Exercícios Respiratórios


Embora esses exercícios estejam descritos em sua íntegra aqui, solicitando a VERSÃO COMPLETA, ou no livro Caminhos da Cura, você terá melhores condições de lidar com os fortíssimos e profundos efeitos dessas práticas e também da hiperventilação, amenizando eventuais impactos drásticos.


Procure conhecer e praticar exercícios de respiração consciente diariamente. Isso tem tudo a ver com processos de cura, desintoxicação e purificação.

Além de variar os tipos de respiração, é preciso aprender a sentir e a distinguir as sensações corporais ocasionadas por seus vários tipos.

Muitos são os “bons” modos de respirar. Muitas são as sílabas e as frases mágicas (mantras). “Om” (\) manifesta um modo de respirar inerentemente significativo. No livro “Tantra, o Culto de Feminilidade” de Andre Van Lysebeth, há um capítulo espetacularmente bem descrito todo em cima apenas da questão do Om (\), inclusive com muitas dicas bastante claras de como praticá-lo e vivenciá-lo.

Seguem nove exercícios inicialmente propostos para o maior envolvimento com a percepção e vivência da  respiração consciente. Os exercícios 1, 2 e 3 são especialmente indicados para se perceber a respiração.

  1. Deitar de costas; parar de respirar até se tornar bem incômodo; ao voltar a respirar, seguir a “vontade” de respirar que se propõe – e que, provavelmente, não será uma inspiração ampla. Repetir algumas vezes;

  2. Encher os pulmões lentamente até a capacidade máxima; soltar o ar, deixando-o sair livremente, até o peito parar sozinho em seu “ponto neutro” natural; expirar todo o ar que puder – sem forçar, esvaziar o peito “até o fundo” e deixar livre para que retorne ao “ponto neutro”. Repetir algumas vezes. Serve como treino para a percepção da mecânica respiratória;

  3. Entrelaçar os dedos das mãos sob a nuca; encher os pulmões deva­gar, até sua capacidade máxima; parar alguns segundos, sentido os esforços nas faces laterais do tórax (intercostais); depois deixar o ar sair livremente;

  4. Para sentir o que significa expiração passiva (muito im­portante durante a prática da hiperventilação): tapar uma narina usando o dedo indicador direito e, com o polegar, comprimir a outra narina, deixando apenas uma passagem bem estreita para o ar; inspirar de forma bem perceptível o esforço de inalar o ar. A passagem deve ser bem estreita e o esforço bem nítido. Depois de completar a inspiração forçada, deixar o ar ir saindo pela mesma abertura. Notar que agora a expiração se faz longa. Depois de ter regulado a passagem do ar pelo nariz e de tê-la tornado exígua, fa­zer várias inspirações forçadas – mas abrindo a passagem do ar na expiração. Depois, fazer várias inspirações sem obstáculo, mas recompor o fechamento na expiração, que assim se faz bem lenta, permitindo sentir com clareza o quanto a expiração é passiva. Alternar uma expiração, deixando o ar sair livremente pela abertura estreita, e uma expiração forçando a saída do ar pelo orifício aper­tado. Marcar bem a diferença entre deixar o ar sair e soprar o ar para fora;

  5. Respiração com narinas alternadas – Juntar o dedo indicador com o polegar e fechar a narina do mesmo lado desta mão com o dedo médio. Soltar o ar todo e após inspirar pela narina que ficou aberta. Tapar a outra narina com a outra mão, usando a mesma posição anterior dos dedos. Soltar o ar totalmente pela outra narina e inspirar por ela. Fazer isso o mais profunda e suavemente que con­seguir. Repetir o processo várias vezes. Este é um dos exercícios de respiração mais eficientes a médio e longo prazo para obten­ção de equilíbrio, de uma forma em geral. A sensibilidade da pessoa vai aumentando gradativamente, já no dia a dia, em relação a qualquer eventual bloqueio nas narinas. Esta prática tem tudo a ver com equilíbrio (forças yin / yang etc), tendo o poder de aumentar a lucidez e atenção sem gerar alterações de consciência. Uma variante bastante sutil, interessante e eficiente desta prática é, quando estiver dormindo de lado, deixar para cima o lado correspondente à narina eventu­almente mais bloqueada. Ela tenderá a se abrir, equilibrando-se à outra. Poderá ocorrer da outra ficar bloqueada, neste caso, deve-se trocar o lado novamente (esta troca de lado não costuma ocorrer muitas vezes durante a mesma noite);

  6. Respiração abdominal – deite-se de barriga pra cima, confortavel­mente. Coloque a mão direita sobre a barriga e a esquerda sobre o peito. Ao inspirar, a barriga infla e a mão direita a acompanha, subindo. Ao expirar, a barriga esvazia-se e a mão direita a acompanha, descendo. A mão esquerda pouco se move, pois não há foco ou muito movimento no peito. Esta respiração é diferente da torácica, mostrada mais à frente e utilizada na hiperventilação, especialmente no começo daquela prática, onde o tórax infla na inspiração e esvazia-se na expiração;

  7. Respiração Caótica – respirar caoticamente (sem constância de ritmo) pelo nariz, focando a expiração. O corpo se encarregará da inalação. Fazer isto o mais rápido e o mais forte possível, continuar ainda mais e mais forte, até se tornar literalmente a própria respira­ção. Usar os movimentos naturais do corpo para ajudá-lo(a) a levantar a sua energia. Senti-la subindo, mas não deixando que nada se extravase. Ficar atento para inspirar também pelo nariz, pois muitas pessoas apresentam tendências a fazer inalações pela boca. Mantendo essa respiração de 3 a 10 minutos como exercício de autoconhecimento e autopercepção, a pessoa poderá lançar mão dela em diversas situações durante o dia a dia em versões mais suaves e/ou mais rápidas, atingindo benefícios diversos, dentre eles, a quebra de frequência de padrões psicoemocionais;

  8. Bocejar por um período de 10, 15, 20 ou até mesmo por 30 minu­tos seguidos. Os bocejos envolvem diversos aspectos numa única atividade, dentre eles, alongamento e respiração de uma forma sutil, porém bastante poderosa. Como toda prática visando expansão de consciência e cura, os bocejos devem ser praticados em profundi­dade para se ter tais efeitos. A questão não é a de dar duas ou três bocejadas como quando estamos com sono. Faça um teste bocejando pelos períodos aqui propostos. Os efeitos e as descobertas podem ser impressionantes;

  9. Respiração Win Rof – Esse holandês é conhecido como o homem de gelo. Possui vários recordes mundiais de resistência ao frio e retenção do fôlego. Já subiu algumas vezes o Everest usado apenas calção, inclusive, descalço. O mais interessante não são seus feitos e sim o fato de treinar pessoas para atos também extraordinários preparadas a partir da respiração aqui ensinada associada à exposição gradual ao frio. Ele já conduziu vários grupos em subidas a montes gelados, inclusive o Everest, com pouquíssima roupa, alguns sem camisa, apenas de calças ou shorts. Em algumas dessas aventuras estavam pessoas com mais de 60 anos e outras com dificuldades de saúdes anteriores graves, como fibromialgia. Inspire e expire profundamente 30 vezes seguidas. Ao final da 30ª expiração prenda a respiração com os pulmões o mais vazios possível. Fique o máximo de tempo que puder sem chegar a ficar desconfortável. Cronometre o tempo. Inspire uma única vez profundamente e prenda o ar novamente. Conte até 10 e solte o ar. Repita ao menos mais dois ciclos. Simples assim. A tendência é o tempo sem ar e com respiração presa aumentar a cada rodada. Nessa condição de retenção da respiração em estado de tranquilidade, o corpo libera adrenalina a ser utilizada em processos desinflamatórios em todo o corpo (inclusive nas tensões musculares ligadas às neuroses, medos e ansiedades já citadas). No Youtube tem muitos vídeos e depoimentos sobre este método, inclusive do próprio Win Rof mostrando como fazer a respiração da melhor forma possível (inspiração inflando na sequência / sentido: abdômen, peito, cabeça).

Indicação: veja nessa página para especialistas em Pilates, mais inferências das influências dos exercícios respiratórios e análise fisiológica para uma boa respiração: Blog Pilates – Respiração.


Prática dos 4 Elementos no Próprio Corpo

Item disponível apenas na VERSÃO COMPLETA ou no livro Caminhos da Cura.

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Referências

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