segurança e possibilidade de realização.
Um aspecto desdobrado a partir do modelo de experimentação emocional, relacional e vivencial que a experiência dos Festivais Trance permite às pessoas viverem é o resgate e a manifestação de sua criança interior, acessando a manifestação de seus cérebros mamíferos e podendo se permitir o resgate de brincadeiras para adultos. Veja mais sobre isso no texto Brincadeiras e Cura.
O
ambiente é o meio natural das pessoas e não o
meio a ela estranhas. A natureza
não é para nós, ela é uma
parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa
família terrestre.
(foto
da beira da pista de dança...)
Um
evento bem planejado realizado em uma estância natural
contempla (fazendo um
bom uso do trocadilho) “naturalmente” a
recuperação do ambiente utilizado,
tanto pela ação de limpeza e
reposição programada como também pelo
próprio
período de descanso que o ambiente irá passar
após a visitação. Todos os
parques nacionais e áreas de
preservação ambiental funcionam baseados nesse
pressuposto.
O
espaço natural do ser humano é a natureza, da
qual ele veio. As cidades que se
aglutinaram dentro de um contexto que trouxe diversas mazelas
ambientais e
comportamentais. O correto não é impedir o ser
humano de conviver com a
natureza, mas sim de proporcionar os meios adequados para que com ela
ele possa
se reintegrar novamente harmonicamente.
É
impossível que o homem esteja ou interaja com um ambiente
sem influenciá-lo e
sem por ele ser mutuamente influenciado. A questão
é a de aprender lidar harmônica
e positivamente com isso e não de excluir o ser humano de
estar na natureza. E
ele só irá re-aprender essa harmonia, vivendo
junto à natureza, estando e se
manifestando nela, até atingir o grau de
integração que tem, por exemplo, uma
simples cobra que não come todos os ovos de um ninho,
deixando sempre um (se só
houver um, ela não o come), manifestando assim conceitos,
felizmente, tão em
moda e trazido à tona pela sociedade como:
auto-sustentabilidade, renovação
dos recursos naturais, dissolução da
possibilidade da
rota de colisão (para
saber mais a esse respeito, veja o texto
"Aspectos Sociais da Cura").

O
trance move as pessoas para as mais diferentes e remotas localidades,
incentivando e manifestando o intercâmbio social e cultural.
Turismo
não é apenas passeio, é conhecimento,
é fazer parte daquilo que se visita.
O
Festival Trance é uma das
manifestações do ecoturismo mais fortes,
espontâneas
e naturais.
Jaques
Custeau, deixou para o mundo como sua maior
contribuição não a questão
dos
seus estudos e programas ecológicos, especialmente sobre o
mar, mas sim a
semente de um projeto que visa a estabelecer um intercâmbio
de estudo para
crianças entre os diversos países (e
não apenas focado mais na juventude,
como acontece hoje em dia). Em sua acertadíssima
visão, um programa como esse
serviria de uma rede/barreira mundial intransponível contra
a deflagração das
guerras, uma vez que crescendo em países distintos, as
crianças, futuros líderes,
jamais se proporiam a entrar em conflito com localidades diferentes das
quais
residem ou nasceram, pois teriam a experiência de pertencer
ao Planeta Terra
como um todo, e não apenas a um pedaço
politicamente delineado.
Dizer
que o turismo atrai divisas e recursos para os municípios
envolvidos na região
de influência dos Festivais é chover no molhado...
Por
natureza, o tranceiro é um eco-turista, e como tal apresenta
toda uma tendência
a devoção e adesão ao naturalismo, ao
vegetarianismo, ao culto, respeito e
celebração harmoniosa com a natureza, inclusive.
Aqueles
que ainda cometem alguns pequenos abusos, como jogar lixo pelo
chão, aprenderam
esse comportamento nas cidades e não na natureza, mesmo
porque, ao freqüentar
as partes mais inseridas na natureza dentro dos festivais, como as
cachoeiras,
essas pessoas vão absorvendo e vivenciando a
importância de não sujarem o
meio ambiente, pois é esse o padrão dominante das
pessoas que lá estão freqüentando
e também das pessoas que lá estão
trabalhando inclusive com o propósito de
fiscalizar, transmitir e orientar sobre os bons hábitos de
conservação e
interação harmoniosa com o meio ambiente.
Para
tentar evitar a ocorrência do Evento Trance em determinadas
localidades, já se
utilizaram de argumentos infundados como os de que o local para o qual
determinados Festivais estavam programados não comportariam,
sob o ponto de
vista da degradação do meio ambiente, o
número de pessoas estimado para a
Festa. Uma hipótese extrema, e esse fosso um motivo de
preocupação real e não
apenas uma fachada, seria determinar, sobre o embasamento e chancela
técnico
das autoridades federais competentes (para se evitar a
localização de
interesses locais e coronelizados), o número
máximo de freqüência de
público
para o evento em relação ao número de
dias para o
qual o mesmo está previsto.

Os entraves levantados por algumas pessoas para dificultar a realização e acontecimento de alguns Festivais Trances seguem esses motivos reais:

As
manifestações ligadas ao fenômeno do
Evento Trance estão presentes dentro da
própria essência de cada pessoa, criando por si
só, um movimento de vontade
de sua ocorrência e de estar dentro dessa
ocorrência, manifestando-se assim
como algo naturalmente querido (no sentido de “se
querer”) pelas pessoas,
criando um movimento natural e inevitável para que
efetivamente ocorra, não
havendo força contrária ou repressora que seja
capaz de impedir ou conter a
sua manifestação, mesmo porque ocorre dentro do
fluxo natural da vida e do
universo.
Milhares
de pessoas estão sendo, mesmo inconscientemente num primeiro
momento,
despertadas para suas realidades internas mais profundas e
gratificantes através
da vivência de todo o fenômeno ligado aos Festivais
Trance, o que ocorre não
apenas durante suas realizações, mas
também nos desdobramentos que a pessoa
passa a viver em seu dia-a-dia deles decorrentes. Há todo um
aumento de lucidez
e vontade de colocar a vida e a evolução da
pessoa em dia, de modo a se viver
uma vida produtiva e gratificante.
O Movimento Trance, que tem nos Festivais Trance seu momento maior, é uma manifestação multidimensional e multifocal do ser humano contemporâneo no Planeta Terra. Como tantas outras manifestações, é um reflexo e um fluxo do que é a sociedade e também dos seres que a compõem, que somos todos nós.
Indo muito além de apenas isto, é ainda um campo energético multidimensional capaz de catalisar e exponencializar a vivência humana. Como tal, funciona como um canal reflexivo, um espelho com uma gigantesca lente de aumento, que mostra e revela a vida a cada um que nele se der o presente de estar.
O que cada um irá ver e sentir em sua vivência será tão somente o reflexo fiel daquilo que se é (o ambiente interno) e daquilo que se vê e percebe do mundo, do meio (o ambiente externo).
A observação e o estudo desse fenômeno tem apontado que a grande maioria das vivências pessoais dentro dos festivais trance está intimamente ligada a momentos geradores de prazer, realidade, visão global e gratificante da vida, bem como de revelações e insigths esclarecedores a respeito do que cada pessoa é e representa dentro dos contextos sociais, planetário e universal, ativando a auto-consciência e a consciência que aponta para uma forma de viver e se relacionar positiva e criativamente com a sociedade e consigo próprio.
E você: já se deu essa oportunidade? Já esteve num desses festivais? Como você se vê e o que você vê ao estar dentro do trance?...








Fotos de
Kenia Ribeiro [www.kenia.art.br].
Para ver foto-documentário
completo: http://www.kenia.art.br/galeria/thumbnails.php?album=127
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Versão
1.2.2 - primeira versão fevereiro 2006
Arquivo atualizado
em 27/07/2010
Luiz Antonio
Berto
Conheceu a Cura Real dentro dos Festivais Trance

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