Alongamento



O corpo do conteúdo abaixo foi recebido pela Internet sem crédito de autoria, embora cite sua fonte.

Veja abaixo, após a matéria principal, uma análise dos alongamentos sob a ótica energética ligada aos demais conteúdos deste site.

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Os textos deste artigo foram, em sua maioria, extraídos, resumidos e reorganizados a partir do livro Alongue-se, de Bob Anderson, ilustrações de Jean Anderson, Ed. Summus editorial, 4ª edição.

Introdução
Os alongamentos são os importantes elos entre a vida sedentária e a vida ativa. Mantêm os músculos flexíveis, preparam-nos para o movimento e ajudam-nos a realizar a transição diária da inatividade para a atividade vigorosa, sem tensões indevidas. São especialmente importantes para quem pratica atividades desgastantes, que promovem tensões e inflexibilidade.

Alongamentos antes e depois da exercitação mantêm a flexibilidade e ajudam na prevenção de lesões comuns.
Os alongamentos são fáceis, mas quando realizados de forma incorreta podem, na realidade, fazer mais mal do que bem.
Observe um gato: ele sabe instintivamente como alongar-se, o que faz com espontaneidade, nunca indo além do conveniente, contínua e naturalmente preparando os músculos que precisará usar.

Alguns pontos fundamentais:

  • É gostoso fazer alongamentos quando se procede da forma correta.
  • Não é preciso forçar os limites nem tentar fazer mais no dia seguinte.
  • Não deve ser uma questão de competição particular ver até onde você já consegue alongar-se.
  • Os alongamentos devem ser feitos sob medida, segundo sua estrutura muscular, sua flexibilidade, e segundo os diversos níveis de tensão.
  • ponto-chave é a regularidade com relaxamento.
  • objetivo é a redução da tensão muscular, o que, em decorrência, promove movimentos mais soltos e não um esforço concentrado para conseguir-se a extrema flexibilidade que freqüentemente conduz a superestiramentos e a lesões.
  • As sensações sutis e revigorantes dos alongamentos permitem-nos entrar em sintonia com os nossos músculos.
      • Cada pessoa é diferente em termos de força, resistência, flexibilidade e temperamento. Cada um tem seu ritmo próprio.

Quem tiver sofrido recentemente de algum problema físico ou tiver passado por alguma cirurgia, principalmente nas articulações e músculos, ou vier de inatividade ou de vida sedentária prolongada, deve consultar seu médico antes de dar início a um programa de exercícios ou de alongamentos.

Por que fazer alongamentos
Os alongamentos na medida em que relaxam a mente e “regulam” o corpo, deveriam constituir-se parte da vida diária. A prática regular acarretará:

  • Redução de tensões musculares e sensação de um corpo mais relaxado.
  • Benefícios para a coordenação, já que os movimentos tornam-se mais soltos e fáceis.
  • Aumento do âmbito de movimentação.
  • Prevenção de lesões tais como distensões musculares (um músculo forte e previamente alongado resiste melhor a tensões do que um músculo forte não alongado).
  • Facilidade nas atividades de desgaste na medida em que prepara o corpo para a atividade; fazer alongamentos nessas situações é como sinalizar para os músculos que estão prestes a ser utilizados.
  • Desenvolvimento da consciência corporal. Conforme você alonga as várias partes do seu corpo, você as focaliza e entra em contato com as mesmas. Você aprende a conhecer-se.
  • Auxílio na liberação dos movimentos bloqueados por tensões emocionais, de modo que isto aconteça de forma espontânea.
      • Ativamento da circulação.

Como fazer alongamentos
É fácil aprender a fazer alongamentos, mas existe o modo certo, bem como o errado, de os executar. O modo certo é alongar relaxando num movimento estável, ao mesmo tempo em que a atenção se focaliza sobre os músculos que estão sendo alongados. O modo errado (infelizmente praticado por muitas pessoas) é balançar-se para cima e para baixo, ou alongar-se até sentir dor: estes dois últimos métodos na verdade podem causar mais danos que benefícios.

Se você fizer alongamentos da forma correta e regular, perceberá que todos os movimentos que realiza se tornam mais fáceis. Levará algum tempo para soltar músculos tensos ou grupos musculares enrijecidos, mas logo você se esquece do tempo quando começa a se sentir bem.

Alongamento suave
Quando você começar um alongamento, gaste de 10 a 30 segundos com um alongamento suave. Nada de forçar com balanceios! Vá até onde sentir uma pequena tensão e relaxe, sustentando o alongamento. A sensação de tensão deverá ceder conforme você mantém a posição. Caso não ceda, volte um pouco na extensão do alongamento até descobrir um grau de tensão que seja confortável. O alongamento suave reduz a rigidez muscular e prepara os tecidos para o alongamento progressivo.

Alongamento progressivo
Após o alongamento suave, avance lentamente para o alongamento progressivo. Alongue mais uma fração de centímetro, até novamente sentir uma tensão pequena e sustente a postura por 10 a 30 segundos. Mantenha o controle. Aqui também a tensão deve diminuir; caso não diminua, ceda ligeiramente. O alongamento progressivo “regula” os músculos e aumenta a flexibilidade.

Respiração
Sua respiração deve ser lenta, rítmica e controlada. Se você estiver se curvando para frente num determinado alongamento, expire conforme for se curvando e, a seguir, inspire devagar enquanto estiver sustentando o alongamento. Não segure a respiração enquanto estiver alongando. Se uma determinada posição de alongamento inibir seu padrão natural de respirar, então é óbvio que você não está relaxando. Então solte-se um pouco dentro do alongamento de modo a poder respirar com naturalidade.

Contagem
No início, conte silenciosamente os segundos de cada alongamento: isto irá garantir que você vai manter a tensão adequada por tempo suficiente. Após um certo tempo, você estará fazendo alongamentos segundo a sensação que existir, sem distrair-se com contagens.

Reflexo de alongamento
Seus músculos estão protegidos por um mecanismo denominado reflexo de alongamento. Toda vez que você estirar excessivamente as fibras musculares (seja por balanceios ou por excesso de alongamento) há a resposta do reflexo neuronal, que envia um sinal para os músculos se contraírem, o que impede que os músculos sejam lesionados. Portanto, quando você faz um alongamento desmesurado está contraindo os mesmos músculos que está querendo alongar! (Acontece uma reação muscular involuntária semelhante quando se toca algo quente, por acidente; antes de se pensar a respeito, o corpo move-se rapidamente para longe do calor.)

Manter um alongamento no ponto mais extremo que se consegue, ou fazer balanceios para cima e para baixo, extenua os músculos e ativa o reflexo de alongamento. Estes métodos prejudiciais causam dor além de lesões físicas, devidas ao dilaceramento microscópico de fibras musculares. Estas fibras dilaceradas vão formando cicatrizes nos tecidos musculares, havendo assim uma perda gradual da elasticidade. Os músculos tornam-se enrijecidos e doloridos. Como é que se pode ficar entusiasmado para fazer alongamentos e exercícios diários, quando são usados estes métodos potencialmente prejudiciais?

Muitos de nós somos condicionados nas escolas à idéia de que o merecimento vem com a dor. Aprendemos a associar dor com progresso físico e nos ensinaram que “… quanto mais dói, mais vale a pena”. Mas não se enganem. Fazer alongamentos da forma correta não causa dor. Aprenda a dar atenção a seu corpo, pois a dor é uma indicação de que alguma coisa está errada.

Os alongamentos suave e progressivo, descritos anteriormente, não ativam o reflexo de alongamento e não provocam dor.

ALONGAMENTOS
Alongamento suavesustente de 20 a 30 segundos
Alongamento progressivo –
sustente por 30 ou mais segundos
Alongamento drástico
não faça alongamentos do tipo drástico

Você irá descobrir que sua flexibilidade irá aumentar naturalmente quando você fizer alongamentos suaves primeiro e depois progressivos. Fazendo alongamentos regulares e sentindo-se confortável e sem dor, você será capaz de ir além de seus limites atuais, aproximando-se ainda mais de seu potencial particular.

Dicas

  • Aprenda a ouvir seu corpo. Se a tensão crescer ou se você sentir dor, seu corpo está tentando mostrar-lhe que há algo errado, que há algum problema. Se isto acontecer, ceda um pouco até sentir que o alongamento está certo.
  • A maioria dos alongamentos deve ser mantida por 30 a 60 segundos. Depois de algum tempo, contudo, irá variar a duração de cada movimento. Algumas vezes você talvez queira sustentar mais tempo um alongamento porque está mais tenso nesse dia, ou simplesmente porque está “curtindo” aquele alongamento. Lembre-se de que cada dia é diferente do outro, de modo que você deve dimensionar seus alongamentos segundo o que estiver sentindo naquele momento.
  • Nunca tranque os joelhos ao realizar alongamentos. Certifique-se de que a parte anterior de suas coxas (quadríceps) permaneçam relaxadas em todas as posições que usam uma das pernas esticadas. É impossível alongar corretamente os tendões quando o conjunto oposto de músculos, os quadríceps, não estão descontraídos.
  • Movimentos de balanço durante os alongamentos podem na realidade tornar a pessoa mais tensa do que flexível. Por exemplo, se você balançar quatro ou cinco vezes enquanto toca os artelhos (o que a maioria de nós aprende a fazer na escola), e em seguida se inclina à frente alguns minutos depois, é provável que note estar muito mais distante dos artelhos do que ao começar! Cada movimento de balanceio ativa o reflexo de alongamento, enrijecendo os próprios músculos que você está tentando alongar.
  • É melhor alongar-se menos do que em excesso. Permaneça sempre naquele ponto que você pode ultrapassar e nunca naquele ponto além do qual não pode mais ir.
  • As pessoas têm a tendência de gastar mais tempo na primeira perna, braço ou área que estão alongando e, normalmente, irão antes alongar seu lado “fácil” ou mais flexível. Devido a esta tendência natural, gastam mais tempo no lado “bom” e menos no lado “ruim”. A fim de uniformizar a diferença de flexibilidade em seu corpo, alongue primeiro o lado mais tenso, pois ajudará a torná-lo mais flexível de modo considerável.
  • Sustentar as tensões certas dos alongamentos por um tempo limitado permite ao corpo adaptar-se a estas novas posições. Em breve, a área sob alongamento irá acostumar-se à suave tensão e, aos poucos, o corpo poderá assumir novas posições sem as tensões sentidas no início.
  • Aproveite cada alongamento segundo a sensação que ele lhe conferir. Se você torturar-se por pensar que deveria ser mais flexível, estará se impedindo de gozar dos verdadeiros benefícios do alongamento. Se realizá-lo corretamente, perceberá que quanto mais fizer alongamentos, mais fáceis eles se tornarão e quanto mais fáceis eles forem, mais você naturalmente os aproveitará.
  • Fazer alongamentos não é competir. Não há necessidade de comparar-se com os outros pois todos são diferentes. Além do mais, a cada dia estamos diferentes, em termos de flexibilidade. Faça alongamentos confortavelmente, dentro de seus limites, e começará a sentir o fluxo de energia que decorre de alongamentos feitos adequadamente.
    • Não faça alongamentos só para ser mais flexível. Faça-os para sentir-se bem.


 

Considerações sobre os alongamentos, tendo-se em conta a ótica energética, de acordo com todos os demais conteúdos da Vivência em Cura.

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Dentro da ótica da energia da essência, o alongamento quando bem utilizado é uma ótima tentativa de reestruturação emocional, inclusive de resolução de traumas emocionais. Mal utilizado, gera polarizações ora para o esquizóidismo, ora para a rigidez (no texto acima, isso pode ser entendido como o “reflexo de alongamento” citado, que gera contrações que se constituirão em rigidez, por sua soma no tempo, ou até mesmo por lesões).

Vale ressaltar que tanto a hiperflexibilidade quanto a rigidez são características de uma estrutura de defesa desconectada. Ou seja: a pessoa hiperflexível ou rígida apresenta características desconectadas em relação a sua organização psíquica, emocional e de percepção do mundo, facilmente distorce a percepção da realidade, “viaja” em suas avaliações e conjecturas, o que pode levar a resultados indesejados em suas ações e reações ao meio.

Como comumente já temos um histórico longo de prática de alongamentos de maneira errada, dois fatores são poderosos no auxílio para nos reorientarmos:

  • A expansão de consciência – de modo a perceber as sutilezas e nuances da prática que estivermos fazendo. Caso a pessoa já pratique expansão de consciência de uma forma mais geral e abrangente, terá resultados mais efetivos na hora de aplicar isso a suas práticas de alongamento; e 
  • E a quebra de freqüência, de modo a trocarmos essas sutilezas que não estejam sendo positivas, como, por exemplo, um padrão de se forçar além dos próprios limites ou de procurar uma hiperflexibildade.

A respiração consciente é outro fator importante ligado ao alongamento. A bioenergética já associa essas duas práticas de modo bastante eficiente, dentro do que nela se denomina como “posições de estresse”, as quais são capazes de levar a estados de catarse emocional intensos. Em outras palavras: saber ir além do apenas alongar-se pode nos levar a estágios profundos e intensos tanto de liberação emocional quanto de estados alterados de consciência com todas as implicações e efeitos que essas questões são capazes de evocar. Se não tem experiências com autocondução nessas áreas, vá devagar, bem devagar…

Uma forma sutil de alongamento, porém bastante eficiente e poderosa, são os bocejos, que envolvem diversos aspectos numa única atividade, dentre eles alongamento e respiração. Como toda prática visando expansão de consicênica e cura, os bocejos devem ser praticados em profundidade para se ter tais efeitos. A questão não é a de dar duas ou três bocejadas como quando estamos com sono. Faça um teste se propondo a bocejar por 10, 15, 20 ou até mesmo por 30 minutos. Os efeitos e as descobertas são impressionantes.


Veja também os seguintes arquivos com exercícios específicos e práticos:


Conteúdo atualizado em 16/06/2015

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