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Programação Mental


Pensar causa. Pense bem.

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I - Força sem Limites. 5

Realidade, o que é isso?... 5

Natureza da Consciência. 6

II - Entendimento da força das crenças e seu impacto sobre a realidade e nossas vidas. 7

Diferença entre crenças, pensamentos e percepções momentâneas. 7

Distinção entre Conhecimento e Crenças. 8

Como se estrutura uma crença. 8

Referendo da razão. 8

Experiência própria. 8

Valor inquestionável atribuído a um depoimento. 9

Faça a opção pelas crenças benéficas. 10

Ancore-se em crenças benéficas, alimente-as. 11

Neutralidade. 13

Lei dos opostos. 13

O Caminho do Meio. 13

Foco de Pensamento e Mudança Efetiva da Realidade. 14

Velocidade, normalmente lenta, para a integração de novas crenças. 14

A Metáfora da Curva do Navio. 15

Imaginação. 16

Visão pessoal de mundo. 16

Força do Pensamento Dominante. 17

Teoria do Centésimo Macaco. 17

Influência dos Mitos e Sistemas de Crenças e Sistemas Religiosos Dominantes sobre a saúde e história coletiva. 18

O livre arbítrio manifesta-se a partir da mente. 18

Ponto “X” do Livre Arbítrio. 19

Conexão com o presente. 19

Ficar de Boa. 19

Para você, é desafiante ficar de boa? É fácil? Não sabe dizer?... 20

E ainda sempre tem uma “coisinha”... 20

Desafio consciencial 20

Por si só, ficar de boa, resolve as coisas?. 21

Âncora da Verdade. 21

Cuidado com o que tomar como sendo crença verdadeira. 23

III - Estrutura Geral do Pensamento e da Mente. 24

Mente – o que é isso?... 24

Funcionamento da Mente. 24

Pensamentos, Consciente, Inconsciente, Subconsciente, Cérebro. 24

Hemisférios Cerebrais Esquerdo e Direito. 27

Cérebro Triúno. 28

Mente Inferior e Mente Superior 29

Sintonização: pensamentos como frequências mentais. 32

Mente como parte do sistema quaternário dos corpos inferiores. 33

Inteligência Analítica / Inteligência Emocional / Sabedoria. 35

Inteligência Multifocal 36

Estruturação Sobreposta do Campo Mental 37

Caráter linear, quântico, espiralado, geométrico e multimanifestacional da mente. 38

Fluxo da energia dentro do processo criativo. 38

Disponibilidade Energética e Esgotamento Mental 39

Velocidade, distância e separação entre pensamento e realidade manifestada. 40

A imprescindibilidade da meditação no processo. 41

Desidentificação (frisando...) 42

Impecabilidade. 43

A realidade criada como reflexo de nossas crenças. 44

Nosografia. 44

Leitura Corporal 45

Organização da Mente. 46

Atos Falhos. 46

Como é sua caixa postal?... 46

Como é sua casa, seus armários, seus arquivos?. 47

Como é seu carro?. 47

Pra finalizar: você é certinho demais?... 48

IV - Conhecer, identificar e escolher frequências mentais. 48

Desenvolvimento da testemunha, do observador 49

Analogia dos pensamentos cotidianos com os sonhos. 49

Quebra de frequência. 50

Detecção precoce das frequências mentais. 50


V - Programação Mental na Prática. 51

Relação com outras questões. 51

Emoções. 51

Equilíbrio Geral 52

Mantras. 52

Poder da Oração. 53

Dê especial atenção a suas palavras. 54

Dando vazão a conteúdos mentais. 54

Boas programações a serem implementadas. 56

As cinco afirmações para as Estruturas de Defesa de Personalidade. 57

O(a) coitadinho(a) e o(a) sofredor(a) que existiam dentro de mim, morreram. 58

Sempre posso fazer algo benéfico por mim... 59

Meus recursos de desenvolvimento são cumulativos e se potencializam  entre si 60

Posso aprender observando as coisas. 62

O que posso fazer pelo outro?. 62

Não fazendo o que quero, poderei fazer o que preferir 63

Somos muito mais amplos do que as limitações decorrentes da nossa autopercepção da condição humana. 64

Somos muito mais do que apenas a consciência do Eu, do ego, da individualidade, do Self 64

Somos Um... 65

Carma é justiça divina em ação criada para o contexto da separatividade. 67

Pensamentos Harmônicos Prevalecem Sempre. 69

Escolher parar de sofrer leva à evolução. 70

Somos Sempre o Melhor do que Podemos Ser 71

Somos Co-criadores da Realidade. 71

O Mito de Gaia faz muito sentido e é real 72

Precisamos Mudar o Modo de Vida na Terra. 72

Tudo é de todos. 73

Há muita gente fazendo muita coisa pelo resgate e evolução das pessoas, da humanidade e da Terra. 76

Nada resiste ao trabalho. 77

Este é o meu Trabalho / Esta é minha vida. 77

Aqui é o melhor lugar, Agora é o melhor momento. 77

Há uma força tremenda no silêncio. 79

Podemos coletivamente melhorar substancialmente a perspectiva de longevidade e imortalidade na Terra. 81

Posso ter relacionamentos bem sucedidos, harmoniosos e mutuamente benéficos. 81

A Generosidade e a Segurança podem curar o meu ciúme. 83

Posso lidar com o caos, a morte e todas as demais desventuras do mundo com paz interior, serenidade e aproveitamento benéfico tanto pra mim quanto para todos os seres. 86

As pessoas são a coisa mais importante que existe. 86

O Amor é a Única Coisa que Existe. 88

Cura Tudo. 91

Programações e estruturas especiais a serem evitadas e dissolvidas. 92

Sempre. Nunca. Impossível. Jamais... 92

Se. Mas... 92

Não! 92

O poder do “Ainda” 93

Não estacione em problemas. 93

Muito Cuidado com o que diz para as crianças. 93

Aventure-se pelos estados alterados de consciência. 94

Desconecte-se da corrente negativa do pensamento coletivo dominante. 94

Conclusão?... 96

A Verdade. 97


Programação Mental

A programação mental aqui referida trata da utilização e condução do próprio arcabouço mental no sentido de ser o melhor daquilo que podemos ser a partir do entendimento do que é a mente, o que são os pensamentos e crenças e como é nossa interação com esse universo.

A mente foi amplamente focada pelas civilizações dentro da história humana levando a progressos realmente incríveis. No limiar do que se entende hoje como Nova Era, difundiu-se um entendimento da mente sendo um obstáculo no caminho para a iluminação e uma grande vilã, configurando assim a outra polaridade da questão. A mente não é uma vilã, é muito mais adequado compará-la a um adolescente rebelde cheio de energia, vitalidade e vontade para mudar todas as coisas de modo a se encaixarem às suas vontades e caprichos. Sobra energia, falta maturidade. A mente precisa apenas adquirir essa maturidade para não querer ser o senhor da morada sagrada que somos cada um de nós, mas muito antes um servo que, como todas as demais coisas, tem sua importância certa, única e valiosa dentro do que lhe cabe. Se o servo quer se tornar o senhor, grandes transtornos podem estar pela frente. É a nossa tão famosa mente incessante e dominadora se manifestando.

Cabe ao guarda da fronteira verificar e dar prosseguimentos aos encaminhamentos devidos para aqueles que podem e não podem entrar no país. Se o guarda começa a dizer quem pode e quem não pode entrar, sai da função de guarda e passa a querer ser o “presidente”...

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Tudo aquilo em que acreditamos, por si só, já é uma parte da realidade.

Realidade, o que é isso?...

Há uma certa controvérsia a esse respeito em decorrência da complexidade do tema de o que é a realidade. Algumas linhas de pensamento apontam para a realidade ser aquilo sobre o que duas ou mais pessoas concordam, formando, então, a realidade para elas. Essa linha é uma das boas a respeito do tema, começando a fluir para uma direção coerente sobre isso, entretanto, ainda é falha quando perguntamos: o que é, então, algo que uma pessoa pensa por si só, sem a confluência de nenhuma outra? O que uma pessoa pensa por si só é irreal? Claro que não.

Para seguir no conteúdo deste texto, adota-se o seguinte conceito:

REALIDADE é a SOMA DE TODAS AS EXPERIÊNCIAS.

Para entender sobre programação mental, é muito proveitoso começarmos por aí, entendendo essa concepção de realidade.

Perceba então: qualquer pensamento que nos ocorre por si só já faz parte da realidade. À medida que mais pessoas frequenciam o mesmo pensamento, fica mais potente ainda o que atualmente se denomina como “forma pensamento”.

Então, pensar é causar, é criar a realidade. A força e a intensidade dessa realidade dependerão da quantidade e qualidade de energia empregada no(s) pensamento(s) em questão. Quanto mais foco, mais poder do pensador, quanto maior a duração e intensidade do pensamento, quanto mais pessoas compartilharem do(s) mesmo(s) pensamento(s), maior o potencial daquilo em que se pensa se tornar a realidade compartilhada por todos, mesmo por parte daqueles que conscientemente não acessam ou mesmo até discordam do que se está em questão quanto a crenças, valores, certo e errado.

Isso deve ficar bem claro: mesmo uma pessoa não acreditando ou concordando com algo, será diretamente influenciada pela realidade dominante do pensamento das demais pessoas...

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Natureza da Consciência

Está além do escopo deste conteúdo dissecar a natureza da consciência e seus envolvimentos. Há uma abordagem mais específica sobre isso no texto “Estados Alterados de Consciência”.

Para o foco em Programação Mental aqui tratada, vamos nos ater ao seguinte:

Há três modelos metafísicos científicos(*):

1.    Monismo materialista – matéria dando origem à mente, fundamentação da ciência mecanicista e em desuso;

2.    Dualismo – matéria mais mente;

3.    Monismo transcendental – mente dando origem à matéria – modelo atualmente aceito dentro da física quântica, preconiza a consciência como sendo o elemento fundamental e constituinte de toda a realidade.

(*) Fonte: Luz Emergente – Bárbara Brennan (PHd em física atmosférica, cientista da NASA por 15 anos)

A partir desse entendimento do modelo 3 da consciência dando origem à realidade, inclusive à matéria, fica fácil de se perceber quais os desdobramentos que o tipo de pensamento exerce sobre a criação da realidade de vida de cada um e também da realidade social coletiva, pois a relação entre pensamento e consciência é bastante íntima.

Há um termo denominado “mente universal”, o qual adere bem a essa concepção. A mente universal é um sinônimo para o conceito de Deus, por assim dizer. Um arcabouço a partir do qual tudo é pensado e a partir daí criado. Dentro desse sentido, a mente universal encerra a causa primária, a motivação inicial de todas as coisas.

Precisamos entender, então, é em que momento as “mentes individuais” entram no processo de criação da realidade. Qual parte do pensamento individual dessa personalidade que cada um de nós percebe como sendo si mesmo, exerce nesse processo da criação coletiva da realidade compartilhada por todos os seres.

Antes de abordarmos diretamente o impacto das crenças sobre a nossa realidade, é necessário:

  • Fazermos uma diferenciação entre crenças, pensamentos e percepções momentâneas, bem como uma distinção entre conhecimento e crença;
  • Saber como as crenças se estruturam;
  • Abordar outros aspectos laterais das crenças que influem no impacto de nossas realidades.

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Diferença entre crenças, pensamentos e percepções momentâneas

Adotam-se aqui as seguintes definições e parâmetros:

·         Percepções estão ligadas ao conjunto sensitivo e psíquico de como captamos e interpretamos a realidade (a soma de todas as coisas), especialmente daquilo tangível e acessível para nossos sentidos momentaneamente. As percepções são, então, constituídas de emoções, sentimentos e conjuntos de estruturas psíquicas, quer sejam pensamentos conscientes, inconscientes ou mesmo apenas as matrizes que servem de bases para esses pensamentos, as frequências mentais. Mesmo contendo pensamentos, não se constituem em cadeias de pensamentos concatenados entre si;

·         Pensamentos estão ligados a construções psíquicas completas e percebidas pelo eu como tais, mesmo que sejam confusos e de interpretação não acessível. Possuem estrutura e encadeamento. Para aprofundar mais nisso, é interessante ver os itens específicos adiante sobre as teorias de funcionamento da mente. O que interessa para este momento é ter uma definição mais ampla que sustente bem e deixe clara a diferença entre pensamento e crença;

·         Crenças estão ligadas a conjuntos de pensamentos já julgados “corretos”, verdadeiros pelo Eu e que compõem o arcabouço de diretrizes de percepção da realidade da pessoa. As crenças vão se formando e sendo estruturadas sobre conjuntos de pensamentos e análises que, já tendo sido considerados como sendo de determinada forma (ressaltando-se de determinada forma “correta”), não voltam mais a ser questionados pela mente. Há um pressuposto de que são válidos, corretos, aplicáveis, certos e todas as demais frequências nesse sentido.

Percepções são fugazes, mal se constituem em pensamentos claros e analisáveis, entendíveis, perceptíveis. Pensamentos são um pouco mais claros e estruturados, porém apresentam um caráter mais momentâneo, quando comparados a crenças. Crenças são constituídas por cadeias estruturadas de pensamentos já julgados pelo Eu e têm um caráter “histórico” e não apenas momentâneo.

Uma vez que as crenças vão se estruturando dentro de nós, vão delimitando parâmetros fortíssimos de construção da nossa realidade pessoal, tanto no sentido de nos abrirem potenciais, quanto de imporem limitações. Nossas crenças fatalmente irão gerar efeitos externos.

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Distinção entre Conhecimento e Crenças

Cabe ainda uma distinção entre nosso conhecimento e nossas crenças. Podemos ter conhecimento de algo, mas não crer naquilo. Por exemplo: muitas pessoas dentro da senda da jornada espiritual já têm o conhecimento de que são Deus, de que são perfeitas exatamente como são neste exato momento, entretanto, algo internamente ainda as impede de crer nisso, de tomar isso como verdade...

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Como se estrutura uma crença

Uma crença pode ser estruturada a partir de três formas distintas:

  • No referendo da razão;
  • Na experiência própria;
  • No valor inquestionável atribuído a um depoimento.

Referendo da razão

O referendo da razão ocorre quando nossas faculdades psíquicas analisam e julgam determinada crença, atribuindo-lhe determinado valor em decorrência de como nossa razão vê sentido e lógica no que estivermos acreditando.

Experiência própria

A experiência própria é outra forma de estruturarmos uma crença. Vivemos algo de determinada forma e, então, passamos a entender aquele algo como sendo “certo”, verdadeiro. A fé e a intuição fazem parte da experiência própria, estruturam a razão a partir de um sentido interno mesmo que não haja experiência externa. Tratam-se de experiências internas.

Embora haja uma relação muito forte entre a experiência própria e o referendo da razão, nem sempre eles estão coincidentes, podendo mesmo até apresentarem divergências entre si. Podemos ter uma determinada crença, mas vivermos algo inusitado contrariando tudo o que tínhamos estruturado até então. Pode ser que resolvamos reestruturar o arcabouço de crenças para se enquadrar à nova constatação da realidade ou até mesmo optar por não analisar a eventual divergência evidenciada, deixando a questão de lado... Por exemplo: uma pessoa pode não acreditar em espíritos, mas determinado dia, vê um. E agora? O que ela faz? Ela não acredita em espíritos, mas tem um que está exatamente na sua frente. Ela pode aceitar isso e recorrer a uma explicação dentro do seu arcabouço mental que dê conta desse dilema, reestruturar as crenças sobre a existência ou não de espíritos ou simplesmente optar por negar a realidade da experiência...

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Valor inquestionável atribuído a um depoimento

No valor inquestionável atribuído ao depoimento de alguém que nos transmita ou nos seja totalmente digno de credibilidade, como nos casos dos pais em relação aos filhos pequenos, dos mestres em relação aos discípulos ou ainda em qualquer contato onde simplesmente estejamos ouvindo e reconhecendo pela intuição a expressão da verdade, também poderemos estruturar a formação de uma crença.

Para alimentar o raciocínio aqui apresentado, tomemos dois exemplos clássicos de assuntos sobre os quais há muita descrença das pessoas sobre os temas envolvidos, mesmo havendo muitos testemunhos de diversas pessoas sobre a realidade de experiências vividas nessas áreas:

  1. Contatos Extraterrestres – milhões de pessoas dão testemunhos de contatos com seres extraterrestres ou OVNI´s. Grande parte das pessoas não acredita nisso. Entretanto é provável que quase todos nós tenhamos alguém próximo que possa dar um testemunho no sentido da veracidade e existência de vida alienígena rondando a Terra. Milhões de pessoas com fé pública atestam experiências desse tipo. Por que não acreditar nelas mesmo sentindo a verdade de seus depoimentos sobre suas experiências? Simplesmente porque não tivemos essas experiências nós próprios? Por que mesmo sentido estarem sendo verdadeiras, acreditamos que essa verdade é interna a elas, mas, de fato, é apenas uma forma de distorção de outros fatores mentais (ou qualquer coisa assim) que lhes ocorreu?...
  2. Mediunidade, vida após a morte, existência da alma, reencarnação – muito mais do que na questão dos OVNI´s e vida extraterrestre, temos todos contato direto com pessoas, quando não nós próprios, com experiências em relação a essas questões. Muitos fatos são realmente inquestionáveis em relação ao acesso a informações que não poderiam ser do conhecimento das pessoas por intermédio da nossa inteligência e manifestação comum, com evidências diretas de que o mais certo é terem vindo de formas diretamente ligadas a manifestações de natureza mediúnica. Centenas de milhares de pessoas nos dão depoimento de suas experiências nessas áreas. Muitos de nós chegamos a ter experiências, sensações, intuição, sonhos “reais” e tantas outras manifestações nesse sentido. Mesmo assim ainda há muita descrença em relação a tudo envolvendo esse universo, por assim dizer, da vida espiritual, da comunicação com ele, da reencarnação. Por que isso? Procurar as causas reais desse tipo de descrença pode levar a respostas surpreendentes em relação à rigidez e ostentação do nosso próprio ego. Será que apenas por não termos ainda nós próprios resgatado a memória e acesso a nossos poderes paranormais nos cabe descredenciar todas as manifestações nesse sentido? Pense nisso...

Para qualquer um desses exemplos, ou ainda para tantas outras questões, provavelmente nos bastará um único depoimento de alguém próximo e a quem conheçamos o caráter. No contato direto com essa pessoa, na forma como estivermos sentido a expressão de sua fala, poderemos identificar a verdade. Isto em casos “comuns”, mas há também os casos incomuns, como nos casos dos gurus e mestres.

Nessas relações envolvendo mestres espirituais, o discípulo já presenciou situações e acontecimentos suficientes para ter uma devoção total de credibilidade de fé ao que vier dito pelo mestre ou guru. Ele sabe reconhecer se o que está lhe sendo dito pode estar no contexto da colocação de uma provação ou ensinamento ou se é realmente a disponibilização da verdade.

Podemos estruturar nossas crenças simples e puramente a partir do que um mestre espiritual nos disser, simplesmente em decorrência da fé por nós a ele atribuída, mesmo nossa capacidade psíquica não conseguindo montar um conjunto de pensamentos que explique ou evidencie aquilo. Como dito, esse tipo de estruturação de crença também pode ser replicado em diversas outras relações dentro das quais atribuamos valor de credibilidade a quem nos está passando a informação ou o conhecimento em questão.

É importante esse tipo de forma de estruturação de crenças quando estamos na senda do encontro e evolução pessoal, pois há momentos dentro dos quais apenas resta nos rendermos à humildade de perceber que, apesar de todos os nossos esforços, estamos estagnados em determinado ponto e optar por seguir as instruções daqueles a quem percebemos como mais adiantados nas áreas dentro das quais estamos procurando por evolução.

Neste contexto da programação mental, será particularmente importante estar ciente disto nos tópicos mais adiante que tratam da programação mental na prática, quando passamos a adotar determinadas crenças como sendo benéficas. Mesmo não acreditando ainda que muitas delas sejam a expressão da verdade, podemos assumi-las como tal em decorrência das fontes que as recomendam a nós, de tantos mestres que sempre disseram essas mesmas coisas de formas distintas. Esteja atento(a).

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Faça a opção pelas crenças benéficas

Para todo e qualquer pensamento não benéfico, existe um pensamento superior, uma explicação sublime, mais elevada, capaz de envolvê-lo, mesmo que não o estejamos acessando até o momento.

A mente tem um sistema de servidão para achar respostas e justificativas para qualquer coisa. Podemos achar algo, seja lá o que for, a mente será capaz de criar uma justificativa dentro de nossa razão para dar base àquilo. A qualquer momento, podemos mudar a opinião para exatamente o oposto de nossa crença anterior. A mente está lá, pronta para montar uma nova base.

Sabendo disso, toda vez que se vir numa situação ruim, para a qual não vê justificativa ou justiça universal que a explique, lembre-se disto e procure não ficar alimentando as frequências não benéficas, pois será apenas uma questão de tempo, nos casos mais graves de um bom tempo, para que os pensamentos e explicações para o que está lhe ocorrendo lhe sejam acessíveis. Creia nisso e acesse os benefícios dessa crença por si mesmo(a)...

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Ancore-se em crenças benéficas, alimente-as

Uma vez tendo feito a opção por crenças benéficas, você estará abrindo o caminho para poder se apoiar nelas e isso é uma bênção que você pode dar a si mesmo(a).

Há uma estória muito interessante que conta a conversa de um neto com seu avó, o qual diz para o garoto que há dois lobos dentro dele: um mal, que o atormenta, dá conselhos ruins e sempre o leva para o “lado negro” das situações; e outro bom, que o encoraja, dá bons conselhos, alimenta sua crença e fé na criação. “O dois vivem em guerra dentro de mim”, diz o avó ao garoto, o qual pergunta: “E qual dos dois ganhará a guerra vovô?”. “Aquele que eu alimentar melhor”, é a sábia resposta...

É chover no molhado, especialmente neste tempo onde as verdades espirituais começam a ser difundidas em linguagem e meios acessíveis para as massas, argumentar em favor da importância de se ter boas crenças, da relação que os pensamentos têm com os hormônios e estados bioquímicos de nosso organismo, dos impactos que esses pensamentos têm sobre nossa condição, saúde e estado geral de ser. A relação é direta: pensamentos maléficos, de dúvida, de raiva, desânimo etc, implicam diretamente em um metabolismo prejudicado e na construção (que é sempre constante) de um corpo sob o signo do desequilíbrio, da dissonância, da doença.

É realmente importante entender a relação das crenças com os efeitos sobre toda a nossa manifestação. Isso não se limita aos estados físicos e ao que coletivamente passamos a entender por efeitos somatizados, mas também por tudo o que somos, todas as limitações e potenciais. Por exemplo: a base do medo (esse tipo de sentimento mais comum ao qual atribuímos a palavra “medo”) é decorrente da falsa crença coletiva dominante na separatividade. Sem a crença na separatividade, ou seja, com a percepção da unidade de todas as coisas, o medo maléfico, paralisante, não consegue subsistir.

De alguma forma, sempre podemos encontrar uma chave, um portal, em nossos padrões e situações de desafios para substituir uma crença maléfica, paralisadora e limitante por outras que abram caminhos para mudança e superação.

Por exemplo, você pode ter uma crença de ser vítima da ação e força externa do mundo, que elas são maiores e mais poderosas que sua capacidade de agir ante o momento, fazendo-o(a) sentir-se constantemente como vítima da criação, do mundo, da sociedade, da ação de outras pessoas, de suas próprias emoções de resultados maléficos, de sua impotência ante sua própria mente etc. Considere esse quadro dessa forma, sendo retroalimentado por essa descrença em si mesmo ante as coisas. A pessoa vai ficando cada vez mais vitimada e acuada frente à força dos fatos nesse tipo de quadro.

Numa situação assim, qualquer coisa que acontece fortalece a crença. Por exemplo: a pessoa tenta ir meditar, num momento de tentativa de resgate... Já no começo, aparece um mosquito para atrapalhar. Ela pensa “tá vendo, o mundo não me quer em paz, é só eu tentar melhorar as coisas e vem algo externo, fora de meu controle e estraga tudo”; Ela tenta ir sair para mudar o foco mental. Quando chega a seu carro, o pneu está furado. Ela desanima e pensa “Taí: não consigo um momento de paz, tento fazer algo de bom e uma onda que não tem nada a ver comigo, vem me “sacanear”...”.

Esses pensamentos, para esses casos são comuns. Entendemos exatamente por lógica formal porque a pessoa os teve. Mas há outras possibilidades de ancoragem de crenças. Consideremos as situações acima. No caso de aparecer o mosquito na hora da meditação, se ficar nessa primeira onda de pensamentos e crenças, a pessoa fatalmente irá desistir de meditar e remoer pensamentos de egrégora de resultados não benéficos.

Entretanto, há aí oportunidade de encaixe de crenças benéficas, uma delas seria “sempre posso fazer algo por mim”. O mosquito aparece, ao invés de “seguir o caminho” da crença “o mundo externo é maior do que eu e me sacaneia o tempo todo”, a pessoa pode optar, por exemplo, pela egrégora “sempre posso fazer algo por mim”. Já tendo adotado essa linha de crença, ao invés de se sentir vítima, a tendência é surgir imediatamente uma frequência mental do tipo “o que posso fazer nessa situação?”. Pela própria forma de funcionamento da mente, ao fazer uma pergunta, ela começa a trabalhar nas respostas. Alternativas começam a surgir: ligar um ventilador, acender um refil contra mosquitos, superar o incômodo de deixar o mosquito me sugar enquanto medito, parar a meditação e ir fazer outra coisa boa (e não parar a meditação e ficar remoendo um pensamento de desânimo...).

Repare bem!: essa última opção, parar a meditação e ir fazer outra coisa boa, é quase igual à primeira opção de quem mantém a crença de vítima, que também pode ter interrompido a meditação por conta do mosquito. Todavia, o resultado e o encaminhamento posteriores são totalmente divergentes. No primeiro caso, a pessoa se sente desanimada, continua alimentando um sentimento não benéfico dentro de si por não ter tido êxito em ir meditar e relaxar. No segundo, ao desistir da meditação, a pessoa sente-se bem e poderosa, afinal de contas, ela está exercendo o poder de fazer algo benéfico por si própria, que, no caso, não tem foco em ter deixado de meditar contra a sua vontade, mas sim de ter impedido o mosquito de molestá-la e de poder ir fazer algo de benéfico para si, prosseguir na sua estrada de evolução e ir fazer coisas que, no mínimo, terão frutos a serem colhidos mais tarde.

No primeiro caso, a pessoa fica com uma química orgânica dentro de si pesada e desarmônica. No segundo, a química corporal é potente, boa no presente, ótima para o futuro...

No caso do pneu furado, ao invés de focar a questão já acontecida, remoer a estória do desafio já evidenciado do pneu, a pessoa pode ter o insight de lembrar que sempre pode fazer algo por si e trocar o pneu, sem martirizar nada. A mão ficou suja, qual a próxima atitude?: “ah, que droga...” ou “vou lavar a mão”. “Não consigo trocar o pneu sozinha”, qual a atitude: “humm, que droga, não vou conseguir sair” ou “sempre posso fazer algo por mim, vou ligar para alguém, vou pedir ajuda para um desconhecido, vou pegar um táxi...”.

Mais uma vez, o foco não é no acontecimento, normalmente um pneu furado não impede as pessoas de seguirem em frente, causa apenas alguns transtornos e tempo não previsto a ser demandado. O foco é o que aquilo gerou no seu sistema nervoso. Quais os hormônios ficaram na sua circulação sanguínea em decorrência das crenças nas quais você se apoiou para sustentar seus padrões emocionais e psíquicos ante a situação ocorrida?...

Veja mais exemplos sobre crenças benéficas que podemos escolher ter mais adiante, no tópico sobre a programação mental na prática.

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Neutralidade

“A interioridade dispensa sensações fortes”

Tao-te-ching

Quando falamos de crenças benéficas, devemos ter uma especial atenção para ancorar um up grade de ir além do apenas ter pensamentos positivos, que é uma linha bastante evidenciada na atualidade, existe livros e livros nas prateleiras de auto-ajuda sobre isso, inclusive muitos filmes estão fazendo sucesso com essa temática.

Entretanto, simplesmente focar a positividade fará com que, inevitavelmente, atraiamos a negatividade mais cedo ou mais tarde. Isso pode parecer estranho a uma primeira vista, mas é um fato.

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Lei dos opostos

Vivemos em um mundo de terceira dimensão, onde a dualidade é uma das bases da formação deste mundo. Tudo tem dois lados. Já ouvimos falar sobre isso diversas vezes. Os opostos estão dinamicamente equiparados e, com o tempo, tudo irá se transformar em seu oposto.

Essa é a velha “montanha russa” que conhecemos tanto. Estamos bem em alguns dias, mal em outros, em várias áreas da vida, sob diversos aspectos.

Querer estar sempre alegre, feliz, com dinheiro, cheio de energia etc, fatalmente, pela lei dos opostos, irá atrair os estados inversos a esses.

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O Caminho do Meio

Várias tradições nos falam do Caminho do Meio, de estarmos equilibrados. O Tao (símbolo do Ying / Yang) é uma representação disso, assim como a estrela de seis pontas, esta usada em diversas tradições.

 

Querer estar sempre no topo, irá nos atrair para o fracasso. É duro. Mas é uma verdade.

Qual a solução, então? Exatamente o caminho do meio.

Para muitas pessoas pode à primeira vista parecer que uma vida sem prazer, sem alegria, seria algo sem graça e sem sentido. Mas não é bem isso. O místico, a pessoa realmente iniciada na jornada espiritual tem uma forma muito mais refinada de ver e sentir o mundo, de se divertir e sentir prazer no mundo manifesto.

Focar a positividade justifica-se como base do primeiro passo para nos limparmos da negatividade, dissolvendo todos os malefícios dela decorrentes o mais brevemente possível. O próximo passo é nos ancorarmos na neutralidade, casando essa opção com as crenças que, a partir de então, não precisaremos nem mais chamar de benéficas (o termo “benéfica” já traz uma evolução em relação a “positiva”), mas sim em crenças construtivas para nossa evolução, crenças ressonantes com a verdade universal de quem realmente somos.

É interessante você perceber quais são suas polarizações e começar a abrir caminho para equalizá-las. O que em você está muito polarizado? Quais crenças e comportamentos são muito dominantes ou valorizados? O que precisa ir para o centro? O que você tem dificuldade em achar que para as outras pessoas não pode haver outra forma de ser a não ser dentro do caminho que você vem percorrendo?

Percebendo esse tipo de sutileza, nos tornamos capazes de criar uma nova realidade para nós mesmos. Acessamos o poder de nos tornar uma pessoa capaz de fazermos qualquer coisa a que nos propusermos, desde que em ressonância com as demais forças do universo, sem estar em oposição a nada. No caso de nos colocarmos em oposição a outras forças, já há desdobramentos e variantes a serem considerados. Mas o foco aqui não é esse. O foco aqui é chamar a atenção para nossa capacidade infinita de nos renovarmos e participar da criação coletiva universal do bem e do melhor para todos.

Procure ter contato com o material produzido por Leslie Temple Thurston a respeito de neutralidade, ela consegue expressar de forma clara e brilhante a importância e aplicabilidade desse e de outros tantos conceitos fundamentais para quem está na senda do encontro e evolução pessoal.

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Foco de Pensamento e Mudança Efetiva da Realidade

Claro que as crenças de uma pessoa estão entrelaçadas com suas experiências e vivências (esse foi inclusive o segundo ponto levantado de como as crenças se estruturam...). Não basta começar a achar que tudo é lindo e está tudo uma maravilha e tudo ficará assim.

Os pontos mais delicados ligados a focar positividade e sentimentos bons estão relacionados exatamente às experiências sobre as quais a pessoa já vez várias tentativas em torno de mudá-las, mas sempre fracassa nos mesmos padrões, passando sucessivamente pelas mesmas vivências desagradáveis, infrutíferas ou fracassadas. Para esse tipo de situação é muito importante ter bastante atenção para não ficar “tapando o sol com a peneira”. Valem dois direcionamentos bastante importantes quando se quer mudar coisas dentro de um quadro assim, além de apenas trabalhar sobre o foco mental “positivo”:

1.    focar experiências e vivências com menor intensidade energética que possam ser trabalhadas e atingidas, servindo de base para uma retomada futura com perspectiva real e sólida de se alterar o que vinha dando sempre errado;

2.    procurar ajuda especializada, disponível e capacitada em relação às necessidades em questão, se for o caso, inclusive ajuda profissional.

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Velocidade, normalmente lenta, para a integração de novas crenças

Quando o assunto é transformar a realidade a partir do nosso direcionamento mental é importante ter em conta estarmos num mundo de terceira dimensão onde justamente o trato da questão psíquica é um dos nossos maiores aprendizados.

O filme “O Segredo” mostra de forma bastante inteligente porque nossos pensamentos não se materializam direta e imediatamente em realidade, afinal de contas, ainda não temos domínio sobre o que frequenciamos como pensamentos, as coisas mais absurdas nos ocorrem, o tempo todo, incessantemente.

Se cada uma delas fosse efetivamente materializada, estaríamos em maus lençóis...

Em decorrência disso, o universo tem um sistema de proteção para que entidades ainda sem o domínio do universo mental e psíquico, assim como nós, estejam privadas da construção imediata da realidade através de seus pensamentos. Há um delay, um retardo entre pensamento e manifestação, com possibilidades de que as coisas possam ir se “acertando” durante o caminho, com espaço para realinhamento e as devidas adequações.

Todavia, todo pensamento vai gerando seus efeitos, os quais começarão a ocorrer a partir do universo interno da pessoa, fisicamente manifestados pelo conjunto de hormônios incentivados a serem lançados no organismo em decorrência da qualidade e frequência daquilo que se pensa.

Para os seres humanos na Terra, o mais normal é o emprego de muito trabalho e foco mental antes que a realidade externa passe a ser criada e efetivada como espelho dos pensamentos, e isso é providencial. O entendimento do conceito de doenças somáticas nos mostra claramente isso: como um determinado padrão mental repetido ao longo do tempo é capaz de se materializar através dos mais diversos tipos de distúrbios físicos efetivos.

Para atingir o estado de uma pessoa iluminada, para a qual todos os seus pensamentos são concretizados em manifestação imediata da realidade compartilhada (se assim ela o quiser), é necessário primeiramente atingirmos a mestria mental.

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A Metáfora da Curva do Navio

Falamos da formação das doenças de influência somática como prova da efetivação dos pensamentos em realidade externa e compartilhada, ou seja, aquela percebida claramente por todos.

Os pensamentos benéficos nos levam à estruturação de crenças benéficas e isso redundará em uma realidade dessa mesma natureza. Entretanto, quantas vezes começamos a focar nossas mentes nesse sentido e vimos nossos anseios fracassados?

Uma questão muito importante para entender o porquê disso acontecer é estar atento(a) para o efeito da inércia de todo o conjunto de pensamentos anteriores que já tivemos. É comum querermos mudar algo de uma hora para outra sobre o que já passamos anos e anos a fio, inclusive inconscientemente, sustentando crenças destrutivas. Passamos a querer algo de bom naquela área, mas as coisas não mudam...

Veja bem: você teve uma crença destrutiva sustentada durante décadas sobre algo, sua realidade foi estruturada sobre isso. Em uma semana, um mês, focando uma nova onda de pensamentos e crenças, esperamos por resultados imediatos. Há de se considerar primeiramente um verdadeiro iceberg a ser dissolvido em relação ao padrão anterior.

Toda vez que tratamos de mudanças de crenças e padrões de comportamento, muito nos vale a metáfora da curva do transatlântico: pense num carro a 80 Km/h. Querendo o motorista retornar à direção justamente oposta à qual vem seguindo, ele poderá fazer isso facilmente, irá reduzir o carro num curto espaço (de tempo e distância) e retornará sem maiores problemas. Sendo um piloto habilidoso, poderá fazer isso até mesmo num “cavalo de pau”, sem nem mesmo o carro chegar a parar, já voltando em arrancada para a nova direção desejada.

Imagine agora um transatlântico a 20Km/h querendo voltar para a direção oposta da qual vinha... Há toda uma inércia gigante atuando sobre ele. Haverá uma grande curva durante a qual muito ainda se continuará navegando para a direção não mais desejada, até o retorno para onde realmente se deseja. Até reversão de motores poderão ser necessárias. O Titanic afundou justamente em decorrência de não conseguir reverter essa inércia a tempo...

Tenha carinho consigo mesmo(a) quando estiver se propondo a uma mudança de padrão mental ou de comportamento: lembre-se da inércia do seu condicionamento anterior...

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Imaginação

Temos uma grande bênção: a imaginação. Podemos pensar e fazer inferências, projeções e conjecturas, colocando isso tudo no âmbito apenas interno da nossa mente, sem gerar realidades externas, e isso é muito bom e proveitoso.

A imaginação é uma forma muito especial de pensamento e se constitui em uma das exclusividades da condição humana. Só o ser humano é capaz de imaginar.

Quando atribuímos valor de imaginação aos pensamentos, podemos testar seus efeitos, como eles nos influenciam, quais emoções evocam. A imaginação serve como um vasto e rico campo de testes para analisarmos os efeitos do que estamos pensando sobre a realidade, além de trazer também a possibilidade de nutrir nosso humor quando necessário. Por exemplo: podemos imaginar algo bom acontecendo, até mesmo fantasiar sobre determinada realidade desejada, para trazermos um pouco de força e otimismo num dia ruim. Isso deve ser feito, claro, com uma boa dose de consciência e com esse propósito específico de acalentar a si próprio, pois, caso contrário, pode servir apenas como uma fonte de ilusão que futuramente irá gerar mais sofrimento e frustração. Neste tipo de caso, a imaginação ganha o aspecto de projeção, a qual está ligada à distorção da percepção da realidade ou criação de expectativa de gerar uma realidade dissonante com as demais coisas.

A imaginação é uma bênção. A projeção é um descaminho bom de ser evitado...

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Visão pessoal de mundo

Quando temos uma certa frequência mental dominante, um padrão de crenças, pensamentos, sentimentos e emoções dominantes, passamos a tomá-los como parâmetro para nós e para o mundo, facilmente acreditando que tudo e todos têm aquele padrão ou aquela tendência como pressuposto da realidade, mesmo que apenas como uma forma de superação...

Por exemplo: uma pessoa acreditando na traição como padrão predominante de crença, sempre achará que traição é a “bola da vez”, a qualquer momento será traída, quem não trai ainda trairá ou será traído e por aí vai...

Uma pessoa com uma predominância da sexualidade muito forte sempre achará que a questão sexual é preponderante sobre todas as coisas. Tenderá a achar que tudo e todos são regidos por esse signo. Dificilmente aceitará que o sexo é menos importante para outras pessoas do que para ela.

Neste exemplo específico da sexualidade, podemos fazer uma extrusão para perceber como funcionam padrões de comportamentos alicerçados por nossas crenças: para a pessoa firmemente polarizada na questão da sexualidade pode parecer absurdo ficar alguns meses sem transar; um relacionamento com o sexo não sendo algo tão frequente pode ser percebido apenas como algo que não está bem, sendo desconsiderada qualquer outra linha de possibilidade. No máximo, ela pode acreditar que qualquer não polarização de sexualidade tem de, no mínimo, ser superada pela força de vontade da pessoa a grande custo...

Pense bem: com certeza, você mesmo(a) poderá recordar-se de coisas que foram uma realidade irrefutável para você em certos momentos da vida e hoje são apenas uma parte da sua memória. Padrões que eram importantíssimos, já não o são mais. Já viu como é imperioso em determinadas épocas da nossa juventude sair aos finais de semana? Se “perdemos” um sábado, é a morte... Com o tempo, pode ser até que você nem se dê conta de ter passado um final de semana em casa, sem “cair pra nenhuma balada”.

Isso pode ocorrer com qualquer área da vida, do conhecimento, da consciência.

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Força do Pensamento Dominante

Há uma relação entre a crença pessoal e as crenças coletivas. Podemos pensar em qualquer coisa, crer em qualquer coisa, independentemente do que existe como crença dominante dentro do meio social no qual estivermos inseridos. Entretanto, as crenças pessoais e coletivas influenciam-se mutuamente.

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Teoria do Centésimo Macaco

A teoria do centésimo macaco é o nome de um novo mito que, como tal, não deixa claro onde terminam os fatos e começam as metáforas.

De qualquer forma, surgiu a partir do estudo do comportamento de macacos ao longo da costa do Japão, onde se percebeu que um novo comportamento surgido a partir de um único macaco foi repassado aos seus companheiros mais próximos e assim sucessivamente. A partir de determinado ponto, macacos de outras ilhas, sem qualquer contato com o grupo inicial considerado passaram a adotar o mesmo comportamento adquirido.

Essa teoria prega que a partir de determinado ponto, um campo mórfico de frequência ligado a um novo comportamento, crença ou hábito, alcança o número certo de indivíduos para haver uma inversão no equilíbrio de forças e um padrão que antes era inexistente ou de exceção passa a ser um padrão dominante para toda a espécie considerada: nasce um novo arquétipo no inconsciente coletivo daquela espécie.

Veja o texto específico a respeito da teoria do centésimo macaco para saber mais a esse respeito.

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Influência dos Mitos e Sistemas de Crenças e Sistemas Religiosos Dominantes sobre a saúde e história coletiva

Podemos definir os mitos como narrativas com caráter explicativo ou simbólico que procuram explicar os principais fatos da vida, da metafísica e das relações sociais, normalmente envolvendo personagens com caráter divino ou acontecimentos mirabolantes e estando intimamente ligadas a uma determinada cultura.

Todos os povos tiveram seus mitos. A partir da crença geral do povo de determinada cultura em determinado grupo de mitos, muitos costumes são direcionados. Como todos sabemos, os mitos e sistemas de crenças, especialmente os religiosos, exercem uma influência direta, inclusive com caráter um tanto coercitivo, sobre cada um de nós.

Há um termo denominado “zeitgeist” para designar o conjunto geral de crenças de uma determinada época. Esse arcabouço coletivo pode ser mais ou menos elaborado de acordo com o grau de sofisticação psíquica do povo ou civilização considerada, entretanto, sempre haverá um conjunto de paradigmas norteando o conjunto da população.

Pela avaliação do nosso mundo atual, claramente desequilibrado e caótico, fica claro que nossos mitos e crenças religiosas precisam passar por uma revisão profunda, uma vez que refletem um conjunto de crenças subjacentes não benéficas por trás deles.

Yung cunhou o termo “inconsciente coletivo”, o qual tem uma relação direta com essa questão das crenças e mitos coletivos. Quais seriam, então, os mitos da sociedade moderna ocidental? Parece que o mito de Gaia atende os requisitos para se encaixar como o mito da Aldeia Global. Veja adiante em “Programação Mental na Prática” mais sobre isso.

Veja o filme com o título “Zeitgeist” para saber um pouco sobre alguns dos mitos da atualidade utilizados como sistemas de manipulação das massas...

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O livre arbítrio manifesta-se a partir da mente

O livre arbítrio manifesta-se a partir da mente. Podemos pensar ou acreditar em qualquer coisa e tudo em que cremos, torna-se a nossa realidade, de uma forma ou de outra.

O corpo físico é o fiel da balança. A possibilidade do corpo físico, da encarnação, é um presente divino, universal, que torna possível podermos experimentar todas as realidades projetadas a partir da mente. Ao divagarmos por crenças e idéias dissonantes com a verdade da criação ou contrárias ao bem comum de todos os seres, o corpo físico age no sentido contrário, lançando mão dos instrumentos do inconsciente (tornando essa ação imperceptível para nossa consciência), criando assim condições para a lei da ação e reação, a lei do retorno, manifestar-se. É a partir desse tipo de mecanismo que são gerados os desconfortos, as doenças, a degeneração e o envelhecimento físico humano precoce ou indevido.

Ao frequenciarmos a verdade de todas as coisas, sintonizamos prazer, paz, evolução e manifestamos todas as coisas boas, as quais são um presente constantemente disponível e acessível a todos os seres. Para realmente atingirmos esse estado é importante também estar integrado o conceito de Neutralidade, ou Caminho do Meio, de modo que nossa sintonia com prazer não se reverta mais cedo ou mais tarde em dor; que a sintonia com paz venha a se tornar em conflito, e assim por diante. A frequência em tranquilidade, paz interior, é adequada para isso, é uma espécie de "bom e bem" diferente do atual conceito dominante no inconsciente coletivo atual da humanidade. Para saber melhor sobre isso, é recomendado a leitura do livro "O Casamento do Espírito", de Leslei Temple Thurston.

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Ponto “X” do Livre Arbítrio

Um ponto “X” do livre arbítrio é que mesmo uma pessoa acessando a verdade das causas de uma dor ou sofrimento pelos quais ela é a única responsável, ainda assim ela tem o livre arbítrio de continuar optando (mesmo inconscientemente) pelo o que ela quiser, inclusive continuar sofrendo. Esse é um grande desafio para as abordagens terapêuticas.

Sob certa ótica, o mundo é o que é hoje em decorrência de termos coletivamente optado por ele ser exatamente desta forma. Apenas trabalhando uma mudança coletiva de consciência que atinja um número dominante de pessoas conseguiremos reverter e reorganizar o atual quadro mundial. Veja o texto Aspectos Sociais da Cura para saber mais a respeito de como podemos reconstruir a sociedade humana sobre a Terra.

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Conexão com o presente

A sua realidade atual reflete seu conjunto geral de crenças, quer você goste ou não do que vive. Normalmente, não conseguimos admitir que determinados fatores desagradáveis referentes à nossa vida e ao mundo ao nosso redor refletem nosso arcabouço completo de crenças. Entretanto, isso é assim. Acontece é que geralmente não temos consciência das estruturas subconscientes e inconscientes que compõem nosso universo geral de crenças.

Olhe para o seu presente e terá uma fiel fotografia do conjunto das suas crenças. Aceite isso. Não é necessário fazer análises e regressões para descobrir as causas das coisas que não estão bem, embora esses também possam ser caminhos eficientes para isso. Muitas vezes, só nos abriremos para novas possibilidades após cumprir essa busca pelas causas. Todavia, apenas aceitando o presente, analisando-o friamente, já poderemos descobrir o que precisamos trabalhar, sem uma necessidade direta de irmos às causas das coisas.

Muito se tem escrito neste tempo de chegada da Nova Era sobre a importância e o valor da conexão com o presente. Uma mente poderosa desconectada do presente pode ver-se em maus lençóis muito facilmente.

Seu presente é benéfico? Suas crenças são benéficas e ressonantes. O presente está problemático? Ainda há, então, valores e crenças, muitas das vezes inconscientes, a serem reestruturados para acomodar novos paradigmas de percepção e entendimento do mundo...

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Ficar de Boa

Ficar de boa é uma expressão idiomática com o sentido de dizer que a pessoa está 100% bem e é uma indicação do nível de ressonância do caminho espiritual que se está percorrendo. Entretanto ficar de boa, simplesmente sentir-se bem, é algo muitas vezes bastante complicado e difícil.

Para você, é desafiante ficar de boa? É fácil? Não sabe dizer?...

Muitas pessoas não conseguem ficar tranquilas, e isso pode ser considerado em vários níveis diferenciados de profundidade e qualidade, afinal de contas, todos sabemos ser a tão almejada paz interior algo bastante raro. Entretanto, mesmo em níveis muitos mais simples e superficiais, para muitas pessoas continua sendo muito difícil ficar tranquilo, equilibrado e auto-orientado pela satisfação, prazer e calma.

Vivemos em um mundo conturbado, muitos são os males adquiridos ligados ao estresse constante, à agitação e à síndrome do pensamento acelerado. Em clínica, muitos terapeutas recebem feedbacks realmente impressionantes em relação a esse tipo de coisa. Após algumas vivências profundas, muitas pessoas relatam coisas do tipo “Estou com 50 anos e aprendi a respirar somente hoje...”, “Tenho 70 anos e ainda não aprendi a viver”, “não consigo ficar centrado no presente. Estou gostando da prática que estamos realizando, mas já estou pensando no próximo momento...”. Esses são apenas exemplos de reflexos das dificuldades que muitos temos em estar tranquilos.

Para quem já conhece os padrões emocionais fica fácil compreender coisas como as seguintes:

  • uma pessoa com padrão de estresse arraigado (algo não é raro...) não consegue relaxar por tempo suficiente para atingir um estado de relaxamento profundo. Ela começa a relaxar; assim que passa um primeiro estágio, já vem uma inquietação interna não percebida como inquietação; a pessoa até se sente bem nesse momento, mas “algo” a leva a fazer alguma coisa, ao invés de continuar apenas quieta e aprofundar seu estado de relaxamento.
  • uma pessoa com um padrão de tristeza muito profundo tem a tendência de atrair para si acontecimentos externos para prendê-la num estado de coisas que sempre lhe justificam sua falta de alegria, até mesmo a alegria alheia pode incomodá-la...

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E ainda sempre tem uma “coisinha”...

Quantas vezes já ouvimos alguém dizer, quando não nós próprios, algo do tipo “eu tava indo tão bem e logo agora acontece isso...”. Essa realmente parece ser uma tônica forte na Terra: quando estamos bem, muitas vezes coisas desagradáveis podem acontecer, afinal de contas, elas também podem acontecer mesmo quando não estamos bem, não é mesmo?

Várias são as causas de as coisas ruins poderem estar acontecendo. Não cabe neste momento aprofundar as razões disso, mas vamos, por enquanto, apenas adotar isso como sendo algo que facilmente qualquer um de nós pode constatar.

Nada é tão ruim que não possa piorar bastante... Esse é um pensamento que num primeiro momento pode parecer pessimista, mas na realidade é algo maravilhoso, com o qual aprendemos muito sobre a vida e a como nos orientar em situações difíceis e delicadas. Sabendo disso, nos orientamos mais facilmente a “não chutar o pau da barraca” quando as coisas não estão indo bem...

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Desafio consciencial

Ainda tem mais uma coisa: há um desafio consciencial muito grande em se conseguir ficar de boa num mundo como o nosso, onde nos deparamos com a miséria e o profundo sofrimento em larga escala, em todos os níveis sociais, em diversas manifestações, modelos e abrangência.

Seguir o primeiro passo, ficar bem consigo mesmo, já é bastante difícil. Esse ficar bem consigo gera expansão de consciência. A expansão da consciência leva à percepção do sofrimento do mundo. Caso se deixe estacionar nesse estágio, será difícil ao aspirante à evolução conseguir continuar ficar de boa...

Como superar esse desafio? Na realidade, isso é algo sobre o qual não há muito o que se preocupar. A própria evolução leva a pessoa a entender que faz parte do seu processo pessoal trabalhar por si e pelo mundo de forma a levar a todos os cantos o bálsamo da consciência e da evolução. Superar a dor e o sofrimento existencial dominantes na Terra fazem parte do nosso processo de transição planetária, que encontra-se em andamento neste nosso Século XXI, com a dissolução do sentimento da separatividade, assunto, desdobrado no item adiante “Somos Um”.

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Por si só, ficar de boa, resolve as coisas?

Certamente, apenas ficar de boa, num primeiro momento, por si só, não resolve nossas questões e os desafios que temos a cruzar pela frente. Mas vale muito à pena nos focarmos nisso, pois não resolve num primeiro momento, mas a médio e, especialmente, a longo prazo, essa é a nossa maior tarefa neste mundo, a mais importante, uma vez que demanda um padrão e uma manifestação ressonante com todas as coisas. Só iremos conseguir ficar nesse estado harmonioso e tranquilo, dentro de uma ótica real (aquela na qual a realidade é a soma de todas as experiências), se nossa experiência de ficar de boa estiver confluente com todas as demais coisas do mundo, estivermos numa consciência dentro da qual mesmo as mazelas estejam encaixadas como uma parte divina do processo.

Ficar de boa é o primeiro passo (e não, por exemplo, ganhar dinheiro, acumular bens, obter poder externo...). À medida que a pessoa adquire mestria em estar bem, ela torna-se apta a assumir qualquer papel social, qualquer emprego ou função e continuar sempre tranquila, brindando o meio no qual vive com seu estado equilibrado. Inverter o processo, ou seja, procurar empregos, posições sociais e quaisquer outros tipos de configurações externas para, posteriormente, ficar bem não gera na pessoa o aprendizado de ficar bem. Ela faz uma coisa, em seguida outra, depois mais outra. Nunca se encontra satisfeita. Não precisa desdobrar muito esse raciocínio para demonstrar isso: a vida “moderna” está repleta de exemplos que comprovam isso por onde quer que se olhe.

Há um processo muito benéfico com as gerações novas que estão se negando, em número de pessoas cada vez maior, a seguir os passos de seus pais, sacrificando a vida, a saúde e o prazer por conta de uma esperada e suposta estabilidade para usufruir de um benefício futuro após a aposentadoria. As pessoas estão querendo, cada vez mais, uma vida integral e gratificante agora, já. No dia de hoje...

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Âncora da Verdade

Amor e verdade são as duas forças mais poderosas do universo. Se você firmar âncora na verdade em suas palavras, seus atos e sua vida, tudo o que disser receberá uma imantação de poder incrível.

Quando uma pessoa 100% firmada na verdade diz alguma coisa, aquilo é a manifestação em ação. Ela diz “Está curado”, então a cura está manifestada, nada mais será necessário a ser dito ou feito.

Para nós, humanos do padrão médio na Terra, é muito difícil atingir um nível de verdade interna tão profundo, afinal estamos envolvidos em uma massa crítica de ilusões e contextualidade social que nos afasta desse poder. Para nós é até mesmo difícil identificar a natureza da realidade, ter clareza quanto ao que é ilusão ou não.

Podemos fazer muitas inferências racionais que até minimizam a crença na verdade como força tão poderosa. Em momentos de desânimo podemos inferir, por exemplo, que o próprio universo opera com as ilusões, que Maia (a nossa ilusão da realidade na terceira dimensão) é uma forma do universo “mentir” pra nós; que as doenças são uma forma de mentira, pois estamos doentes quando não estamos manifestando e refletindo nossa realidade essencial perfeita e límpida...

Podemos ainda ponderar sobre a verdade ser um valor, um grande valor, mas que em relação a outros valores primários ela poderia se encontrar em posição de “desvantagem”. Por exemplo: a manutenção da vida é um valor básico. Pode ser que muito facilmente se entenda porque uma pessoa opte por mentir se sua vida estiver dependendo disso...

Entretanto, pense com muito carinho nessa questão e procure ir além. Trata-se de um dos aprendizados além da razão a opção da verdade como estruturação de poder. Programando sua mente dentro da verdade você vai progressivamente se ancorando em padrões ressonantes, pois por sua própria definição a verdade envolve “aquilo que é” e não “aquilo que não é”. Quando frequenciamos “aquilo que é” estamos indo na onda do universo, remando a favor da maré e não o contrário.

Cabe distinguir apenas que dizer a verdade não implica em ser rude. A verdade pode ser dita de muitas formas e se ela estiver filtrada previamente pelo amor, com certeza a situação e as palavras adequadas serão apresentadas da melhor forma. À medida que se treina nisso, a pessoa conseguirá ficar proficiente para superar as situações mais delicadas.

Por exemplo: alguém pode lhe perguntar algo lhe pressionando por uma resposta desconfortável em sua avaliação para aquele momento. Num momento assim pode caber algo do tipo “Não me sinto confortável para falar sobre isso neste momento, pode ser que algum dia eu consiga abordar essa questão contigo de uma forma positiva para nós dois, pois agora acredito ser melhor não tocarmos nisso...”.

Caso continue havendo uma pressão para uma resposta, pode-se, então, ter espaço para algo mais direto do tipo “Não sei lhe responder isso”. Olha só: essa resposta tem um aspecto bastante sutil: você não disse não saber a resposta, disse apenas que não sabia responder, o que inclui a sutileza de não saber lidar com a situação. Nesse tipo de caso, pode ser questionado se aí não há uma dose de mentira, uma vez que não se está sendo tão verdadeiro quanto na primeira sugestão. Entretanto, este exemplo está entrando como alternativa de caminho para quem está começando a se enredar pela trilha da verdade. Ainda não é algo 100% resolvido sobre a ótica da verdade, mas é um bom começo, muito melhor do que muitas outras opções numa situação semelhante que poderiam usar a mentira diretamente... Considere também que está havendo uma pressão da outra pessoa para entrar em algo delicado e que você já sinalizou que não quer abordar. Veja o conteúdo sobre Palavras Não Ditas para saber um pouco mais sobre os envolvimentos de como se expressar com verdade e amor ao mesmo tempo.

Uma grande barreira para conseguirmos ser verdadeiros consiste na nossa necessidade natural de sermos aceitos pelo meio em que vivemos. Sabemos que nosso meio não aceita as pessoas como são, há muitos parâmetros pré-estabelecidos, muitas normas dentro das quais as pessoas devem se encaixar. Podemos nos sentir melindrados de expormos nossa verdade e sermos rejeitados. Até mesmo uma questão básica como se manifestar nu, nosso estado natural, pode nos levar até a cadeia. Olha só: ninguém fica nu, nós somos nus, ficamos, isso sim, vestidos. Mas se alguém ficar nu em público poderá, de acordo com a lei de muitos países, ser preso. Veja bem: a pessoa estará sendo presa simplesmente por ser o que ela é...

Esse é apenas um exemplo, inclusive, sabemos que essa questão da nudez é assim em decorrência de padrões morais ligados à sexualidade. A sexualidade não é o único, mas é um campo vastíssimo dentro do qual centenas de milhares de pessoas não conseguem achar ou assumir suas verdades publicamente em decorrência da dificuldade de aceitação de serem o que são. Como ser verdadeiro num mundo assim?...

Muitas pessoas dão depoimentos de que ao terem contato com seres iluminados uma das sensações mais marcantes foi a de serem aceitas e amadas justamente por serem o que são. Essas pessoas tiveram contato profundo com esses seres ao ponto de terem a certeza de que eles as conheciam em sua intimidade, em seus pensamentos e história mais profundos, mas ainda assim eles as continuavam amando. Elas relatam que essa é uma experiência transformadora, embora absolutamente simples, pois isso está em nossas expectativas mais básicas. É muito interessante observar que no relato de pessoas que conviveram com mestres iluminados esse tipo de experiência, de ser amado por ser o que se é, é mais marcante do que ver o mestre manifestar poderes tidos como sobrenaturais...

Quando nossa necessidade de aceitação é arrefecida por nos aceitarmos exatamente como somos, fica mais fácil de sermos verdadeiros, como é o caso dos mestres iluminados, os quais não dependem mais da aprovação ou carinho dos outros para poderem simplesmente ser o que são. Bem, esta questão está posta aqui como um ponto de reflexão. Temos de achar um caminho coletivo coerente de crença de coletiva em relação a essa questão do olhar, contato e aceitação do outro, a qual fica óbvia apontar para a adoção da diversidade como padrão natural, incluindo aí o não preconceito. Esse é um grande passo para abrir um terreno fértil de ancoragem da verdade sobre a face da Terra.

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Cuidado com o que tomar como sendo crença verdadeira

A mente é inteligente, opera dentro da lei do menor-esforço (mesmo não parecendo... - risos), quando ela toma um pensamento por certo, correto, ela não volta mais a ele, a não ser por estímulo direto do gerenciamento do Eu, por motivo específico, normalmente para rever a veracidade daquele pensamento ou crença ante uma situação dentro da qual eles podem não estar parecendo válidos...

Assim, os atos e estados decorrentes desses pensamentos tomados por certos e corretos são simplesmente realizados pela personalidade que os estiver manifestando única e exclusivamente sem mente voltar a operar para questionar se eles são ou não certos, válidos ou corretos, se devem ou não ser feitos os atos deles decorrentes. As coisas apenas são executadas automaticamente. A mente entrega-se para esses casos, simplesmente confluindo para esses pensamentos e seus desdobramentos ocorrem, mesmo vindo suas consequências a serem desastrosas (a mente é teimosa...), daí o perigo de sustentarmos crenças “falsas” como sendo “verdadeiras”...

Nos revermos periodicamente faz parte de um processo geral de mudança e nos ajuda a evitar a rigidez e nos atualiza em relação ao nosso contexto social, o qual é muitas vezes bastante dinâmico. Essa revisão pode ser feita inclusive de forma sistemática, escrevendo-se um projeto pessoal, fazendo uma análise de cada parte de sua vida, um histórico, um panorama atual e o que se pretende para o futuro em relação àquela área. Isso deve ser feito de tempos em tempos.

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Para entendermos e, especialmente, aplicarmos melhor o poder dos pensamentos sobre a nossa realidade é bastante proveitoso refletirmos um pouco a respeito da própria natureza do pensamento e de seus processos de formação. Aqui estão apresentadas algumas teorias sobre essas questões para fomentar o raciocínio e reflexão sobre isso. Comece por aqui, mas não pare apenas nestas idéias, vá além, ok?... ;-)

Mente – o que é isso?...

Para o entendimento deste conteúdo, define-se mente como o conjunto de pensamentos que temos em cada um de nós. Quando houver referência a conceitos mais abrangentes de mente, como “Mente Superior” ou “Mente Universal”, eles serão discriminados especificamente. No geral, apenas o termo “mente” será entendido como algo individualizado.

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Funcionamento da Mente

Primeiramente, temos uma percepção e uma intuição muito clara de que pensamento e mente estão intimamente ligados. Todavia, não existe uma teoria ou visão científica unificada de como a mente funciona e opera. Vamos abordar aqui algumas visões selecionadas por seus valores qualitativos em relação ao conteúdo geral deste texto:

  • Pensamentos, Consciente, Inconsciente, Subconsciente, Cérebro
  • Hemisférios Cerebrais Esquerdo e Direito
  • Cérebro Triúno
  • Mente Inferior e Mente Superior
  • Sintonização: Pensamentos como Frequências Mentais
  • Mente como parte do sistema quaternário dos corpos inferiores
  • Inteligência Analítica / Inteligência Emocional / Sabedoria
  • Inteligência Multifocal
  • Estruturação Sobreposta do Campo Mental
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Pensamentos, Consciente, Inconsciente, Subconsciente, Cérebro

Pensamentos são energia de alta frequência organizada sobre uma estrutura coerente dentro daquilo que intuitivamente conseguimos perceber como sendo um campo psíquico, o que envolve um ou alguns componentes de foco (atenção), intenção, discernimento (captação e análise de conteúdos), questionamento (reflexão) ou criatividade (mágica cósmica de transformação, transmutação, novidade, criação).

Os pensamentos têm gradientes de clareza e força. Assim, um pensamento pode ser claro, limpo, coerente, lógico, mas ser fraco. Bem como um outro pode ser intenso, forte, porém obtuso, confuso. De uma forma geral, é bastante interessante podermos ter pensamentos claros, límpidos, coerentes, de alta frequência e potência, ao mesmo tempo em que se manifestam e apresentam de forma suave e ressonante.

Os pensamentos tem uma relação íntima com a consciência, em qualquer conceituação dada a ela. Em abordagens amplas, podemos dizer que os pensamentos, assim como todas as coisas, são compostos da consciência (quando temos esta definida como “componente universal” de todas as coisas, conceito ligado a “mente universal” desdobrada adiante). Quando temos consciência definida apenas como estar ciente ao mesmo tempo (CO-CIENTE) ou ter percepção objetiva, racional, ainda assim, os pensamentos estão ligados a ela, pois podemos considerá-los como conscientes ou inconscientes, à revelia ou à margem da consciência...

Consciência manifesta-se, ou não, a partir de nós pelo consciente, inconsciente, subconsciente e demais sistemas dessa esfera. Pela própria natureza extremamente complexa do que seriam todas as facetas envolvidas nesses conceitos, diversas são as teorias e classificações a esse respeito.

Para o contexto deste conteúdo, vamos adotar as seguintes definições, já tendo em conta que outras existem podendo ser bem mais complexas:

  • Consciente é tudo aquilo que podemos perceber direta e objetivamente, estando intimamente ligado à racionalidade, ao lógico, ao estruturado;
  • Subconsciente e inconsciente são as partes de nossas mentes que captam ou já trazem dentro de si o que não conseguimos trazer para a racionalidade, tanto em decorrência da dificuldade de percepção quanto da grande quantidade de informações a serem processadas de uma única vez. Englobam desde o controle e administração de todas as atividades internas do organismo, quanto as percepções de todos os trilhões de informações disponibilizadas constantemente ao nosso redor e que não diferenciamos diretamente, como nuances de cores, sons, vibrações de partículas, ondas de rádio, movimentos da natureza, dentre tantas outras. No universo do inconsciente podem ser considerados ainda os arquétipos e formas-pensamento de toda a espécie humana, algo muitas vezes entendido como sendo o inconsciente coletivo, bem como toda a estrutura geral do Planeta, de tudo nele contido e ainda se estendendo a todas as coisas do universo. O inconsciente também engloba tudo relacionado aos conceitos de realidades paralelas e manifestações temporais diferentes da linha tradicional de tempo como a percebemos normalmente, como realidades simultâneas, vidas passadas e futuras etc. A semi-consciência e o inconsciente ainda estão ligados aos nossos estados alterados de consciência, ao transe e aos sonhos, somando-se diretamente ao consciente para a manifestação de todos esses fenômenos. Semi-consciente e inconsciente podem ser diferenciados em diversas abordagens e a linha que os define e distancia é muito tênue, inclusive, podem ser encontradas sub-divisões, como subconsciente, pré-consciente etc. De qualquer forma, o interesse aqui é pontuar que há uma diferença entre os estados de consciência e inconsciência, havendo gradações e diferenças, porém de linhas muito tênues entre si.

O subconsciente e o inconsciente não determinam nossa realidade, mas a influenciam diretamente. Não tenha dúvidas: onde estiverem os seus problemas, os seus desafios e os seus bloqueios, lá estará a sua energia, especialmente a energia do seu inconsciente. Tenha isso bastante claro, de alguma forma a realidade não desejada conscientemente pela qual passamos é fruto de níveis profundos do nosso sistema que atraímos para nós próprios pela lei da atração, da ressonância universal. Mais à frente, no conceito exposto de frequências mentais, esteja bem atento(a) a esta questão.

Para quebrar frequências mentais não desejadas e consequentemente situações de vida que não queira mais para você, corte o foco de sua energia de tudo envolvendo os cenários e pensamentos a elas ligados. Seu desafio é falta de dinheiro? Além de trabalhar a dissolução de sua defesa carente, quando começar a pensar em dificuldade financeira ou tudo a ela ligado, pare imediatamente, corte o pensamento pela base, não foque sua atenção nisso. Seu desafio é a idéia fixa em alguém que não lhe corresponde? Corte o pensamento já em seu começo: começou a pensar na pessoa, pare! Não importa se o cenário em criação na mente é de gostar ou não de você, se o diálogo no qual está vendo vocês dois é de discussão ou de amor, não interessa. Pare! Imediatamente. Desperte seu observador e empregue sua energia apenas e onde lhe for conveniente, onde lhe atrair situações benéficas e expansivas.

Uma ressalva a ser feita é a seguinte: o inconsciente manifesta-se sempre, queiramos ou não. Tudo o que reprimimos potencialmente pode virar uma “bomba” dentro de nós muito facilmente. Alguns conteúdos indesejados podem “assombrar” nossa mente. Como dito, devemos desfrequenciá-los. Entretanto, muitas vezes poder ser necessário darmos vazão a esses conteúdos. Podemos, por exemplo, nos entregarmos a eles em determinados momentos para exauri-los e não ficarem acumulados no inconsciente, vindo a se manifestarem posteriormente de formas sorrateiras.

O direcionamento de equilíbrio entre não alimentar frequências indesejadas e trazê-las à tona é o seguinte: como padrão, devemos sempre bloquear e dissolver os pensamentos indesejados o mais tempestivamente possível. Esse é o padrão. Todavia, em determinados momentos breves, podemos lançar mão de nos entregar até o fundo aos pensamentos indesejados, deixar a vazão acontecer, basta ser de forma consciente e com o objetivo de limpá-los em nós. Ficar triste meses seguidos é muito inadequado. Mas duas horas de tristeza profunda podem ser um bálsamo, desde que sejam apenas essas duas horas. Pensar na morte pontualmente é muito mais sábio do que evitá-la a vida toda. Uma hora ela aparece à revelia. Melhor pensar profundamente sobre ela em determinado momento, se necessário, imaginar todo o tipo de catástrofe e coisa ruim, focada e pontualmente e, em seguida, liberar e sintonizar a frequência da vida. Não há ventania que dure toda uma manhã, nem tempestade que dure o dia inteiro.

Pensamentos e consciência/inconsciência estão intimamente ligados entre si. Ambos também possuem relações estreitas com o cérebro. Temos uma percepção geral consensual de ligação íntima dos pensamentos e a consciência/inconsciência com o cérebro. O cérebro por si só não pensa nada. Por décadas, no começo da era do avanço científico, pesquisadores vasculharam o cérebro na tentativa de achar a fonte dos pensamentos e conhecer suas funções, estruturas e, principalmente, sua origem (assim como o corpo foi explorado na tentativa de se localizar a alma...).

Sabemos que o cérebro não sabe de nada. Querer procurar a fonte dos pensamentos no cérebro é como abrir um aparelho de TV para encontrar onde estão as informações por ele transmitidas. Embora o cérebro não saiba nada, ele não deixa de ser um sistema realmente miraculoso, uma obra-prima da criação universal. Muito além das capacidades de uma TV, apenas sintonizando os canais desejados e recebendo passivamente as informações, o cérebro funciona como um transcodificador de mão-dupla entre os pensamentos e o corpo, utilizando-se para tanto de vários recursos hormonais, químicos e neurais, dentre tantos outros. Uma boa TV mostrará boas imagens e terá boa qualidade de som, uma TV ruim sintonizada no mesmo canal, receberá as mesmas informações, mas mostrará imagens e sons ruins. Da mesma forma, as relações entre a capacidade de pensar bem e um cérebro saudável são íntimas, pois a estrutura cerebral gera condições para que os pensamentos tenham os reflexos de seus efeitos e poder manifestados no plano físico. Entender o cérebro ajuda a entender os pensamentos, embora não desvende todos os mistérios desse assunto...

Há ainda uma idéia de acordo com algumas filosofias orientais segundo a qual o pensamento está ligado aos órgãos internos e ao plexo solar e não ao cérebro. Para o objetivo da Programação Mental, tudo bem, isso pode ser aceito também. Basta a analogia ser a mesma: órgãos internos saudáveis, pensamentos saudáveis. Plexo sadio, pensamentos sadios. Caso queira se aprofundar nisso, estude sobre medicina chinesa e conheça quais órgãos estão relacionados a quais tipos de sentimentos e pensamentos.

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Hemisférios Cerebrais Esquerdo e Direito

Como já é largamente do conhecimento da maioria das pessoas, o cérebro humano divide-se em um hemisfério esquerdo (responsável por funções lógicas e comunicativas) e outro direito (ligado a aspectos criativos e percepções holográficas, as quais estão ligadas à “intuição”, pois as leituras integrais e ao mesmo tempo instantâneas geradas pelo hemisfério direito produzem químicas que nos fazem, simplificando muito essa questão, sentirmo-nos confortáveis ou não com os cenários apresentados e percebidos).

Estimativamente, cerca de 98% das pessoas polarizam mais a atuação das funções ligadas ao cérebro esquerdo. Ou seja: há uma predominância geral do racionalismo e da lógica formal, objetiva. Para uma utilização otimizada dos nossos recursos mentais é muito importante ter isso em conta, para a pessoa trabalhar-se no sentido de desenvolver também suas funções cerebrais ligadas ao hemisfério esquerdo, ampliando sua intuição, sua expressão artística e harmônica com o meio.

Por exemplo: este conteúdo aborda a questão de programação mental; caso seja considerado apenas sob a ótica do entendimento formal e objetivo de tudo aqui exposto, corre-se o grande risco de mais uma vez estar sendo polarizada a racionalidade, caso não se coloque em prática todas as dicas e direcionamentos expostos ligados ao hemisfério direito, os aspectos subjetivos e intuitivos fundamentais para os resultados pretendidos (as programações mentais benéficas) serem atingidos.

Mesmo determinadas questões lógicas não sendo supridas inicialmente pelas demandas objetivas e diretivas oriundas da racionalidade, do hemisfério esquerdo, questionando tudo o tempo todo, colocar todos os aspectos práticos ligados ao hemisfério direito em prática irão gerar resultados, pois explicações existem e, em processos maiores do que a própria mente, acabam surgindo antes ou após algumas vivências. Na realidade, há mesmo até pouca diferença se as explicações aparecerão antes ou depois das vivências. Tanto faz: vindo antes, quando as estivermos experienciando, diremos “Uau! Isso pelo qual estou passando é aquela estória tal referente a isso e aquilo outro...”. Se vierem depois, diremos “Ah..., então aquilo que vivi é essa estória X aqui sobre a qual estou acessando essas explicações...”.

Uma mente constantemente analítica bloqueia a ocorrência de muitos eventos importantes para a ampliação da nossa consciência, pois, além de desviar e gastar energia excessivamente, reforça nosso livre arbítrio em não acreditar e, consequentemente, bloquear nossa percepção para as ocorrências e até mesmo as ocorrências em si, como resultado de uma complacência e uma bênção do universo em nos permitir acreditar no que quisermos e também de gerar nossas realidades em decorrência dessas mesmas crenças.

Numa relação dos hemisférios esquerdo/direito com a primeira divisão de consciente e inconsciente apresentada, o hemisfério esquerdo está mais associado com o consciente, enquanto o direito com o inconsciente.

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Cérebro Triúno

Na concepção do cérebro triúno, proposta pelo neuro-cientista Paul Maclean, consideramos três partes distintas, embora fisiologicamente integradas, na constituição do cérebro humano, de acordo com parâmetros fisio-psico-neurais e idade de constituição, da mais antiga, posição intero-inferior, para a mais recente, posição extero-superior:

  • Cérebro reptiliano – é o de formação mais antiga, de caráter instintivo e responsável pelas funções vegetativas e de sobrevivência;
  • Cérebro mamífero – desenvolveu-se na escala de evolução das espécies sobre e após o cérebro reptiliano. Ligado à manifestação emocional;
  • Córtex cerebral – exclusividade humana e o de formação mais recente, posicionado mais externamente sobre os demais. Responsável pela racionalidade, possibilitando capacidades complexas, como a estrutura de comunicação através de linguagem estruturada e definição de todos os padrões de comportamento e reações sociais.

Como toda classificação teórica humana, esta também se constitui de uma percepção analítica e racional proposta em dado momento. Assim como dividimos nossa história em pré-história, idade média, idade moderna etc; dividimos os alimentos em proteínas, gorduras, carboidratos; os reinos da natureza em mineral, animal e vegetal; e ainda tantas outras divisões, também foi apresentada esta teoria de divisão cerebral do cérebro triúno.

Fisiologicamente não existe uma associação clara entre a classificação do cérebro triúno com a divisão cerebral ortodoxa. Entretanto, pela análise das ilustrações abaixo é possível se ter uma idéia de como elas podem se relacionar.

Para a questão da Programação Mental, o entendimento do cérebro triúno traz uma aplicação prática quando passamos a saber que o neocórtex (a parte mais nova e externa do córtex) domina todo o conjunto da nossa racionalidade e polarizamos essa manifestação sobre todas as demais. Ao estimular e acreditar mais em nossas funções vitais e emocionais, redescobrimos nossa intuição e equilibramos nosso estado de manifestação e harmonia com o meio.

Numa prática, por exemplo, como a hiperventilação conseguimos anestesiar um pouco (ou muito) nosso neocórtex, liberando assim reações reprimidas de nossos instintos e nossas emoções. Esse tipo de experiência nos faz lançar mão de uma nova vivência e traz à tona recursos de percepção e respostas que passam a fazer parte do nosso universo de conhecimento, possibilidades e escolhas.

Na análise da relação com o consciente/inconsciente, o neocórtex está mais ligado ao consciente, enquanto os cérebros reptiliano e mamífero estão mais associados ao inconsciente.

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Mente Inferior e Mente Superior

Quando tratamos da natureza da consciência, nos referenciamos à Mente Universal, a partir da qual tudo é criado. Devemos, então, fazer distinções entre o que percebemos como sendo nossa mente, o que seria essa Mente Universal e qual a ligação dessa nossa mente com essa Mente Universal.

Para os efeitos conceituais de como esses termos são abordados neste conteúdo, a Mente Inferior constitui-se de todo o conjunto do que percebemos como sendo nossas mentes individuais, especialmente em suas partes conscientes, nossos pensamentos, nossas crenças, embora também envolva alguns aspectos do inconsciente, porém apenas os aspectos mais básicos do inconsciente, como coisas que acontecem ao nosso redor e não percebemos em todos os detalhes, ou como crenças não mais questionadas e que passaram a operar em nós por intermédio de diretrizes não mais percebidas por nós. O inconsciente enquanto algo mais profundo, como, por exemplo, repositório de realidades paralelas, manifestações de forças universais astrais e causais, é algo que fica, dentro das diretrizes aqui abordadas, mais ligado à Mente Superior.

A Mente Universal, como já dito, é um princípio a partir do qual tudo é criado, uma força transcendental, causa primária de todas as coisas, podendo ser entendida também como o conceito de Deus.

A Mente Superior é um conceito de limites não claros, envolvendo muitas partes do nosso próprio eu como normalmente o percebemos e ainda outras configurações mais sutis de nós próprios. Uma vez que a Mente Universal, além de causa primária constitui-se paradoxalmente ainda de todas as coisas, está ligada diretamente a tudo, inclusive à Mente Inferior. Mas para um efeito de tentarmos expressar essas relações, apenas por uma expressão com tendências até mesmo metafóricas, podemos dizer que a mente superior faz uma ponte entre a Mente Inferior e a Mente Universal.

Resumindo em conceitos básicos e simples:

  • Mente Inferior – ligada ao eu, à personalidade, especialmente aos aspectos conscientes e alguns dos aspectos inconscientes mais básicos da percepção;
  • Mente Superior – ponte entre o eu individualizado e a Mente Universal, ligada ao inconsciente profundo, às partes cerebrais controladoras dos processos bioquímicos e também a conceitos complexos para o padrão racional predominante aqui no mundo de terceira dimensão. Pode envolver além do eu personalístico, aspectos do eu-superior, do espírito imortal que somos, de eventuais partes de nós próprios em outras vidas, outros planos, outras realidades que não a convencional do plano terreno;
  • Mente Universal - princípio a partir do qual tudo é criado, uma força transcendental que é a causa primária de todas as coisas.

Toda a Programação Mental aqui tratada refere-se prioritariamente ao que entendemos como sendo a “Mente Inferior”, pois estabelece uma apresentação racional de como podemos entender as coisas, inclusive as da natureza do próprio pensamento e da mente em si, bem como apresentar sugestões de quais pensamentos e crenças podem ser focados de forma benéfica por essa mente. Nossas mentes superiores e universais já sabem de todo o conhecimento aqui exposto e de tudo o mais concebível, não sendo diretamente afetadas, mas beneficiando-se do aqui apresentado, pois elas próprias estão fazendo este conhecimento emergir por canais diversos no Mundo neste momento, para que nossas mentes inferiores, há tanto tempo tão desequilibras, possam se expandir e voltar a ressonar com suas fontes divinas.

Embora tratemos aqui de muitos aspectos de orientação racional, muitos dos direcionamentos apresentados operam de modo a criar um campo propício para haver uma boa relação entre nossas mentes superiores, inferiores e a Mente Universal a partir da intuição, ressonância e do inconsciente. Ou seja: são sugestões não diretamente ligadas ao que normalmente entendemos como sendo a mente, mas fundamentais para essa funcionar bem, pois estão ligadas à harmonia de todas as coisas. Isso está desdobrado melhor logo em seguida.

Nas partes mais “tangíveis” da nossa Mente Superior podemos lhe atribuir, dentre tantos outros, os fatores de inteligência que regem e operam nossos corpos e sistemas energéticos. Por exemplo: a inteligência de nossos corpos é muito maior que a inteligência de nossas mentes (ao menos essa mente inferior como percebida apenas enquanto fonte de pensamentos da personalidade). O corpo opera e processa um número de informações muito grande, mantendo-se por si só sem qualquer tipo de intervenção consciente de nossa parte, agindo, sempre, da melhor forma possível. Na teoria do cérebro triúno, muitas dessas funções são realizadas pelo cérebro reptiliano.

Nosso sistema energético faz a mesma coisa. Por exemplo: nenhum elétron da periferia de nossa pele “pula” pra fora de nosso corpo, nenhum átomo desagrega-se à revelia de nossa estrutura passando para o meio externo a não ser através dos processos metabólicos inerentes ao próprio corpo.

Ligadas à Mente Superior estão todas as capacidades não acessadas conscientemente, como essas de controle e operação do corpo e do sistema energético. Para algumas interpretações, o inconsciente poderia fazer parte da Mente Inferior e para outras da Mente Superior. Para os efeitos práticos abrangidos por este conteúdo não faz diferença. Tanto o inconsciente pode fazer parte da Mente Inferior quando da Mente Superior. Ainda há análises diferenciando o subconsciente do inconsciente. Para as aplicações práticas da proposta geral deste conteúdo, isso não faz diferença.

Na prática, nos interessa aqui saber haver uma inteligência superior em nós próprios nos ligando à Mente Universal e para a qual devemos dar o devido crédito e valor, criando as condições necessárias para ela operar da melhor forma possível, sem superestimarmos nossas mentes racionais e nosso ego, entrando em desarmonia com tudo o mais, inclusive internamente com nós próprios, causando doenças e toda a sorte de desequilíbrio.

Em decorrência de termos polarizado sobremaneira os aspectos racionais de nossas mentes, ligados ao nosso córtex cerebral, passamos a interferir inclusive na inteligência natural do próprio corpo, reprimindo-a ou alterando-a de forma prejudicial para nós próprios. Por exemplo: os animais na floresta passam por inúmeras experiências de estresse extremo, com situações constantes de risco de vida. Entretanto, eles não geram, como nós, processos de criação e perpetuação de traumas. Após passadas essas situações, eles rapidamente recobram suas vidas normalmente. Isso em decorrência de eles não bloquearem reações instintivas, as manifestam “sem constrangimentos” e tempestivamente, descarregando o estresse e tantas outras necessidades diretamente quando demandadas.

O que acontece conosco, então? Estamos num estágio da evolução desta realidade de separatividade dentro do qual temos o desafio de integrar mundos diversos, inclusive o racional, a consciência da criação, trazer para os processos racionais a coerência e harmonia de tudo o que ocorre. Isso é bonito, mas é complicado também e gera uma série de desdobramentos.

Inicialmente, aprendemos a como nos comportar socialmente, como nos expressar uns com os outros, como reagir aos contatos sociais. Nosso córtex cerebral nos possibilita e auxilia em todas essas tarefas. A partir dele podemos operar as funções racionais, lógicas, de comunicação e padrão de comportamento, decorrendo daí todos os nossos condicionamentos.

A partir dos condicionamentos temos desdobramentos nos impedindo de reagir de forma simplesmente animal, algo muito interessante e oportuno sob diversos pontos. A partir daí, por exemplo, uma criança aprende a simplesmente não bater nas outras para conseguir o que quer. Mas, na contrapartida, os condicionamentos vão ficando tão estruturados e passamos a ser pessoas tão comportadas e “ajustadas” socialmente até passamos a ter uma reação tão anti-natural que vamos somatizando diversos episódios mal sucedidos sob diversas óticas. Esse padrão acontece tanto em pequenas situações quanto em extremas: muitos de nós chegamos a perder a vida em decorrência de um padrão construído ao longo de vários anos de repressão das forças instintivas, pois como elas não são usadas atrofiam e perdem seu poder.

Bem, quais são nossos desafios e os pontos a serem integrados? Segue aí um escopo para clarear:

  • termos pensamentos e crenças fazendo sentido e coerência entre todas as coisas faz parte do nosso desafio de seres racionais com capacidade para integrar a consciência de todas as coisas, inclusive dos paradoxos, das contradições do mundo e em nós próprios e das forças diversas que operam em todas as coisas, inclusive dentro de nós, levando a desafios constantes, uma vez que em diversas situações essas forças são inclusive conflitantes entre si, como, por exemplo, em situações dentro das quais temos de optar entre liberar ou não impulsos internos potencialmente causadores de danos tanto se forem como se não forem liberados de forma não adequada. Lembrando que “adequada” aí é um termo para expressar envolvimento de diversas sutilezas, delicadezas e possibilidades bem estreitas de acerto...;
  • ao acessarmos esses conhecimentos elevados que levam nossas mentes para frequências ressonantes com os sentimentos e anseios mais altos que podemos atingir, estamos integrando nossas mentes inferiores, com nossas mentes superiores e nos tornando instrumentos afinados de operação da Mente Universal;
  • devemos nos entregar às sabedorias de nossos corpos e espírito, confiando nelas acima da nossa razão. Lembre-se: “Fé é tirar conclusões suficientes a partir de dados insuficientes...”;
  • embora para muitos possa ainda não parecer, fazem parte de ter uma mente em bom funcionamento questões como cuidar bem do corpo, das emoções, das relações sociais, das realizações pessoais, da espiritualidade, meditar e estar em harmonia consigo, com o outro e todas as demais coisas;
  • polarizar a Mente Inferior como sendo o “topo de todas as coisas” leva a riscos seriíssimos, a desgastes por estresse, surtos, sequências de atos falhos, envelhecimento precoce, loucura, dentre tantos outros males, até mesmo à morte. Ao atingirmos o estado de auto-realização, a Mente Inferior estará “resolvida”, entretanto, essa resolução passa necessariamente por diversos processos paralelos dentro dos quais, paradoxalmente, a própria Mente Inferior é “esquecida” em diversos momentos;
  • dentre outros, são sintomas de estarmos polarizando muito a atividade mental, a Mente Inferior: a insônia (não nos desligamos...); a prepotência e arrogância (não abrimos mão das arraigadas posições mentais já “conquistadas”); a fadiga crônica; a monocultura de manifestação (vida polarizada em um ou poucos aspectos, com pouco espaço para se ser tudo o que se é e fazer tudo o que é bom e divertido. Divertido não apenas para si, mas também para os outros com quem convivemos, especialmente as coisas com baixo nível de compromisso, resultados e satisfação de desejos).

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Sintonização: pensamentos como frequências mentais

Há línguas dentro das quais não se usa uma estrutura do tipo “tive um pensamento”, pois essa forma leva ao entendimento da pessoa ter gerado o pensamento a partir de si mesma, ter criado determinado pensamento. Nessas línguas diz-se “ocorreu-me um pensamento”, dando uma idéia do pensamento já existir por si mesmo, tendo sido apenas frequenciado pela pessoa.

Quando meditamos, fica claro existir uma onda mental que não faz parte direta da personalidade com a qual nos identificamos e que é quem parece achar que somos. Os pensamentos “estão no ar”, desfilam em ondas por campos diversos e nós os sintonizamos.

Na realidade, as duas formas podem ocorrer: podemos “gerar” pensamentos ou apenas frequênciá-los. Entretanto, a maioria das pessoas dentro do padrão médio de consciência, grande parte das vezes, estão apenas frequenciando continuamente padrões mentais que já estão “flutuando” por aí e os tomando como seus próprios, num processo dentro do qual reforçam ainda mais essas formas-pensamento como uma estrutura poderosa capaz de atingir mais e mais pessoas.

Geramos pensamentos novos apenas em processos criativos. No mais das vezes, os resgatamos ou tão somente frequenciamos ondas de formas-pensamento previamente existentes. Mesmos os processos criativos devem ser analisados com carinho, pois de certa forma, tudo o que existe já faz parte da Mente Universal, podemos considerar que apenas relembramos o já existente. Nesse sentido, mesmo o processo criativo não traz nada de “novo”...

A questão de pensamentos como frequências mentais será mais desdobrada adiante nos itens sobre conhecer, identificar e escolher frequências mentais e também na apresentação do Tizolkin.

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Mente como parte do sistema quaternário dos corpos inferiores

Uma das interpretações do sistema que somos é sob a ótica de perceber nossos quatro corpos inferiores: mental, físico, emocional, espiritual. Para cada um desses corpos, corresponde um elemento, uma densidade de plano e uma polarização ying ou yang:

.

 

YIN

YANG

.

Planos Sutis  =>

Água

Emocional

Ar

Espiritual

.

Planos Densos  =>

Terra

Físico

Fogo

Mental

Fotos Vanessa Oliveira

A mente corresponde ao plano denso e ao fogo. Alguém pode questionar: mas a mente é etérea, impalpável, deveria corresponder ao plano sutil... Nada é sutil ou denso por si só, mas sim em relação à outra coisa, assim como nada é ying ou yang por si só, mas sempre em relação à outra coisa. Por exemplo: o cérebro é a parte densa, física, dentro do corpo à qual se associa mais diretamente a mente. A mente é densa em relação aos sentimentos (que são energia em movimento) e ao espírito (nossa ação).

Quando conseguimos trocar o fogo dos pensamentos pelo fogo físico (fogueira, vela, sol), nossa mente pode encontrar um ambiente mais adequado para se aquietar um pouco mais. Na falta desse fogo externo, ela encontra ainda mais campo para funcionar mais e mais: quando estamos com frio, os pensamentos ruins nos dominam muito mais facilmente, podendo haver um aceleramento ainda mais desmedido da mente.

Quando praticamos a “A Medicina dos 4 Elementos”, percebemos muito bem como podemos nos manter sempre mais equilibrados tão somente cuidado do equilíbrio entre esses elementos em nosso sistema. Veja o quadro a seguir para entender melhor isso:

Prática do controle dos 4 elementos no próprio corpo

Harmonização dos corpos físico/emocional: a qualquer sensação de mal estar, verificar, nesta ordem, a falta dos elementos em seu corpo físico:

Elemento / corpo corresp.

Para casos de "emergência"

A médio/longo prazo

Ar

(espiritual)

Respirar ar livre e puro, com livre fluxo nas vias respiratórias, sair de ambientes fechados e/ou com "ar viciado".

Estar/visitar lugares abertos juntos à natureza e fazer exercícios suaves de contemplação e respiração.

Fogo

(mental)

Aquecimento do corpo, em especial nas extremidades. Aquecer-se perto do fogo, agasalhar-se, aquecimento.

Tomar sol, vivenciar calor humano(*).

Água

(emocional)

Tomar água, lavar o rosto, tomar banho.

Nadar, contato com rio, cachoeira, mar.

Terra

(físico)

Alimentação, descanso, sono, pisar descalço no chão / terra, deitar no chão em contato direto com a terra.

alongamento/exercício físico leve, grounding, viver a vida física com atividades prazerosas e realizadoras, em contato com a arte, festa, pessoas(*) e trabalho criativo.

(*) A intenção do seu propósito em relação ao contato com as pessoas deve ser sempre o mais pura e amorosa possível. O convívio com outros seres humanos deve ser sempre buscado como uma prática de longo prazo. Em situações de crise, aceite a ajuda voluntária de pessoas especializadas, preparadas e disponíveis para socorrê-lo(a) naquele momento ou procure ajuda profissional adequada. Não se utilize das pessoas para descarregar suas tensões (graves ou sutis) ou para chorar suas mágoas; lembre-se que sua divindade interna tem o potencial intrínseco para viver e transmutar todas as suas experiências pessoais.

Dentro desse entendimento do sistema quaternário dos corpos inferiores, podemos fazer uma leitura de que a mente procura fazer-se manifestar mais do que lhe cabe. Grosso modo falando, é como se cada um desses corpos devesse utilizar 25% do potencial do que somos. Entretanto, a mente quer polarizar o máximo de energia para ela. Pensamos muito, inclusive inconscientemente.

A mente assume, não raramente, 40, 50, 60, até mesmo 70% do sistema, deixando o pouco restante para ser dividido pelos outros três corpos. Mesmo a 40%, fica 60% para ser divido com os outros três, eles entram em déficit. Mesmo nessa sub-divisão, pode acontecer de o corpo emocional não ficar com 20% do que poderia, mas apenas 10% (pode ser que a atenção com o corpo e as tarefas, que representam o corpo espiritual, consigam não apenas 20, mas 25% cada...). Num caso assim, o corpo emocional fica totalmente carente, enquanto a mente fica lá: pensando, pensando, pensando... A pessoa não sente raiva, pensa na raiva... Não sente carinho, pensa em carinho. E por aí vai...

A mente não é má, não é vilã. Pode ser vista como um adolescente: cheia de energia e vontade de ganhar o mundo, entretanto, sem qualquer experiência para comandar, ir à frente, segurar a responsabilidade dos processos começados por si mesma. Ela precisa apenas ser equilibrada, funcionar em harmonia com os demais corpos.

A mente inferior está muito mais bem encaixada em nosso processo global como uma serva, e não como o senhor do templo que somos, mas ela quer ser o senhor, dar as ordens...

De todos os quatro corpos, ela é o mais jovem, mas quer ir à frente. A mente inferior forma-se após o corpo físico, após nosso arcabouço emocional e também perde de longe, em matéria de idade, para nosso espírito. Pensamos conscientemente quase só por palavras e cadeias de imagens, entretanto, aprendemos nossa primeira língua muito tempo depois que nosso corpo já está “se virando” aqui neste mundo. A mente usa seus recursos, sua lógica e se acha “a tal”. Mas deve ir para seu devido lugar, é uma garota mimada e cheia de vontades, sabe muito menos do que nosso corpo, nossas emoções e nosso espírito. Treiná-la para servir a eles é nos abençoarmos com o equilíbrio de tudo o que somos, é dar a ela o resgate da memória e da experiência da paz, da tranquilidade, da adequação. 

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Inteligência Analítica / Inteligência Emocional / Sabedoria

Não é fácil chegar a um consenso sobre o significado de inteligência. De qualquer forma, pode-se facilmente concordar que o conceito tradicional de inteligência está intimamente ligado aos processos psíquicos, o que muito interessa para o conteúdo geral aqui tratado.

Para esta abordagem sobre Programação Mental, não vamos nos ater a disputas de definições mais ou menos corretas e acertadas sobre o assunto, mas apenas definir alguns rumos que o entendimento de inteligência pode tomar de forma a compor com o conteúdo geral aqui pretendido: utilizar e conduzir o próprio arcabouço mental no sentido de ser o melhor daquilo que podemos ser a partir do entendimento da mente, dos pensamentos e como é nossa interação com esse universo. Para qualquer necessidade de um entendimento mais profundo sobre essas questões e seus conceitos, cabe um estudo específico por parte do interessado.

De uma forma geral, o conceito mais tradicional de inteligência ficou mais ligado aos processos de sucesso analítico das coisas e percepções que nos chegam. A esse conceito foram associados inclusive métodos de mensuração da inteligência a partir de um padrão médio dentro de uma determinada população, como o famoso teste de QI (quoeficiente de inteligência).

Ficando claramente perceptível para as pessoas de uma forma em geral que os conceitos e habilidades ligados à inteligência analítica não se refletiam diretamente em sucesso e realização pessoal para as pessoas consideradas bem dotadas desses tipos de faculdades, surgiram novos conceitos nesse setor, como a teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner e de inteligência emocional de Daniel Goleman.

Apenas o contato com o termo “inteligência emocional” é capaz de abrir nossa percepção para irmos além do entendimento de inteligência referindo-se única e exclusivamente a processos analíticos, lógicos, matemáticos ou quaisquer outras coisas nesse sentido. Indo além, podemos diferenciar esses processos do entendimento do que vem a ser “sabedoria”, a qual podemos definir como a capacidade de aplicar na prática os direcionamentos decorrentes da inteligência no sentido de manifestarmos as respostas mais adequadas e eficientes(*) considerando-se o melhor para todas as partes envolvidas em uma determinada situação ou processo.

(*) eficiente como sendo sucesso com menor esforço dentro do menor prazo possível.

Dentro da programação mental, nos interessa saber que a inteligência ou sabedoria dentro desse processo refere-se a considerar tudo aqui exposto e conseguir extrair disso métodos práticos de se pensar, portar e conduzir dentro de nossas vidas e na sociedade de forma saudável, gratificante e voltada para a evolução consciente de tudo o que existe.

Dentro da nossa ótica, ler todo o texto, considerar tudo certo, válido e bom e não conseguir aplicar isso no dia-a-dia, não adianta de nada, pode ser um processo de “inteligência vazia”, de incapacidade ou qualquer outra coisa, menos de aplicação de inteligência sábia, de entendimento realmente do que são frequências de pensamentos e ainda de tudo o mais envolvendo um campo psíquico saudável, como as questões de controle mental dependentes de impecabilidade, corpo saudável, emoções equilibradas, realização pessoal e todos os demais fatores aqui expostos e ainda outros que sejam particularmente necessários para cada um de nós.

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Inteligência Multifocal

Uma das teorias mais completas sobre o funcionamento da mente é a da Inteligência Multifocal, do Dr. Augusto Cury, a qual aborda um conteúdo tão profundo e complexo que fica difícil até mesmo de apresentar uma definição resumida do que ela seja realmente.

Arriscando uma definição, podemos dizer que a formação dos pensamentos é um processo multifocal em operação pela inter-relação de diversos fatores, inclusive “à revelia” ou fora do gerenciamento do eu, dentre eles: âncora da memória; fenômeno do autofluxo; autochecagem da memória; psicoadaptação; história intrapsíquica (representações psicossemânticas); leitura multifocal da memória; matrizes de pensamentos essenciais; Bastidores da Mente (inconsciente). Essa percepção desdobra-se em conceitos como: pensamentos dialéticos e antidialéticos; resgate da liderança do eu nos focos de tensão; síndrome da exteriorização existencial.

Veja o arquivo com o glossário do livro apresentando a indicação de leitura dessa teoria para ter uma percepção do que Cury propõe com alguns comentários adicionais de acordo com os conteúdos que são apresentados na página do Projeto Vivência em Cura.

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Estruturação Sobreposta do Campo Mental

O campo mental estrutura-se em camadas sobrepostas apoiadas, interligadas e autosustentadas entre si. Uma imagem para ilustrar esse conceito é a das camadas de uma cebola.

Esse entendimento é bastante importante quando estamos falando em crenças e suas mudanças. Pontos muito importantes sobre os quais muitas vezes estamos trabalhando sem sucesso para conseguir alterá-los, normalmente apresentam sistemas de crenças entrelaçadas e contraditórias entre si, de forma a criar inconsistências sabotadoras das nossas tentativas.

Por exemplo: a questão tão comum da falta de dinheiro pela qual vários de nós passamos abaixo do equador, possui vários entrelaçamentos de crenças negativas sobre a riqueza nos impedindo de atingirmos a abundância material. Este caso específico da riqueza fica bastante evidente ao analisarmos os aspectos históricos ligados à reforma protestante, particularmente a inclusão nessa doutrina religiosa da aceitação do lucro. Os países que aderiram à reforma protestante e suas colônias (como os Estados Unidos) prosperam rapidamente. Os países dentro dos quais a religião predominante continou a estabelecer o lucro como pecado ficaram ligados ao desenvolvimento das colônias que deram origem à maioria dos países hoje denominados como sendo do terceiro mundo, claramente falando, os países pobres.

Mudar crenças muitas vezes exige um processo de troca continuada de dissolução e sobreposição repetida de pensamentos, idéias, processamentos, reflexões e aguardo, de modo a possibilitar a reconstrução e reordenação das camadas do campo mental, até a mesma ficar o suficientemente estável dentro da nova configuração pretendida e alcançada.

É importante você ler este texto várias vezes caso esteja realmente disposto(a) a mudar seus sistemas de crenças. Uma primeira leitura geral irá abrir portais e possibilidades, criando pontos que facilmente poderão ser esquecidos, todavia a serem resgatados e fortificados em novas leituras. De acordo com a fase de cada um, algo chamará mais a atenção e será trabalhado nas experiências do dia-a-dia. A cada leitura posterior, uma “nova” passagem irá se destacar, “novas fichas vão cair”, seguindo a ordem de dissolução e reestruturação das nossas camadas mentais, nossa “cebola mental” vai sendo reconstruída, sempre por etapas entrelaçadas, sempre dentro de processos mutuamente apoiados entre si.

A realidade coletivamente percebida por todos nós da terceira dimensão do Planeta Terra hoje está apoiada num processo dessa natureza, muitas são as camadas de crenças e crenças sobrepostas para a criação deste mundo. Bilhões e bilhões de formas-pensamento estão entrelaçadas e envolvendo tudo ao nosso redor. Por isso não é fácil simplesmente olhar em volta e perceber ou criar algo novo, o campo já criado é bastante potente.

Por intermédio da expansão da consciência nos capacitamos para ver além, perceber além e começar a criar além. Lendo este texto, seu campo mental começa a expandir, mas há um magnetismo de camadas já estabelecidas puxando-o(a) de volta para os modelos de crenças, percepções e realidades antigos.

Esteja atento(a) se realmente quer mudar. Prepara-se com calma e confiança para o retrabalho natural de mudança.

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Caráter linear, quântico, espiralado, geométrico e multimanifestacional da mente

A "mente inferior" é predominantemente linear, nos dando a noção do tempo como sucessão de fatos, assim como o percebemos na terceira dimensão. A quebra da linearidade mental em operação direta é responsável por fatores como perda de raciocínio integrado (perda do "fio da meada") e atos falhos. Entretanto, em aspectos mais elevados de operação, a mente, assim como todo o que existe, pode operar em padrões quânticos, estados dentro do quais acessamos, por exemplo, os insights.

Multipadrões também podem ocorrer, como operação mental em espiral, geométrica, exponencial, dentre tantas outras. Esses padrões estão associados a estados alterados de consciência. O entendimento e a correta manifestação, com consciência, dentro desses padrões, nos abre portais para acesso de poderes paranormais, especialmente na quebra de frequência para acesso à cura em situações de doenças complexas ou mesmo para termos uma vida cotidiana mais harmônica, integrada, realizada.

Um salto quântico no padrão mental é capaz de nos livrar de uma situação penosa que pode vir se arrastando por anos e anos a fio. Abrir portais para uma cura profunda. As curas não explicadas pela ciência dominante até o momento, muitas vezes estão ligadas ao acesso a esse tipo de padrão de operação mental.

O padrão espiralado pode se assemelhar ao padrão linear, entretanto, é acrescido das características curvas helicoidais das espirais e incrementado de profundidade e aspectos de ciclos.

A mente também pode assumir um caráter de operação em paralelo. Multiprocessar. Podemos fazer uma analogia com os sistemas operacionais multiprocessados, trabalhando em janelas múltiplas onde algo é focado pela percepção, mas tendo as demais coisas sendo multiprocessadas "por baixo". Associando este sistema paralelo com o helicoidal, temos uma dupla hélice mental, semelhante ao código de DNA. Maravilhoso isso, não? Numa frequência mental assim, estamos num estado expandido de consciência.

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Fluxo da energia dentro do processo criativo

Somos dotados de um autofluxo energético a manter todo o funcionamento de nossos corpos e de nosso sistema energético sutil como um todo, fazendo da nossa troca com o meio externo um equilíbrio dinâmico contínuo.

Sob a ótica do campo mental, o autofluxo energético pode apresentar-se de uma forma saudável, tornando esse fenômeno mental a maior fonte de entretenimento do ser humano, manifestando-se como uma bênção, mas também corre o risco de se tornar um grande martírio, como ocorre nas doenças do humor depressivo e nas psicoses, trazendo constantemente um fluxo de pensamentos dominantes, negativos e auto-destrutivos.

Nada existe sem energia. Assim também são os pensamentos. Eles são manifestações da energia universal e da energia pessoal. Muito pensamento demanda muita energia.

Para podermos pensar bem, devemos ter, necessariamente, um fluxo energético saudável, poderoso, equilibrado, organizado e fluido, pois a qualidade de nossos pensamentos será um reflexo de como se processa, organiza-se e manifesta o auto-fluxo de energia do nosso self.

A boa qualidade do nosso fluxo energético depende de vários fatores correlatos abrangendo tudo o que somos. Um bom fluxo é desdobramento de uma boa arquitetura e entrelaçamento de nossos sentimentos e emoções, de nossos sistemas físico e energético, de nossas ações (nossa manifestação espiritual mais evidente) e todos os demais componentes dos quais somos formados.

Esse autofluxo só é passível de ser interrompido num processo de meditação profundo, algo muito raro para a maioria de nós, uma tremenda pena, pois qualquer um que consiga, mesmo por um breve intervalo de tempo, cessar completamente o autofluxo passará por uma experiência de caráter místico da qual se beneficiará para sempre, nunca mais sendo o mesmo novamente em decorrência, dentre outros possíveis, dos seguintes benefícios:

  • conhecer um estado extasiático e místico capaz de mudar até mesmo todas as crenças e percepções do mundo;
  • acessar uma ferramenta poderosa para quebrar frequências mentais, sejam elas quais forem, pois uma forma de mudar uma frequência mental é mudá-la, a outra é cessar toda e qualquer frequência...;
  • beneficiar-se de um influxo energético gigantesco. A mente inferior pode ser comparada a um chuveiro de alta potência gastando energia constantemente. A diminuição do fluxo mental permite a entrada de muita energia prânica no nosso sistema. A completa interrupção do fluxo mental abre espaço para a entrada de um fluxo energético quântico em nós, cujas proporções são indefinidas, podendo ser inclusive incalculáveis em decorrência de sua abrangência até mesmo infinita.
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Disponibilidade Energética e Esgotamento Mental

É imprescindível o sistema de tudo o que somos ter energia “limpa” em abundância para que todo o arcabouço mental criado e focado por nós possa fluir e concretizar as coisas no plano da manifestação.

Uma mente muito pensante não implica em disponibilidade desse tipo de energia “limpa” para a pessoa. Muitas mentes pensantes perpetuam, por exemplo, sistemas de estruturas de defesa de personalidade carentes a sugar continuamente mais e mais energia gerando esgotamento mental e físico e não energia “limpa” disponível, energia criativa.

Quando há esse tipo de energia “limpa” disponível, a pessoa tem facilidade em pensar, criar e agir. Quando a energia disponível é “turva”, a pessoa pode pensar bastante, desdobrando daí inclusive muitas demandas para si própria e para o meio, entretanto esse fluxo criativo não será saudável, a pessoa vai criando um cenário de coisas ao redor de si confuso e cheio de inconsistências.

Não são raros os casos de grandes intelectuais que apresentaram desequilíbrio mental em níveis diversos (na linguagem popular, ficaram loucos).

Muitas pessoas embriagam-se do êxtase do processo mental e são levadas por si próprias a um vício do processo, polarizando o campo e o fator mental, gerando inicialmente um crescimento da energia advindo do fluxo intenso e incessante de pensamentos contínuos e acelerados. Inicialmente, o processo é até “interessante”, por assim dizer. Todavia, com sua continuidade, a mente começa a demandar energia necessária para o equilíbrio e manutenção das demais manifestações daquilo que somos, inclusive para a manutenção do próprio corpo físico, então começa a surgir um processo de esgotamento mental. Nesse ponto, a pessoa não consegue mais desligar a mente e passa a sofrer os danos do vício do pensamento contínuo e acelerado.

Preocupação constante, autofluxo negativo de pensamentos maléficos dominantes, insônia, insuflamento do ego, arrogância e estresse são apenas algumas das manifestações possíveis decorrentes desse tipo de quadro.

A partir da instalação do esgotamento mental, começa um processo delicado e difícil de ser reequilibrado. Pessoas mal nutridas têm dificuldades de pensar, assim como todo aquele que se vê num quadro de esgotamento mental, pois a energia é escassa ou confusa de alguma forma, então se torna penoso focar a mente em raciocínio lineares, cruzados e referenciados, os quais são a base da inteligência analítica.

A polarização mental é um fator muito comum em nossos tempos, sendo a base sobre a qual se forma uma estrutura de defesa de personalidade controladora. Coletivamente, todos temos um desafio de polarizar a mente num grau mais ou menos intenso.

Para manter um bom fluxo mental, tendo idéias saudáveis, construtivas e harmônicas é imprescindível termos:

  • energia abundante, livre, disponível e saudável;
  • prática no uso da mente para focar questões de nível intelectual progressivamente mais e mais complexos;
  • prática no desligamento da mente do padrão de operação analítico, o que pode ser feito pela prática regular da meditação, da contemplação, da abertura para a intuição, da rendição do ego ante a consciência da unidade, da vivência de alguma forma de uma mente conhecedora dos estados de tranquila absorção, mente zero, não-pensamento ou qualquer outra forma de descrever esses estados indescritíveis por sua própria natureza (aqui são usados alguns termos apenas para referenciá-los, pois uma vez intuídos por quem os procura, haverá a abertura para saber o que são, frequenciá-los e vivenciá-los);

A partir do conhecimento, vivência e domínio sobre os estados de uso qualificado e descanso da mente, a pessoa passa a ter um fluxo energético mental saudável, equilibrado e poderoso.

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Velocidade, distância e separação entre pensamento e realidade manifestada

A distância entre aquilo que pensamos e a construção direta da realidade é uma bênção. Caso simplesmente penássemos em algo e aquilo se materializasse imediatamente, podemos facilmente imaginar o caos constante que teríamos ao nosso redor, uma vez que nossos pensamentos são tão soltos, indistintos, desencadeados uns dos outros e por tantas vezes até mesmo bizarros.

Um dos maiores desafios aqui na terceira dimensão da Terra é justamente aprendermos a harmonizar nosso fluxo e o conteúdo mental, aprender a reconhecer precocemente a formação e o encaminhamento das forças e padrões mentais, de modo a podermos fazer opções e direcionamentos harmônicos (e não esse fluxo caótico tão conhecido por nós). O desenvolvimento dessa capacidade de lidar com os pensamentos é um pressuposto básico para a ativação e liberação de nossos poderes paranormais e ainda outros além deles, de modo a podermos experienciar direta e fluidamente nossas capacidades divinas de seres criadores da realidade.

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A imprescindibilidade da meditação no processo

Está cheio de pessoas fortes no mundo com mentes poderosas e brilhantes em estado deplorável, muitas outras já mortas de formas trágicas ou deprimentes. Não basta ter uma “super mente” focando a positividade para estar “tudo certo”.

Não ser “o dono da verdade” é fundamental. Ter a humildade (sob a ótica de humilde como vazio) de reconhecer as limitações da mente dentro do plano humano e o direito das demais mentes individuais de terem suas próprias crenças e manifestar seu próprio mundo garante uma base sólida para trazer uma programação mental consciente para sua vida sem incorrer em riscos elevados de andar por caminhos tortuosos.

A meditação é o caminho adequado para acessar o poder da mente de forma estruturada e conhecer o estado de mente zero (na falta de uma expressão mais adequada) fundamental para o desenvolvimento das faculdades paranormais, tanto sob a ótica do atingimento e ancoragem da energia necessária para tanto, como também para capacitar a mente poderosa a ser propriamente poderosa sem a geração de efeitos colaterais desequilibrantes, como a loucura ou incursão em rotas degenerativas de vida e de carma.

Alguns cientistas cartesianos chegam a afirmar que o estado de mente zero não existe, sendo a própria definição do vazio já uma concepção do mental. Entretanto, esses cientistas, como a maioria da população humana na Terra, não tiveram por si mesmos uma vivência mística ligada a um estado de mente além da razão. Não conhecem um estado meditativo ligado ao silêncio mental absoluto. Concebem estados meditativos apenas como algo muito mais ligado a concentração mental, foco mental específico, por mais suave ou prazeroso que seja, mas ainda assim foco ou concentração mental e não a não-mente, o vazio ou silêncio completos. Considere essas expressões (vazio, silêncio, não-mente, mente zero) apenas como pálidas aproximações e tentativas de exprimir esses estados, que são, por si só, inexprimíveis.

O foco mental é apenas o primeiro estágio ou um dos primeiros artifícios utilizados para mais tarde se chegar a um estado de silêncio completo, não ansiedade, paz mental. Depois vem muito mais. A mente tem uma tendência natural de ser livre e dispersiva. Uma das coisas mais importantes trazidas como benefício da meditação é o aprendizado da focalização mental, pois esse é um dos seus começos mais básicos.

A mente viaja continuamente por diversos caminhos e atrativos, incessantemente, infindamente até mesmo nos levando ao colapso do desgaste físico e energético, matando o ser do qual depende para subsistir. Essa é sua tendência natural dentro do planeta Terra, onda já há um campo coletivo atraindo-a para esse tipo de padrão. Deixar a mente à deriva, não traz resultados benéficos, pois é assim que 99% da população age e ligado a isso temos o mundo que temos...

A meditação nos traz, dentre outros, diretamente o benefício de assumirmos o gerenciamento da energia mental para o eu, possibilitando o ajuste adequado do poder mental, colocando-o como ferramenta à disposição do Self e não mais como soberano sobre o próprio eu. É muito útil adequar a força dos pensamentos, não sendo mais um escravo dela.

Um dos primeiros marcos da jornada espiritual é quando vivenciamos o aprendizado de não sermos nossos pensamentos, ou qualquer outra coisa ligada a eles com a qual normalmente nos confundimos. Posteriormente, podemos passar a ter uma sensação de sermos nossas emoções, mas isso também será superado, pois veremos que assim como não somos nossos pensamentos, também não somos nossas emoções, pois somos muito mais do que apenas essas coisas, pois elas simplesmente fazem parte de um conjunto bem maior de coisas a nos compor, do qual fazemos parte e que constitui as realidades mais abrangentes do que realmente somos.

Após a desidentificação com os pensamentos, as emoções e também sentimentos, poderemos passar a nos identificar como sendo a nossa situação de vida. “Sou essa pessoa com um histórico específico passando por uma conjuntura específica redundando nesta determinada situação pela qual estou passando”. É bem razoável pensar isso. Entretanto, ao já se ter desidentificado dos pensamentos e sentimentos, mais cedo ou mais tarde, por conta de um processo inevitável, a pessoa também passará a perceber não ser apenas esse cenário de personalidade com determinado histórico e determinada situação de vida. Ela é e faz parte de algo muito maior do que apenas isso. Está começando seu processo de desidentificação com a personalidade, pois a era de supremacia da mente sobre o eu já ficou para traz.

Pensar muito não implica em pensar bem.

Resumindo: quer conhecer o poder da mente? Não se aventure como muitos já o fizeram a ser apenas uma personalidade de mente poderosa, cheia do próprio ego. Isso não é uma ameaça, apenas uma verdade: você vai cair do cavalo...

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Desidentificação (frisando...)

A meditação nos acorda e capacita para a desidentificação com os pensamentos. Nos desidentificarmos de nossos pensamentos, da mente, é um marco na jornada do encontro pessoal. Temos a mente tão polarizada que nos confundimos com ela, achamos sermos ela. Quando acordamos para isso, damos um salto quântico. A meditação é um dos caminhos que possibilita esse despertar e também os próximos em relação à desidentificação:

  • primeiro, achamos sermos nossos pensamentos, então acordamos para o fato de que não somos eles, somos muito mais do que apenas isso;
  • então, um próximo passo muito provável é o de nos identificarmos com nossas emoções e sentimentos, nos confundimos com eles, achamos sermos o que estivermos sentindo. Sentimos tristeza, então achamos ser a própria tristeza, ou ainda aquele ou aquela sentindo a tristeza. E isso é apenas uma parte do que somos, uma parte de nós sente a tristeza, ou a alegria, a felicidade ou seja lá o que for. Mas pensamos sermos apenas essa parte. Achamos que se conseguirmos nos sentir bem o tempo todo, então teremos atingindo a realização pessoal, pois acreditamos, nesta fase, sermos aquilo que sentimos. O próximo despertar é percebermos não sermos (somente) aquele que sente, somos muito mais do que apenas também isso. Nos desidentificarmos dos nossos sentimentos é o próximo salto quântico. Podemos estar sentido qualquer coisa, de polaridade boa ou ruim, mas não nos identificamos mais com isso, pois sabemos sermos muito mais do que apenas isso. Esse passo nos dá uma bênção evolutiva na maturidade de lidarmos com as emoções;
  • no próximo estágio, podemos passar a nos identificar com nossas situações de vida. Não somos mais os pensamentos ou as emoções, mas pensamos ser aquele(a) numa determinada situação, um quadro financeiro, familiar, social e profissional determinado. Passando determinadas dificuldades ou desfrutando de certas bênçãos. Mas já sabemos muito sobre desidentificação, então, rapidamente também percebemos sermos muito mais do que apenas um ser humano terrestre manifestando certas condições e cenários sociais e individuais. Essa gama enorme de coisas faz parte do que somos, mas não somos apenas isso. E essa percepção é muito libertadora, pois nos dá a possibilidade de orientação por novos parâmetros e não apenas por aqueles que nos conduzam a ter uma boa condição sócio cultural ou qualquer outra com todos os seus demais prismas (bons relacionamentos, sucesso etc). Mesmo estando numa situação adversa somos capazes, neste estágio de desidentificação, de perceber sermos parte de um processo muito mais amplo do que apenas o da condição da personalidade e de qualquer coisa com a qual a mesma seja capaz de se identificar.

A evolução dentro da espiral da desidentificação nos capacita cada vez mais a liberar nosso poder para nossos pensamentos e seus efeitos manifestos estarem cada vez mais próximos.

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Impecabilidade

Cuidar do nosso fluxo e potência energéticos, bem como da nossa ressonância com todas as coisas, nos possibilita ter um bom campo mental.

IMPECABILIDADE significa a habilidade para usar, direcionar, administrar e armazenar energia de forma perfeita. Isso nada tem a ver com uma maneira ética ou moral de se conduzir a vida, é algo além disso.

Para absorver com a merecida profundidade este tema, é interessante que você possa ter acesso ao conteúdo da palestra de Leslie Temple Thurston sobre essa questão. O resumo aqui apresentado é apenas esquemático e para ancorar o entendimento e aplicação do rico espectro envolvendo tudo o que a Impecabilidade implica. Acessar o conteúdo Integral da palestra de Leslie Temple, além de instrutivo, é bastante inspirador e poético.

Procedimentos e direcionamentos que tomados em conjunto são capazes de lhe trazerem a vivência de uma atitude e uma vida impecável são:

  • Revisão periódica e programada da sua própria vida; Neste caso, é interessante inclusive estabelecer planos e metas de longo e curto prazo a serem atingidos;
  • Análise de rotinas – nesta análise deve-se estar atento para dissolver progressivamente todas aquelas rotinas que lhe tiram energia ou realizadas pura e simplesmente por conta de hábitos inconscientes;
  • Prestação de serviço social voluntário;
  • Manutenção de diários – sugestão: um de registro da jornada espiritual; outro para processamento de polaridades e de eventos, situações, traumas e condições de vida e manifestação limitantes;
  • Fazer e utilizar uma lista de coisas que sugam sua energia e outra daquelas que lhe dão energia;
  • Passar algum tempo sozinho;
  • Manter contato frequente e de qualidade com a natureza;
  • Praticar meditação;
  • Praticar a contemplação;
  • Manter sua casa sempre limpa, arrumada e bonita;
  • Ter mudanças como hábito em sua vida;
  • Rever os relacionamentos habitualmente, mantendo apenas aqueles que fazem parte do seu presente e ressonantes com as evoluções atingidas em sua jornada espiritual;
  • Tomar consciência de suas motivações;
  • Praticar exercícios dissociados de qualquer aspecto competitivo.

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A realidade criada como reflexo de nossas crenças

Bem, como vimos, a realidade não se forma diretamente a partir de cada pensamento que temos de modo a evitar a manifestação do caos contínuo.

Entretanto, a realidade manifestada tem claramente a influência direta do nosso conjunto de crenças sobre ela. A nosografia e a leitura corporal são exemplos de como podemos comprovar essa influência das nossas crenças sobre a manifestação da nossa realidade física.

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Nosografia

Nosografia é a descrição sistemática das doenças considerando seus aspectos causais, com ênfase nos comportamentos e emoções associados ao surgimento e manifestação das doenças em nós.

Para chegar a esse tipo de conhecimento são considerados aspectos funcionais, orgânicos, psicológicos e ainda outros multidisplinares da manifestação humana de modo a podermos chegar a hipóteses comprovadas a partir do estudo e observação sistemáticos de diversos casos analisados.

Por exemplo: o sistema respiratório tem uma ligação direta com questões ligadas a convivência e relacionamento. Chegou-se a esse conhecimento a partir de dados diversos. Dentre muitos outros, são citados alguns aqui apenas para ilustrar este ponto:

  • Respiração está intimamente ligada a trocas, no caso, troca de gases do ambiente externo com o ambiente interno;
  • Os pulmões formam a maior área de contato que temos. Todos os alvéolos abertos somam cerca de 70M² em média, contra apenas 3M² da extensão de toda a pele;
  • Os pulmões, junto com os rins e os testículos ou ovários, são os únicos órgãos funcionando em pares, refletindo naturezas intrínsecas de correlação, relacionamento. Os pulmões estão ligados a contatos informais, os rins a contatos familiares e os ovários ou testículos a contatos íntimos e sexuais;
  • Pessoas com problemas respiratórios invariavelmente apresentam problemas de convivência com pessoas próximas. Caso eu não goste de uma pessoa, posso até evitar que ela toque em mim (pele), mas não consigo bloqueá-la de respirar o mesmo ar que eu (especialmente se estivermos num mesmo ambiente), inevitavelmente, partículas gasosas serão trocadas entre nós, o ar que em determinado momento está dentro dela estará dentro de mim, e vice-versa, sendo catalizado para meu metabolismo a partir dos pulmões...;
  • Pessoas gripadas estão em conflito de convivência. De certa forma querem estar perto dos outros, por outro lado não, tanto que os outros não devem nem se aproximar delas para não serem infectados. Aqui ainda se acrescenta o seguinte: toda inflamação denota conflito (sistema imunológico em guerra...).

A nosografia é apenas um recurso para constatar como nosso conjunto de crenças cria nossa realidade. Quanto mais estudamos sobre isso, mais percebemos o quão claro isso é. Caso tenha interesse em se desenvolver um pouco mais sobre isso, comece pelo conteúdo de indicação do livro a “A doença como caminho”, de Thorwald Dethlefsen e Rudiger Dahlke. 

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Leitura Corporal

Assim como a nosografia, o desenvolvimento das teorias de leitura corporal nos mostram claramente como nosso conjunto de crenças influencia a criação da realidade: nossos corpos refletem claramente nossas formas de pensar e posturas sobre a vida. Há muito material sobre isso e está além da proposta deste conteúdo aprofundar o tema aqui.

Uma leitura corporal bem feita deve contar com contextualização e amorosidade por parte de quem a faz, de forma a evitar generalizações e desdobramentos preconceituosos e até mesmo grotescos. De qualquer forma, consta aqui apenas um exemplo: repare nas pessoas andando em um parque. Preste atenção àquelas com a cabeça à frente de todo o corpo. É fácil e claro perceber como elas estão polarizando a mente sobre todas as demais coisas...

Para constatar mais por si próprio(a) sobre esse conhecimento há várias fontes, aqui estão sugeridas apenas duas:

  • O conteúdo sobre as estruturas de defesas de personalidade, o qual desdobra padrões de distribuição energética pelo corpo, refletindo-se em manifestações físicas específicas, como um corpo esguio, diferenças entre metades corporais, ângulos acentuados de articulações e dedos, joelhos rígidos etc;
  • O livro “O corpo fala” de Pierre Weill.

Tanto a nosografia como a leitura corporal servem como exemplos e constatações claras da influência de nossas crenças e padrões mentais sobre a construção da realidade. Eles interferem diretamente na construção e manifestação de nossos corpos. A organização e manifestação de nossas sociedades e civilizações também seguem o mesmo processo de refletir o conjunto de nossas crenças enquanto seres que compomos essas mesmas sociedades e civilizações. Analise e constate por si mesmo(a).

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Organização da Mente

Assim como podemos tropeçar em um móvel na sala da nossa casa, também podemos tropeçar em um pensamento. Também é possível derrapar, empacar e tantas outras coisas...

Não há diferença entre o mundo físico e o mundo não físico. Ambos são apenas manifestações de uma mesma energia universal pela qual são criados e mantidos.

Atos Falhos

Atos falhos podem ser definidos quando ocorre algum tipo de quebra ou disfunção entre aquilo que se pretendia e aquilo manifestado.

Por exemplo: você pensa em dizer uma palavra e diz outra; ao escrever, troca uma letra por outra; sai de casa e esquece uma lâmpada acesa; troca um número de telefone ou endereço por outro; tropeça ou esbarra em alguma coisa dentro de casa ou ainda tantas coisas nesse sentido.

Os atos falhos funcionam como mensagens do nosso inconsciente de coisas para as quais estamos precisando dar maior atenção e processá-las. O inconsciente manifesta-se a partir de vários sinais cada vez mais intensos. Uma forma boa de integrar as manifestações do inconsciente é ouvi-las a partir dos sonhos, pois assim não precisam chegar à realidade manifestada do dia-a-dia. Entretanto, dificilmente temos desenvolvida a capacidade de fazer essa integração a partir de um nível tão sutil como o dos sonhos ou pequenos sinais do cotidiano.

Os atos falhos são um dos passos dentro dessa manifestação do inconsciente, podendo estar em diversos níveis. Tanto pode ocorrer algo simples, como os exemplos citados acima, como algo, ainda que simples, acabe redundando em um acidente fatal.

Analisar a quantidade e intensidade de atos falhos por nós cometemos no dia-a-dia nos auxilia em muito a entendermos como andam nossos processos mentais: quanto maior o número, “qualidade” e intensidade de atos falhos, mais evidente o nível de confusão em dos nossos processos mentais. Minimizar os atos falhos através do emprego da atenção e conexão com o presente é fundamental para a implementação de uma mente, e consequentemente de uma vida, organizada, equilibrada e segura.

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Como é sua caixa postal?...

A caixa postal de e-mail da maioria das pessoas reflete a grande confusão de informações que circulam pelo mundo, a infinidade das formas-pensamento circulando pelos diversos campos da realidade e que nos assediam constantemente.

É muito comum as pessoas possuírem milhares de mensagens dentro de uma mesma caixa de entrada, centenas delas sem terem sido lidas, gerando uma dificuldade muito grande em se conseguir orientar dentro de sua própria caixa de mensagens, saber o que é ou não importante, localizar com facilidade mensagens etc.

Organize sua caixa postal:

  • Aprenda a criar pastas e arquive suas mensagens por assuntos;
  • Arquive apenas o necessário;
  • Delete todo o lixo recebido; aprenda a criar filtros contra mensagens indesejadas;
  • Trate apenas um assunto por cada mensagem, evitando tratar muitos assuntos diversos numa mesma sequência de trocas com alguém, pois algumas coisas já foram resolvidas e outras não dentro de um mesmo e-mail com vários assuntos, gerando um universo desnecessário de conteúdo e desgaste de atenção, além de confusão;
  • Utilize títulos esclarecedores em relação ao que deseja mandar para os outros, com o máximo de informações resumidas sobre o assunto geral, qual parte será desdobra (se houver essa possibilidade), data e local do evento em questão (se for o caso);
  • Ao responder as mensagens, vá apagando as mensagens originais, de modo a ficar apenas com o registro histórico das conversas numa mesma mensagem;
  • Tenha como parâmetro que em sua caixa de entrada tenha apenas o número suficiente de itens para você ver todas as mensagens ainda não lidas e/ou resolvidas em uma única tela, de modo a você ter uma clara visão do que está pendente ou não, além de uma organização que lhe permita sensação de tranquilidade ante suas tarefas ligadas à caixa postal.

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Como é sua casa, seus armários, seus arquivos?

Assim como fizemos uma análise mais detalhada da caixa postal de e-mail, podemos fazer um paralelo direto da nossa organização mental com a organização da nossa casa, dos nossos armários, gavetas e arquivos.

Quanto mais organizada, limpa e arrumada nossa casa e nossos arquivos, melhor clareza mental estará perto de nós, afinal nossa casa, é NOSSA, nós somos quem as fazemos ser do jeito que são.

Mantenha sua casa da forma mais simples possível. É possível ela ser bonita, confortável e agradável e ao mesmo tempo simples. Mantenha apenas o útil. Jogue fora tudo o que não serve mais ou não tem utilidade, abrindo espaço para o novo. Acúmulo do desnecessário reflete e reforça energia estagnada manifestada no mundo a partir de você próprio(a).

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Como é seu carro?

Para o carro valem os mesmo pressupostos da casa e da caixa postal. Seu carro está sempre sujo, sempre entulhado de lixo ou diversas coisas dentro dele? Ele é arrumado na parte “social” e totalmente lotado de muitas coisas no porta-malas?...

Lembre-se: tudo aquilo sob nossa guarda neste mundo reflete nossos padrões internos de operação...

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Pra finalizar: você é certinho demais?...

Uma vez já passados os direcionamentos básicos de limpeza e organização de nós para com as coisas sob nossa ação e domínio, cabe uma reflexão para também não tornar esses pontos traços obsessivos.

Não tente mudar sua vida de uma hora para a outra e nem seja rígido com os padrões de organização, isso também refletirá frequências mentais rígidas e/ou muito polarizadas, as quais por si só também demonstram desequilíbrios em nossa manifestação. Tenha a orientação da organização e ela irá se estruturando em sua vida harmonicamente, sem pressão, sem estresse. Tenha flexibilidade para atravessar as constantes variações no ambiente sem se aborrecer, retomando contínua e calmamente os estados de centramento, afinal de contas, a mudança é uma certeza absoluta que temos.

O equilíbrio e harmonia em uma casa, um carro, uma caixa postal ou mesmo uma vida não são aqueles que não sofrem variação ou passam por intempéries, mas sim aqueles pelos quais estamos sempre zelando e recebendo as bênçãos de cumprindo seus papéis de nos servirem, com os ônus operacionais devidos. Por exemplo: não vale à pena manter a organização da sua casa sob o signo de não se poder isso, não se poder aquilo e aquilo outro, pois vai sujar, vai estragar, vai desarrumar etc. A manutenção é uma tônica constante da vida, nossos corpos são assim, o universo é assim, vivem em constante autodestruição para se autoreorganizarem, renovados, a cada instante.

A pessoa que manifesta rigidez em relação a qualquer valor deve abrir-se para os conceitos de descondicionamento e de-programação, a fim de entrar em equilíbrio dinâmico e contínuo com as necessidades sempre novas das situações. Saber ser organizado sem ser paranóico com as coisas. A velha e boa tônica do equilíbrio. Sempre.

Um pensamento por si só além de uma associação racional lógica e estruturada também traz em si uma frequência determinada redundando em certas qualidades específicas. Pensamentos com cenários diferentes podem trazer estruturas bastante semelhantes.

Façamos uma analogia com os filmes: você pode assistir a vários filmes no cinema ou na tv de sua casa várias vezes dentro de, digamos, um mesmo mês. Você viu várias estórias diferentes, com vários atores diferentes. Mas pode acontecer, algo não raro, de você ter um gosto bastante específico, e ao final das contas quase todos os filmes assistidos terem sido de comédia, ou aventura, ou ação, tanto faz. Suponha que a maioria foi de um mesmo gênero.

As estórias mudaram, mas as emoções (de riso, adrenalina, medo, suspense, românticas) foram as mesmas, pois você pode ter optado por uma mesma linha de filmes...

Assim é nossa mente: ela percorre sempre os mesmos caminhos, inclusive fisicamente falando, pois os impulsos cerebrais tendem a percorrer os mesmos conjuntos de conexões neurais pelos quais sempre passam, uma vez que essas conexões obedecem a lei de uso e desuso, dentro da qual aquilo que se usa fortalece, aquilo que não se usa, atrofia...

Uma pessoa, por exemplo, muito triste, terá muitos e muitos pensamentos ao longo do dia, sobre as coisas mais diferentes. Entretanto, uma tônica de tristeza irá permear a maioria deles.

Esse é um processo muito sutil e normalmente apresenta-se de formas bastante ardilosas, muitas das vezes, se quer percebemos o que está acontecendo dentro de nossas próprias mentes.

Indo mais além na analogia com os filmes, também podemos começar a perceber que muitos filmes têm uma estrutura geral bastante parecida. Peguemos, por exemplo, uma estrutura muito comum em filmes americanos: muitos dos filmes americanos têm questões bem claras de dividir as pessoas como essencialmente boas ou más, há um conflito envolvendo e atrapalhando a pessoa essencialmente boa a atingir determinado objetivo, trazendo emoção à trama e fazendo com que tudo seja resolvido, sempre, no último segundo, há sempre um envolvimento afetivo marcante e por aí vai.

Nossa mente também se estrutura dentro de sutilezas que nos tornam de difícil percepção muitas das frequências contínuas com as quais trabalha. Entretanto, desenvolvendo nosso observador interno e nossa testemunha podemos começar a captar e diferenciar essas frequencias tanto em nós quanto em outras pessoas.

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Desenvolvimento da testemunha, do observador

A testemunha ou observador interno é algo muito falado dentro da senda do encontro pessoal, especialmente quando o assunto é meditação. Inclusive, muitas linhas de exposição sobre esse assunto chegam a afirmar ser a nossa natureza interna a de observador. Nossa natureza interna é algo realmente complexo, vai muito além apenas de uma perspectiva de observador. Há, por exemplo, uma forma de nos dividindo o Eu em observador, experienciador e questionador. É uma classificação bastante interessante e inclusive divertida de ver a nós próprios.

Em geral, essa tendência de nos círculos místicos focar a questão da nossa natureza observadora se deve em grande parte a termos nos identificado em larga escala com nossos experienciadores, nos percebendo apenas como tais. Entra, então, o ensinamento de desenvolvermos nosso observador de modo a percebermos sermos muito mais do que apenas aquele(a) que experiencia e vive o e no mundo.

Desenvolvendo nosso observador interno, nossa capacidade de perceber as frequencias mentais predominantes em nós cresce rapidamente. Começamos inicialmente a perceber as frequencias mais evidentes e agudas. Posteriormente também começamos a detectar padrões mais sutis e complexos.

Veja no texto sobre os Instrumentos e Práticas de Cura e Expansão de Consciência o item específico de como fazer para desenvolver sua testemunha interna.

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Analogia dos pensamentos cotidianos com os sonhos

Assim como nos beneficiamos intensamente nos conectando com nossos sonhos e realizando a interpretação de o que o inconsciente está nos mostrando (veja o texto específico sobre a Integração dos Sonhos), ao começarmos a identificar as frequencias metais constantes e predominantes em nós, damos um grande passo dentro da jornada de encontro pessoal e expansão de consciência.

Analisando nossas frequencias mentais continuamente passamos a perceber que o padrão mental por trás dos conteúdos lógicos e racionais à sua frente funcionam exatamente como nossos sonhos, no sentido de representarem questões internas sobre as quais precisamos nos desenvolver de forma a seguir na trilha do encontro pessoal e da jornada da alma.

Indo além de apenas percebermos as frequencias mentais, passamos a ver nosso próprio dia-a-dia como questões a serem decifradas e que nos revelam muito sobre nós próprios, passamos a dar valor simbólico e referencial a todos os fatos. Por exemplo: um problema na bateria de nosso carro pode ser entendido não como algo fortuito, mas sim como uma questão de falha ou descarregamento energético (bateria) em nossos recursos de locomoção e mobilidade (carro). Uma infiltração em nossa casa pode gerar uma interpretação de conteúdos emocionais (água) em excesso por serem trabalhados e desenvolvidos em nosso âmbito de recolhimento (casa). Bem, esses são apenas dois exemplos para despertar o raciocínio e a percepção sobre esse tipo de possibilidade de visão e interpretação dos fatos que nos envolvem e dos símbolos que eles podem estar trazendo em si próprios.

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Quebra de frequência

Quebra de frequência é uma das chaves de cura mais poderosas existentes e ocorre quando conseguimos mudar uma percepção de um transe ou acordar de um surto, profundo ou não (veja mais sobre surtos e transes no texto sobre o Processo de Cura). O exercício de quebra de frequência é extremamente poderoso e simples de ser realizado em trabalhos de cura, potencializando nossa capacidade de quebrar padrões mentais que nos levam a idéias fixas e abrindo canais para conseguirmos mudar as coisas em nossas vidas com as quais estamos tendo dificuldades em lidar.

Aprendendo a perceber nossos padrões de pensamentos como frequencias mentais cada vez mais precocemente conseguimos detectar o começo de uma linha de raciocínio, de um pensamento, e podemos optar por continuar ou não com aquilo, decidir se é do nosso interesse ou não o que está acontecendo, se o pensamento está sendo movido pela indução do próprio gerenciamento do Eu ou se é apenas algo frequenciado à revelia da consciência, se a mente está apenas em um processo “à deriva”...

Deixar a mente “à deriva” apenas consume nossa energia sem qualquer proveito benéfico.

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Detecção precoce das frequências mentais

Quanto mais desenvolvemos nosso observador e damos atenção às frequências dos nossos pensamentos, mais precocemente conseguimos detectar o que está sendo frequenciado por nossa mente.

Através da detecção precoce das frequências mentais podemos captar os pensamentos logo em seu começo, possibilitando ao gerenciamento do eu optar (exercer o livre arbítrio) em relação a querer ou não dar prosseguimento ao desenvolvimento dos pensamentos em questão, considerando-se especialmente aí muito mais o tipo de frequência começando a se manifestar que seus conteúdos objetivos em si...

Assim, quando um pensamento de uma frequência que não nos interessa começa a se formar, podemos abandoná-lo cada vez mais precocemente, até o ponto da frequência indesejada simplesmente não encontrar mais terreno para se quer apresentar para nós, liberando nossa energia para coisas que nos interessam mais.

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“As vibrações do meu pensamento
são forças de Deus em mim,
que em mim ficam armazenadas
e que de mim se irradiam para todos os seres, constituindo meu Eu um centro de emissão
e recepção de tudo o que é bom,
alegre e próspero.”

Trecho da Consagração Pessoal

Partindo dos pressupostos que:

  1. pensar causa; e
  2. temos uma ferramenta poderosa à disposição fazendo opções sucessivas, constantes e dinâmicas em relação a certas frequências mentais e a certas construções de pensamentos.

Quais serão, então, os pensamentos e crenças pelos quais podemos optar ter para transformar beneficamente a nós mesmos e ao mundo no Planeta Terra, o qual, com certeza, necessita de mudanças drásticas, profundas e definitivas para tornar-se um lugar confortável à existência humana? Como podemos aplicar praticamente e com eficiência a programação mental para atingirmos esses objetivos?

Antes de passarmos a alguns exemplos práticos do que podemos optar frequenciar enquanto pensamentos e crenças, vamos ver alguns aspectos importantes para isso dar certo.

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Relação com outras questões

Programação Mental bem sucedida deve estar associada a um conjunto de outras questões que a balizam, referenciam e nos dão a segurança de podermos seguir em frente com sucesso. Caso contrário, corremos alguns riscos graves, como estarmos fortalecendo o ego e a vaidade de forma destrutiva, estarmos ficando “cabeças-duras”, autoindulgentes e por aí vai...

Emoções

Uma das primeiras coisas a ser considerada é a esfera emocional de quem está procurando trabalhar conscientemente com uma boa Programação Metal. As emoções e a capacidade de lidar com emoções poderosas e desafiadoras devem estar equilibradas, tranquilas e serenas.

Muitas pessoas têm uma força mental bastante potente, mas facilmente explodem por motivos diversos ou sobrepujam sua vontade a vontade alheia. Isso é um sinal apenas de força mental mal utilizada...

Para saber como lidar com emoções e sentimentos desafiadores, veja o texto específico sobre lidar com sentimentos.



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Equilíbrio Geral

O equilíbrio geral envolve uma série de fatores, muitos deles citados e descritos ao longo desta monografia. Segue uma lista com alguns comentários:

  • meditação – a meditação garante à pessoa que está se trabalhando sob a ótica da programação mental conheça em profundidade o que são seus pensamentos, sua natureza e seus processos. Torna-a ainda capaz de desenvolver senso crítico em relação a eles não se tornar refém dos mesmos, além de ajudar sobremaneira a quebrar frequências mentais indesejadas;
  • atividade física saudável e não competitiva – denota o equilíbrio geral da pessoa e sua capacidade de manifestar no mundo físico o que está criando em sua mente. As pessoas com necessidades físicas especiais, restrição de movimentos e questões de formação física específica ou limitadora devem entender que têm neste ponto um desafio particularmente especial, procurando formas de compensação e/ou superação;
  • impecabilidade – garante à pessoa a correta utilização energética para elevação e utilização benéfica da força que adquire com a Programação Mental;
  • neutralidade – traz a pessoa para o centro de si mesma, tornando-a um ser capaz de propagar luz, força e equilíbrio por onde passe ou com quem quer que esteja. Sem neutralidade, a força mental pode pender para lados específicos, gerando desequilíbrios vários.

Os exemplos acima são apenas algumas das coisas para as quais devem ser dadas uma atenção especial, pois, na realidade, uma Programação Mental bem sucedida em uma pessoa a levará a equilíbrio e harmonia em todas as áreas de sua vida. Toda e qualquer área a ser considerada deverá estar em ordem se houver uma estrutura geral de Programação Mental e crenças bem escolhidas, seguidas e manifestadas. Nesse tipo de caso, a pessoa agregará várias qualidades benéficas, como simplicidade, humildade, força, harmonia, graça, felicidade, beleza, paz interior, não julgamento, propagação da verdade, amor, carinho etc. Qualquer coisa que aponte para sintonias diferentes disso é sinal de pontos a serem descobertos e reorientados.

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Mantras

Este assunto pode ter desdobramentos bastante específicos e complexos, entretanto, de uma forma geral e simplificada, podemos dizer que mantras são formações sonoras ou mentais usadas repetidamente, em intervalos regulares, com fins próprios para focar, despertar ou programar a mente em frequências mentais desejadas.

No sentido usado ao longo deste conteúdo, entende-se até mesmo pequenas formações com significação mental específica dentro de uma determinada linha nos valendo como mantras. Por exemplo: a expressão “sou bom o bastante” pode ser usada como um mantra. Numa outra língua, essa mesma expressão teria outra formação e sonoridade. Dependendo do mantra e das línguas em questão até mesmo pequenas variações de significado podem estar presentes.

Para determinadas linhas de pensamento, a linha sonora específica do mantra é de importância fundamental, não podendo variar de forma alguma, independentemente da língua de quem o pronunciar, pois é considerada a frequência vibratória gerada por quem pronuncia o mantra.

Independentemente de uma questão conceitual em definir se os mantras estão ligados a aspectos de seu conteúdo analítico, de sua vibração sonora, aos dois aspectos simultaneamente ou ainda a qualquer outro tipo de característica ou funcionalidade, importa dentro do contexto geral deste conteúdo de Programação Mental saber que eles constituem-se de poderoso artifício para trabalhar a mente. Mesmo as repetições contínuas e seguidas de frases não configurando mantras também possuem efeitos específicos sobre a ótica da Programação Mental.

Para conhecer um pouco mais sobre os mantras, vale muito à pena uma dedicação e prática de médio e longo prazo. Você pode começar sua pesquisa pelo texto do Kalu Rimpoche sobre esse assunto.

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Poder da Oração

Muito já foi dito e vivenciado por milhares de pessoas sobre o poder da oração.

A Programação Mental pode ser beneficiada pela utilização das orações em decorrência de alguns fatores distintos e interligados entre si:

  • elevação energética e vibratória – o estado de oração por si só denota um direcionamento de se posicionar no mais alto grau de elevação e frequência com nossas partes mais nobres e espiritualizadas. Em toda prece feita com concentração e propriedade (e não apenas automática ou levianamente) os estados de elevação serão propiciados. Apenas a sintonização desses estados já se constitui em elementos potencializadores para se atingir ou se beneficiar de qualquer coisa dentro deles frequenciado, pedido ou direcionado;
  • conteúdo interno profundo – uma das formas de oração constitui-se de conteúdos internos e específicos gerado pelo próprio orador. Estando em estado de elevação vibratória e alta sintonização espiritual, o orador pode gerar um diálogo interno profundo, que reflete, estrutura e revela partes importantes de si próprio. A concentração sobre essas áreas em estado de oração gera efeitos bastante benéficos;
  • egrégora energética potencializada de estruturas específicas – rezas específicas repetidas muitas e muitas vezes por milhões de pessoas, mesmo em línguas diferentes, ao longo de milhares de anos, como por exemplo o “Pai Nosso” e a “Ave Maria”, têm uma egrégora energética bastante forte e intensa no campo mórfico da consciência humana e universal. Ao começar uma reza assim, a pessoa automaticamente acessa esses campos e se beneficia potencialmente deles, especialmente se não proferir essas orações apenas de forma automática, o que pode ocorrer de forma a dissipar energia ou até mesmo gerar efeitos maléficos... É bastante interessante pessoa refletir sobre o conteúdo do que quer dizer as rezas de formas pré-definidas que usa. Muitas têm palavras de uso incomum e pouco conhecido, podendo ter inclusive estruturas desinteressantes, como, por exemplo o “rogai por nós PECADORES”... Em muitos círculos abertos para as tendências da Nova Era, passagens antigas de rezas consagradas vem sendo melhoradas e atualizadas (por exemplo: “rogai por nós humanos de boa vontade, agora e sempre e sempre” ou “agora e na hora da nossa ascensão” e por aí vai).

É importante ressaltar que orar não significa apenas pedir coisas para as esferas superiores, mas pode, E DEVE TAMBÉM, se fazer e envolver por um ato de gratidão às esferas mais elevadas e sagradas que consigamos frequenciar. Aliás, pedir coisas, só reforça nosso lado de coitadinho e necessitado (a frequência de carente). Já passou da hora de assumirmos nossa divindade e trocarmos o pedir pelo oferecer, isso em todas as áreas de nossas vidas. Não peça ou espere nada pra você, ofereça tudo o que puder aos outros. Procure as pessoas porque tem o que oferecer a elas e não porque está carente e precisando de algo... Faça isso e experimente por si próprio(a) o poder e realização que isso traz.

Há um novo tipo de oração que vem sendo mais difundida na Terra nas últimas décadas trazendo afirmações de poder em si próprias, com estruturas mais determinantes, nos desenvolvendo na mestria da utilização do poder da palavra, como a consagração pessoal, a oração de cura e a oração da co-criação.

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Dê especial atenção a suas palavras

Palavras são objetos de força, trazem em si próprias a condensação de uma energia específica refletindo diretamente a qualidade dos nossos pensamentos e emoções.

Preste bastante atenção e dê especial importância às palavras que proferir, tanto ao seu conteúdo analítico quanto aos aspectos “secundários” e não verbais das mesmas, como a entonação, a força, a altura, os sentimentos que trazem em si etc.

Além de coisas mais evidentes como evitar palavras com carga energética pesada ou até mesmo devastadora, também podemos nos valer de procurar dar todos os up grades possíveis ao que dizemos.

Por exemplo: é uma boa idéia sempre que possível trocarmos a palavra “problema” pela palavra “desafio”. Inclusive, há línguas nas quais essas duas palavras são a mesma...

Pára-quedistas não gostam de usar a expressão “pular de pára-quedas”, mas sim “saltar de pára-quedas”. Pode parecer um pouco esnobe ou chato, mas tem um propósito específico. Não estamos aqui julgando o mérito desse propósito, mas ressaltando a importância do valor de afinarmos o máximo possível tudo aquilo que dizemos, dar atenção primeiramente à estrutura geral e depois aos detalhes e “polimento”.

Quando não souber o que dizer para alguém, procure não dizer qualquer coisa, mas diga exatamente isso “não tenho ainda as palavras certas para lhe dizer o que preciso”. Pense nisso...

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Dando vazão a conteúdos mentais

Estar com a mente em silêncio tem uma relação direta com o número de coisas, tarefas e agendas autocobradas para serem feitas, providenciadas, encaminhadas etc. Quanto maior o número de atividades em back log para serem realizadas, menor o potencial para se conseguir ficar quieto e em paz interior. Não que você não possa ficar em paz interior se tiver algo por fazer, mas ficar sem fazer nada, em puro silêncio quando há algo por se fazer é mais difícil, pois a própria condição de um espírito em paz, o direciona para fazer, a cada instante, a cada momento, o que deve ser feito, estar no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas em harmonia com o todo.

 

Temos a necessidade natural de realização de desejos e metas de vida para o atingimento do estado de conclusão das motivações, com consequente liberação das recorrências mentais ligadas ao autofluxo da energia psíquica gerados em decorrência desses mesmos desejos e metas. Uma das grandes dificuldades que temos em parar a mente e/ou nos conectarmos no presente é por conta do grande volume de conteúdos brotando incessantemente em nossos pensamentos, sendo que desejos e metas não realizados são uma fonte constante de motivações para a mente apoiar-se em trazer à tona conteúdos mentais.

 

Resumindo: realizar seus desejos, sonhos e metas; colocar em dia sua vida, suas obrigações; liberar seus arquivos psíquicos e físicos (limpar a casa, os armários, dar encaminhamento a tudo o que não se usa mais). Tudo isso libera âncoras nas quais a mente se apóia para ficar funcionando constante e ininterruptamente em círculos.

 

Há ainda outra coisa: a linearidade mental exige constantemente nossa atenção, desviando nossas energias psíquicas e vitais para os mais diversos tipos de comportamentos, atitudes e sentimentos. Essa linearidade está ligada à percepção de tempo como o percebemos mais comumente. É importante, então, acertarmos nossa percepção de tempo para conseguirmos estar no presente e manter a mente mais tranquila, centrada e conectada.

 

Todos temos distorções temporais (apoiadas no movimento mental...) ligadas a cada uma das 5 estruturas de defesas de personalidade, dificultando nosso estado de silêncio e presença. É importante conhecer as distorções ligadas a essas defesas e dissolvê-las em nós. Veja o quadro a seguir para saber quais são essas distorções, lembrando que para dissolvê-las por completo, é necessário trabalhar essas defesas como um todo...:

 

Esquizóide

Oral

Psicótica

Masoquista

Rígida

Experimenta o tempo universal; é incapaz de sentir o tempo linear ou de viver no presente, no mundo físico

Nunca tem tempo suficiente

Lança-se para o futuro

Sente que o desdobramento temporal se deteve

Sente o austero e mecânico movimento do tempo para frente

 (fonte: Luz Emergente – Barbara Brennan – p. 346)

Para calar a mente, uma das chaves está em dar vazão ao maior número possível de conteúdos mentais represados. Seguem algumas dicas:

 

- algumas (ou muitas...) pessoas têm o desconhecimento da sensação de dever cumprido, tão grande é o volume de coisas, ações e tarefas represado na mente e que recorrentemente insiste em brotar mesmo nos momentos de relaxamento, nos finais de semana, nas férias...  Priorize suas ações tomando como base aquela estória de escolher para colocar dentro do "pote" que você é primeiro as "pedras grandes"(*), depois as pequenas, depois a areia e por último a água, sem inverter essa ordem (o que ocorre normalmente...). Faça isso numa macro escala e depois automaticamente isso irá acontecendo em relação às questões do dia-a-dia. A médio prazo, você conseguirá ter momentos de sensação de dever cumprido, com tendência a serem cada vez mais constantes e duradouros;

(*) Suas "pedras grandes" podem ser, por exemplo, dinheiro e fama, ou então saúde, família, realização profissional...

 

- escrever, de uma forma em geral: anotar sonhos; poesias; textos diversos ou específicos (como, por exemplo, se estivesse falando para determinada pessoa o que sente a respeito da sua relação com ela). Seus textos não precisam ter necessariamente uma destinação ou chegar a um fim em específico. Se for o caso, você poderá até se desfazer, ou mesmo queimar, alguns conteúdos após anotá-los;

 

- colocar uma página pessoal na internet, um blog, foto log, entrar para um site gerenciador de relacionamentos e de comunidades. Esse tipo de ação nos ajuda a fortalecer o sentimento de afirmação pessoal e dar tranquilidade em relação à concretização de nossa necessidade espiritual de dizermos ao mundo quem somos, além de nos ajudar a criar um ambiente adequado para discernir quais os nossos conteúdos internos que estão ainda em fase de elaboração (e, portanto, devem permanecer não revelados, protegidos) e quais já estão maduros para serem expostos;

 

- organizar um plano de vida, estabelecer prioridades e urgências (muitas vezes estamos tão longe de uma clareza sobre nossos conteúdos internos que chega a ser necessário começar por definir até mesmo quem realmente somos...).

A mente inferior comum é predominantemente linear. Treinada, ela começa a dissolver urgências que ela própria costuma trazer à tona uma vez que essas mesmas urgências já tenham sido priorizadas e, por consequência, não se encontrem mais no plano de ação imediata, ou dependam de tarefas, atividades ou realizações prévias. A mente evita sempre o “re-trabalho” e o raciocínio duplicado em cima das mesmas questões. Você pode escrever um projeto (de vida) por conta própria ou ainda precisar da ajuda de um consultor de negócios ou outro profissional que possa apoiá-lo em seus projetos e estratégias. Um bom consultor de negócios poderá lhe ajudar nos seguintes itens:

·        Definição de plano estratégico profissional;

·        Elaboração de projetos profissionais e pessoais;

·        Concepção de estratégia de marketing profissional e pessoal;

·        Elaboração de planos de ação e definição de metas;

·        Estudo de cenários e inteligência competitiva aplicada;

·        Tutoria em comunicação e marketing;

·        Inclusão digital para negócios.

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Boas programações a serem implementadas

As programações sugeridas adiante são apenas sugestões, não encerram, claro, todas as possibilidades possíveis de crenças, pensamentos e frequências que podemos optar por ter para atingir transformações benéficas.

É importante ressaltar que essas crenças apresentadas denotam diretamente conteúdos racionais, estruturados, expressos em si. Embora esses conteúdos facilitem que a manifestação dos pensamentos ancorados torne-se realidade, essas idéias também possuem outras partes em suas estruturas (como já dito) que devem ser observadas, como as frequências, as questões ligadas à inteligência multifocal, harmonia e equilíbrio geral do pensador etc. Portanto, esses outros aspectos também devem ser observados quando a pessoa estiver pensando essas coisas, mantrando-as em seu consciente e inconsciente.

As sugestões de estruturação de crenças sugeridas aqui se compõem de afirmações e direcionamentos passados por diversos mestres espirituais e também pensadores da atualidade com notória capacidade de autodesenvolvimento. Como dito no tópico sobre as três formas de estruturação das crenças, podemos adotar algumas verdades simplesmente em decorrência do crédito que damos às suas fontes, independentemente de ainda termos a experiência direta delas ou a compreensão racional de suas verdades.

Este conteúdo faz parte de uma proposta de construção coletiva da realidade. Participe enviando suas sugestões a respeito de quais crenças são adequadas para a ancoragem de transformações benéficas no Planeta Terra.

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As cinco afirmações para as Estruturas de Defesa de Personalidade

Comecemos pelas programações e mantras associados às 5 Estruturas de Defesa de Personalidade.

Essas programações refletem crenças profundas e distorcidas ligadas à energia da essência que cada um de nós pode ter em maior ou menor grau. Entender sobre essas estruturas e o que podemos fazer por nós e pelos outros em relação a elas, tem o poder de transformar beneficamente o mundo. Aprofunde-se o máximo possível nesse conhecimento e em sua aplicação prática.

Aqui estão descritas apenas as programações mentais benéficas ligadas a essas estruturas, mas muito mais há a se saber e fazer no contexto ligado a isso, abrangendo, com certeza, uma das coisas mais profundas que podemos atingir.

Defesa Considerada

Mantra a Ser Focado

Desconectada

Estou seguro, estou aqui

Carente

Eu sou bom o bastante

Controladora

Estou seguro, sou a bondade

Invadida

Sou livre, eu controlo a minha vida

Rígida

Sou real, sou luz

 

Neste conjunto de crenças sugeridas expressas diretamente nos mantras a serem focados pelas pessoas que apresentam os padrões de cada defesa, é particularmente importante a lembrança daquela possibilidade de formação de crenças em decorrência do crédito que damos às fontes das quais vieram, pois esses mantras a serem focados refletem exatamente a distorção de crença que cada pessoa com essas defesas apresenta a partir da energia de sua própria essência.

É muito comum a própria pessoa não achar conscientemente que pensa assim (por exemplo, que ela não é boa o bastante), mas pensa. Ela só poderá constatar isso fazendo uma autoanálise das defesas que possui, a partir de métodos específicos de avaliação e aceitar, humildemente, possuir essas distorções fortemente alicerçadas em seus conjuntos de crenças. Após um tempo tendo tomado consciência de suas defesas e estar trabalhando as questões a elas ligadas, esse entendimento consciente vai ficando mais claro e evidente.

Por que acreditar em algo que não possa lhe parecer óbvio? Como dito, veja as fontes, tome contato com elas, sinta por si mesmo(a) se capta uma superioridade real (e não uma superioridade fria...) no conjunto total da obra, do conhecimento e das personalidades que estão canalizando as informações. No caso destas crenças ligadas às estruturas de defesa de personalidade, veja sobre isso diretamente no conteúdo a esse respeito.

Outras programações e afirmações que funcionam e agem diretamente sobre cada uma das defesas:

Defesa Considerada

Mantra a Ser Focado

Desconectada

Sou filho do universo

Faço parte de todas as coisas

Pertenço a tudo o que existe

Carente

Eu me sustento

Tenho todo tempo do mundo

Controladora

Nenhuma disputa

Invadida

Não domino, não sou dominado

Rígida

Sou capaz de qualquer coisa

Existem formas de realidades diferentes além da que percebo

 

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O(a) coitadinho(a) e o(a) sofredor(a) que existiam dentro de mim, morreram.

Quando o Discípulo está pronto,
o Mestre aparece.

Quando passamos a adotar a postura de focar o que em nós está gerando o mundo e as situações ao nosso redor, somos abençoados com diversos poderes e encaminhamentos da natureza e do universo a nosso próprio favor.

Quando acontece uma desventura conosco e nossa reação imediata é a de nos questionarmos o que em nós está acontecendo pra ter atraído aquilo, o que estamos recebendo como mensagem do Universo por ainda não ter aprendido algo específico, ao invés de apenas lamentarmos, é sinal de que conquistamos um marco muito importante da jornada espiritual e o Universo todo se alegra por isso, pois passamos a ser mais um próximo a manifestar o poder consciente da co-criação responsável e harmoniosa de todas as coisas.

Caso tenha dificuldades em abandonar os arquétipos de coitadinho e sofredor, uma das alternativas é a pessoa aplicar os conhecimentos ligados à dissolução das estruturas de defesas de personalidade, dando especial atenção à dissolução das defesas carente e invadida, bem como, posteriormente, também tendo o cuidado de não se deixar levar pelos poderes do ego e desenvolver uma defesa controladora como sendo o outro lado dessa moeda.

Siga em frente. Paz e luz.

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Sempre posso fazer algo benéfico por mim

Essa é uma grande crença, capaz de mudar quadros profundos muitas vezes dados como causa perdida pelas pessoas. Por não acreditarem nisso, muitas pessoas inclusive desistem da própria vida. Encontra-se na crença de que não se pode fazer nada por si próprio(a) a base para muitos tipos profundos de depressão e tantos outros males.

Muitos curadores e até mesmo linhas inteiras de técnicas e escolas terapêuticas partem do pressuposto que o primeiro passo para a pessoa começar um processo de cura consiste em ela assumir para si própria a responsabilidade por sua vida. Só a partir daí, dentro desse entendimento, algo realmente efetivo e transformador poderá acontecer. Mesmo não sendo o primeiro passo, todas as linhas holísticas convergem para entender esse como um estágio que se encontra no começo do processo de autotransformação e ancoragem do poder de cura em si mesmo.

No item “ficar de boa”, foi evocado o conhecimento “nada é tão ruim que não possa piorar bastante”. Pela própria ótica de saber usar bem o poder das palavras, é interessante não tomarmos essa frase como uma Programação Mental benéfica em si mesma (pois traz uma construção “negativa” em si mesma), mas a partir dela podemos extrair outros direcionamentos que sempre terão como nos ajudar e levar para frente.

Acreditar que sempre podemos fazer algo por nós mesmos é maravilhoso.

Tomemos uma situação totalmente desagradável e adversa em consideração. Se sei que sempre sou capaz de fazer algo por mim, o mínimo a fazer é agir de forma a não piorar nada, de modo que, quando a tempestade passar, eu possa estar na melhor condição possível para a retomada das coisas e não, por exemplo, ainda mais no fundo do poço em decorrência de ter dado “chiliques” e agido contra mim mesmo(a), quer tenha sido de forma efetiva ou mesmo somatizando pensamentos e sentimentos geradores de ainda mais adversidades para serem dissolvidas e metabolizadas. É comum as pessoas explodirem de raiva e chutarem ou socarem algo e ainda quebrarem a mão ou o pé. E isso é apenas um exemplo bem simples.

Na outra ponta dessa crença, ainda podemos atrair não apenas o não piorar situações, mas revertê-las de tal sorte que ao seu final sairemos delas melhor do que entramos.

Isso pode ser feito, inclusive, de maneira prática e não apenas em filosofia interna. Adote o padrão de toda vez que for investir em arrumar algo que deu errado em dar algum tipo de up grade na situação. Por exemplo: bateram no seu carro. Isso, com certeza, não é algo legal... Quando for à oficina arrumar os estragos, aproveite para consertar também mais alguma coisa já estragada ou ruim há muito tempo e que estava te incomodando. Se não tiver nenhum outro defeito, aproveite para melhorar algo, colocar algum acessório novo. Assim, quando sair da oficina você terá não apenas a sensação, mas a realidade, de não apenas ter se movido até ali para resgatar o prejuízo da batida, mas sairá de lá melhor do que quando bateram no seu carro.

Adote isso para consertos em sua casa e também para coisas que envolvam você diretamente. Experimente e veja.

Cumprir a agenda durante os momentos de vale, de dificuldade, é um dos fatores em comum das pessoas de sucesso em relação à realização pessoal. Elas conseguem realizar coisas mesmo quando não estão bem. A maioria de nós briga com o(a) parceiro(a) e aí mal consegue fazer uma ligação para um cliente no trabalho. Não tem inspiração para escrever um texto ou qualquer outra coisa produtiva/criativa. Aprenda a ligar e a escrever o texto independente de inspiração. Cumpra a agenda. Mesmo não se achando inspirado(a). Após adotar esse tipo de direcionamento, especialmente se não ficar repetindo para os outros não estar bem, você irá perceber que muitas das vezes, olhando em retrospectiva, o dia acabou tendo um rendimento normal, você fez tudo o que deveria ser feito, apenas uma sensação de estar se arrastando foi que o(a) acompanhou.

Quando revemos muitas das coisas que realizamos em estados de desânimo, mesmo coisas mais criativas, como escrever um texto ou decorar um ambiente, elas, vistas em retrospectiva, não nos parecem mais tão ruins. Estão lá: contém tudo o que deveriam conter, cumprem o propósito, mesmo não estando maravilhosas.

Quando cumprimos nossa agenda mesmo não estando bem, temos o benefício de, após passada a tempestade, estarmos prontos para irmos adiante e não apenas focados em “correr atrás do leite derramado”, afinal isso já foi feito...

O Universo foi muito bondoso conosco quando criou o mecanismo de aprendizado dentro das dificuldades. O mínimo que podemos extrair de algo ruim é o aprendizado e isso é uma grande bênção, pois se nem aprendizado pudéssemos extrair, ao final das contas haveria apenas a coisa ruim em si. Mas não é assim, todos sabemos disso. Sendo que além do aprendizado ainda há oportunidades de que algo mais possa nascer de uma dificuldade ou adversidade. Ancore isso dentro de você. Sempre.

“Sou o melhor amigo de mim mesmo, mas também posso ser meu pior inimigo”. Reflita sobre isso...

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Meus recursos de desenvolvimento são cumulativos e se potencializam
entre si

Muito mais do que apenas podermos sempre fazer algo benéfico por nós próprios, os recursos de desenvolvimento, autoconhecimento e evolução pessoal são cumulativos entre si.

Por exemplo: uma pessoa que preparou durante a infância e adolescência seu corpo para a atividade física, irá se beneficiar rapidamente da retomada de exercícios mesmo após um longo período parada.

Muitas vezes, podemos achar que tudo está muito difícil e contra nós. Especialmente em estados depressivos, podemos nos ver em situações dentro das quais acreditamos não haver saída pra nada ou tudo é desfavorável. Entretanto, para aquele que já optou conscientemente pela Jornada do Encontro Pessoal, os recursos acessados são como o gosto do sal ou da pimenta em uma refeição: são cumulativos. Quanto mais andamos nessa Jornada, mais os recursos se somam e fortalecem.

Podemos, por exemplo, estar muito mal em um determinado dia, tentando várias coisas “sem efeito” para apaziguar nossa alma. Tentamos meditar, relaxar, quebrar a frequência e “nada funciona”, mesmo ânimo para dar uma volta na rua pode estar nos faltando. Entretanto, em determinado momento, podemos ir tomar um banho e isso ser suficiente para nos relembrar ser esta uma das práticas, um dos recursos que temos para ajudar a nós mesmos. Um banho por si só é tomado por bilhões de pessoas todos os dias de maneira inconsciente, sem se darem conta de que isso pode ser uma prática poderosa de retomada, de purificação, de elevação.

Para aquele com a consciência já desperta para o presente e as coisas simples, esse mesmo banho pode ser o suficiente para mudar toda uma frequência que vinha se arrastando por todo um dia e despertar o ânimo perdido, startando a partir daí toda uma onda de equilíbrio e retomada. A pessoa lembra de estar fazendo por si própria algo benéfico (o banho), então pode somar, por exemplo, a ele a técnica de uma imersão quente com uma ducha fria rápida ao final para equilibrar e proteger os centros energéticos(*). O ânimo e a inspiração aumentam, novas atitudes benéficas podem ir se somando a partir daí, pois o corpo (e a alma) já tem as bases prontas para captar e usufruir desses “recursos”, já foi “treinado” para isso.

(*) além da técnica de tomar um banho quente com uma ducha rápida ao final, veja mais exemplos de práticas que podem ser agregadas a nossa vida nesse sentido no conteúdo sobre os Instrumentos e Práticas de Cura e Expansão de Consciência.

Num dia ruim, podemos não estar funcionando com vários dos recursos que já utilizamos para o nosso desenvolvimento, mas algum dos muitos outros, podem nos valer bastante e potencializar todos os outros.

No conteúdo sobre o processo de cura, em seu final, está postulado que não existe cura sem: meditação; atividade física regular, prazerosa, não competitiva e sem a geração de lesões; contato de qualidade e frequente com a natureza; expressividade; individuação; vida múltipla e rica em aspectos e abordagens; realização pessoal em todas as áreas da vida; amizades e relacionamentos prazerosos; manifestação consciente de todos os sentimentos; espontaneidade; suporte e conforto físico/material; clareza de percepção, visão e propósito; aceitação; equilíbrio; espiritualidade; capacidade de transitar harmonicamente entre os estados de interiorização e inteiração com o meio externo; manifestação artística; estilo de vida prazeroso; entrega; realidade.

Qualquer uma dessas coisas, para quem já as implementou como processos de sua Jornada de Encontro Pessoal, num momento difícil, podem servir como alavanca para sair de um momento adverso e nos relembrar de tantas conquistas já alcançadas.

Isso quando estamos considerando os momentos ruins, mas ainda há muito mais do que apenas isso: todas as práticas e recursos de autoconhecimento e evolução se somam entre si e dissipam inclusive mesmo a possibilidade de ocorrência dos momentos ruins. Por uma questão de dentro da realidade dual ainda termos a mudança natural das coisas de um estado para o outro e em decorrência também do resgate de nossos carmas, momentos ruins ainda estão muito presentes de uma forma em geral na vida na Terra, mas esteja ciente e tenha certeza de que é muito melhor passar por eles se valendo do efeito cumulativo benéfico e somatizado de nossas práticas de desenvolvimento e sustentação do que sem ele.

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Posso aprender observando as coisas

Há apenas uma coisa pior que aprender com os próprios erros: é não aprender com eles...

Isso é algo bastante capcioso. Parece realmente uma armadilha.

-       Mestre, como faço para me tornar um sábio?

-       Faça boas escolhas.

-       Como fazer boas escolhas?

-       Adquira experiência.

-       Como fazer para adquirir experiência?

-       Faça escolhas ruins...

Não precisamos aprender somente com nossos erros. Essa é apenas uma parte da estória, a parte mais dolorosa, digamos assim. Assim como o Universo criou o mecanismo do sofrimento para fazer com que possamos aprender com nossos erros, ele também nos brindou com algo maravilhoso: podemos aprender também com o erro do outro, observando sua situação com nossa capacidade de empatia e assimilação.

Muitas vezes precisamos conhecer nossos próprios limites para saber o que somos, como funcionamos. Nessa necessidade, acabamos por exceder esses limites. Esse é o momento no qual nos damos mal...

Entretanto, dia chega no qual aprendemos podermos ir apenas até um determinado ponto das situações e dali podemos apenas observar e aguardar o conhecimento advindo dessa observação nos chegar. Podemos olhar para a situação e aprender com ela, especialmente se houver outra pessoa nela envolvida até “a tampa”...

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O que posso fazer pelo outro?

Essa linha de pensamento não é bem uma afirmação, mas sim uma postura de vida ancorada na fé de que o poder em servir ao próximo envolve um dos pensamentos mais energizantes que alguém pode ter.

“O que posso fazer pelos outros?” gera todo um campo universal em nosso favor, pois não mais apenas as forças que nos regem e guiam, mas também as forças que regem e guiam aqueles que se beneficiarão diretamente das nossas ações passam a agir e conspirar em nosso favor.

Você pode fazer isso com um interesse apenas em ser retribuído pelo Universo ou se beneficiar de alguma forma, mas mesmo assim a prática de ajuda ao próximo por si só já gera condições de nos vermos em ação ajudando ao outro, nos possibilitando ir acertando imperfeições em nossas ações no servir ao longo do caminho (como essa, por exemplo, de servir com interesse em se autobeneficiar...). Melhor fazer algo por alguém, mesmo de forma não ideal, do que não fazer nada.

A forma ideal de fazer algo por alguém é realmente fazer fora de qualquer pretensão de retorno ou autobeneficiamento. Trabalho voluntário e descompromissado com reconhecimento, gratidão ou autobeneficiamento, trocar “o que ganho com isso” por “como posso servir? O que posso oferecer? Como posso ajudar?”.

Experimente e veja por si mesmo(a).

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Não fazendo o que quero, poderei fazer o que preferir

Este é um conhecimento muito profundo apresentado por Yogananda em sua autobiografia, num trecho de um encontro com um sábio/mestre.

O verbo preferir é um verbo de conjugação especial. A famosa frase “prefiro as louras”, sob a ótica gramatical está errada, pois a própria regência especial do verbo preferir denota que uma coisa só pode ser preferida em relação a outra. Seria correto algo do tipo “prefiro as louras às morenas...”.

Quando deixamos de fazer o que queremos para fazer o que preferimos, deixamos de ser “escravos” do nosso próprio querer e abrimos o campo das possibilidades para avaliar a cada momento considerado o que iremos fazer, inclusive podendo ir fazer o que queríamos previamente, mas não mais e só necessariamente o que já havíamos previamente direcionado.

As coisas mudam muito dinamicamente. A mente, então, nem se fala... Hoje queremos algo, logo em seguida tudo muda.

Por exemplo: podemos sair de casa com a intenção de correr no parque, ou ir ao cinema, tanto faz. Saímos de casa com certa determinação. Se nos tornarmos escravos dessa determinação, podemos perder a oportunidade do contato com o presente e não avaliar ou considerar determinados fatores não esperados que estão “batendo em nossa porta” para os quais não estamos dando a devida atenção. Nos exemplos citados, podemos sair para correr (o que queremos) e começar a corrida. Já no início do exercício podemos detectar que o melhor para aquele momento é andar (o que preferimos) e não correr ou ainda ir fazer uns exercícios de alongamento ou respiração. Podemos sair de casa para ir ao cinema (o que queremos) e no meio do caminho resolver visitar um amigo (o que preferimos)... Somos livres. Sempre.

Isso vale tanto para as coisas pontuais quanto para as grandes coisas da vida. Os grandes projetos. O equilíbrio, só para ressaltar, sempre é bem-vindo. Claro que deixarmos todas as coisas inacabadas por inconsistência de nossa força de vontade, não convém. Determinação e perseverança são grandes mestres e guias.

Entretanto, também devemos considerar sempre que tudo o que fazemos é com objetivos causais no sentido de sermos felizes, nos auto-realizarmos, nos conectarmos com a fonte e coisas nesse sentido.

Podemos estar indo dar uma corrida para termos uma boa saúde. Ter a boa saúde para atingirmos esses objetivos citados. Entretanto, em determinado momento, pode ser que insistir numa corrida tenha um custo/benefício em relação ao nosso crescimento pessoal muito inferior do que fazer algo diverso. Pense. Reflita. Vivencie.

Não faça o que você quer e aí você vai poder fazer o que preferir, até mesmo aquilo que queria inicialmente. Ou não...

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Somos muito mais amplos do que as limitações decorrentes da nossa autopercepção da condição humana

Um dos nossos sensos de percepção é nos entendermos como criaturas humanas. Entretanto, essa é apenas uma pequena parte do que somos.

Há uma frase em voga dentro do contexto da Nova Era que diz “Não somos humanos procurando uma experiência espiritual, somos espíritos passando por uma experiência humana”. Isso é muito revelador, abre muitos caminhos e dá uma nova dimensão à nossa consciência.

Viver a partir de uma diretriz do espírito é muito gratificante. É um marco na Jornada quando deixamos de seguir as diretrizes mentais, predominantes até mais ou menos o final da juventude e que reinarão até resgatarmos a intuição da nossa percepção espiritual. Podemos estacionar na percepção de seres unicamente pertencentes à condição humana, e nada mais. O que é limitador e de resultados muito tristes.

É provável que se você tenha chegado a ler este texto até aqui já tenha agregado essa percepção. De qualquer forma, é bom e didático pontuar essa questão, de modo que outras possam ser melhor apresentadas.

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Somos muito mais do que apenas a consciência do Eu, do ego, da individualidade, do Self

Temos uma percepção muito forte de sermos o ser individual que aparentamos e sentirmos ser, esse ser personificado, com uma data de nascimento definida, uma árvore genealógica singular e normalmente bem conhecida (especialmente pai e mãe), um histórico de vida bem definido (nasci no dia tal, na cidade x, estudei nos colégios tais e tais, tive uma bicicleta aos cinco anos, quebrei o braço com seis anos e por aí vai...).

Entretanto, vários mestres espirituais e nossa intuição mais profunda nos mostram sermos mais do que apenas isso, a consciência do ego, da individualidade.

É difícil perceber e aceitar isso, mas somos muito mais do que apenas o Eu. Somos parte do Universo, o qual opera também através dessas individualidades que aparentamos ser.

Na vida na Terra, nos tornamos ultra-especializados em perceber a separação muito mais do que a unidade, isso inclui nos perceber como sendo algo separado do Todo, nos definindo como sendo um ser individual e único.

Nos abrir para começar a nos ver como mais do que apenas a consciência do eu vai além de nos vermos como espíritos imortais. A frase “Não somos humanos procurando uma experiência espiritual, somos espíritos passando por uma experiência humana”, é muito boa para o contexto da crença anterior apresentada, a qual nos lembra sermos mais do que apenas seres pertencentes à condição humana. Entretanto, para o contexto da crença de sermos mais do que apenas o eu, nos aceitar e nos ver como entidades além do ego vai muito além disso, de nos vermos como espíritos que reencarnam sucessivamente. Transcender a consciência do eu-separado vai muito além da maioria das expectativas de evolução que tivemos desde sempre, porém é um passo inevitável para se atingir a iluminação, a realização individual. Um paradoxo, não?...

Algumas linhas de encontradores da Nova Era falam muito a respeito da dissolução do Eu. Está sendo evocando aqui não uma questão de julgar se o Self, o Eu-separado, é algo bom ou ruim, se deve ser mantido ou dissolvido. É alertar para a importância de percebermos que somos mais do que apenas o Eu. É óbvio que o Eu tem uma relevância perfeitamente encaixada dentro do processo universal, mas a questão é que o superestimamos, e agora nos cabe fazer o devido balanceamento.

Podemos fazer um paralelo com a mente: em alguns círculos de meditadores e encontradores, a mente vem sendo tratada quase como se fosse uma vilã, um fardo contra o processo de evolução. Quase todos nós sofremos da síndrome do pensamento acelerado, mas isso por si só não é uma “culpa” da mente. Cabe apenas equilibrarmos nossas mentes, tirá-las do controle, não permitir tomarem conta do sistema que somos, mas fazer parte dele, como realmente o é, cumprindo suas funções na medida certa. Assim também devemos entender o eu-separado: ele não é um vilão, não precisamos dissolver nossas personalidades e individualidades, pois há aspectos de Deus, da Totalidade que só podem ser manifestados através das nossas personalidades isoladas. Entretanto, é fundamental trazermos para a consciência a verdade de sermos muito mais do que apenas essas mesmas personalidades individuais, esse aspecto único, personificado de Deus. Esse aspecto individual é apenas uma das partes do que somos como um todo...

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Somos Um

Essa crença é particularmente interessante e amorosa.

Atualmente, já sabemos, em decorrência dos postulados da física quântica, que realmente tudo o que existe é apenas um campo energético indistinto, embora possa ser diferenciado em áreas diversas por frequências distintas nos dando a percepção da separatividade, das coisas como sendo separadas umas das outras.

Todavia, na prática, ainda é muito complicado para a maioria de nós olhar para o “mundo externo” e percebê-lo como nós mesmos.

“Somos Um” é uma crença especialmente benéfica no sentido de lembrarmos que todos os outros seres humanos com os quais lidamos são partes de nós próprios, são apenas nós mesmos de outra forma, sob outro aspecto e ótica.

Nada, nada, crer que somos um (mesmo que não se veja lógica formal nisso) nos leva a um mundo mais fraterno e mais humano. E “humano” aí é usado exatamente no sentido restrito do que quer dizer: termos um mundo mais HUMANO, pois o que estamos tendo hoje é desumano, inadequado para a condição de vida humana. Não é à toa que a autorealização é um processo de exceção na Terra e não o contrário...

Enquanto parte da fonte que somos, escolhemos voluntariamente criar uma realidade na Terra onde pudéssemos vivenciar a separatividade. É da natureza da Fonte deleitar-se de si mesma e amar-se a si própria. Com a experiência de que suas partes individualizadas (dentre elas, todos nós...) pudéssemos deixar de perceber nossa ligação com a Fonte, pudemos ter a vivência do nosso comportamento e reação na experiência dessa sensação de desconexão.

O propósito era o da Fonte criar a experiência de continuar amando a si mesma a partir de suas partes individualizadas mesmo que essas não estivessem sentido sua conexão e integração com Tudo o que É. Uma experiência e uma aventura abençoada de uma nova forma de amor, que envolvia riscos e “prêmios” com o seguinte contexto geral:

  • A experiência da separatividade é um projeto não padrão da Criação manifestado no que entendemos como sendo nosso “universo local”. Embora não possamos precisar se é uma experiência única e local do planeta Terra, temos a percepção intuitiva de que, de qualquer forma, não é o padrão de operação da Criação, o qual tem como característica, dentre outras, a ligação consciente e extasiática que todas as coisas possuem entre si;
  • Essa experiência manifestou-se em nosso planeta nos últimos cerca de 100 mil anos. Antes desse período, era diferente, a Terra operava exatamente como o restante do Universo. Tínhamos aqui o que miticamente ficou registrado nas nossas escrituras sagradas como Jardim do Éden;
  • O que nas escrituras ficou referenciado como “o pecado original” ou “a queda” foi justamente essa sensação de desconexão da fonte. Esse é o princípio de muita coisa que ficamos sem entender por todo esse tempo e agora estamos tendo a oportunidade de resgatar;
  • Embora tenhamos a sensação de desconexão com a Fonte, o sentimento de não pertencer a Tudo o que É, essas são apenas sensações, pois nada está desconectado da Fonte, isso é impossível e não pode ser de outra forma. O que é possível e foi manifestado é a sensação de desconexão. Esse processo foi tão bem feito que criou uma realidade virtual tão convincente que paradoxalmente a experiência da separatividade tem aspectos reais, porém ilusórios. É o que se chama na tradição oriental de Maia, a ilusão deste mundo;
  • Para sustentar a experiência da separatividade, alguns mecanismos foram necessários de serem implementados, dentre eles o do sofrimento, o carma e o esquecimento profundo vinculado à encarnação;
  • Os riscos e prêmios dessa experiência consistiam na oportunidade da Fonte continuar amando e deleitando-se de si mesma mesmo dentro do estado de separatividade, ou então sucumbir ao desafio e polarizar o sofrimento, a inveja e a guerra.

Esta segunda probabilidade prevaleceu. Entretanto há uma notícia maravilhosa:

O JOGO ACABOU!

Já vivemos o que tínhamos de viver com isso tudo. Chega! É hora de voltar pra casa, resgatar a conexão, curar todas as feridas, dissolver todo o sofrimento, quitar, integrar e apagar todo o carma restante e extrair o aprendizado e a evolução conseguidos.

Foi uma experiência fantástica e cheia de méritos, pois a coragem, determinação e força de vontade que tivemos para chegar até aqui é realmente miraculosa, digna da grandiosidade da Criação. Estamos todos de parabéns.

Todavia, as partes mais profundas de nós próprios também já foram sensibilizadas e estão emergindo para manifestar o resgate definitivo e restabelecer a conexão. Chega de sofrimento.

Ninguém nunca esteve só. Somos todos um.

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Carma é justiça divina em ação criada para o contexto da separatividade

Muita coisa já foi dita em diversos locais sobre o carma. Há muita explicação boa por aí para ir muito além da visão de carma ser apenas algo ruim que fizemos em alguma vida e pelo qual estamos pagando agora.

Carma é a lei de ação e reação em operação. Carma é justiça divina em ação dentro da realidade que criamos da separatividade, e não castigo... No modo de operação padrão do universo não existe carma, pois como há integração perceptiva e consciente entre todas as coisas, quando qualquer um pratica o “mal”, está automaticamente praticando esse “mal” e seus efeitos também a si mesmo, então as coisas funcionam de forma direta. Nesta nossa realidade da separatividade e do esquecimento, o carma surge como uma forma de manter a justiça divina em operação.

O processo de muitas vidas envolvidas na manifestação cármica faz muito sentido, pois determinados atos praticados demandam ser criada uma situação análoga ou de igual potencial dentro de contextos nos quais só outras configurações de vida são capazes de suportar o cenário para o desequilíbrio gerado ser compensado.

Por exemplo: alguém dá um tiro em uma determinada pessoa. Não basta que quem deu esse tiro tome outro tiro para tudo voltar ao equilíbrio (dente por dente, olho por olho...). Pode ser necessário para a volta da igualdade àquele que cometeu o agravo encontrar-se numa situação de vida capaz de absorver tanto dano quanto o que criou. Não basta, por exemplo, a uma pessoa sem nada a perder e que acabou com a vida em andamento de alguém perto da realização pessoal sofra um agravo para que tudo esteja acertado. O praticante do desatino deverá aguardar um momento no qual esteja perto da realização (o que provavelmente ocorrerá só em outra vida), com tudo “certo”, trabalho, filhos, projetos pessoais etc, sem ter a recordação do agravo cometido para sentir em “sua própria pele” aquilo que fez a outro para perceber e aprender sobre o significado do que fez e atraiu para si mesmo.

O desafio ao qual coletivamente todos sucumbimos dentro do sistema da separatividade e do esquecimento é sentirmos, nas situações nas quais somos agravados, a ira de “pagar na mesma moeda” e darmos continuidade sucessiva à roda do carma. É necessário elevar a consciência e assumir um compromisso pessoal de não estourar em situações dentro das quais nos sentimos atingidos, de modo a quebrar o ciclo e findar a geração de mais e mais débitos a serem resgatados.

No momento atual da evolução planetária e do final de ciclo da era da separatividade, estamos acessando duas possibilidades maravilhosas:

  • A primeira, podemos defini-la como carma instantâneo – os guias e a sabedoria universal vem trabalhando no sentindo de criarem situações dentro das quais nossos carmas podem ser simulados. Desta feita, carmas inicialmente correspondentes a um processamento de 5 anos, podem ser trabalhados por nós em 5 meses ou 5 semanas, até mesmo em 5 horas, caso a pessoa tenha o merecimento e saiba como fazer isso;
  • A segunda é estarmos, ao final deste período da separatividade, criando uma possibilidade inédita de inclusive apagarmos todo o carma residual sem mesmo a necessidade do processamento integral de todos os débitos. A justiça divina vai continuar e vai se manifestar a partir do processamento coletivo de todo o carma, com apoio do processo coletivo de iluminação. Vamos resgatar a memória de sermos um e integrar o carma residual já após a iluminação ter sido atingida e não o contrário. Um grande presente que podemos nos dar coletivamente, não é mesmo? Lembrando que carma residual é carma residual: não será dado o privilégio a ninguém de ter todo o seu carma absorvido pelo todo antes de reequilibrar o que lhe seja pertinente de acordo com o alto padrão da média coletiva, algo numa base mínima de 80% e justamente em torno das questões mais graves e importantes.

Outro aspecto bom é o de que ao quitar um carma “negativo” atraído, podemos transformar seu resultado em um carma positivo. Por exemplo: você cai num buraco. Você pode, ao sair dele, cuidar de tampá-lo, para ninguém mais passar pelo mesmo problema. Isso é sabedoria em prática. O contrário seria, por exemplo, sair do buraco e ficar apenas blasfemando contra ele, contra seus machucados e a “má sorte”. O próprio estado alterado de emoções descontroladas já é prejudicial por si só e ainda pode muito facilmente atrair mais e mais situações dentro das quais vamos caindo dentro do ciclo vicioso do “carma negativo”.

Ao se ver culpando o carma ou qualquer outra coisa por algo “ruim” ter acontecido, pare, reflita e se dê o presente de ficar o máximo “de boa” dentro da situação dada. Use a lei da ação e reação a seu favor. Há gratidão universal em diversos lugares, em muitos seres, por essa sua escolha.

Grato!


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Pensamentos Harmônicos Prevalecem Sempre

Não há pensamento ruim para o qual não exista uma resposta divina coerente, gratificante e confortadora.
Para qualquer mazela, existe uma manifestação extasiática e divina capaz de envolvê-la.

Por que sofremos? Talvez essa seja a pergunta mais evidente e forte para a qual, quando não achamos respostas que nos satisfaçam beneficamente, os portais para o desânimo, a descrença, a depressão e toda sorte de desgraças e desatinos possam manifestar-se a partir e também em nossa direção.

Há respostas satisfatórias para quaisquer perguntas. Muitas vezes ocorre de o ouvinte não estar ainda apto ou disposto a ouvir a verdade, mas apenas o que ele próprio continua optando por ouvir. Palavras são limitadas. Raciocínios apresentados através de códigos linguísticos são limitados. A mente cria e aceita todo o tipo de explicações e estruturas lógicas que satisfaçam os anseios do que o ego (a percepção de individualidade) está querendo para si próprio.

Existem justificativas boas e coerentes (dentro de suas próprias lógicas) para todos os tipos de coisas opostas: comer ou não comer carne; ser ou não ser homossexual; fazer o tantra, fazer abstinência ou desregração sexual; ter ou não ter filhos; comprar ou não comprar bens supérfluos; ser bom ou ser mau... A lista é infinda. Tanto faz qual seja a questão: a mente irá acessar e encontrar as justificativas para preencherem as necessidades do ego e da alma de passarem por determinadas experiências e condições.

Se há justificativa para qualquer tipo de coisa, bons raciocínios para qualquer tipo de coisa, esteja certo(a) de que para todo pensamento ruim, para toda mazela, existe uma bênção capaz de envolvê-la, mesmo que você ainda não a esteja frequenciando. Aguarde e, cedo ou tarde, receberá uma explicação que lhe trará conforto e alívio para qualquer mazela.

Como já vimos, caso o eu opte por achar algo bom ou válido, a mente irá trazer uma construção racional para embasar ou justificar aquilo. Caso a pessoa aceite, pode-se dizer, por exemplo, que o sofrimento é um mecanismo do universo dentro da nossa realidade da separatividade para garantir a existência da evolução, o que é uma grande bênção. Sem o sofrimento nessa realidade da separatividade, poderíamos continuar infindamente incorrendo nos mesmos erros e desvios sem perceber o que estaria estagnado ou regredindo em nosso estado de ser e também em tudo ao nosso redor. O Anjo da Dor é o único que jamais se cansa de nós. Ele é capaz de se manter ao nosso lado infindamente até podermos acordar de nossas ilusões mais profundas.

Por que, então, existir as ilusões e os erros, por que eles simplesmente não deixam de existir e passamos a fazer tudo “certo”? Porque somente havendo essa possibilidade, podemos ter a bênção do livre-arbítrio, possibilitando a manifestação da individualidade separada e a percepção do êxtase em existir e permitir a existência também do outro, de contemplar a maravilha da criação ao mesmo tempo em que dela se faz parte. O sofrimento, nesta ótica, não é um mau, mas sim uma garantia para podermos, a partir de nosso próprio mérito, conhecer e desfrutar da ressonância infinita e abençoada da criação contínua de todas as coisas.

E ainda tem mais: justamente a existência do sofrimento, neste momento atual da transição planetária, disparou o chamado para deixarmos de lado a experiência da separatividade, ele funcionou como uma garantia de que poderíamos ter um mecanismo de retorno caso a experiência viesse pela possibilidade que acabou prevalecendo. Sem o sofrimento, poderíamos nos perder indefinidamente dentro da separatividade, algo em desacordo com a benevolência infinita da criação. Foi um remédio amargo, mas necessário.

Há boas justificativas para a existência do sofrimento, mas também há algo muito melhor: escolher parar de sofrer leva à evolução.

O estado no qual os pensamentos harmônicos não prevalecem sempre é transitório, por mais longo que possa parecer, e pode ser uma das definições para o termo “depressão&rdq