Programação Mental

Pensar causa. Pense bem.
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Programação Mental A programação mental aqui referida trata da utilização e condução do próprio arcabouço mental no sentido de ser o melhor daquilo que podemos ser a partir do entendimento do que é a mente, o que são os pensamentos e crenças e como é nossa interação com esse universo. A mente foi amplamente focada pelas civilizações dentro da história humana levando a progressos realmente incríveis. No limiar do que se entende hoje como Nova Era, difundiu-se um entendimento da mente sendo um obstáculo no caminho para a iluminação e uma grande vilã, configurando assim a outra polaridade da questão. A mente não é uma vilã, é muito mais adequado compará-la a um adolescente rebelde cheio de energia, vitalidade e vontade para mudar todas as coisas de modo a se encaixarem às suas vontades e caprichos. Sobra energia, falta maturidade. A mente precisa apenas adquirir essa maturidade para não querer ser o senhor da morada sagrada que somos cada um de nós, mas muito antes um servo que, como todas as demais coisas, tem sua importância certa, única e valiosa dentro do que lhe cabe. Se o servo quer se tornar o senhor, grandes transtornos podem estar pela frente. É a nossa tão famosa mente incessante e dominadora se manifestando. Cabe ao guarda da fronteira verificar e dar prosseguimentos aos encaminhamentos devidos para aqueles que podem e não podem entrar no país. Se o guarda começa a dizer quem pode e quem não pode entrar, sai da função de guarda e passa a querer ser o “presidente”... Tudo aquilo em que acreditamos, por si só, já é uma parte da realidade. Realidade, o que é isso?...
Para seguir no conteúdo deste texto, adota-se o seguinte conceito: REALIDADE é a SOMA DE TODAS AS EXPERIÊNCIAS. Para entender sobre programação mental, é muito proveitoso começarmos por aí, entendendo essa concepção de realidade. Perceba então: qualquer pensamento que nos ocorre por si só já faz parte da realidade. À medida que mais pessoas frequenciam o mesmo pensamento, fica mais potente ainda o que atualmente se denomina como “forma pensamento”. Então, pensar é causar, é criar a realidade. A força e a intensidade dessa realidade dependerão da quantidade e qualidade de energia empregada no(s) pensamento(s) em questão. Quanto mais foco, mais poder do pensador, quanto maior a duração e intensidade do pensamento, quanto mais pessoas compartilharem do(s) mesmo(s) pensamento(s), maior o potencial daquilo em que se pensa se tornar a realidade compartilhada por todos, mesmo por parte daqueles que conscientemente não acessam ou mesmo até discordam do que se está em questão quanto a crenças, valores, certo e errado. Isso deve ficar bem claro: mesmo uma pessoa não acreditando ou concordando com algo, será diretamente influenciada pela realidade dominante do pensamento das demais pessoas... Natureza da ConsciênciaEstá além do escopo deste conteúdo dissecar a natureza da consciência e seus envolvimentos. Há uma abordagem mais específica sobre isso no texto “Estados Alterados de Consciência”. Para o foco em Programação Mental aqui tratada, vamos nos ater ao seguinte: Há três modelos metafísicos científicos(*): 1. Monismo materialista – matéria dando origem à mente, fundamentação da ciência mecanicista e em desuso; 2. Dualismo – matéria mais mente; 3. Monismo transcendental – mente dando origem à matéria – modelo atualmente aceito dentro da física quântica, preconiza a consciência como sendo o elemento fundamental e constituinte de toda a realidade. (*) Fonte: Luz Emergente – Bárbara Brennan (PHd em física atmosférica, cientista da NASA por 15 anos)
Há um termo denominado “mente universal”, o qual adere bem a essa concepção. A mente universal é um sinônimo para o conceito de Deus, por assim dizer. Um arcabouço a partir do qual tudo é pensado e a partir daí criado. Dentro desse sentido, a mente universal encerra a causa primária, a motivação inicial de todas as coisas. Precisamos entender, então, é em que momento as “mentes individuais” entram no processo de criação da realidade. Qual parte do pensamento individual dessa personalidade que cada um de nós percebe como sendo si mesmo, exerce nesse processo da criação coletiva da realidade compartilhada por todos os seres. Antes de abordarmos diretamente o impacto das crenças sobre a nossa realidade, é necessário:
Diferença entre crenças, pensamentos e percepções momentâneasAdotam-se aqui as seguintes definições e parâmetros: · Percepções estão ligadas ao conjunto sensitivo e psíquico de como captamos e interpretamos a realidade (a soma de todas as coisas), especialmente daquilo tangível e acessível para nossos sentidos momentaneamente. As percepções são, então, constituídas de emoções, sentimentos e conjuntos de estruturas psíquicas, quer sejam pensamentos conscientes, inconscientes ou mesmo apenas as matrizes que servem de bases para esses pensamentos, as frequências mentais. Mesmo contendo pensamentos, não se constituem em cadeias de pensamentos concatenados entre si; · Pensamentos estão ligados a construções psíquicas completas e percebidas pelo eu como tais, mesmo que sejam confusos e de interpretação não acessível. Possuem estrutura e encadeamento. Para aprofundar mais nisso, é interessante ver os itens específicos adiante sobre as teorias de funcionamento da mente. O que interessa para este momento é ter uma definição mais ampla que sustente bem e deixe clara a diferença entre pensamento e crença; · Crenças estão ligadas a conjuntos de pensamentos já julgados “corretos”, verdadeiros pelo Eu e que compõem o arcabouço de diretrizes de percepção da realidade da pessoa. As crenças vão se formando e sendo estruturadas sobre conjuntos de pensamentos e análises que, já tendo sido considerados como sendo de determinada forma (ressaltando-se de determinada forma “correta”), não voltam mais a ser questionados pela mente. Há um pressuposto de que são válidos, corretos, aplicáveis, certos e todas as demais frequências nesse sentido. Percepções são fugazes, mal se constituem em pensamentos claros e analisáveis, entendíveis, perceptíveis. Pensamentos são um pouco mais claros e estruturados, porém apresentam um caráter mais momentâneo, quando comparados a crenças. Crenças são constituídas por cadeias estruturadas de pensamentos já julgados pelo Eu e têm um caráter “histórico” e não apenas momentâneo. Uma vez que as crenças vão se estruturando dentro de nós, vão delimitando parâmetros fortíssimos de construção da nossa realidade pessoal, tanto no sentido de nos abrirem potenciais, quanto de imporem limitações. Nossas crenças fatalmente irão gerar efeitos externos. Distinção entre Conhecimento e CrençasCabe ainda uma distinção entre nosso conhecimento e nossas crenças. Podemos ter conhecimento de algo, mas não crer naquilo. Por exemplo: muitas pessoas dentro da senda da jornada espiritual já têm o conhecimento de que são Deus, de que são perfeitas exatamente como são neste exato momento, entretanto, algo internamente ainda as impede de crer nisso, de tomar isso como verdade... Como se estrutura uma crença
Referendo da razãoO referendo da razão ocorre quando nossas faculdades psíquicas analisam e julgam determinada crença, atribuindo-lhe determinado valor em decorrência de como nossa razão vê sentido e lógica no que estivermos acreditando. Experiência própriaA experiência própria é outra forma de estruturarmos uma crença. Vivemos algo de determinada forma e, então, passamos a entender aquele algo como sendo “certo”, verdadeiro. A fé e a intuição fazem parte da experiência própria, estruturam a razão a partir de um sentido interno mesmo que não haja experiência externa. Tratam-se de experiências internas. Embora haja uma relação muito forte entre a experiência própria e o referendo da razão, nem sempre eles estão coincidentes, podendo mesmo até apresentarem divergências entre si. Podemos ter uma determinada crença, mas vivermos algo inusitado contrariando tudo o que tínhamos estruturado até então. Pode ser que resolvamos reestruturar o arcabouço de crenças para se enquadrar à nova constatação da realidade ou até mesmo optar por não analisar a eventual divergência evidenciada, deixando a questão de lado... Por exemplo: uma pessoa pode não acreditar em espíritos, mas determinado dia, vê um. E agora? O que ela faz? Ela não acredita em espíritos, mas tem um que está exatamente na sua frente. Ela pode aceitar isso e recorrer a uma explicação dentro do seu arcabouço mental que dê conta desse dilema, reestruturar as crenças sobre a existência ou não de espíritos ou simplesmente optar por negar a realidade da experiência... Valor inquestionável atribuído a um depoimento | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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YIN |
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Planos Sutis => |
Água
Emocional |
Ar
Espiritual |
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Planos Densos => |
Terra
Físico |
Fogo
Mental |
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Fotos Vanessa Oliveira |
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A mente corresponde ao plano denso e ao fogo. Alguém pode questionar: mas a mente é etérea, impalpável, deveria corresponder ao plano sutil... Nada é sutil ou denso por si só, mas sim em relação à outra coisa, assim como nada é ying ou yang por si só, mas sempre em relação à outra coisa. Por exemplo: o cérebro é a parte densa, física, dentro do corpo à qual se associa mais diretamente a mente. A mente é densa em relação aos sentimentos (que são energia em movimento) e ao espírito (nossa ação).
Quando conseguimos trocar o fogo dos pensamentos pelo fogo físico (fogueira, vela, sol), nossa mente pode encontrar um ambiente mais adequado para se aquietar um pouco mais. Na falta desse fogo externo, ela encontra ainda mais campo para funcionar mais e mais: quando estamos com frio, os pensamentos ruins nos dominam muito mais facilmente, podendo haver um aceleramento ainda mais desmedido da mente.
Quando praticamos a “A Medicina dos 4 Elementos”, percebemos muito bem como podemos nos manter sempre mais equilibrados tão somente cuidado do equilíbrio entre esses elementos em nosso sistema. Veja o quadro a seguir para entender melhor isso:
Prática do controle dos 4 elementos no próprio corpo
Harmonização dos corpos físico/emocional: a qualquer sensação de mal estar, verificar, nesta ordem, a falta dos elementos em seu corpo físico:
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Elemento / corpo corresp. |
Para casos de "emergência" |
A médio/longo prazo |
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Ar (espiritual) |
Respirar ar livre e puro, com livre fluxo nas vias respiratórias, sair de ambientes fechados e/ou com "ar viciado". |
Estar/visitar lugares abertos juntos à natureza e fazer exercícios suaves de contemplação e respiração. |
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Fogo (mental) |
Aquecimento do corpo, em especial nas extremidades. Aquecer-se perto do fogo, agasalhar-se, aquecimento. |
Tomar sol, vivenciar calor humano(*). |
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Água (emocional) |
Tomar água, lavar o rosto, tomar banho. |
Nadar, contato com rio, cachoeira, mar. |
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Terra (físico) |
Alimentação, descanso, sono, pisar descalço no chão / terra, deitar no chão em contato direto com a terra. |
alongamento/exercício físico leve, grounding, viver a vida física com atividades prazerosas e realizadoras, em contato com a arte, festa, pessoas(*) e trabalho criativo. |
(*) A intenção do seu propósito em relação ao contato com as pessoas deve ser sempre o mais pura e amorosa possível. O convívio com outros seres humanos deve ser sempre buscado como uma prática de longo prazo. Em situações de crise, aceite a ajuda voluntária de pessoas especializadas, preparadas e disponíveis para socorrê-lo(a) naquele momento ou procure ajuda profissional adequada. Não se utilize das pessoas para descarregar suas tensões (graves ou sutis) ou para chorar suas mágoas; lembre-se que sua divindade interna tem o potencial intrínseco para viver e transmutar todas as suas experiências pessoais.
Dentro desse entendimento do sistema quaternário dos corpos inferiores, podemos fazer uma leitura de que a mente procura fazer-se manifestar mais do que lhe cabe. Grosso modo falando, é como se cada um desses corpos devesse utilizar 25% do potencial do que somos. Entretanto, a mente quer polarizar o máximo de energia para ela. Pensamos muito, inclusive inconscientemente.
A mente assume, não raramente, 40, 50, 60, até mesmo 70% do sistema, deixando o pouco restante para ser dividido pelos outros três corpos. Mesmo a 40%, fica 60% para ser divido com os outros três, eles entram em déficit. Mesmo nessa sub-divisão, pode acontecer de o corpo emocional não ficar com 20% do que poderia, mas apenas 10% (pode ser que a atenção com o corpo e as tarefas, que representam o corpo espiritual, consigam não apenas 20, mas 25% cada...). Num caso assim, o corpo emocional fica totalmente carente, enquanto a mente fica lá: pensando, pensando, pensando... A pessoa não sente raiva, pensa na raiva... Não sente carinho, pensa em carinho. E por aí vai...
A mente não é má, não é vilã. Pode ser vista como um adolescente: cheia de energia e vontade de ganhar o mundo, entretanto, sem qualquer experiência para comandar, ir à frente, segurar a responsabilidade dos processos começados por si mesma. Ela precisa apenas ser equilibrada, funcionar em harmonia com os demais corpos.
A mente inferior está muito mais bem encaixada em nosso processo global como uma serva, e não como o senhor do templo que somos, mas ela quer ser o senhor, dar as ordens...
De todos os quatro corpos, ela é o mais jovem, mas quer ir à frente. A mente inferior forma-se após o corpo físico, após nosso arcabouço emocional e também perde de longe, em matéria de idade, para nosso espírito. Pensamos conscientemente quase só por palavras e cadeias de imagens, entretanto, aprendemos nossa primeira língua muito tempo depois que nosso corpo já está “se virando” aqui neste mundo. A mente usa seus recursos, sua lógica e se acha “a tal”. Mas deve ir para seu devido lugar, é uma garota mimada e cheia de vontades, sabe muito menos do que nosso corpo, nossas emoções e nosso espírito. Treiná-la para servir a eles é nos abençoarmos com o equilíbrio de tudo o que somos, é dar a ela o resgate da memória e da experiência da paz, da tranquilidade, da adequação.
Não é fácil chegar a um consenso sobre o significado de inteligência. De qualquer forma, pode-se facilmente concordar que o conceito tradicional de inteligência está intimamente ligado aos processos psíquicos, o que muito interessa para o conteúdo geral aqui tratado.
Para esta abordagem sobre Programação Mental, não vamos nos ater a disputas de definições mais ou menos corretas e acertadas sobre o assunto, mas apenas definir alguns rumos que o entendimento de inteligência pode tomar de forma a compor com o conteúdo geral aqui pretendido: utilizar e conduzir o próprio arcabouço mental no sentido de ser o melhor daquilo que podemos ser a partir do entendimento da mente, dos pensamentos e como é nossa interação com esse universo. Para qualquer necessidade de um entendimento mais profundo sobre essas questões e seus conceitos, cabe um estudo específico por parte do interessado.
De uma forma geral, o conceito mais tradicional de inteligência ficou mais ligado aos processos de sucesso analítico das coisas e percepções que nos chegam. A esse conceito foram associados inclusive métodos de mensuração da inteligência a partir de um padrão médio dentro de uma determinada população, como o famoso teste de QI (quoeficiente de inteligência).
Ficando claramente perceptível para as pessoas de uma forma em geral que os conceitos e habilidades ligados à inteligência analítica não se refletiam diretamente em sucesso e realização pessoal para as pessoas consideradas bem dotadas desses tipos de faculdades, surgiram novos conceitos nesse setor, como a teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner e de inteligência emocional de Daniel Goleman.
Apenas o contato com o termo “inteligência emocional” é capaz de abrir nossa percepção para irmos além do entendimento de inteligência referindo-se única e exclusivamente a processos analíticos, lógicos, matemáticos ou quaisquer outras coisas nesse sentido. Indo além, podemos diferenciar esses processos do entendimento do que vem a ser “sabedoria”, a qual podemos definir como a capacidade de aplicar na prática os direcionamentos decorrentes da inteligência no sentido de manifestarmos as respostas mais adequadas e eficientes(*) considerando-se o melhor para todas as partes envolvidas em uma determinada situação ou processo.
(*) eficiente como sendo sucesso com menor esforço dentro do menor prazo possível.
Dentro da programação mental, nos interessa saber que a inteligência ou sabedoria dentro desse processo refere-se a considerar tudo aqui exposto e conseguir extrair disso métodos práticos de se pensar, portar e conduzir dentro de nossas vidas e na sociedade de forma saudável, gratificante e voltada para a evolução consciente de tudo o que existe.
Dentro da nossa ótica, ler todo o texto, considerar tudo certo, válido e bom e não conseguir aplicar isso no dia-a-dia, não adianta de nada, pode ser um processo de “inteligência vazia”, de incapacidade ou qualquer outra coisa, menos de aplicação de inteligência sábia, de entendimento realmente do que são frequências de pensamentos e ainda de tudo o mais envolvendo um campo psíquico saudável, como as questões de controle mental dependentes de impecabilidade, corpo saudável, emoções equilibradas, realização pessoal e todos os demais fatores aqui expostos e ainda outros que sejam particularmente necessários para cada um de nós.
Uma das teorias mais completas sobre o funcionamento da mente é a da Inteligência Multifocal, do Dr. Augusto Cury, a qual aborda um conteúdo tão profundo e complexo que fica difícil até mesmo de apresentar uma definição resumida do que ela seja realmente.
Arriscando uma definição, podemos dizer que a formação dos pensamentos é um processo multifocal em operação pela inter-relação de diversos fatores, inclusive “à revelia” ou fora do gerenciamento do eu, dentre eles: âncora da memória; fenômeno do autofluxo; autochecagem da memória; psicoadaptação; história intrapsíquica (representações psicossemânticas); leitura multifocal da memória; matrizes de pensamentos essenciais; Bastidores da Mente (inconsciente). Essa percepção desdobra-se em conceitos como: pensamentos dialéticos e antidialéticos; resgate da liderança do eu nos focos de tensão; síndrome da exteriorização existencial.
Veja o arquivo com o glossário do livro apresentando a indicação de leitura dessa teoria para ter uma percepção do que Cury propõe com alguns comentários adicionais de acordo com os conteúdos que são apresentados na página do Projeto Vivência em Cura.
O campo mental estrutura-se em camadas sobrepostas apoiadas, interligadas e autosustentadas entre si. Uma imagem para ilustrar esse conceito é a das camadas de uma cebola.
Esse entendimento é bastante importante quando estamos falando em crenças e suas mudanças. Pontos muito importantes sobre os quais muitas vezes estamos trabalhando sem sucesso para conseguir alterá-los, normalmente apresentam sistemas de crenças entrelaçadas e contraditórias entre si, de forma a criar inconsistências sabotadoras das nossas tentativas.
Por exemplo: a questão tão comum da falta de dinheiro pela qual vários de nós passamos abaixo do equador, possui vários entrelaçamentos de crenças negativas sobre a riqueza nos impedindo de atingirmos a abundância material. Este caso específico da riqueza fica bastante evidente ao analisarmos os aspectos históricos ligados à reforma protestante, particularmente a inclusão nessa doutrina religiosa da aceitação do lucro. Os países que aderiram à reforma protestante e suas colônias (como os Estados Unidos) prosperam rapidamente. Os países dentro dos quais a religião predominante continou a estabelecer o lucro como pecado ficaram ligados ao desenvolvimento das colônias que deram origem à maioria dos países hoje denominados como sendo do terceiro mundo, claramente falando, os países pobres.
Mudar crenças muitas vezes exige um processo de troca continuada de dissolução e sobreposição repetida de pensamentos, idéias, processamentos, reflexões e aguardo, de modo a possibilitar a reconstrução e reordenação das camadas do campo mental, até a mesma ficar o suficientemente estável dentro da nova configuração pretendida e alcançada.
É importante você ler este texto várias vezes caso esteja realmente disposto(a) a mudar seus sistemas de crenças. Uma primeira leitura geral irá abrir portais e possibilidades, criando pontos que facilmente poderão ser esquecidos, todavia a serem resgatados e fortificados em novas leituras. De acordo com a fase de cada um, algo chamará mais a atenção e será trabalhado nas experiências do dia-a-dia. A cada leitura posterior, uma “nova” passagem irá se destacar, “novas fichas vão cair”, seguindo a ordem de dissolução e reestruturação das nossas camadas mentais, nossa “cebola mental” vai sendo reconstruída, sempre por etapas entrelaçadas, sempre dentro de processos mutuamente apoiados entre si.
A realidade coletivamente percebida por todos nós da terceira dimensão do Planeta Terra hoje está apoiada num processo dessa natureza, muitas são as camadas de crenças e crenças sobrepostas para a criação deste mundo. Bilhões e bilhões de formas-pensamento estão entrelaçadas e envolvendo tudo ao nosso redor. Por isso não é fácil simplesmente olhar em volta e perceber ou criar algo novo, o campo já criado é bastante potente.
Por intermédio da expansão da consciência nos capacitamos para ver além, perceber além e começar a criar além. Lendo este texto, seu campo mental começa a expandir, mas há um magnetismo de camadas já estabelecidas puxando-o(a) de volta para os modelos de crenças, percepções e realidades antigos.
Esteja atento(a) se realmente quer mudar. Prepara-se com calma e confiança para o retrabalho natural de mudança.
A "mente inferior" é predominantemente linear, nos dando a noção do tempo como sucessão de fatos, assim como o percebemos na terceira dimensão. A quebra da linearidade mental em operação direta é responsável por fatores como perda de raciocínio integrado (perda do "fio da meada") e atos falhos. Entretanto, em aspectos mais elevados de operação, a mente, assim como todo o que existe, pode operar em padrões quânticos, estados dentro do quais acessamos, por exemplo, os insights.
Multipadrões também podem ocorrer, como operação mental em espiral, geométrica, exponencial, dentre tantas outras. Esses padrões estão associados a estados alterados de consciência. O entendimento e a correta manifestação, com consciência, dentro desses padrões, nos abre portais para acesso de poderes paranormais, especialmente na quebra de frequência para acesso à cura em situações de doenças complexas ou mesmo para termos uma vida cotidiana mais harmônica, integrada, realizada.
Um salto quântico no padrão mental é capaz de nos livrar de uma situação penosa que pode vir se arrastando por anos e anos a fio. Abrir portais para uma cura profunda. As curas não explicadas pela ciência dominante até o momento, muitas vezes estão ligadas ao acesso a esse tipo de padrão de operação mental.
O padrão espiralado pode se assemelhar ao padrão linear, entretanto, é acrescido das características curvas helicoidais das espirais e incrementado de profundidade e aspectos de ciclos.
A mente também pode assumir um caráter de operação em paralelo. Multiprocessar. Podemos fazer uma analogia com os sistemas operacionais multiprocessados, trabalhando em janelas múltiplas onde algo é focado pela percepção, mas tendo as demais coisas sendo multiprocessadas "por baixo". Associando este sistema paralelo com o helicoidal, temos uma dupla hélice mental, semelhante ao código de DNA. Maravilhoso isso, não? Numa frequência mental assim, estamos num estado expandido de consciência.
Somos dotados de um autofluxo energético a manter todo o funcionamento de nossos corpos e de nosso sistema energético sutil como um todo, fazendo da nossa troca com o meio externo um equilíbrio dinâmico contínuo.
Sob a ótica do campo mental, o autofluxo energético pode apresentar-se de uma forma saudável, tornando esse fenômeno mental a maior fonte de entretenimento do ser humano, manifestando-se como uma bênção, mas também corre o risco de se tornar um grande martírio, como ocorre nas doenças do humor depressivo e nas psicoses, trazendo constantemente um fluxo de pensamentos dominantes, negativos e auto-destrutivos.
Nada existe sem energia. Assim também são os pensamentos. Eles são manifestações da energia universal e da energia pessoal. Muito pensamento demanda muita energia.
Para podermos pensar bem, devemos ter, necessariamente, um fluxo energético saudável, poderoso, equilibrado, organizado e fluido, pois a qualidade de nossos pensamentos será um reflexo de como se processa, organiza-se e manifesta o auto-fluxo de energia do nosso self.
A boa qualidade do nosso fluxo energético depende de vários fatores correlatos abrangendo tudo o que somos. Um bom fluxo é desdobramento de uma boa arquitetura e entrelaçamento de nossos sentimentos e emoções, de nossos sistemas físico e energético, de nossas ações (nossa manifestação espiritual mais evidente) e todos os demais componentes dos quais somos formados.
Esse autofluxo só é passível de ser interrompido num processo de meditação profundo, algo muito raro para a maioria de nós, uma tremenda pena, pois qualquer um que consiga, mesmo por um breve intervalo de tempo, cessar completamente o autofluxo passará por uma experiência de caráter místico da qual se beneficiará para sempre, nunca mais sendo o mesmo novamente em decorrência, dentre outros possíveis, dos seguintes benefícios:
É imprescindível o sistema de tudo o que somos ter energia “limpa” em abundância para que todo o arcabouço mental criado e focado por nós possa fluir e concretizar as coisas no plano da manifestação.
Uma mente muito pensante não implica em disponibilidade desse tipo de energia “limpa” para a pessoa. Muitas mentes pensantes perpetuam, por exemplo, sistemas de estruturas de defesa de personalidade carentes a sugar continuamente mais e mais energia gerando esgotamento mental e físico e não energia “limpa” disponível, energia criativa.
Quando há esse tipo de energia “limpa” disponível, a pessoa tem facilidade em pensar, criar e agir. Quando a energia disponível é “turva”, a pessoa pode pensar bastante, desdobrando daí inclusive muitas demandas para si própria e para o meio, entretanto esse fluxo criativo não será saudável, a pessoa vai criando um cenário de coisas ao redor de si confuso e cheio de inconsistências.
Não são raros os casos de grandes intelectuais que apresentaram desequilíbrio mental em níveis diversos (na linguagem popular, ficaram loucos).
Muitas pessoas embriagam-se do êxtase do processo mental e são levadas por si próprias a um vício do processo, polarizando o campo e o fator mental, gerando inicialmente um crescimento da energia advindo do fluxo intenso e incessante de pensamentos contínuos e acelerados. Inicialmente, o processo é até “interessante”, por assim dizer. Todavia, com sua continuidade, a mente começa a demandar energia necessária para o equilíbrio e manutenção das demais manifestações daquilo que somos, inclusive para a manutenção do próprio corpo físico, então começa a surgir um processo de esgotamento mental. Nesse ponto, a pessoa não consegue mais desligar a mente e passa a sofrer os danos do vício do pensamento contínuo e acelerado.
Preocupação constante, autofluxo negativo de pensamentos maléficos dominantes, insônia, insuflamento do ego, arrogância e estresse são apenas algumas das manifestações possíveis decorrentes desse tipo de quadro.
A partir da instalação do esgotamento mental, começa um processo delicado e difícil de ser reequilibrado. Pessoas mal nutridas têm dificuldades de pensar, assim como todo aquele que se vê num quadro de esgotamento mental, pois a energia é escassa ou confusa de alguma forma, então se torna penoso focar a mente em raciocínio lineares, cruzados e referenciados, os quais são a base da inteligência analítica.
A polarização mental é um fator muito comum em nossos tempos, sendo a base sobre a qual se forma uma estrutura de defesa de personalidade controladora. Coletivamente, todos temos um desafio de polarizar a mente num grau mais ou menos intenso.
Para manter um bom fluxo mental, tendo idéias saudáveis, construtivas e harmônicas é imprescindível termos:
A partir do conhecimento, vivência e domínio sobre os estados de uso qualificado e descanso da mente, a pessoa passa a ter um fluxo energético mental saudável, equilibrado e poderoso.
A distância entre aquilo que pensamos e a construção direta da realidade é uma bênção. Caso simplesmente penássemos em algo e aquilo se materializasse imediatamente, podemos facilmente imaginar o caos constante que teríamos ao nosso redor, uma vez que nossos pensamentos são tão soltos, indistintos, desencadeados uns dos outros e por tantas vezes até mesmo bizarros.
Um dos maiores desafios aqui na terceira dimensão da Terra é justamente aprendermos a harmonizar nosso fluxo e o conteúdo mental, aprender a reconhecer precocemente a formação e o encaminhamento das forças e padrões mentais, de modo a podermos fazer opções e direcionamentos harmônicos (e não esse fluxo caótico tão conhecido por nós). O desenvolvimento dessa capacidade de lidar com os pensamentos é um pressuposto básico para a ativação e liberação de nossos poderes paranormais e ainda outros além deles, de modo a podermos experienciar direta e fluidamente nossas capacidades divinas de seres criadores da realidade.
Está cheio
de pessoas fortes no mundo com mentes poderosas e brilhantes em estado
deplorável, muitas outras já mortas de formas trágicas ou deprimentes. Não
basta ter uma “super mente” focando a positividade para estar “tudo certo”.
Não ser “o dono da verdade” é fundamental. Ter a humildade (sob a ótica de humilde como vazio) de reconhecer as limitações da mente dentro do plano humano e o direito das demais mentes individuais de terem suas próprias crenças e manifestar seu próprio mundo garante uma base sólida para trazer uma programação mental consciente para sua vida sem incorrer em riscos elevados de andar por caminhos tortuosos.
A meditação é o caminho adequado para acessar o poder da mente de forma estruturada e conhecer o estado de mente zero (na falta de uma expressão mais adequada) fundamental para o desenvolvimento das faculdades paranormais, tanto sob a ótica do atingimento e ancoragem da energia necessária para tanto, como também para capacitar a mente poderosa a ser propriamente poderosa sem a geração de efeitos colaterais desequilibrantes, como a loucura ou incursão em rotas degenerativas de vida e de carma.
Alguns cientistas cartesianos chegam a afirmar que o estado de mente zero não existe, sendo a própria definição do vazio já uma concepção do mental. Entretanto, esses cientistas, como a maioria da população humana na Terra, não tiveram por si mesmos uma vivência mística ligada a um estado de mente além da razão. Não conhecem um estado meditativo ligado ao silêncio mental absoluto. Concebem estados meditativos apenas como algo muito mais ligado a concentração mental, foco mental específico, por mais suave ou prazeroso que seja, mas ainda assim foco ou concentração mental e não a não-mente, o vazio ou silêncio completos. Considere essas expressões (vazio, silêncio, não-mente, mente zero) apenas como pálidas aproximações e tentativas de exprimir esses estados, que são, por si só, inexprimíveis.
O foco mental é apenas o primeiro estágio ou um dos primeiros artifícios utilizados para mais tarde se chegar a um estado de silêncio completo, não ansiedade, paz mental. Depois vem muito mais. A mente tem uma tendência natural de ser livre e dispersiva. Uma das coisas mais importantes trazidas como benefício da meditação é o aprendizado da focalização mental, pois esse é um dos seus começos mais básicos.
A mente viaja continuamente por diversos caminhos e atrativos, incessantemente, infindamente até mesmo nos levando ao colapso do desgaste físico e energético, matando o ser do qual depende para subsistir. Essa é sua tendência natural dentro do planeta Terra, onda já há um campo coletivo atraindo-a para esse tipo de padrão. Deixar a mente à deriva, não traz resultados benéficos, pois é assim que 99% da população age e ligado a isso temos o mundo que temos...
A meditação nos traz, dentre outros, diretamente o benefício de assumirmos o gerenciamento da energia mental para o eu, possibilitando o ajuste adequado do poder mental, colocando-o como ferramenta à disposição do Self e não mais como soberano sobre o próprio eu. É muito útil adequar a força dos pensamentos, não sendo mais um escravo dela.
Um dos primeiros marcos da jornada espiritual é quando vivenciamos o aprendizado de não sermos nossos pensamentos, ou qualquer outra coisa ligada a eles com a qual normalmente nos confundimos. Posteriormente, podemos passar a ter uma sensação de sermos nossas emoções, mas isso também será superado, pois veremos que assim como não somos nossos pensamentos, também não somos nossas emoções, pois somos muito mais do que apenas essas coisas, pois elas simplesmente fazem parte de um conjunto bem maior de coisas a nos compor, do qual fazemos parte e que constitui as realidades mais abrangentes do que realmente somos.
Após a desidentificação com os pensamentos, as emoções e também sentimentos, poderemos passar a nos identificar como sendo a nossa situação de vida. “Sou essa pessoa com um histórico específico passando por uma conjuntura específica redundando nesta determinada situação pela qual estou passando”. É bem razoável pensar isso. Entretanto, ao já se ter desidentificado dos pensamentos e sentimentos, mais cedo ou mais tarde, por conta de um processo inevitável, a pessoa também passará a perceber não ser apenas esse cenário de personalidade com determinado histórico e determinada situação de vida. Ela é e faz parte de algo muito maior do que apenas isso. Está começando seu processo de desidentificação com a personalidade, pois a era de supremacia da mente sobre o eu já ficou para traz.
Pensar muito não implica em pensar bem.
Resumindo: quer conhecer o poder da mente? Não se aventure como muitos já o fizeram a ser apenas uma personalidade de mente poderosa, cheia do próprio ego. Isso não é uma ameaça, apenas uma verdade: você vai cair do cavalo...
A meditação nos acorda e capacita para a desidentificação com os pensamentos. Nos desidentificarmos de nossos pensamentos, da mente, é um marco na jornada do encontro pessoal. Temos a mente tão polarizada que nos confundimos com ela, achamos sermos ela. Quando acordamos para isso, damos um salto quântico. A meditação é um dos caminhos que possibilita esse despertar e também os próximos em relação à desidentificação:
A evolução dentro da espiral da desidentificação nos capacita cada vez mais a liberar nosso poder para nossos pensamentos e seus efeitos manifestos estarem cada vez mais próximos.
Cuidar do nosso fluxo e potência energéticos, bem como da nossa ressonância com todas as coisas, nos possibilita ter um bom campo mental.
IMPECABILIDADE significa a habilidade para usar, direcionar, administrar e armazenar energia de forma perfeita. Isso nada tem a ver com uma maneira ética ou moral de se conduzir a vida, é algo além disso.
Para absorver com a merecida profundidade este tema, é interessante que você possa ter acesso ao conteúdo da palestra de Leslie Temple Thurston sobre essa questão. O resumo aqui apresentado é apenas esquemático e para ancorar o entendimento e aplicação do rico espectro envolvendo tudo o que a Impecabilidade implica. Acessar o conteúdo Integral da palestra de Leslie Temple, além de instrutivo, é bastante inspirador e poético.
Procedimentos e direcionamentos que tomados em conjunto são capazes de lhe trazerem a vivência de uma atitude e uma vida impecável são:
Bem, como vimos, a realidade não se forma diretamente a partir de cada pensamento que temos de modo a evitar a manifestação do caos contínuo.
Entretanto, a realidade manifestada tem claramente a influência direta do nosso conjunto de crenças sobre ela. A nosografia e a leitura corporal são exemplos de como podemos comprovar essa influência das nossas crenças sobre a manifestação da nossa realidade física.
Nosografia é a descrição sistemática das doenças considerando seus aspectos causais, com ênfase nos comportamentos e emoções associados ao surgimento e manifestação das doenças em nós.
Para chegar a esse tipo de conhecimento são considerados aspectos funcionais, orgânicos, psicológicos e ainda outros multidisplinares da manifestação humana de modo a podermos chegar a hipóteses comprovadas a partir do estudo e observação sistemáticos de diversos casos analisados.
Por exemplo: o sistema respiratório tem uma ligação direta com questões ligadas a convivência e relacionamento. Chegou-se a esse conhecimento a partir de dados diversos. Dentre muitos outros, são citados alguns aqui apenas para ilustrar este ponto:
A nosografia é apenas um recurso para constatar como nosso conjunto de crenças cria nossa realidade. Quanto mais estudamos sobre isso, mais percebemos o quão claro isso é. Caso tenha interesse em se desenvolver um pouco mais sobre isso, comece pelo conteúdo de indicação do livro a “A doença como caminho”, de Thorwald Dethlefsen e Rudiger Dahlke.
Assim como a nosografia, o desenvolvimento das teorias de leitura corporal nos mostram claramente como nosso conjunto de crenças influencia a criação da realidade: nossos corpos refletem claramente nossas formas de pensar e posturas sobre a vida. Há muito material sobre isso e está além da proposta deste conteúdo aprofundar o tema aqui.
Uma leitura corporal bem feita deve contar com contextualização e amorosidade por parte de quem a faz, de forma a evitar generalizações e desdobramentos preconceituosos e até mesmo grotescos. De qualquer forma, consta aqui apenas um exemplo: repare nas pessoas andando em um parque. Preste atenção àquelas com a cabeça à frente de todo o corpo. É fácil e claro perceber como elas estão polarizando a mente sobre todas as demais coisas...
Para constatar mais por si próprio(a) sobre esse conhecimento há várias fontes, aqui estão sugeridas apenas duas:
Tanto a nosografia como a leitura corporal servem como exemplos e constatações claras da influência de nossas crenças e padrões mentais sobre a construção da realidade. Eles interferem diretamente na construção e manifestação de nossos corpos. A organização e manifestação de nossas sociedades e civilizações também seguem o mesmo processo de refletir o conjunto de nossas crenças enquanto seres que compomos essas mesmas sociedades e civilizações. Analise e constate por si mesmo(a).
Assim como podemos tropeçar em um móvel na sala da nossa casa, também podemos tropeçar em um pensamento. Também é possível derrapar, empacar e tantas outras coisas...
Não há diferença entre o mundo físico e o mundo não físico. Ambos são apenas manifestações de uma mesma energia universal pela qual são criados e mantidos.
Atos falhos podem ser definidos quando ocorre algum tipo de quebra ou disfunção entre aquilo que se pretendia e aquilo manifestado.
Por exemplo: você pensa em dizer uma palavra e diz outra; ao escrever, troca uma letra por outra; sai de casa e esquece uma lâmpada acesa; troca um número de telefone ou endereço por outro; tropeça ou esbarra em alguma coisa dentro de casa ou ainda tantas coisas nesse sentido.
Os atos falhos funcionam como mensagens do nosso inconsciente de coisas para as quais estamos precisando dar maior atenção e processá-las. O inconsciente manifesta-se a partir de vários sinais cada vez mais intensos. Uma forma boa de integrar as manifestações do inconsciente é ouvi-las a partir dos sonhos, pois assim não precisam chegar à realidade manifestada do dia-a-dia. Entretanto, dificilmente temos desenvolvida a capacidade de fazer essa integração a partir de um nível tão sutil como o dos sonhos ou pequenos sinais do cotidiano.
Os atos falhos são um dos passos dentro dessa manifestação do inconsciente, podendo estar em diversos níveis. Tanto pode ocorrer algo simples, como os exemplos citados acima, como algo, ainda que simples, acabe redundando em um acidente fatal.
Analisar a quantidade e intensidade de atos falhos por nós cometemos no dia-a-dia nos auxilia em muito a entendermos como andam nossos processos mentais: quanto maior o número, “qualidade” e intensidade de atos falhos, mais evidente o nível de confusão em dos nossos processos mentais. Minimizar os atos falhos através do emprego da atenção e conexão com o presente é fundamental para a implementação de uma mente, e consequentemente de uma vida, organizada, equilibrada e segura.
A caixa postal de e-mail da maioria das pessoas reflete a grande confusão de informações que circulam pelo mundo, a infinidade das formas-pensamento circulando pelos diversos campos da realidade e que nos assediam constantemente.
É muito comum as pessoas possuírem milhares de mensagens dentro de uma mesma caixa de entrada, centenas delas sem terem sido lidas, gerando uma dificuldade muito grande em se conseguir orientar dentro de sua própria caixa de mensagens, saber o que é ou não importante, localizar com facilidade mensagens etc.
Organize sua caixa postal:
Assim como fizemos uma análise mais detalhada da caixa postal de e-mail, podemos fazer um paralelo direto da nossa organização mental com a organização da nossa casa, dos nossos armários, gavetas e arquivos.
Quanto mais organizada, limpa e arrumada nossa casa e nossos arquivos, melhor clareza mental estará perto de nós, afinal nossa casa, é NOSSA, nós somos quem as fazemos ser do jeito que são.
Mantenha sua casa da forma mais simples possível. É possível ela ser bonita, confortável e agradável e ao mesmo tempo simples. Mantenha apenas o útil. Jogue fora tudo o que não serve mais ou não tem utilidade, abrindo espaço para o novo. Acúmulo do desnecessário reflete e reforça energia estagnada manifestada no mundo a partir de você próprio(a).
Para o carro valem os mesmo pressupostos da casa e da caixa postal. Seu carro está sempre sujo, sempre entulhado de lixo ou diversas coisas dentro dele? Ele é arrumado na parte “social” e totalmente lotado de muitas coisas no porta-malas?...
Lembre-se: tudo aquilo sob nossa guarda neste mundo reflete nossos padrões internos de operação...
Uma vez já passados os direcionamentos básicos de limpeza e organização de nós para com as coisas sob nossa ação e domínio, cabe uma reflexão para também não tornar esses pontos traços obsessivos.
Não tente mudar sua vida de uma hora para a outra e nem seja rígido com os padrões de organização, isso também refletirá frequências mentais rígidas e/ou muito polarizadas, as quais por si só também demonstram desequilíbrios em nossa manifestação. Tenha a orientação da organização e ela irá se estruturando em sua vida harmonicamente, sem pressão, sem estresse. Tenha flexibilidade para atravessar as constantes variações no ambiente sem se aborrecer, retomando contínua e calmamente os estados de centramento, afinal de contas, a mudança é uma certeza absoluta que temos.
O equilíbrio e harmonia em uma casa, um carro, uma caixa postal ou mesmo uma vida não são aqueles que não sofrem variação ou passam por intempéries, mas sim aqueles pelos quais estamos sempre zelando e recebendo as bênçãos de cumprindo seus papéis de nos servirem, com os ônus operacionais devidos. Por exemplo: não vale à pena manter a organização da sua casa sob o signo de não se poder isso, não se poder aquilo e aquilo outro, pois vai sujar, vai estragar, vai desarrumar etc. A manutenção é uma tônica constante da vida, nossos corpos são assim, o universo é assim, vivem em constante autodestruição para se autoreorganizarem, renovados, a cada instante.
A pessoa que manifesta rigidez em relação a qualquer valor deve abrir-se para os conceitos de descondicionamento e de-programação, a fim de entrar em equilíbrio dinâmico e contínuo com as necessidades sempre novas das situações. Saber ser organizado sem ser paranóico com as coisas. A velha e boa tônica do equilíbrio. Sempre.
Um pensamento por si só além de uma associação racional lógica e estruturada também traz em si uma frequência determinada redundando em certas qualidades específicas. Pensamentos com cenários diferentes podem trazer estruturas bastante semelhantes.
Façamos uma analogia com os filmes: você pode assistir a vários filmes no cinema ou na tv de sua casa várias vezes dentro de, digamos, um mesmo mês. Você viu várias estórias diferentes, com vários atores diferentes. Mas pode acontecer, algo não raro, de você ter um gosto bastante específico, e ao final das contas quase todos os filmes assistidos terem sido de comédia, ou aventura, ou ação, tanto faz. Suponha que a maioria foi de um mesmo gênero.
As estórias mudaram, mas as emoções (de riso, adrenalina, medo, suspense, românticas) foram as mesmas, pois você pode ter optado por uma mesma linha de filmes...
Assim é nossa mente: ela percorre sempre os mesmos caminhos, inclusive fisicamente falando, pois os impulsos cerebrais tendem a percorrer os mesmos conjuntos de conexões neurais pelos quais sempre passam, uma vez que essas conexões obedecem a lei de uso e desuso, dentro da qual aquilo que se usa fortalece, aquilo que não se usa, atrofia...
Uma pessoa, por exemplo, muito triste, terá muitos e muitos pensamentos ao longo do dia, sobre as coisas mais diferentes. Entretanto, uma tônica de tristeza irá permear a maioria deles.
Esse é um processo muito sutil e normalmente apresenta-se de formas bastante ardilosas, muitas das vezes, se quer percebemos o que está acontecendo dentro de nossas próprias mentes.
Indo mais além na analogia com os filmes, também podemos começar a perceber que muitos filmes têm uma estrutura geral bastante parecida. Peguemos, por exemplo, uma estrutura muito comum em filmes americanos: muitos dos filmes americanos têm questões bem claras de dividir as pessoas como essencialmente boas ou más, há um conflito envolvendo e atrapalhando a pessoa essencialmente boa a atingir determinado objetivo, trazendo emoção à trama e fazendo com que tudo seja resolvido, sempre, no último segundo, há sempre um envolvimento afetivo marcante e por aí vai.
Nossa mente também se estrutura dentro de sutilezas que nos tornam de difícil percepção muitas das frequências contínuas com as quais trabalha. Entretanto, desenvolvendo nosso observador interno e nossa testemunha podemos começar a captar e diferenciar essas frequencias tanto em nós quanto em outras pessoas.
A testemunha ou observador interno é algo muito falado dentro da senda do encontro pessoal, especialmente quando o assunto é meditação. Inclusive, muitas linhas de exposição sobre esse assunto chegam a afirmar ser a nossa natureza interna a de observador. Nossa natureza interna é algo realmente complexo, vai muito além apenas de uma perspectiva de observador. Há, por exemplo, uma forma de nos dividindo o Eu em observador, experienciador e questionador. É uma classificação bastante interessante e inclusive divertida de ver a nós próprios.
Em geral, essa tendência de nos círculos místicos focar a questão da nossa natureza observadora se deve em grande parte a termos nos identificado em larga escala com nossos experienciadores, nos percebendo apenas como tais. Entra, então, o ensinamento de desenvolvermos nosso observador de modo a percebermos sermos muito mais do que apenas aquele(a) que experiencia e vive o e no mundo.
Desenvolvendo nosso observador interno, nossa capacidade de perceber as frequencias mentais predominantes em nós cresce rapidamente. Começamos inicialmente a perceber as frequencias mais evidentes e agudas. Posteriormente também começamos a detectar padrões mais sutis e complexos.
Veja no texto sobre os Instrumentos e Práticas de Cura e Expansão de Consciência o item específico de como fazer para desenvolver sua testemunha interna.
Assim como
nos beneficiamos intensamente nos conectando com nossos sonhos e realizando a
interpretação de o que o inconsciente está nos mostrando (veja o texto
específico sobre a Integração
dos Sonhos), ao começarmos a identificar as frequencias metais constantes e
predominantes em nós, damos um grande passo dentro da jornada de encontro
pessoal e expansão de consciência.
Analisando nossas frequencias mentais continuamente passamos a perceber que o padrão mental por trás dos conteúdos lógicos e racionais à sua frente funcionam exatamente como nossos sonhos, no sentido de representarem questões internas sobre as quais precisamos nos desenvolver de forma a seguir na trilha do encontro pessoal e da jornada da alma.
Indo além de apenas percebermos as frequencias mentais, passamos a ver nosso próprio dia-a-dia como questões a serem decifradas e que nos revelam muito sobre nós próprios, passamos a dar valor simbólico e referencial a todos os fatos. Por exemplo: um problema na bateria de nosso carro pode ser entendido não como algo fortuito, mas sim como uma questão de falha ou descarregamento energético (bateria) em nossos recursos de locomoção e mobilidade (carro). Uma infiltração em nossa casa pode gerar uma interpretação de conteúdos emocionais (água) em excesso por serem trabalhados e desenvolvidos em nosso âmbito de recolhimento (casa). Bem, esses são apenas dois exemplos para despertar o raciocínio e a percepção sobre esse tipo de possibilidade de visão e interpretação dos fatos que nos envolvem e dos símbolos que eles podem estar trazendo em si próprios.
Quebra de frequência é uma das chaves de cura mais poderosas existentes e ocorre quando conseguimos mudar uma percepção de um transe ou acordar de um surto, profundo ou não (veja mais sobre surtos e transes no texto sobre o Processo de Cura). O exercício de quebra de frequência é extremamente poderoso e simples de ser realizado em trabalhos de cura, potencializando nossa capacidade de quebrar padrões mentais que nos levam a idéias fixas e abrindo canais para conseguirmos mudar as coisas em nossas vidas com as quais estamos tendo dificuldades em lidar.
Aprendendo a perceber nossos padrões de pensamentos como frequencias mentais cada vez mais precocemente conseguimos detectar o começo de uma linha de raciocínio, de um pensamento, e podemos optar por continuar ou não com aquilo, decidir se é do nosso interesse ou não o que está acontecendo, se o pensamento está sendo movido pela indução do próprio gerenciamento do Eu ou se é apenas algo frequenciado à revelia da consciência, se a mente está apenas em um processo “à deriva”...
Deixar a mente “à deriva” apenas consume nossa energia sem qualquer proveito benéfico.
Quanto mais desenvolvemos nosso observador e damos atenção às frequências dos nossos pensamentos, mais precocemente conseguimos detectar o que está sendo frequenciado por nossa mente.
Através da detecção precoce das frequências mentais podemos captar os pensamentos logo em seu começo, possibilitando ao gerenciamento do eu optar (exercer o livre arbítrio) em relação a querer ou não dar prosseguimento ao desenvolvimento dos pensamentos em questão, considerando-se especialmente aí muito mais o tipo de frequência começando a se manifestar que seus conteúdos objetivos em si...
Assim, quando um pensamento de uma frequência que não nos interessa começa a se formar, podemos abandoná-lo cada vez mais precocemente, até o ponto da frequência indesejada simplesmente não encontrar mais terreno para se quer apresentar para nós, liberando nossa energia para coisas que nos interessam mais.
“As vibrações do meu pensamento
são forças de Deus em mim,
que em mim ficam armazenadas
e que de mim se irradiam para todos os seres, constituindo meu Eu um centro de
emissão
e recepção de tudo o que é bom,
alegre e próspero.”
Trecho da Consagração Pessoal
Partindo dos pressupostos que:
Quais serão, então, os pensamentos e crenças pelos quais podemos optar ter para transformar beneficamente a nós mesmos e ao mundo no Planeta Terra, o qual, com certeza, necessita de mudanças drásticas, profundas e definitivas para tornar-se um lugar confortável à existência humana? Como podemos aplicar praticamente e com eficiência a programação mental para atingirmos esses objetivos?
Antes de passarmos a alguns exemplos práticos do que podemos optar frequenciar enquanto pensamentos e crenças, vamos ver alguns aspectos importantes para isso dar certo.
Programação Mental bem sucedida deve estar associada a um conjunto de outras questões que a balizam, referenciam e nos dão a segurança de podermos seguir em frente com sucesso. Caso contrário, corremos alguns riscos graves, como estarmos fortalecendo o ego e a vaidade de forma destrutiva, estarmos ficando “cabeças-duras”, autoindulgentes e por aí vai...

Uma das primeiras coisas a ser considerada é a esfera emocional de quem está procurando trabalhar conscientemente com uma boa Programação Metal. As emoções e a capacidade de lidar com emoções poderosas e desafiadoras devem estar equilibradas, tranquilas e serenas.
Muitas pessoas têm uma força mental bastante potente, mas facilmente explodem por motivos diversos ou sobrepujam sua vontade a vontade alheia. Isso é um sinal apenas de força mental mal utilizada...
Para saber como lidar com emoções e sentimentos desafiadores, veja o texto específico sobre lidar com sentimentos.
O
equilíbrio geral envolve uma série de fatores, muitos deles citados e descritos
ao longo desta monografia. Segue uma lista com alguns comentários:
Os exemplos acima são apenas algumas das coisas para as quais devem ser dadas uma atenção especial, pois, na realidade, uma Programação Mental bem sucedida em uma pessoa a levará a equilíbrio e harmonia em todas as áreas de sua vida. Toda e qualquer área a ser considerada deverá estar em ordem se houver uma estrutura geral de Programação Mental e crenças bem escolhidas, seguidas e manifestadas. Nesse tipo de caso, a pessoa agregará várias qualidades benéficas, como simplicidade, humildade, força, harmonia, graça, felicidade, beleza, paz interior, não julgamento, propagação da verdade, amor, carinho etc. Qualquer coisa que aponte para sintonias diferentes disso é sinal de pontos a serem descobertos e reorientados.
Este assunto pode ter desdobramentos bastante específicos e complexos, entretanto, de uma forma geral e simplificada, podemos dizer que mantras são formações sonoras ou mentais usadas repetidamente, em intervalos regulares, com fins próprios para focar, despertar ou programar a mente em frequências mentais desejadas.
No sentido usado ao longo deste conteúdo, entende-se até mesmo pequenas formações com significação mental específica dentro de uma determinada linha nos valendo como mantras. Por exemplo: a expressão “sou bom o bastante” pode ser usada como um mantra. Numa outra língua, essa mesma expressão teria outra formação e sonoridade. Dependendo do mantra e das línguas em questão até mesmo pequenas variações de significado podem estar presentes.
Para determinadas linhas de pensamento, a linha sonora específica do mantra é de importância fundamental, não podendo variar de forma alguma, independentemente da língua de quem o pronunciar, pois é considerada a frequência vibratória gerada por quem pronuncia o mantra.
Independentemente de uma questão conceitual em definir se os mantras estão ligados a aspectos de seu conteúdo analítico, de sua vibração sonora, aos dois aspectos simultaneamente ou ainda a qualquer outro tipo de característica ou funcionalidade, importa dentro do contexto geral deste conteúdo de Programação Mental saber que eles constituem-se de poderoso artifício para trabalhar a mente. Mesmo as repetições contínuas e seguidas de frases não configurando mantras também possuem efeitos específicos sobre a ótica da Programação Mental.
Para conhecer um pouco mais sobre os mantras, vale muito à pena uma dedicação e prática de médio e longo prazo. Você pode começar sua pesquisa pelo texto do Kalu Rimpoche sobre esse assunto.

Muito já foi dito e vivenciado por milhares de pessoas sobre o poder da oração.
A Programação Mental pode ser beneficiada pela utilização das orações em decorrência de alguns fatores distintos e interligados entre si:
É importante ressaltar que orar não significa apenas pedir coisas para as esferas superiores, mas pode, E DEVE TAMBÉM, se fazer e envolver por um ato de gratidão às esferas mais elevadas e sagradas que consigamos frequenciar. Aliás, pedir coisas, só reforça nosso lado de coitadinho e necessitado (a frequência de carente). Já passou da hora de assumirmos nossa divindade e trocarmos o pedir pelo oferecer, isso em todas as áreas de nossas vidas. Não peça ou espere nada pra você, ofereça tudo o que puder aos outros. Procure as pessoas porque tem o que oferecer a elas e não porque está carente e precisando de algo... Faça isso e experimente por si próprio(a) o poder e realização que isso traz.
Há um novo tipo de oração que vem sendo mais difundida na Terra nas últimas décadas trazendo afirmações de poder em si próprias, com estruturas mais determinantes, nos desenvolvendo na mestria da utilização do poder da palavra, como a consagração pessoal, a oração de cura e a oração da co-criação.
Palavras são objetos de força, trazem em si próprias a condensação de uma energia específica refletindo diretamente a qualidade dos nossos pensamentos e emoções.
Preste bastante atenção e dê especial importância às palavras que proferir, tanto ao seu conteúdo analítico quanto aos aspectos “secundários” e não verbais das mesmas, como a entonação, a força, a altura, os sentimentos que trazem em si etc.
Além de coisas mais evidentes como evitar palavras com carga energética pesada ou até mesmo devastadora, também podemos nos valer de procurar dar todos os up grades possíveis ao que dizemos.
Por exemplo: é uma boa idéia sempre que possível trocarmos a palavra “problema” pela palavra “desafio”. Inclusive, há línguas nas quais essas duas palavras são a mesma...
Pára-quedistas não gostam de usar a expressão “pular de pára-quedas”, mas sim “saltar de pára-quedas”. Pode parecer um pouco esnobe ou chato, mas tem um propósito específico. Não estamos aqui julgando o mérito desse propósito, mas ressaltando a importância do valor de afinarmos o máximo possível tudo aquilo que dizemos, dar atenção primeiramente à estrutura geral e depois aos detalhes e “polimento”.
Quando não souber o que dizer para alguém, procure não dizer qualquer coisa, mas diga exatamente isso “não tenho ainda as palavras certas para lhe dizer o que preciso”. Pense nisso...
Estar com a mente em silêncio tem uma relação direta com o número de coisas, tarefas e agendas autocobradas para serem feitas, providenciadas, encaminhadas etc. Quanto maior o número de atividades em back log para serem realizadas, menor o potencial para se conseguir ficar quieto e em paz interior. Não que você não possa ficar em paz interior se tiver algo por fazer, mas ficar sem fazer nada, em puro silêncio quando há algo por se fazer é mais difícil, pois a própria condição de um espírito em paz, o direciona para fazer, a cada instante, a cada momento, o que deve ser feito, estar no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas em harmonia com o todo.
Temos a necessidade natural de realização de desejos e metas de vida para o atingimento do estado de conclusão das motivações, com consequente liberação das recorrências mentais ligadas ao autofluxo da energia psíquica gerados em decorrência desses mesmos desejos e metas. Uma das grandes dificuldades que temos em parar a mente e/ou nos conectarmos no presente é por conta do grande volume de conteúdos brotando incessantemente em nossos pensamentos, sendo que desejos e metas não realizados são uma fonte constante de motivações para a mente apoiar-se em trazer à tona conteúdos mentais.
Resumindo: realizar seus desejos, sonhos e metas; colocar em dia sua vida, suas obrigações; liberar seus arquivos psíquicos e físicos (limpar a casa, os armários, dar encaminhamento a tudo o que não se usa mais). Tudo isso libera âncoras nas quais a mente se apóia para ficar funcionando constante e ininterruptamente em círculos.
Há ainda outra coisa: a linearidade mental exige constantemente nossa atenção, desviando nossas energias psíquicas e vitais para os mais diversos tipos de comportamentos, atitudes e sentimentos. Essa linearidade está ligada à percepção de tempo como o percebemos mais comumente. É importante, então, acertarmos nossa percepção de tempo para conseguirmos estar no presente e manter a mente mais tranquila, centrada e conectada.
Todos temos distorções temporais (apoiadas no movimento mental...) ligadas a cada uma das 5 estruturas de defesas de personalidade, dificultando nosso estado de silêncio e presença. É importante conhecer as distorções ligadas a essas defesas e dissolvê-las em nós. Veja o quadro a seguir para saber quais são essas distorções, lembrando que para dissolvê-las por completo, é necessário trabalhar essas defesas como um todo...:
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Esquizóide |
Oral |
Psicótica |
Masoquista |
Rígida |
|
Experimenta o tempo universal; é incapaz de sentir o tempo linear ou de viver no presente, no mundo físico |
Nunca tem tempo suficiente |
Lança-se para o futuro |
Sente que o desdobramento temporal se deteve |
Sente o austero e mecânico movimento do tempo para frente |
(fonte: Luz Emergente – Barbara Brennan – p. 346)
Para calar a mente, uma das chaves está em dar vazão ao maior número possível de conteúdos mentais represados. Seguem algumas dicas:
- algumas (ou muitas...) pessoas têm o desconhecimento da sensação de dever cumprido, tão grande é o volume de coisas, ações e tarefas represado na mente e que recorrentemente insiste em brotar mesmo nos momentos de relaxamento, nos finais de semana, nas férias... Priorize suas ações tomando como base aquela estória de escolher para colocar dentro do "pote" que você é primeiro as "pedras grandes"(*), depois as pequenas, depois a areia e por último a água, sem inverter essa ordem (o que ocorre normalmente...). Faça isso numa macro escala e depois automaticamente isso irá acontecendo em relação às questões do dia-a-dia. A médio prazo, você conseguirá ter momentos de sensação de dever cumprido, com tendência a serem cada vez mais constantes e duradouros;
(*) Suas "pedras grandes" podem ser, por exemplo, dinheiro e fama, ou então saúde, família, realização profissional...
- escrever, de uma forma em geral: anotar sonhos; poesias; textos diversos ou específicos (como, por exemplo, se estivesse falando para determinada pessoa o que sente a respeito da sua relação com ela). Seus textos não precisam ter necessariamente uma destinação ou chegar a um fim em específico. Se for o caso, você poderá até se desfazer, ou mesmo queimar, alguns conteúdos após anotá-los;
- colocar uma página pessoal na internet, um blog, foto log, entrar para um site gerenciador de relacionamentos e de comunidades. Esse tipo de ação nos ajuda a fortalecer o sentimento de afirmação pessoal e dar tranquilidade em relação à concretização de nossa necessidade espiritual de dizermos ao mundo quem somos, além de nos ajudar a criar um ambiente adequado para discernir quais os nossos conteúdos internos que estão ainda em fase de elaboração (e, portanto, devem permanecer não revelados, protegidos) e quais já estão maduros para serem expostos;
- organizar um plano de vida, estabelecer prioridades e urgências (muitas vezes estamos tão longe de uma clareza sobre nossos conteúdos internos que chega a ser necessário começar por definir até mesmo quem realmente somos...).
A mente inferior comum é predominantemente linear. Treinada, ela começa a dissolver urgências que ela própria costuma trazer à tona uma vez que essas mesmas urgências já tenham sido priorizadas e, por consequência, não se encontrem mais no plano de ação imediata, ou dependam de tarefas, atividades ou realizações prévias. A mente evita sempre o “re-trabalho” e o raciocínio duplicado em cima das mesmas questões. Você pode escrever um projeto (de vida) por conta própria ou ainda precisar da ajuda de um consultor de negócios ou outro profissional que possa apoiá-lo em seus projetos e estratégias. Um bom consultor de negócios poderá lhe ajudar nos seguintes itens:
· Definição de plano estratégico profissional;
· Elaboração de projetos profissionais e pessoais;
· Concepção de estratégia de marketing profissional e pessoal;
· Elaboração de planos de ação e definição de metas;
· Estudo de cenários e inteligência competitiva aplicada;
· Tutoria em comunicação e marketing;
· Inclusão digital para negócios.
As programações sugeridas adiante são apenas sugestões, não encerram, claro, todas as possibilidades possíveis de crenças, pensamentos e frequências que podemos optar por ter para atingir transformações benéficas.
É importante ressaltar que essas crenças apresentadas denotam diretamente conteúdos racionais, estruturados, expressos em si. Embora esses conteúdos facilitem que a manifestação dos pensamentos ancorados torne-se realidade, essas idéias também possuem outras partes em suas estruturas (como já dito) que devem ser observadas, como as frequências, as questões ligadas à inteligência multifocal, harmonia e equilíbrio geral do pensador etc. Portanto, esses outros aspectos também devem ser observados quando a pessoa estiver pensando essas coisas, mantrando-as em seu consciente e inconsciente.
As sugestões de estruturação de crenças sugeridas aqui se compõem de afirmações e direcionamentos passados por diversos mestres espirituais e também pensadores da atualidade com notória capacidade de autodesenvolvimento. Como dito no tópico sobre as três formas de estruturação das crenças, podemos adotar algumas verdades simplesmente em decorrência do crédito que damos às suas fontes, independentemente de ainda termos a experiência direta delas ou a compreensão racional de suas verdades.
Este conteúdo faz parte de uma proposta de construção coletiva da realidade. Participe enviando suas sugestões a respeito de quais crenças são adequadas para a ancoragem de transformações benéficas no Planeta Terra.
Comecemos pelas programações e mantras associados às 5 Estruturas de Defesa de Personalidade.
Essas programações refletem crenças profundas e distorcidas ligadas à energia da essência que cada um de nós pode ter em maior ou menor grau. Entender sobre essas estruturas e o que podemos fazer por nós e pelos outros em relação a elas, tem o poder de transformar beneficamente o mundo. Aprofunde-se o máximo possível nesse conhecimento e em sua aplicação prática.
Aqui estão descritas apenas as programações mentais benéficas ligadas a essas estruturas, mas muito mais há a se saber e fazer no contexto ligado a isso, abrangendo, com certeza, uma das coisas mais profundas que podemos atingir.
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Defesa Considerada |
Mantra a Ser Focado |
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Desconectada |
Estou seguro, estou aqui |
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Carente |
Eu sou bom o bastante |
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Controladora |
Estou seguro, sou a bondade |
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Invadida |
Sou livre, eu controlo a minha vida |
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Rígida |
Sou real, sou luz |
Neste conjunto de crenças sugeridas expressas diretamente nos mantras a serem focados pelas pessoas que apresentam os padrões de cada defesa, é particularmente importante a lembrança daquela possibilidade de formação de crenças em decorrência do crédito que damos às fontes das quais vieram, pois esses mantras a serem focados refletem exatamente a distorção de crença que cada pessoa com essas defesas apresenta a partir da energia de sua própria essência.
É muito comum a própria pessoa não achar conscientemente que pensa assim (por exemplo, que ela não é boa o bastante), mas pensa. Ela só poderá constatar isso fazendo uma autoanálise das defesas que possui, a partir de métodos específicos de avaliação e aceitar, humildemente, possuir essas distorções fortemente alicerçadas em seus conjuntos de crenças. Após um tempo tendo tomado consciência de suas defesas e estar trabalhando as questões a elas ligadas, esse entendimento consciente vai ficando mais claro e evidente.
Por que acreditar em algo que não possa lhe parecer óbvio? Como dito, veja as fontes, tome contato com elas, sinta por si mesmo(a) se capta uma superioridade real (e não uma superioridade fria...) no conjunto total da obra, do conhecimento e das personalidades que estão canalizando as informações. No caso destas crenças ligadas às estruturas de defesa de personalidade, veja sobre isso diretamente no conteúdo a esse respeito.
Outras programações e afirmações que funcionam e agem diretamente sobre cada uma das defesas:
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Defesa Considerada |
Mantra a Ser Focado |
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Desconectada |
Sou filho do universo Faço parte de todas as coisas Pertenço a tudo o que existe |
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Carente |
Eu me sustento Tenho todo tempo do mundo |
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Controladora |
Nenhuma disputa |
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Invadida |
Não domino, não sou dominado |
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Rígida |
Sou capaz de qualquer coisa Existem formas de realidades diferentes além da que percebo |
Quando o Discípulo está pronto,
o Mestre aparece.
Quando passamos a adotar a postura de focar o que em nós está gerando o mundo e as situações ao nosso redor, somos abençoados com diversos poderes e encaminhamentos da natureza e do universo a nosso próprio favor.
Quando acontece uma desventura conosco e nossa reação imediata é a de nos questionarmos o que em nós está acontecendo pra ter atraído aquilo, o que estamos recebendo como mensagem do Universo por ainda não ter aprendido algo específico, ao invés de apenas lamentarmos, é sinal de que conquistamos um marco muito importante da jornada espiritual e o Universo todo se alegra por isso, pois passamos a ser mais um próximo a manifestar o poder consciente da co-criação responsável e harmoniosa de todas as coisas.
Caso tenha dificuldades em abandonar os arquétipos de coitadinho e sofredor, uma das alternativas é a pessoa aplicar os conhecimentos ligados à dissolução das estruturas de defesas de personalidade, dando especial atenção à dissolução das defesas carente e invadida, bem como, posteriormente, também tendo o cuidado de não se deixar levar pelos poderes do ego e desenvolver uma defesa controladora como sendo o outro lado dessa moeda.
Siga em frente. Paz e luz.
Essa é uma grande crença, capaz de mudar quadros profundos muitas vezes dados como causa perdida pelas pessoas. Por não acreditarem nisso, muitas pessoas inclusive desistem da própria vida. Encontra-se na crença de que não se pode fazer nada por si próprio(a) a base para muitos tipos profundos de depressão e tantos outros males.
Muitos curadores e até mesmo linhas inteiras de técnicas e escolas terapêuticas partem do pressuposto que o primeiro passo para a pessoa começar um processo de cura consiste em ela assumir para si própria a responsabilidade por sua vida. Só a partir daí, dentro desse entendimento, algo realmente efetivo e transformador poderá acontecer. Mesmo não sendo o primeiro passo, todas as linhas holísticas convergem para entender esse como um estágio que se encontra no começo do processo de autotransformação e ancoragem do poder de cura em si mesmo.
No item “ficar de boa”, foi evocado o conhecimento “nada é tão ruim que não possa piorar bastante”. Pela própria ótica de saber usar bem o poder das palavras, é interessante não tomarmos essa frase como uma Programação Mental benéfica em si mesma (pois traz uma construção “negativa” em si mesma), mas a partir dela podemos extrair outros direcionamentos que sempre terão como nos ajudar e levar para frente.
Acreditar que sempre podemos fazer algo por nós mesmos é maravilhoso.
Tomemos uma situação totalmente desagradável e adversa em consideração. Se sei que sempre sou capaz de fazer algo por mim, o mínimo a fazer é agir de forma a não piorar nada, de modo que, quando a tempestade passar, eu possa estar na melhor condição possível para a retomada das coisas e não, por exemplo, ainda mais no fundo do poço em decorrência de ter dado “chiliques” e agido contra mim mesmo(a), quer tenha sido de forma efetiva ou mesmo somatizando pensamentos e sentimentos geradores de ainda mais adversidades para serem dissolvidas e metabolizadas. É comum as pessoas explodirem de raiva e chutarem ou socarem algo e ainda quebrarem a mão ou o pé. E isso é apenas um exemplo bem simples.
Na outra ponta dessa crença, ainda podemos atrair não apenas o não piorar situações, mas revertê-las de tal sorte que ao seu final sairemos delas melhor do que entramos.
Isso pode ser feito, inclusive, de maneira prática e não apenas em filosofia interna. Adote o padrão de toda vez que for investir em arrumar algo que deu errado em dar algum tipo de up grade na situação. Por exemplo: bateram no seu carro. Isso, com certeza, não é algo legal... Quando for à oficina arrumar os estragos, aproveite para consertar também mais alguma coisa já estragada ou ruim há muito tempo e que estava te incomodando. Se não tiver nenhum outro defeito, aproveite para melhorar algo, colocar algum acessório novo. Assim, quando sair da oficina você terá não apenas a sensação, mas a realidade, de não apenas ter se movido até ali para resgatar o prejuízo da batida, mas sairá de lá melhor do que quando bateram no seu carro.
Adote isso para consertos em sua casa e também para coisas que envolvam você diretamente. Experimente e veja.
Cumprir a agenda durante os momentos de vale, de dificuldade, é um dos fatores em comum das pessoas de sucesso em relação à realização pessoal. Elas conseguem realizar coisas mesmo quando não estão bem. A maioria de nós briga com o(a) parceiro(a) e aí mal consegue fazer uma ligação para um cliente no trabalho. Não tem inspiração para escrever um texto ou qualquer outra coisa produtiva/criativa. Aprenda a ligar e a escrever o texto independente de inspiração. Cumpra a agenda. Mesmo não se achando inspirado(a). Após adotar esse tipo de direcionamento, especialmente se não ficar repetindo para os outros não estar bem, você irá perceber que muitas das vezes, olhando em retrospectiva, o dia acabou tendo um rendimento normal, você fez tudo o que deveria ser feito, apenas uma sensação de estar se arrastando foi que o(a) acompanhou.
Quando revemos muitas das coisas que realizamos em estados de desânimo, mesmo coisas mais criativas, como escrever um texto ou decorar um ambiente, elas, vistas em retrospectiva, não nos parecem mais tão ruins. Estão lá: contém tudo o que deveriam conter, cumprem o propósito, mesmo não estando maravilhosas.
Quando cumprimos nossa agenda mesmo não estando bem, temos o benefício de, após passada a tempestade, estarmos prontos para irmos adiante e não apenas focados em “correr atrás do leite derramado”, afinal isso já foi feito...
O Universo foi muito bondoso conosco quando criou o mecanismo de aprendizado dentro das dificuldades. O mínimo que podemos extrair de algo ruim é o aprendizado e isso é uma grande bênção, pois se nem aprendizado pudéssemos extrair, ao final das contas haveria apenas a coisa ruim em si. Mas não é assim, todos sabemos disso. Sendo que além do aprendizado ainda há oportunidades de que algo mais possa nascer de uma dificuldade ou adversidade. Ancore isso dentro de você. Sempre.
“Sou o melhor amigo de mim mesmo, mas também posso ser meu pior inimigo”. Reflita sobre isso...
Muito mais
do que apenas podermos sempre fazer algo benéfico por nós próprios, os recursos
de desenvolvimento, autoconhecimento e evolução pessoal são cumulativos entre
si.
Por exemplo: uma pessoa que preparou durante a infância e adolescência seu corpo para a atividade física, irá se beneficiar rapidamente da retomada de exercícios mesmo após um longo período parada.
Muitas vezes, podemos achar que tudo está muito difícil e contra nós. Especialmente em estados depressivos, podemos nos ver em situações dentro das quais acreditamos não haver saída pra nada ou tudo é desfavorável. Entretanto, para aquele que já optou conscientemente pela Jornada do Encontro Pessoal, os recursos acessados são como o gosto do sal ou da pimenta em uma refeição: são cumulativos. Quanto mais andamos nessa Jornada, mais os recursos se somam e fortalecem.
Podemos, por exemplo, estar muito mal em um determinado dia, tentando várias coisas “sem efeito” para apaziguar nossa alma. Tentamos meditar, relaxar, quebrar a frequência e “nada funciona”, mesmo ânimo para dar uma volta na rua pode estar nos faltando. Entretanto, em determinado momento, podemos ir tomar um banho e isso ser suficiente para nos relembrar ser esta uma das práticas, um dos recursos que temos para ajudar a nós mesmos. Um banho por si só é tomado por bilhões de pessoas todos os dias de maneira inconsciente, sem se darem conta de que isso pode ser uma prática poderosa de retomada, de purificação, de elevação.
Para aquele com a consciência já desperta para o presente e as coisas simples, esse mesmo banho pode ser o suficiente para mudar toda uma frequência que vinha se arrastando por todo um dia e despertar o ânimo perdido, startando a partir daí toda uma onda de equilíbrio e retomada. A pessoa lembra de estar fazendo por si própria algo benéfico (o banho), então pode somar, por exemplo, a ele a técnica de uma imersão quente com uma ducha fria rápida ao final para equilibrar e proteger os centros energéticos(*). O ânimo e a inspiração aumentam, novas atitudes benéficas podem ir se somando a partir daí, pois o corpo (e a alma) já tem as bases prontas para captar e usufruir desses “recursos”, já foi “treinado” para isso.
(*) além da técnica de tomar um banho quente com uma ducha rápida ao final, veja mais exemplos de práticas que podem ser agregadas a nossa vida nesse sentido no conteúdo sobre os Instrumentos e Práticas de Cura e Expansão de Consciência.
Num dia ruim, podemos não estar funcionando com vários dos recursos que já utilizamos para o nosso desenvolvimento, mas algum dos muitos outros, podem nos valer bastante e potencializar todos os outros.
No conteúdo sobre o processo de cura, em seu final, está postulado que não existe cura sem: meditação; atividade física regular, prazerosa, não competitiva e sem a geração de lesões; contato de qualidade e frequente com a natureza; expressividade; individuação; vida múltipla e rica em aspectos e abordagens; realização pessoal em todas as áreas da vida; amizades e relacionamentos prazerosos; manifestação consciente de todos os sentimentos; espontaneidade; suporte e conforto físico/material; clareza de percepção, visão e propósito; aceitação; equilíbrio; espiritualidade; capacidade de transitar harmonicamente entre os estados de interiorização e inteiração com o meio externo; manifestação artística; estilo de vida prazeroso; entrega; realidade.
Qualquer uma dessas coisas, para quem já as implementou como processos de sua Jornada de Encontro Pessoal, num momento difícil, podem servir como alavanca para sair de um momento adverso e nos relembrar de tantas conquistas já alcançadas.
Isso quando estamos considerando os momentos ruins, mas ainda há muito mais do que apenas isso: todas as práticas e recursos de autoconhecimento e evolução se somam entre si e dissipam inclusive mesmo a possibilidade de ocorrência dos momentos ruins. Por uma questão de dentro da realidade dual ainda termos a mudança natural das coisas de um estado para o outro e em decorrência também do resgate de nossos carmas, momentos ruins ainda estão muito presentes de uma forma em geral na vida na Terra, mas esteja ciente e tenha certeza de que é muito melhor passar por eles se valendo do efeito cumulativo benéfico e somatizado de nossas práticas de desenvolvimento e sustentação do que sem ele.
Há apenas uma coisa pior que aprender com os próprios erros: é não aprender com eles...
Isso é algo bastante capcioso. Parece realmente uma armadilha.
- Mestre, como faço para me tornar um sábio?
- Faça boas escolhas.
- Como fazer boas escolhas?
- Adquira experiência.
- Como fazer para adquirir experiência?
- Faça escolhas ruins...
Não precisamos aprender somente com nossos erros. Essa é apenas uma parte da estória, a parte mais dolorosa, digamos assim. Assim como o Universo criou o mecanismo do sofrimento para fazer com que possamos aprender com nossos erros, ele também nos brindou com algo maravilhoso: podemos aprender também com o erro do outro, observando sua situação com nossa capacidade de empatia e assimilação.
Muitas vezes precisamos conhecer nossos próprios limites para saber o que somos, como funcionamos. Nessa necessidade, acabamos por exceder esses limites. Esse é o momento no qual nos damos mal...
Entretanto, dia chega no qual aprendemos podermos ir apenas até um determinado ponto das situações e dali podemos apenas observar e aguardar o conhecimento advindo dessa observação nos chegar. Podemos olhar para a situação e aprender com ela, especialmente se houver outra pessoa nela envolvida até “a tampa”...

Essa linha de pensamento não é bem uma afirmação, mas sim uma postura de vida ancorada na fé de que o poder em servir ao próximo envolve um dos pensamentos mais energizantes que alguém pode ter.
“O que posso fazer pelos outros?” gera todo um campo universal em nosso favor, pois não mais apenas as forças que nos regem e guiam, mas também as forças que regem e guiam aqueles que se beneficiarão diretamente das nossas ações passam a agir e conspirar em nosso favor.
Você pode fazer isso com um interesse apenas em ser retribuído pelo Universo ou se beneficiar de alguma forma, mas mesmo assim a prática de ajuda ao próximo por si só já gera condições de nos vermos em ação ajudando ao outro, nos possibilitando ir acertando imperfeições em nossas ações no servir ao longo do caminho (como essa, por exemplo, de servir com interesse em se autobeneficiar...). Melhor fazer algo por alguém, mesmo de forma não ideal, do que não fazer nada.
A forma ideal de fazer algo por alguém é realmente fazer fora de qualquer pretensão de retorno ou autobeneficiamento. Trabalho voluntário e descompromissado com reconhecimento, gratidão ou autobeneficiamento, trocar “o que ganho com isso” por “como posso servir? O que posso oferecer? Como posso ajudar?”.
Experimente e veja por si mesmo(a).

Este é um conhecimento muito profundo apresentado por Yogananda em sua autobiografia, num trecho de um encontro com um sábio/mestre.
O verbo preferir é um verbo de conjugação especial. A famosa frase “prefiro as louras”, sob a ótica gramatical está errada, pois a própria regência especial do verbo preferir denota que uma coisa só pode ser preferida em relação a outra. Seria correto algo do tipo “prefiro as louras às morenas...”.
Quando deixamos de fazer o que queremos para fazer o que preferimos, deixamos de ser “escravos” do nosso próprio querer e abrimos o campo das possibilidades para avaliar a cada momento considerado o que iremos fazer, inclusive podendo ir fazer o que queríamos previamente, mas não mais e só necessariamente o que já havíamos previamente direcionado.
As coisas mudam muito dinamicamente. A mente, então, nem se fala... Hoje queremos algo, logo em seguida tudo muda.
Por exemplo: podemos sair de casa com a intenção de correr no parque, ou ir ao cinema, tanto faz. Saímos de casa com certa determinação. Se nos tornarmos escravos dessa determinação, podemos perder a oportunidade do contato com o presente e não avaliar ou considerar determinados fatores não esperados que estão “batendo em nossa porta” para os quais não estamos dando a devida atenção. Nos exemplos citados, podemos sair para correr (o que queremos) e começar a corrida. Já no início do exercício podemos detectar que o melhor para aquele momento é andar (o que preferimos) e não correr ou ainda ir fazer uns exercícios de alongamento ou respiração. Podemos sair de casa para ir ao cinema (o que queremos) e no meio do caminho resolver visitar um amigo (o que preferimos)... Somos livres. Sempre.
Isso vale tanto para as coisas pontuais quanto para as grandes coisas da vida. Os grandes projetos. O equilíbrio, só para ressaltar, sempre é bem-vindo. Claro que deixarmos todas as coisas inacabadas por inconsistência de nossa força de vontade, não convém. Determinação e perseverança são grandes mestres e guias.
Entretanto, também devemos considerar sempre que tudo o que fazemos é com objetivos causais no sentido de sermos felizes, nos auto-realizarmos, nos conectarmos com a fonte e coisas nesse sentido.
Podemos estar indo dar uma corrida para termos uma boa saúde. Ter a boa saúde para atingirmos esses objetivos citados. Entretanto, em determinado momento, pode ser que insistir numa corrida tenha um custo/benefício em relação ao nosso crescimento pessoal muito inferior do que fazer algo diverso. Pense. Reflita. Vivencie.
Não faça o que você quer e aí você vai poder fazer o que preferir, até mesmo aquilo que queria inicialmente. Ou não...
Um dos
nossos sensos de percepção é nos entendermos como criaturas humanas.
Entretanto, essa é apenas uma pequena parte do que somos.
Há uma frase em voga dentro do contexto da Nova Era que diz “Não somos humanos procurando uma experiência espiritual, somos espíritos passando por uma experiência humana”. Isso é muito revelador, abre muitos caminhos e dá uma nova dimensão à nossa consciência.
Viver a partir de uma diretriz do espírito é muito gratificante. É um marco na Jornada quando deixamos de seguir as diretrizes mentais, predominantes até mais ou menos o final da juventude e que reinarão até resgatarmos a intuição da nossa percepção espiritual. Podemos estacionar na percepção de seres unicamente pertencentes à condição humana, e nada mais. O que é limitador e de resultados muito tristes.
É provável que se você tenha chegado a ler este texto até aqui já tenha agregado essa percepção. De qualquer forma, é bom e didático pontuar essa questão, de modo que outras possam ser melhor apresentadas.
Temos uma percepção muito forte de sermos o ser individual que aparentamos e sentirmos ser, esse ser personificado, com uma data de nascimento definida, uma árvore genealógica singular e normalmente bem conhecida (especialmente pai e mãe), um histórico de vida bem definido (nasci no dia tal, na cidade x, estudei nos colégios tais e tais, tive uma bicicleta aos cinco anos, quebrei o braço com seis anos e por aí vai...).
Entretanto, vários mestres espirituais e nossa intuição mais profunda nos mostram sermos mais do que apenas isso, a consciência do ego, da individualidade.
É difícil perceber e aceitar isso, mas somos muito mais do que apenas o Eu. Somos parte do Universo, o qual opera também através dessas individualidades que aparentamos ser.
Na vida na Terra, nos tornamos ultra-especializados em perceber a separação muito mais do que a unidade, isso inclui nos perceber como sendo algo separado do Todo, nos definindo como sendo um ser individual e único.
Nos abrir para começar a nos ver como mais do que apenas a consciência do eu vai além de nos vermos como espíritos imortais. A frase “Não somos humanos procurando uma experiência espiritual, somos espíritos passando por uma experiência humana”, é muito boa para o contexto da crença anterior apresentada, a qual nos lembra sermos mais do que apenas seres pertencentes à condição humana. Entretanto, para o contexto da crença de sermos mais do que apenas o eu, nos aceitar e nos ver como entidades além do ego vai muito além disso, de nos vermos como espíritos que reencarnam sucessivamente. Transcender a consciência do eu-separado vai muito além da maioria das expectativas de evolução que tivemos desde sempre, porém é um passo inevitável para se atingir a iluminação, a realização individual. Um paradoxo, não?...
Algumas linhas de encontradores da Nova Era falam muito a respeito da dissolução do Eu. Está sendo evocando aqui não uma questão de julgar se o Self, o Eu-separado, é algo bom ou ruim, se deve ser mantido ou dissolvido. É alertar para a importância de percebermos que somos mais do que apenas o Eu. É óbvio que o Eu tem uma relevância perfeitamente encaixada dentro do processo universal, mas a questão é que o superestimamos, e agora nos cabe fazer o devido balanceamento.
Podemos fazer um paralelo com a mente: em alguns círculos de meditadores e encontradores, a mente vem sendo tratada quase como se fosse uma vilã, um fardo contra o processo de evolução. Quase todos nós sofremos da síndrome do pensamento acelerado, mas isso por si só não é uma “culpa” da mente. Cabe apenas equilibrarmos nossas mentes, tirá-las do controle, não permitir tomarem conta do sistema que somos, mas fazer parte dele, como realmente o é, cumprindo suas funções na medida certa. Assim também devemos entender o eu-separado: ele não é um vilão, não precisamos dissolver nossas personalidades e individualidades, pois há aspectos de Deus, da Totalidade que só podem ser manifestados através das nossas personalidades isoladas. Entretanto, é fundamental trazermos para a consciência a verdade de sermos muito mais do que apenas essas mesmas personalidades individuais, esse aspecto único, personificado de Deus. Esse aspecto individual é apenas uma das partes do que somos como um todo...
Essa crença
é particularmente interessante e amorosa.
Atualmente, já sabemos, em decorrência dos postulados da física quântica, que realmente tudo o que existe é apenas um campo energético indistinto, embora possa ser diferenciado em áreas diversas por frequências distintas nos dando a percepção da separatividade, das coisas como sendo separadas umas das outras.
Todavia, na prática, ainda é muito complicado para a maioria de nós olhar para o “mundo externo” e percebê-lo como nós mesmos.
“Somos Um” é uma crença especialmente benéfica no sentido de lembrarmos que todos os outros seres humanos com os quais lidamos são partes de nós próprios, são apenas nós mesmos de outra forma, sob outro aspecto e ótica.
Nada, nada, crer que somos um (mesmo que não se veja lógica formal nisso) nos leva a um mundo mais fraterno e mais humano. E “humano” aí é usado exatamente no sentido restrito do que quer dizer: termos um mundo mais HUMANO, pois o que estamos tendo hoje é desumano, inadequado para a condição de vida humana. Não é à toa que a autorealização é um processo de exceção na Terra e não o contrário...
Enquanto parte da fonte que somos, escolhemos voluntariamente criar uma realidade na Terra onde pudéssemos vivenciar a separatividade. É da natureza da Fonte deleitar-se de si mesma e amar-se a si própria. Com a experiência de que suas partes individualizadas (dentre elas, todos nós...) pudéssemos deixar de perceber nossa ligação com a Fonte, pudemos ter a vivência do nosso comportamento e reação na experiência dessa sensação de desconexão.
O propósito era o da Fonte criar a experiência de continuar amando a si mesma a partir de suas partes individualizadas mesmo que essas não estivessem sentido sua conexão e integração com Tudo o que É. Uma experiência e uma aventura abençoada de uma nova forma de amor, que envolvia riscos e “prêmios” com o seguinte contexto geral:
Esta segunda probabilidade prevaleceu. Entretanto há uma notícia maravilhosa:
O JOGO ACABOU!
Já vivemos o que tínhamos de viver com isso tudo. Chega! É hora de voltar pra casa, resgatar a conexão, curar todas as feridas, dissolver todo o sofrimento, quitar, integrar e apagar todo o carma restante e extrair o aprendizado e a evolução conseguidos.
Foi uma experiência fantástica e cheia de méritos, pois a coragem, determinação e força de vontade que tivemos para chegar até aqui é realmente miraculosa, digna da grandiosidade da Criação. Estamos todos de parabéns.
Todavia, as partes mais profundas de nós próprios também já foram sensibilizadas e estão emergindo para manifestar o resgate definitivo e restabelecer a conexão. Chega de sofrimento.
Ninguém nunca esteve só. Somos todos um.
Muita coisa já foi dita em diversos locais sobre o carma. Há muita explicação boa por aí para ir muito além da visão de carma ser apenas algo ruim que fizemos em alguma vida e pelo qual estamos pagando agora.
Carma é a lei de ação e reação em operação. Carma é justiça divina em ação dentro da realidade que criamos da separatividade, e não castigo... No modo de operação padrão do universo não existe carma, pois como há integração perceptiva e consciente entre todas as coisas, quando qualquer um pratica o “mal”, está automaticamente praticando esse “mal” e seus efeitos também a si mesmo, então as coisas funcionam de forma direta. Nesta nossa realidade da separatividade e do esquecimento, o carma surge como uma forma de manter a justiça divina em operação.
O processo de muitas vidas envolvidas na manifestação cármica faz muito sentido, pois determinados atos praticados demandam ser criada uma situação análoga ou de igual potencial dentro de contextos nos quais só outras configurações de vida são capazes de suportar o cenário para o desequilíbrio gerado ser compensado.
Por exemplo: alguém dá um tiro em uma determinada pessoa. Não basta que quem deu esse tiro tome outro tiro para tudo voltar ao equilíbrio (dente por dente, olho por olho...). Pode ser necessário para a volta da igualdade àquele que cometeu o agravo encontrar-se numa situação de vida capaz de absorver tanto dano quanto o que criou. Não basta, por exemplo, a uma pessoa sem nada a perder e que acabou com a vida em andamento de alguém perto da realização pessoal sofra um agravo para que tudo esteja acertado. O praticante do desatino deverá aguardar um momento no qual esteja perto da realização (o que provavelmente ocorrerá só em outra vida), com tudo “certo”, trabalho, filhos, projetos pessoais etc, sem ter a recordação do agravo cometido para sentir em “sua própria pele” aquilo que fez a outro para perceber e aprender sobre o significado do que fez e atraiu para si mesmo.
O desafio ao qual coletivamente todos sucumbimos dentro do sistema da separatividade e do esquecimento é sentirmos, nas situações nas quais somos agravados, a ira de “pagar na mesma moeda” e darmos continuidade sucessiva à roda do carma. É necessário elevar a consciência e assumir um compromisso pessoal de não estourar em situações dentro das quais nos sentimos atingidos, de modo a quebrar o ciclo e findar a geração de mais e mais débitos a serem resgatados.
No momento atual da evolução planetária e do final de ciclo da era da separatividade, estamos acessando duas possibilidades maravilhosas:
Outro aspecto bom é o de que ao quitar um carma “negativo” atraído, podemos transformar seu resultado em um carma positivo. Por exemplo: você cai num buraco. Você pode, ao sair dele, cuidar de tampá-lo, para ninguém mais passar pelo mesmo problema. Isso é sabedoria em prática. O contrário seria, por exemplo, sair do buraco e ficar apenas blasfemando contra ele, contra seus machucados e a “má sorte”. O próprio estado alterado de emoções descontroladas já é prejudicial por si só e ainda pode muito facilmente atrair mais e mais situações dentro das quais vamos caindo dentro do ciclo vicioso do “carma negativo”.
Ao se ver culpando o carma ou qualquer outra coisa por algo “ruim” ter acontecido, pare, reflita e se dê o presente de ficar o máximo “de boa” dentro da situação dada. Use a lei da ação e reação a seu favor. Há gratidão universal em diversos lugares, em muitos seres, por essa sua escolha.
Grato!
Não há
pensamento ruim para o qual não exista uma resposta divina coerente,
gratificante e confortadora.
Para qualquer mazela, existe uma manifestação extasiática e divina capaz de
envolvê-la.
Por que
sofremos? Talvez essa seja a pergunta mais evidente e forte para a qual, quando
não achamos respostas que nos satisfaçam beneficamente, os portais para o
desânimo, a descrença, a depressão e toda sorte de desgraças e desatinos possam
manifestar-se a partir e também em nossa direção.
Há respostas satisfatórias para quaisquer perguntas. Muitas vezes ocorre de o ouvinte não estar ainda apto ou disposto a ouvir a verdade, mas apenas o que ele próprio continua optando por ouvir. Palavras são limitadas. Raciocínios apresentados através de códigos linguísticos são limitados. A mente cria e aceita todo o tipo de explicações e estruturas lógicas que satisfaçam os anseios do que o ego (a percepção de individualidade) está querendo para si próprio.
Existem justificativas boas e coerentes (dentro de suas próprias lógicas) para todos os tipos de coisas opostas: comer ou não comer carne; ser ou não ser homossexual; fazer o tantra, fazer abstinência ou desregração sexual; ter ou não ter filhos; comprar ou não comprar bens supérfluos; ser bom ou ser mau... A lista é infinda. Tanto faz qual seja a questão: a mente irá acessar e encontrar as justificativas para preencherem as necessidades do ego e da alma de passarem por determinadas experiências e condições.
Se há justificativa para qualquer tipo de coisa, bons raciocínios para qualquer tipo de coisa, esteja certo(a) de que para todo pensamento ruim, para toda mazela, existe uma bênção capaz de envolvê-la, mesmo que você ainda não a esteja frequenciando. Aguarde e, cedo ou tarde, receberá uma explicação que lhe trará conforto e alívio para qualquer mazela.
Como já vimos, caso o eu opte por achar algo bom ou válido, a mente irá trazer uma construção racional para embasar ou justificar aquilo. Caso a pessoa aceite, pode-se dizer, por exemplo, que o sofrimento é um mecanismo do universo dentro da nossa realidade da separatividade para garantir a existência da evolução, o que é uma grande bênção. Sem o sofrimento nessa realidade da separatividade, poderíamos continuar infindamente incorrendo nos mesmos erros e desvios sem perceber o que estaria estagnado ou regredindo em nosso estado de ser e também em tudo ao nosso redor. O Anjo da Dor é o único que jamais se cansa de nós. Ele é capaz de se manter ao nosso lado infindamente até podermos acordar de nossas ilusões mais profundas.
Por que, então, existir as ilusões e os erros, por que eles simplesmente não deixam de existir e passamos a fazer tudo “certo”? Porque somente havendo essa possibilidade, podemos ter a bênção do livre-arbítrio, possibilitando a manifestação da individualidade separada e a percepção do êxtase em existir e permitir a existência também do outro, de contemplar a maravilha da criação ao mesmo tempo em que dela se faz parte. O sofrimento, nesta ótica, não é um mau, mas sim uma garantia para podermos, a partir de nosso próprio mérito, conhecer e desfrutar da ressonância infinita e abençoada da criação contínua de todas as coisas.
E ainda tem mais: justamente a existência do sofrimento, neste momento atual da transição planetária, disparou o chamado para deixarmos de lado a experiência da separatividade, ele funcionou como uma garantia de que poderíamos ter um mecanismo de retorno caso a experiência viesse pela possibilidade que acabou prevalecendo. Sem o sofrimento, poderíamos nos perder indefinidamente dentro da separatividade, algo em desacordo com a benevolência infinita da criação. Foi um remédio amargo, mas necessário.
Há boas justificativas para a existência do sofrimento, mas também há algo muito melhor: escolher parar de sofrer leva à evolução.
O estado no qual os pensamentos harmônicos não prevalecem sempre é transitório, por mais longo que possa parecer, e pode ser uma das definições para o termo “depressão”.
O sofrimento
é um mecanismo de evolução estabelecido juntamente com o carma e o esquecimento
dentro da realidade da separatividade. Sem o sofrimento, não haveria um outro
tipo de ferramenta tão eficiente capaz de garantir a evolução. A estagnação ou
até mesmo a involução poderiam instalar-se no seio universal.
O anjo da dor é o único que jamais se cansa de qualquer um de nós, ele pode nos acompanhar infindamente enquanto isso for necessário. A dor e o sofrimento são mecanismos de sinalização e ancoragem para revermos o que pode ser melhorado, onde há falhas e são os mestres mais honestos que existem, não hesitam em nos mostrar a verdade.
Como já dito, sem o sofrimento não aprenderíamos com nossos próprios erros. Sem aprendizado com as coisas ruins elas seriam essencialmente e apenas ruins, nada mais. O aprendizado é o recurso de equilíbrio nesses casos.
Embora o sofrimento seja um mecanismo para a garantia da evolução, podemos acordar do transe de nos ancorarmos nele para evoluir, usá-lo como muleta. Escolher parar de sofrer nos leva à evolução com mais facilidade, suavidade e eficiência (menor esforço no menor espaço de tempo). Facilmente nos identificamos com nosso sofrimento como uma forma de fortalecimento do ego (“sou aquele(a) que sofre...”). Parar com isso o mais rapidamente possível é um presente que damos a nós mesmos e ao Universo.
Há uma variante mais sutil do sofrimento explícito embutida nos raciocínios do tipo “só conseguimos as coisas com muito esforço, nada é de graça”... As coisas mais importantes, de maior valor são todas de graça. O Universo nos deu tudo do que precisamos, graças infindas, e não nos cobrou e não cobra por nada. O dom da vida, da individualidade, a potencialidade de conhecer todas as coisas e nos fundirmos tanto com o um quanto com a separatividade e tantas outras maravilhas são graças divinas impagáveis, amor puro de livre acesso para qualquer um de nós a qualquer momento, infindavelmente renováveis, por mais que quaisquer tipos de forças ou causas tenham o direito (mesmo esse, outra bênção) de frequenciar qualquer coisa que não seja isso.
No seu dia-a-dia, comece a ancorar que você consegue as coisas dentro da lei do menor esforço, e não com muita luta. Uau! Como temos sido insistentes com essa estória de lutar, lutar. Veja o texto sobre a dissolução da competitividade e seja feliz. É tudo seu e nada lhe é cobrado.
Gratidão pela existência do sofrimento e mais gratidão ainda pela possibilidade abençoada de poder escolher parar de sofrer.
Como saber se você escolheu parar de sofrer? Simplesmente analise sua vida. Veja se as situações dentro das quais insiste em permanecer lhe fazem sofrer ou não. Seu trabalho é bom ou ruim? Seus relacionamentos são prazerosos e gratificantes? Seu corpo lhe traz prazer ou dor? Não há pra onde correr, a verdade é muito dura, mas é muito clara. Não se apegue a justificativas complexas para se manter apegado ao que lhe mantém amarrado(a) ao sofrimento. Sai dessa.
Viva a vida. Cura tudo!
Dentro do
budismo há um pressuposto de que todo ser humano procura ser feliz e evitar o
sofrimento. Isso é bastante razoável. Podemos aceitar esse postulado sem muita
resistência.
Se temos todos, então, este direcionamento, por que somos tão infelizes e sofremos tanto?...
Parece óbvio que quando alguém erra, falha ou atrai qualquer desventura, dissabor, desgraça ou qualquer outra coisa nesse sentido, é em decorrência de não conhecer ou conseguir manifestar uma forma melhor de ser ou de agir...
Trazer para a consciência que sempre somos o melhor do que podemos ser, nos direciona para aceitarmos a nós mesmos, abrindo assim o caminho para podermos nos amar, além de dar alicerces para desenvolver compaixão e perdão pelo próximo e por nós mesmos.
É interessante essa programação ser adotada não apenas sob a ótica do “Eu”, mas também do “Nós”. O benefício, assim, é dobrado, pois atingirá o efeito direto não apenas sobre a própria pessoa, mas também nutrirá nela a bênção da compaixão pelo entendimento de o outro estar sendo o melhor do que pode ser até aquele momento, mesmo quando nos fere...

Assumir esta crença nos relembra do nosso caráter divino e resgata nossa responsabilidade por nós próprios e por todas as coisas.
A parte difícil é aceitarmos que toda a miséria com a qual tomamos consciência neste mundo faz parte, de alguma forma, do que criamos e manifestamos a partir da mente universal e de nossas mentes superiores. Mas há boas notícias também: criamos isso tudo, mas também podemos trabalhar no sentido de resolver todo esse desmantelo.
Leia o texto “Oponopono” para ver uma história encantadora de um terapeuta que curou um pavilhão inteiro de pacientes criminais insanos, sem sequer ver nenhum deles pessoalmente, para ter contato com uma abordagem muito rica sobre essa questão do nosso poder de curar a realidade externa a partir do trabalho interno e da aceitação de nossa responsabilidade sobre a realidade.
O Mito de
Gaia é o entendimento da Terra como sendo um organismo vivo, do qual todos
fazemos parte e também do qual todos dependemos para viver.
Todas as civilizações têm seus mitos. Na civilização moderna, especialmente na ocidental, essa percepção do mito ficou um pouco esmaecida e até mesmo inexistente em muitos nichos sociais. O materialismo científico dominou complemente em muitos locais.
Muitos esquemas religiosos estão instalados trazendo configurações, doutrinamento e sistemática com poderes de mitos incrustados dentro de si. Mas esses sistemas têm funcionado muito mais como uma forma de aparelhagem ideológica de estado para manter o interesse das classes dominantes do que como qualquer tipo de propagação de conhecimentos de ordem superiores de entendimento mais elevado.
Os mitos são recursos alegóricos dos quais muitas vezes as esferas superiores lançam mão para nos trazerem a frequência de entendimentos a respeito dos quais nosso sistema de comunicação ainda não possui recursos para alcançar.
Os mitos também podem ser entendidos como estórias não verdadeiras, não reais, mas tomadas por verdadeiras por um determinado povo ou civilização. Não que a Terra não seja mesmo um organismo vivo, fazendo parte de uma inteligência superior. Mas nos vimos tão envolvidos com o materialismo científico que passamos a vê-la como um grande corpo do reino mineral. O Mito de Gaia traz uma base bastante poética, ancorada na arte e também na lógica para lançarmos um novo olhar sobre nossa condição de estarmos vivendo aqui e agora, na Terra, neste momento.
Há algo muito necessário e importante a ser pensando e falado por cada um de nós para essa energia vibrar cada vez mais forte: “Eu amo o planeta Terra”. Deite no chão, abraçando a Terra e repita isso: “Eu te amo”. Mentalize o Planeta enquanto faz isso...
Uma vez acordados para o fato de a Terra ser esse organismo do qual fazemos parte e do qual dependemos para viver, fica óbvio que devemos mudar nosso modo de vida para evitar a rota de colisão, a destruição do Planeta e de nós mesmos em mais ou menos tempo caso continuemos, enquanto espécie humana, a nos comportar e reproduzir da forma como estamos vindo fazendo nos pelo menos últimos 10.000 anos e aceleradamente nas últimas décadas em decorrência do avanço tecnológico “burro” que criamos.
Há muito a ser dito sobre isso. Esta crença nos leva a uma consciência social, de importância enquanto civilização contemporânea muito além do escopo aberto para ser discutido nesta monografia em específico da Programação Mental. Reconstruirmos o arcabouço das nossas crenças é um grande passo, mas há muitas providências, desdobramentos, ações, cenários e tantas outras coisas específicas para serem vistos separadamente e com muito cuidado e atenção. O conteúdo sobre os Aspectos Sociais da Cura é o fórum adequado onde isso está em desenvolvimento e é apresentado.
Também está além da abrangência deste texto de Programação Mental desdobrar todas as facetas dessa afirmação, a qual está num processo ainda em desenvolviemnto mais detalhado dentro do conteúdo sobre os Aspectos Sociais da Cura. Entretanto, cabe aqui esboçar as linhas gerais dessa crença muito benéfica para toda a humanidade na proporção em que comece a ser cada vez mais frequenciada por um número cada vez maior de pessoas.
A absorção desta crença nos levará a um salto de desenvolvimento social ainda sem precedentes dentro da história humana conhecida. Como desdobramento deste conhecimento cairão os registros de patentes e a proteção de toda a propriedade intelectual, pois tudo é de todos. Ninguém chegou a conhecimento científico tecnológico nenhum sozinho. Todos os gênios aprenderam idiomas dentro da cultura de seu povo, se valeram de todo o conhecimento humano adquirido até então.
Claro que a pesquisa, assim como a criação artística e todas as outras atividades humanas descentes precisam ser reconhecidas e gerar riquezas para seus praticantes não apenas sobreviver e se dedicarem a elas, gerando benefícios para todas as pessoas, mas além de sobreviver, viver muito bem, com abundância e conforto material. Porém a forma de remuneração, controle e distribuição do capital intelectual, artístico e criativo humano na Terra está ocorrendo de forma muito equivocada.
Por exemplo: Bill Gates tem uma fundação de assistência social. Uma única doação para essa fundação foi além de 30 bilhões de dólares. Isso tudo pode até parecer bastante interessante e adequado. Entretanto é uma tremenda dispersão energética, um grande erro, encobrindo até mesmo um grande mal para a humanidade. Claro que Bill Gates, como todos nós, quer ser alguém bom para si e para todos os outros (ao menos bom para nós mesmos todos queremos ser...). Mas a vocação natural da maior contribuição dele para a humanidade, intimamente ligada à criação da Microsoft, o que ele sabe fazer de melhor, não é cuidar das pessoas carentes e necessitadas. O que ele sabe fazer de melhor é software. Se ele, se a Microsoft, realmente querem melhorar (E MUUUUUUUITO) o mundo, basta liberar a propriedade intelectual do Windows e do Office para uso-fruto de toda a humanidade. Colocar de graça na rede esses aplicativos para serem baixados e usufruídos por todos. O mundo vai se beneficiar disso muito drasticamente, inclusive todas as pessoas necessitadas, quer sejam crianças, idosos, famintos, discriminados, qualquer um.
Grande parte da estrutura da Microsoft, numa estimativa condescendente de 80%, é gasta tão somente em manter técnicos e equipe de vendas voltados para criar mecanismos para vender mais e mais. Gerando atualizações totalmente desnecessárias, mas criadas como artifícios para gerar obsolescência programada e perceptiva. Digamos que desses 30 bilhões recebidos, a fundação do Bill Gates destinasse cerca de apenas 200 milhões (0,66% daquela única doação...) para a liberação de softwares, ela poderia manter uma equipe enxuta em um centro próprio de hospedagem todo o patrimônio intelectual contido em seus programas para serem baixados de graça por toda a humanidade por cerca de pelos menos 100 anos!
Todos os pesquisadores de cura para o câncer iriam se beneficiar disso. Todos os professores das escolas mais remotas e distantes. Todos os governos dos países mais miseráveis. Todos os programas de assistência social do mundo inteiro. Todas as pessoas de boa vontade...
Chega de um sistema onde só os norte-americanos ganham dinheiro. Basta olhar para qualquer lista de milionários, qualquer tipo de estatística de distribuição de riquezas entre os países para se constatar isso. A questão aqui não é a de diminuir a riqueza dos americanos, eles não precisam ser menos ricos para os outros povos também o ser. Ao contrário: eles podem até se tornar infinitamente mais ricos caso TODOS possam ser ricos ao menos tempo, e não apenas mais SOMENTE eles.
Os ingleses, na época das navegações, “inventaram” algo chamado de corsários, os quais nada mais eram do que piratas ingleses apoiados pela própria coroa britânica. Eles saqueavam todos os barcos que conseguiam e dividiam o lucro de seus assaltos e matança com seu país. Hoje, os Estados Unidos, ex-colônia inglesa e nação irmã da Inglaterra, como eles próprios se autodenominam, combatem a pirataria e protegem a propriedade intelectual com unhas e dentes.
Os norte-americanos e os ingleses não são ruins, não são o mal encarnado. Mesmo porque hoje em dia cerca de nove entre cada dez das maiores celebridades intelectuais são norte-americanas, são os maiores físicos quânticos e, por consequência, também pessoas de grande conhecimento humanitário e espiritual. O que precisa mudar, dar um up grade, é a forma de distribuição da riqueza. A era do “meus bens pra cá seus males pra lá” já acabou. Tudo é de todos. Filme em DVD, software, só se for “pirata”! Esses filmes e esses softwares foram construídos com o capital intelectual, o suor, o esforço, o dinheiro e o sangue de toda a humanidade até aqui. Claro que os produtores, os artistas e os desenvolvedores precisam também ser ricos, mas não só mais eles. Há riqueza suficiente para todos nós e todos os mais que nascerem no planeta Terra. Fazer uma transição da distribuição e das formas de circulação da riqueza é muito mais simples, menos dispendioso e custará muito menos vidas do que continuarmos a bater cabeça dentro do modelo estúpido que temos atualmente.
Enquanto cinco ou dez pessoas deixam de ganhar lucros concentrados e superfaturados por deixarem de vender uma mídia de filme por até cerca de R$ 80,00, centenas de outros marginalizados ganham R$ 1,00 ou R$ 2,00 para vender uma mídia com um pouco menos de qualidade, mas cumpridora do mesmo objetivo final, por R$ 5,00. O consumidor ganha, os marginalizados também. Falta apenas rever como os cinco ou dez detentores dos direitos autorais, os investidores de produção, irão ser merecida e proporcionalmente retribuídos, o que não é difícil. Neste exemplo, estamos ainda considerando um modelo já em declínio de mídias físicas. O filme poder ser baixado por milhões de pessoas em poucos dias a partir de um mesmo servidor ligado à internet a um custo extremamente baixo. Considerando-se aí custos compartilhados de filmes e obras diversas, ao longo de uma linha de tempo de um ano, por exemplo, muitos conteúdos chegarão a centenas de pessoas ao custo de centavos. Qualquer governo, qualquer corporação pode bancar isso com muita facilidade. A questão não é mais de falta de condições operacionais. Toda a questão é de mudança de paradigma coletivo, força política e consciência social.
Nosso modelo chegou ao cúmulo de manter estruturas escusas e “subterrâneas” que funcionam simplesmente para criar males para alavancar os lucros das indústrias dos “contra-males”, como é o caso da indústria farmacêutica e das empresas de anti-vírus para computadores. É absurdo as indústrias farmacêuticas terem de se apoiar em um argumento tão ridículo quanto o custeio de pesquisas para venderem a preços exorbitantes seus “produtos maravilhosos” enquanto pessoas estão morrendo por falta deles ou, pior ainda, por terem sido vítimas desde muito cedo de um sistema de crenças dentro do qual dependiam de métodos de saúde e cura tão estranhos e anti-naturais quanto os dominantes hoje em dia.
O bem estar é mais importante do que o lucro de 1% da população mundial. A vida é mais importante do que qualquer outra coisa dentro do Planeta, pois ele existe justamente para dar condições e abrigo à existência da vida. Tudo é de todos.
Dentre tantos outros, são desdobramentos ligados à crença de que tudo é de todos:
Tudo isso em decorrência da propagação para as massas do conhecimento de que tudo é todos e dos desdobramentos daí advindos.
Muitas
vezes, especialmente quando abatidas em estados depressivos ou de revolta, as
pessoas entram em frequências do tipo “está tudo errado e ninguém faz nada”.
É muito evidente o quanto essas pessoas estão envolvidas numa aura pessimista decorrente de seu próprio estado interno e estão ampliando isso para o meio externo. É muito claro que o mundo na Terra não tem sido nada agradável, que aqui vem sendo um lugar de expiações intensas. Entretanto, há sim muita gente fazendo muita coisa boa pela sua própria melhoria e também da condição geral da humanidade e do Planeta em todos os níveis, em todas as áreas e em todas as classes sociais, culturas, grupos de pessoas e comunidades de uma forma em geral.
Alguém, por exemplo, pode dizer que a Internet é um penico, só se encontra e se vê muita porcaria nela. É evidente tal pessoa estar polarizando apenas a ótica da realidade que ela própria está nutrindo. Neste exemplo, a realidade é que a Internet, como tantas outras coisas, apenas reflete o que somos todos nós. Tem sim muita dispersão energética na rede, mas tem também muita coisa boa, muita informação de qualidade, disseminação de conteúdos, serviços e assistência social, humana e espiritual de toda a ordem.
As forças harmônicas, simplesmente por essa própria qualidade de serem harmônicas, somam-se entre si. As forças dissonantes, por serem dispersivas, evadem energia de todas as formas e se enfraquecem, não se sustentam a si mesmas e muito menos umas às outras.
A soma de tudo o de bom e evolutivo que vem sendo feito por centenas de milhares de pessoas em todo o mundo entrou num estágio de agregação energética e de força irreversível. A humanidade está mudando para um estado meritório mais harmônico e humano. Nada vai deter isso. Mesmo a ocorrência de uma eventual catástrofe mundial coletiva de proporções gigantescas e inéditas, inclusive já esperada em muitos círculos de crenças, faz parte tão somente de um processo muito maior necessário para uma mudança geral de qualidade pra melhor na vida na Terra. Mesmo esse eventual cataclismo ainda tem chances, embora pequenas em decorrência da proporção que sua forma-pensamento já adquiriu, de ser evitado pela força da ação coletiva.
Todos nós deveríamos publicar abertamente a nossa descrição de “Mundo Ideal”, é um dever de cada um de nós concluirmos essa tarefa, é um presente para a Humanidade, um presente e tanto. Essa ação soma-se para a criação de uma forma-pensamento dominante de um mundo melhor, pois ao escrevermos sobre isso, além de gerarmos um campo de pensamento coletivo sobre um mundo mais justo e saudável, muitos de nós também estaremos sendo levados a frequenciar ideias de como se fazer para atingirmos esse mundo. Veja no texto Aspectos Sociais da Cura um exemplo de como isso pode ser feito. J
Muita gente está fazendo muito coisa boa. Abra os olhos e veja isso. Abra o coração e sinta isso.
Esta é uma crença de efeitos bastante benéficos para tocarmos o dia-a-dia, nos faz seguir em frente e colher frutos daquilo para o que nos direcionamos. Experimente e veja.
Há muita gente trabalhando pela melhoria da vida da Terra e tenha certeza: nada resiste ao trabalho.
(não confunda trabalho com emprego...)
“Este é o
meu trabalho” é uma afirmação que podemos fazer de modo a ancorar uma crença em
situações específicas dentro das quais nossas diretrizes profissionais possam
estar passando por momentos de desafio e queremos continuar firmes dentro da
mesma profissão, atividade, cargo ou função.
Deve ser empregada, dita oral ou mentalmente, ao final de cada conclusão diária do fechamento de um processo de nossa vida profissional, o atendimento de um cliente, a conclusão de um relatório, a apresentação de um produto.
É uma fórmula especialmente interessante para pessoas que trabalham como terapeutas ou trabalhos de cura (com sentido de “healing”) de uma forma em geral, pois dentro dessas profissões há um contato direto e contínuo com o esquecimento do que as pessoas são, podendo facilmente atrair um desafio de tirar a pessoa que escolheu essa carreira desse caminho.
“Este é meu trabalho” é uma afirmação/crença para ser utilizada com sabedoria e parcimônia, pois muitas vezes estamos sendo convidados pela criação a mudar nossos rumos, mas estamos resistentes a isso...
Se houver dúvida quanto a isso, podemos usar a variação “Esta é minha vida”, pois assim afirmamos o que acabamos de fazer como sendo uma parte de nós próprios, mas também deixamos abertos os portais para uma eventual mudança profissional. “Esta é minha vida” é uma afirmação muito mais ampla do que “Este é meu trabalho” e também pode ser usada dentro dos mais diversos tipos de circunstâncias dentro dos quais queremos nos manter e reafirmar.
Fez algo que o(a) gratifica, lhe dá prazer, vontade e coragem em viver? Quando concluir, afirme “Esta é minha vida”.
Algo que pode ser somado a esta afirmação é fazê-la juntando-a com uma postura de alinhamento de hara, para alinhar nosso propósito.
O estudo do Tizolkin, a matriz matemática harmônica da cultura do povo maia, nos levou ao conhecimento do sistema tecnológico ligado a essa ferramenta. Esse sistema tecnológico é bastante diferente do atual sistema científico predominante na Terra baseado em comprovação de postulados com aplicabilidade essencialmente técnica, ou seja: quando determinadas condições de determinado postulado são aplicadas, os resultados obtidos serão os mesmos prolatados dentro do postulado. O maior corolário deste nosso sistema científico predominante aqui na Terra é o avanço tecnológico.
Todavia, o avanço tecnológico do nosso sistema demonstrou-se totalmente burro. É isso mesmo. É duro chegar a essa constatação, mas ela é clara e cristalina: nosso avanço tecnológico é unilateral, considera só um lado das coisas, no caso o lado do interesse imediato e míope de quem banca esse avanço. Nosso avanço tecnológico é autoinsustentável, pois traz em si próprio sua sentença de falecimento, uma vez que mata o organismo do qual depende para viver: a Terra.
Nossa ciência não é inválida, tanto é que temos esse tipo de avanço tecnológico, ela serve pra alguma coisa. É necessário apenas incorporar um conceito básico do Tzolkin: ser harmônica...
Para ser harmônica, uma coisa tem de estar de acordo, em ressonância com todas as demais coisas.
O Tzolkin é uma matriz matemática de 20 linhas por 13 colunas, formando um retângulo de 260 posições, dentro das quais, 52 formam um desenho particularmente belo, harmônico, com características específicas e simétricas, formando uma espiral de hélice dupla ao redor de um centro aberto. Essas 52 posições, denominadas de Tear dos Maias, podem ser equiparadas ao desenho de um DNA visto de cima para baixo, o começo de uma escala helicoidal.

Bem, o que essa coisa toda de Tzolkin tem a ver com a programação mental tratada aqui? Tudo. “Aqui é o melhor lugar, agora é o melhor momento” é o aprendizado prático número um extraído do conhecimento contido no Tzolkin. Uma das aplicações mais comuns dadas ao Tzolkin é o estabelecimento de um calendário. Os maias tinham seu calendário baseado nele, estabelecendo um ano de treze luas, cada uma correspondente a um mês de exatos 28 dias, cada mês começando no mesmo dia da semana e mais um dia “fora do tempo” (13 X 28 + 1 = 365). Conheça mais sobre esse calendário começando por www.calendariodapaz.com.br.
Todavia, calendário é apenas uma das aplicações do Tzolkin. Ele é algo muito avançado e bastante útil quando já temos nossos poderes paranormais mais despertados e desenvolvidos, para aplicarmos em estados profundos de meditação, projeção astral, bilocação, consciência cósmica e assim por diante. Funciona como uma espécie de matriz de MMC (mínimo múltiplo comum) e MDC (máximo divisor comum). Em outras palavras, uma relação de frequências capaz de abarcar e envolver todas as qualidades e manifestações do universo em 260 combinações diferentes, sendo todas as demais apenas repetições desses mesmos padrões em escalas de profundidade diferentes, assim como na escala musical.
“Aqui é o melhor lugar, agora é o melhor momento”, é uma âncora para nos ajudar a colocar em prática o ensinamento de vários mestres de que a única coisa que temos é o agora, o presente. Algo atualmente também explicado pelos físicos quânticos...
A meditação também nos ensina isso. Tudo só pode ocorrer no presente. Não vamos nos iluminar, nos curar, ficar felizes, no futuro. Isso, mesmo quando vier a ocorrer no futuro, acontecerá no presente... Mas como estamos frequenciados no padrão de não estar no presente, abrimos o campo de possibilidade para todas essas coisas maravilhosas serem adiadas indefinidamente, pois mesmo quando elas se esforçam muito para poderem se manifestar em nós, não estamos conectados ao presente para podermos ser a real manifestação delas no campo da manifestação, só conseguimos frequenciá-las a partir dos campos do não-manifesto e do inconsciente, o que por si só não é bom nem mal, mas que também não nos satisfaz plenamente, nos tira e afasta da possibilidade da totalidade, do nirvana, da auto-realização.
Aqui é o melhor lugar, agora é o melhor presente. Essa programação também é capaz de começar a abrir os portais para entendermos, aceitarmos e integrarmos que os acontecimentos do aqui e agora também são o que são, sem que os queiramos mudar, o que é uma perda de tempo, pois eles já são o que são... Não aceitá-los envolve uma dispersão energética que afeta primeiro e diretamente justamente a nós próprios.

Além do entendimento do silêncio ligado à experiência da meditação, há também um tipo especial de envolvimento a ele ligado: o silêncio diante de determinadas situações e/ou solicitações externas de uma resposta de nossa parte.
Muitas vezes nos envolvemos em disputas energéticas, até mesmo de forma bem intencionada, com objetivo de ajudar alguém, mas não saímos do lugar no que diz respeito a resultados pretendidos, mudanças benéficas procuradas.
Como estamos vendo ao longo deste texto, há muita coisa além da mente. Quando respondemos a alguém sobre determinada situação utilizando-nos das palavras para isso, necessariamente estamos nos valendo do campo mental para tal, uma vez que as palavras estruturadas dentro do código de uma determinada língua são por si só um conjunto lógico de signos que fazem sentido justamente graças ao poder da articulação mental.
O apelo para querermos mostrar algo a alguém em muitas situações nos valendo do recurso das palavras é muito intenso, há um campo mórfico de urgência muito grande no mundo e facilmente embarcamos nele. Para nos valer do silêncio, temos de ir além disso e nos valer da confiança (certeza de que estamos tomando a atitude certa) e da serenidade disponíveis apenas para quem sabe ter todo o tempo do mundo, pois as respostas dadas através do silêncio só terão efeito com a ação do tempo. Muitas vezes são necessários vários anos abarcando muitos fatos em si para uma pessoa poder entender, absorver e extrair os benefícios de uma resposta de silêncio dada a ela em determinada situação.
As relações energéticas envolvendo estruturas de defesa de personalidade carentes ou controladoras são especialmente ricas em oportunidades de as respostas de silêncio serem providenciais. Muitas vezes, ao respondermos um carente estamos lhe dando mais e mais energia(*), quando provavelmente o que ele mais precisa é de ter a oportunidade de perceber que não precisa da nossa energia, pois é capaz de se abastecer e sustentar pela sua própria, aprendendo a metabolizá-la.
(*) não importando o teor da resposta em si, pois de qualquer forma (agressiva, carinhosa, amistosamente ou ainda sob qualquer outra configuração) ele estará, bem ou mal, recebendo algum tipo de energia.
Da mesma forma, muitas vezes ao respondermos a uma provocação poderemos simplesmente estar alimentando uma disputa, mesmo que seja finalizando-a...
Um repórter foi entrevistar um senhor centenário como sendo considerado o homem mais idoso do planeta. O repórter perguntou: “No alto dos seus cento e tantos anos, qual mensagem o senhor tem para nos passar?”. O velho homem respondeu: “Aprendi que nunca devemos nos opor a nada.” “Mas isso é impossível”, retrucou o repórter. “É. É impossível”. Finalizou o ancião...
Embora nesse exemplo real e cheio de humor o repórter tenha tido a oportunidade de absorver a verdade da possibilidade da não disputa em decorrência do conteúdo mental intrínseco ao diálogo, energeticamente aconteceu da crença na disputa ter sido confirmada mais uma vez, pois ouve um rebatimento, mesmo que poderoso ou até inquestionável.
Olha só o que está acontecendo aqui: está sendo utilizado um código mental, uma sequência concatenada de idéias para argumentar em favor do silêncio. Isso parece uma contradição, não? Poderia apenas ser dito que o silêncio é poderoso e mais nada...
Bem, isto daqui, na realidade é uma sedução, um convite para você poder experimentar o poder do silêncio. Você vai precisar de várias experiências recorrendo a ele e vários anos de paciência aguardando confirmações de que suas ações no passado trilharam o caminho da melhor opção, lembrando que muitas vezes os feedbacks podem inclusive se perder no tempo e não cheguemos a ter a constatação de nossa opção pelo silêncio ter sido a melhor coisa, pois muitas vezes não teremos sequer mais contato com muitas pessoas com as quais possamos ter trocado experiências assim...
No livro “Libertando-se do hábito de morrer”, Leonard Orr, conta, dentre outras coisas, seus encontros com mestres com mais de trezentos anos de idade em seus corpos físicos. Um deles tem como uma de suas técnicas de imortalidade não deixar qualquer pessoa chegar a menos de 50 jardas dele.
Já tendo visto neste texto a influência do pensamento das outras pessoas sobre nós, fica muito fácil de entender essa “estranha” técnica.
O desdobramento dos aspectos mais completos e abrangentes sobre a longevidade e a imortalidade, suas possibilidades aqui na terra etc, encontra-se no texto específico a esse respeito. Entretanto, cabe, dentro deste contexto da Programação Mental, ressaltar que conjuntamente com a mudança do modo de vida na Terra podemos coletivamente estar criando uma nova perspectiva de longevidade para todos nós. Nosso envelhecimento tem sido muito precoce.
Um dos fatores mais importantes relacionados com a mortalidade precoce que vivemos coletivamente é justamente a crença na morte como fator inevitável e determinante. Já sabemos que somos imortais. Nos falta transformar a Terra num local no qual valha a pena se ter longevidade e transformar nossos corpos e nossa realidade física em um reflexo mais fiel do que somos em nossa essência, gerando um contexto para suportar a vida por períodos mais indefinidos no que diz respeito a sua dissolução no plano físico.
Está além da proposta deste conteúdo específico estabelecer e versar sobre todas as questões dos relacionamentos, o que estará melhor exposto no texto sobre sexo e cura. Entretanto, cabe marcar que essa é uma crença absolutamente possível e delinear alguns aspectos básicos sobre isso.
Partindo do pressuposto de que as pessoas são a coisa mais importante que existem, nossos relacionamentos tornam-se cada vez mais harmoniosos e gratificantes. É um desdobramento natural dessa crença, pois passamos a cuidar com muita atenção, amor, carinho e respeito das nossas relações de uma forma em geral.
Como um brinde, um presente especial que daí se desdobra, nossos relacionamentos mais próximos ficam ainda mais gratificantes e mutuamente recompensadores e engrandecedores.
Um dos segredos, uma das bases, para boas relações é estarmos atentos ao conhecimento e aplicação das estruturas de defesas de personalidade. Nos conhecer sob esse aspecto, bem como àqueles com quem convivemos, manifestando as respostas de cura mais adequadas.
Outra chave boa consiste em estabelecer limites primeiro e abrir concessões posteriormente. Saber equacionar e expor o que somos ao outro, delimitando previamente nossas condições e limites básicos ou mínimos, ou máximos, tanto faz. O importante é sermos claros em relação a tudo o que é fundamental para nós, de modo a não nos vermos posteriormente em situações desconfortáveis em decorrência de nos sentirmos invadidos ou incomodados pelo outro.
Entender o conceito de agendas ocultas também é fundamental para mantermos boas relações, sabendo evitar essas agendas entre nós e aquelas pessoas com quem nos relacionamos.
Agendas ocultas são aquelas coisas que pensamos a respeito do outro ou da relação, mas não expomos em decorrência de algum motivo. Quer seja para não ferir o outro, não ser repreendido ou rejeitado ou ainda qualquer coisa como ter um trunfo “contra” o outro, para que possamos “jogar em sua cara” num momento “oportuno” ou mesmo para justificar internamente porque não gostamos dele.
Uma agenda oculta mantida por uma das pessoas dentro da relação passa a ser percebida inconscientemente pela outra, que sente de alguma forma que seu parceiro ou parceira não está inteiro na relação.
Agendas ocultas são um dos maiores sustentadores do jogo de disputa energética nas relações. Relações dentro das quais as pessoas têm propósitos, mesmo que inconscientes, delas se alimentarem ou tirarem algum proveito no sentido de suprir carências e/ou faltas que não conseguem suprir por si próprias sustentam um jogo doentio em que uma pessoa tenta se beneficiar da energia da outra. Aquele que “perde” o jogo, ao final da relação, perde toda a energia investida por ambos na manutenção da relação.
Devemos aprender a lidar com nossas emoções (veja o texto específico a esse respeito) e também com nossas verdades, por mais estranhas que elas pareçam, aprendendo a compartilhar isso, da forma certa e no tempo certo (que nunca será um tempo relativamente longo...) com o outro, sabermos ser verdadeiros.
Claro que podemos e devemos ter segredos com determinadas pessoas, pois isso inclusive é uma das coisas que tece os fios dos laços únicos que temos com cada pessoa, nos dando a real percepção do que é a individualidade. Podemos ter determinados segredos com um de nossos filhos e outros com outro, bem como com um certo amigo, nosso pai, nossa mãe etc. Entretanto, quando saudáveis, esses não são segredos de coisas das quais nos envergonhamos ou tememos que venham a público, fazem parte tão somente do reforço do laço que temos com cada pessoa. Para não serem fonte de geração de agendas ocultas, esses segredos devem ser tratados como tal quando nosso companheiro, amigo, irmão ou qualquer pessoa do nosso círculo íntimo “esbarra” nele. Não precisamos