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Fronteira Entre Sonho e Realidade / Sonhos Compartilhados / Sonho Dentro do Sonho


No filme Waking Life, a questão da fronteira entre o sonho e a realidade é levantada, a dúvida se o que está acontecendo é real ou apenas imaginação. Em agosto de 2010 estreou nas telas do cinema o filme “A Origem”, que além do aspecto dos sonhos lúcidos e das fronteiras entre realidade e imaginação, evidencia ainda mais outros dois: sonhos compartilhados e sonhos dentro do sonho.

Todo esse composto de conceitos e questionamentos fazem parte de ensinamentos ancestrais de diversas culturas que apresentam idéias de que o mundo no qual vivemos é uma projeção de um mundo mais profundo, sendo, na realidade, uma ilusão, ou “maia”. Afinal de contas, já há algum tempo sabia-se que 99% do átomo era composto de espaço vazio, mas recentemente constatou-se que mesmo o núcleo do átomo não é composto de matéria assim como a concebemos com nossa percepção.

A matéria é TÃO SOMENTE composta de energia… O filme “Matrix” apresenta esses conceitos de uma forma bastante interessante. Veja a análise do filme para ver como isso tudo é colocado. A iluminação é chamada também de “despertar” por conta da alusão a esse nosso acordar para a realidade maior por detrás da aparência do mundo físico, para o qual ultra especializamos nossa percepção para focar desta forma tridimensional…

Alicerçadas e ao mesmo tempo confundidas em princípios como esses, duas estruturas de defesas de personalidade, a desconectada e a rígida, apresentam questões diretamente ligadas à conexão com a realidade e o questionamento direto de a realidade existir ou não.

O sonho compartilhado, aquele onde dois ou mais sonhadores atuam dentro de um mesmo sonho simultâneo, nos remete a muitos quadros e questões de magnetismo mágico:

  • uma primeira ideia é questionar diretamente se isso é possível, até que ponto podemos ir dormir e participarmos de um mesmo sonho com uma outra pessoa. Em quais condições conseguiríamos fazer isso. Se isso não seria apenas uma interpretação distorcida de uma projeção astral conjunta… Bem, ainda não existem estudos científicos que provem da forma ortodoxa essa capacidade, mas relatos mesmo não programados de muitas e muitas experiências dessa natureza não faltam…;
  • o sonho compartilhado também pode servir como uma metáfora da concepção de que todos nós humanos da terra comungamos de um mesmo “sonho” para criar a realidade deste planeta. A partir deste princípio é que está fundamentado o conceito de “maia”, a ilusão deste mundo;
  • o sonho compartilhado vai além de um estado de telepatia, a qual normalmente acostumamos a interpretar como sendo uma ação consciente e deliberada de troca psíquica por meios extra-sensoriais, pois envolve também as manifestações do inconsciente. Uma “brincadeira” perceptiva nesse sentido é aprofundar-se na vibração coletiva dos grupos. Processos como as dinâmicas terapêuticas de grupo e os transes coletivos demonstram claramente nossa capacidade de interação e percepção coletivas intimamente inter-relacionados. Para quem não conhece processos assim, para ter uma ideia do que está sendo dito, basta lembrar das interações das brincadeiras entre crianças ou mesmo da alquimia de um casal apaixonado em seus momentos de intimidade, estão, todos, dentro da mesma frequência, ou, para usar um neologismo que define bem isso, da mesma “vibe”, mesma vibração…

Os sonhos dentro dos sonhos, aquele em que sonhamos que estamos sonhando, tão bem retratados no filme “A Origem”, claramente demonstram a construção da consciência como as camadas de uma cebola. Leslie Temple fala de uma forma muito interessante sobre como trabalharmos com a dissolução e construção dessas camadas em suas palestras. Se você ainda não conhece o trabalho dela, procure conhecer. É muito esclarecedor e proveitoso nesse sentido.

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