Mantra – A Palavra Sagrada


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Ensinamentos do Kalu Rimpoche

No mundo humano as emanações dos Budas e Bodhisatwas realizam uma grande atividade no ensinamento devido à causa das características evolutivas dos seres e sua sensibilidade.

O nascimento humano representa em efeito, a situação mais favorável para o desenvolvimento e o incremento dos ensinamentos mais profundos.
Em particular os ensinamentos tantricos que possibilitam uma transformação profunda da estrutura física, verbal e mental do individuo.
A transformação física se efetua através da identificação com a aparência da divindade, a transformação verbal pela recitação dos mantras e a transformação mental por estabelecer a mente em “samadhi”. Isto não é realmente possível, mas que no mundo dos humanos, e é neste mundo que os Budas e Bodhisatwas podem aparecer e oferecer efetivamente seus ensinamentos. No que se refere ao mantras, há de dois tipos. Um primeiro grupo podem ser criados por seres que possuem inteligência e sabedoria transcendentes. Se os chama de “Mantra Nome” pois a parte central dos mesmos está constituída pelo nome da divindade ou um santo ao qual se implora e sobre o qual se medita.

Por exemplo, o mantra de Milarepa é “OM AH GURU HASA BENSA HUNG”.

As sílabas OM e Ah estão colocadas ao principio, e a sílaba HUNG ao final; elas representam respectivamente o corpo a palavra e a mente, e são comuns a todos os mantras.
A sílaba OM está associada ao corpo “vajra” ou seja, o corpo imutável.
A sílaba AH está associada à palavra “vajra” e a sílaba HUNG à mente vajra.
Guru significa Lama ou mestre espiritual, HASA BENDSA ou HASA VAJRA é um termo sânscrito traduzido em tibetano por “Shepa Dordye”. Hasa significa alegria e Vajra é imutável, este era o nome tantrico de Milarepa. Desta maneira, pela só repetição deste mantra se está invocando a Milarepa.
Para citar outro exemplo, podemos tomar o mantra de Vajrapani: “OM VAJRA PANI HUNG”, em sânscrito ou “OM BENSA PANI HUNG”. Aqui estão escritas somente as sílabas do corpo e da mente imutáveis, e no meio o nome da divindade Vajrapani como o componente da palavra.

Existem numerosos exemplos deste tipo de mantras que poderíamos chama-los de “fabricados”. Isto não quer dizer de forma alguma que possamos começar a criar mantras pois não possuímos ainda a sabedoria suficiente. Um mestre espiritual pode criar este tipo de mantras que serão completamente válidos, pois estão compostos unicamente a partir de silabas existentes e do nome da divindade ou santo que é invocado.

No caso do segundo tipo de mantras, estes, podem ser criados apenas por Bodhisatwas da oitava, nona ou décima terra, ou completamente iluminados. Esta categoria de mantras provêem somente deste alto nível de experiência. E impossível que um ser de realização inferior pudesse criar este tipo de mantras e, se isto ocorresse, coisa que será muito rara, o mantra não funcionará em absoluto.
Com efeito, um individuo que não tem a realização, nem a compreensão da natureza dos fenômenos, da natureza da realidade, é simplesmente incapaz de criar um mantra especifico, com um fim especifico e que seja eficiente. Pelo contrario, para um Bodhisatwa de excelentes qualidades é possível gerar este tipo de mantras que serão eficazes em relação à finalidade planejada.
Este ser possui, com efeito, uma compreensão total e precisa de todos os elementos da situação.Um ser que tem realizado a primeira terra de Bodhisatwa é muito diferente de nos, não é um ser ordinário dado que tem uma compreensão muito precisa da natureza da mente. Sua compreensão possivelmente não seja total, porém é estável. Possui uma grande liberdade interior que lhe permite se expressar com total independência.

Neste nível, que poderíamos chamar inicial de realização, a mente pode manter num só instante cem estados de concentração meditativa, sem ser perturbada ou extraviada. Assim mesmo este ser pode encontrar nu só instante cem Budas, experimentar cem terras puras, emanar-se de cem formas diferentes, trabalhar para o bem de cem seres diferentes, lembrar cem vidas passadas e olhar cem estados de existências futuros, etc. Todo isso o pode fazer num só instante. Porém incluso com este extraordinário nível de realização muito avançado, não pode criar mantras desta segunda categoria, pois lhe falta a sabedoria necessária.

Os poderes e qualidades inerentes à primeira terra de Bodhisatwa multiplicam-se por dez no nível da segunda terra de Bodhisatwa e se desenvolve a capacidade de manter mil estados de concentração num só momento. As qualidades e poderes multiplicam-se por dez em cada terra, porém, incluso a realização ligada à sétima terra não permite que um mantra apareça espontaneamente, e dizer, não se pode criar um mantra incluso a partir deste estado de consciência. Na oitava, nona e décima terra de bodhisatwas, chamadas as três terras puras, são obtidas qualidades que se denominam a capacidade de controle ou poder. Estas capacidades são dez. O Bodhisatwa começa a ter domínio sobre a duração da vida, as condições do renascimento, o karma, a riqueza, o poder de realizar atos puros, etc. Por exemplo, um ser de qualquer destas três terras puras tem controle sobre seu renascimento. Isto significa que pode renascer no mundo que deseje, seja dentro ou fora do samsara ou em qualquer reino puro, aí donde seja necessário.
Assim, o único que tem que fazer é tomar a decisão de renascer nesse lugar particular e o nascimento se produz. Ter o poder de realizar desejos puros significa que pode realizar imediatamente o anseio que aparece na sua mente. O Bodhisatwa que tem o poder sobre as riquezas possui a capacidade de produzir uma chuva contínua de riquezas. Enquanto ao poder sobre o karma, este ser tem a capacidade de eliminar, ou pelo menos diferir o karma negativo de um individuo de tal maneira que este não experimente o resultado karmico imediatamente como deveria faze-lo. Este tipo de poderes começa a ser manifestado a partir da oitava terra e se desenvolve ao longo da nona e décima terra. Estas qualidades se tornam mais vastas e profundas a medida que o bodhisatwa progride. Para os seres que tem atingido estas terras puras, se efetivam quatro estado de consciência puros e preciosos.
1) Este é o conhecimento puro e precioso dos fenômenos do samsara e do nirvana, de todas as formas de experiência.
2) Este é um conhecimento puro e precioso da causalidade, é dizer, das causas e condições que produzem o samsara e o nirvana. Este Bodhisatwa pode observar claramente como os diferentes fatores de uma situação levam a um resultado particular. Pode olhar o sentido da situação em seu conjunto e ao mesmo tempo ser consciente das partes.
3) Este conhecimento refere-se à comunicação através do som e a linguagem, e a capacidade de produzir uma ação benéfica pelo emprego habilidoso do som. Graças a este particular estado de consciência, os sons e as palavras que emite um Bodhisatwa agem eficazmente em certas esferas de existência.
4) Este tipo de conhecimento permite reconhecer o processo karmico, o resultado de uma ação cometida, tem a capacidade de olhar o vínculo entre a causa e o efeito.
Alguns mantras originam-se na palavra de um Buda completamente desperto. Por exemplo, quando Buda Sakyamuni enunciou um mantra por primeira vez se converteu num instrumento infalível para a prática espiritual, pois surgia de um estado de consciência completamente desperta. Em ocasiões, Buda pode sugerir um mantra através de uma meditação, transmitindo sua benção ou sua influencia espiritual a um ser especial que pronunciará o mantra. Se ocorrer realmente assim, o mantra surgido desta inspiração converte-se num instrumento autentico para a prática espiritual. Noutros casos, se diz que os mantras não surgem da boca de um Buda e sim de diferentes partes de seu corpo, como, por exemplo, sua protuberância craniana. Desta maneira, algumas pessoas podem escutar o som do mantra que surge do corpo de um Buda, porém não de sua boca. Estas vivrações ou sons são considerados como instrumentos autênticos e infalíveis para o progresso espiritual pois provem da mente iluminada de Buda.
Alguns mantras associados a certas divindades não tem sido transmitido em forma verbal senão através da vibração sonora produzida pelo Buda em meditação. Este som é muito doce e melodioso como o canto de um pássaro. O nome das divindades às quais refere-se com estes mantras habitualmente começam com a palavra “Uknisha”em sânscrito ou “Tsuktor”em tibetano. Sabe-se que a cinco ou seis divindades deste tipo. Por exemplo, “Namgyelma”, uma divindade de longa vida, tem como nome “Uknisha Vijaya” em sânscrito e “Tsuktor Namgyelma” em tibetano. Uknisha alude à protuberância craniana de Buda, como a origem miraculosa deste mantra. Ou seja, não é um mantra que Buda tenha pronunciado verbalmente.
Também em alguns sutras encontram-se mantras. No Sutra da Grande Libertação há um mantra longo que começa com a invocação “Namo Budhaya, Namo Dharmaya, Namo Sanghaya” que foi enunciado por Buda quando ensinou este Sutra e recopilado como parte dos discursos que Buda pronunciou. Existe também o famoso mantra conhecido com o nome de “Mantra Gate”, é muito célebre nas tradições Budistas tibetanas e japonesas; “TADIATA OM GATE GATE PARAGATE PARA SAM GATE BODHI SOHA”. Foi pronunciado quando o Buda abençoava ao Bodhisatwa da compaixão Arya Avalokiteswara, inspirando-lhe este mantra.
A cena está descrita no Sutra do Coração: o Buda estava em Samadhi e a través de sua influencia espiritual inspirou ao Bodhisatwa Avalokiteswara para que ensinara este mantra aos outros. Assim ouve uma transmissão direta de Buda através do Bodhisatwa. Em todos estes casos trata-se de mantras autênticos surgidos da realização de Buda.


Função dos mantras

A primeira função que cumprem os mantras é a de purificar-nos do véu da negatividade da ignorância, e por outra parte desenvolver em nos qualidades positivas. Acrescentar o mérito e nos acercar ao despertar.

Alguns mantras estão particularmente associados aos aspectos de nossa existência. Seja a prolongação de nossa vida, a purificação de nossas enfermidades, impedir á mente de cair nos estados inferiores, ou eliminar o medo e a ansiedade, etc.
Porem em geral podemos dizer que todos os mantras tem o mesmo objetivo, eliminar o sofrimento e a confusão, e nos conduzir até o despertar. Por exemplo, existe um mantra muito longo, o de Amitayus; este tipo de mantra é chamado de “Dharani” que em sânscrito quer dizer mantra longo e que possui uma estrutura gramatical própria. No Sutra de amitayus, “O Buda da Vida Infinita”, se diz que seu dharani tem sido enunciado por Amitayus mesmo, em seu aspecto de “Corpo de Felicidade”, Sambogakaya. Outorga um grande beneficio a aquele que o recita, pois purifica às pessoas do karma que poderia resultar num renascimento nos estados inferiores de existência, ter uma vida curta ou enfermidades, etc. É muito benéfico recita-lo para que o escutem os animais selvagens e domésticos, pois se eles o escutam obtém um proveito espiritual; sua mente se purifica de tendências karmicas que o retém neste estado inferior que poderiam leva-lo ainda a estados mais inferiores num futuro. Pelo tanto o só fato de escutar o som é muito benéfico para os seres a um nível ou outro, incluso se não são conscientes experimentarão os benefícios num futuro.
Tomemos como exemplo o mantra de cem silabas de Vajrasatwa.Estas cem sílabas são as sílabas geradoras das cem divindades “pacificas e coléricas” do Bardo. De esta maneira, as cem divindades estão representadas potencialmente nas cem silabas deste mantra. O mantra tem uma certa estrutura gramatical e uma pessoa versada na língua sânscrita e sua sintaxe podem traduzi-lo como uma prece a Vajrasatwa. Porém o significado último destes sons, além do nível conceitual e gramatical, pode ser compreendido por um ser que tem a sabedoria de um Buda completamente Iluminado. O sentido destas sílabas permanece impenetrável para aquele que não tem realizado a experiência do despertar. Porém, recitar o mantra com fé e confiança permite receber seus benefícios, ainda que não se tenha uma compreensão intelectual ou uma percepção direta.
Tem se dito que o mantra de cem silabas de Vajrasatwa tem o poder de nos purificar de qualquer falta cometida contra os vínculos iniciaticos, se o recitamos vinte e cinco vezes por dia sem interrupção. Ademais pode purificas as infrações cometidas conscientemente ou inconscientemente.
Vejamos agora o mantra “OM MANI PEME HUNG” que é o de Avalokiteswara ( Chenresig), o Bodhisatwa da compaixão. Recitar este mantra é importante a vários níveis. A seis silabas do mantra podem eliminar os “seis venenos” das emoções perturbadoras da mente, fechar as portas dos renascimentos nos seis estados de existência samsárica, aumentar os méritos, desenvolver e aperfeiçoar as seis Paramitas. A recitação destas seis silaba é eficaz a todos estes níveis. Estar em contato com este mantra “OM MANI PEME HUNG” seja pela audição, pela visão, a recitação, o pensamento, o tato – por exemplo, tocar as formas de suas letras gravadas – transmite uma grande benção e outorga os benefícios que provem do poder inerente deste mantra. Incluso se um animal escuta o som do mantra, ele terá ao nível de sua consciência uma influencia libertadora. Este ser será libertado dos estados inferiores, e estabelecido num renascimento humano, em contato com o Dharma; e progredirá no caminho da iluminação. O Buda tem dito: “Pode-se pegar todos os grãos de areia contido em todos os oceanos e em todos os rios do mundo, o Buda poderia canta-los, porém não se pode conceber os benefícios de uma só recitação deste mantra”.
Existem textos onde estão compilados numerosos mantras e dharanis provenientes de diferentes fontes, sejam eles Sutras ou Tantras, etc. Um destes textos é conhecido com o nome de “Ngak Bum” que em tibetano quer dizer “cem mil mantras”. Ainda que na realidade não tenha cem mil mantras é um nome genérico para significar que nele encontram-se os mantras mais importantes, pronunciados e inspirados por Buda, ou que tem aparecido de uma maneira autentica. Para aqueles que estejam interessados em praticar sua recitação, lhes proponho receber um “lung”de um Lama qualificado.
Podem grava-los e escuta-los na sua casa da mesma maneira que escutam música, porque também é benéfico.
Um dos principais discípulos de Buda era um Arhat chamado Sariputra. Sua mãe ainda estava com vida quando ele atingiu a realização do estado de Arhat. Porém sua mãe não possuía nem compreensão nem vontade de estudar o Dharma, e seu filho ficou muito preocupado por esta situação. Ele queria que sua mãe estuda-se e se interessasse pelo Dharma a fim de obter todos os seus benefícios. Porém o estudo não lhe gostava. Então Sariputra colocou em andamento um meio hábil: suspendeu um sino sobre a porta de entrada de sua casa e lhe falou a sua mãe: “tenho colocado uma nova regra a partir de hoje nesta casa, cada vez que alguém entre em nossa casa e escutes o som, deverás falar “Om Mani Peme Hung” e todos aqueles que escutem o som deste sino deverão fazer o mesmo”. A partir daquele momento, cada vez que alguém entrava na casa e fazia soar o sino “ding”, a mãe falava “Om Mani Peme Hung”. Desta forma ela criou o hábito pelo resto de sua vida.
Ao morrer suas tendências karmicas predominantes eram muito negativas, a tal ponto que renasceu num mundo infernal. Encontrava-se perto de um enorme caldeirão que continha metal fundido e onde ia ser jogada e queimada viva. Um demônio que se encontrava ao seu lado mexendo no líquido com uma enorme concha golpeou com violência a borda do caldeirão produzindo o som igual que o sino que ele tanto escutara “ding” imediatamente devido ao seu habito que ela tinha adquirido falou o mantra “Om Mani Peme Hung” e foi num instante liberta desse estado infernal e tomou nascimento num reino superior.
Esta é uma maneira de ajudar diretamente a um ser humano, animal ou outro. Escuta-se o som do mantra “Om Mani Peme Hung” isto não pode lhes fazer nenhum dano, senão pelo contrario lhes será de grande beneficio.

Desta forma, podemos ajudar muitos a todos os seres e contribuir muito rapidamente ao seu desenvolvimento espiritual.


Mantras específicos

“OM AH GURU HASA BENSA HUNG”

Mantra de Milarepa, este é o grande santo que atingiu o completo despertar numa vida. Sua recitação desenvolve a diligencia e o fervor na prática.
“OM BENDSA PANI HUNG”
Mantra de Vajrapani, é a personificação do poder dos Budas. Sua recitação permite desenvolver a coragem na ação para o bem de todos os seres.
“NAMO BUDHAYA – NAMO DHARMAYA – NAMO SANGHAYA”
Recitando este mantra de homenagem ao Buda, o Dharma e a Sangha, tomamos refugio para nos proteger dos sofrimentos do samsara.
“TADIATA OM GATE GATE PARAGATE PARA SAM GATE BODHI SO HÁ”
E o mantra da Prajnhaparamita. Sua recitação aumenta a inteligência, permite eliminar o apego ao ego como uma entidade individual dotada de existência própria e realizar que os fenômenos estão vazios de natureza própria.
“OM MANI PEME HUNG”
O Mantra de Avalokiteswara, personificação da compaixão. Sua recitação elimina os sofrimentos e permite atingir a paz mental.
“TADIATA OM MUNI MUNI MAHAMUNAYE SO HÁ”
O mantra de Sakyamuni, o Buda histórico. Tem sido dito que se uno recita este mantra uma só vez os atos negativos de 80000 kalpas são purificados.
“OM AMI DEWA HRI”
O Mantra do Budha Amitabha, permite desenvolver um amor infinito para todos os seres.
“OM AMARANIDSI WENTIYE SO HÁ”
O mantra de Amitayus, o Buda da Longa Vida que permite obter longevidade para poder ajudar a todos os seres.
” OM ARA PATSANA DHI DHI DHI”
E o mantra de Manjursi, personifica a sabedoria dos Budas. Sua recitação permite realizar as qualidades desta sabedoria.
“OM HÁ HUNG BENSA GURU PEMA SIDHI HUNG”
Mantra de Padmasambhava ( Guru Rimpoche) que permite afastar os obstáculos e receber os benefícios ordinários e último; o insuperável despertar.
“OM BENSA SATO HUNG”
É o mantra curto de Vajrasatwa aspecto purificador dos Budas. A recitação deste mantra e a prática de sua meditação formam às práticas “preliminares específicas” do Vajrayana. Permite purificar rapidamente os véus que cobrem a natureza pura da mente.


“Não somos ondas, somos parte do Oceano. Embora indivíduos, afetamos o Universo à nossa volta. Elevemos nosso padrão vibratório para afetá-lo positivamente”.

Ensinamentos do Kalu Rimpoche


Conteúdo atualizado em 23/01/2016

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