Desafios


Os festivais têm encontrado resistência de alguns setores administrativos das áreas onde são realizados e também por parte de alguns habitantes das regiões vizinhas aos eventos. O que acontece e o que ainda não perceberam aqueles que se movem contra algumas manifestações trances:

A questão ambiental

O ambiente é o meio natural das pessoas e não o meio a ela estranhas. A natureza não é para nós, ela é uma parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa família terrestre.

Foto da beira da pista de dança... 🙂

Um evento bem planejado realizado em uma estância natural contempla (fazendo um bom uso do trocadilho) “naturalmente” a recuperação do ambiente utilizado, tanto pela ação de limpeza e reposição programada como também pelo próprio período de descanso que o ambiente irá passar após a visitação. Todos os parques nacionais e áreas de preservação ambiental funcionam baseados nesse pressuposto.

O espaço natural do ser humano é a natureza, da qual ele veio. As cidades que se aglutinaram dentro de um contexto que trouxe diversas mazelas ambientais e comportamentais. O correto não é impedir o ser humano de conviver com a natureza, mas sim de proporcionar os meios adequados para que com ela ele possa se reintegrar novamente harmonicamente.

É impossível que o homem esteja ou interaja com um ambiente sem influenciá-lo e sem por ele ser mutuamente influenciado. A questão é a de aprender lidar harmônica e positivamente com isso e não de excluir o ser humano de estar na natureza. E ele só irá re-aprender essa harmonia, vivendo junto à natureza, estando e se manifestando nela, até atingir o grau de integração que tem, por exemplo, uma simples cobra que não come todos os ovos de um ninho, deixando sempre um (se só houver um, ela não o come), manifestando assim conceitos, felizmente, tão em moda e trazido à tona pela sociedade como: auto-sustentabilidade, renovação dos recursos naturais, dissolução da possibilidade da rota de colisão (para saber mais a esse respeito, veja o texto “Aspectos Sociais da Cura”).


A questão do turismo

O trance move as pessoas para as mais diferentes e remotas localidades, incentivando e manifestando o intercâmbio social e cultural.

Turismo não é apenas passeio, é conhecimento, é fazer parte daquilo que se visita.

O Festival Trance é uma das manifestações do ecoturismo mais fortes, espontâneas e naturais.

Jaques Custeau, deixou para o mundo como sua maior contribuição não a questão dos seus estudos e programas ecológicos, especialmente sobre o mar, mas sim a semente de um projeto que visa a estabelecer um intercâmbio de estudo para crianças entre os diversos países (e não apenas focado mais na juventude, como acontece hoje em dia). Em sua acertadíssima visão, um programa como esse serviria de uma rede/barreira mundial intransponível contra a deflagração das guerras, uma vez que crescendo em países distintos, as crianças, futuros líderes, jamais se proporiam a entrar em conflito com localidades diferentes das quais residem ou nasceram, pois teriam a experiência de pertencer ao Planeta Terra como um todo, e não apenas a um pedaço politicamente delineado.

Dizer que o turismo atrai divisas e recursos para os municípios envolvidos na região de influência dos Festivais é chover no molhado…

Por natureza, o tranceiro é um eco-turista, e como tal apresenta toda uma tendência a devoção e adesão ao naturalismo, ao vegetarianismo, ao culto, respeito e celebração harmoniosa com a natureza, inclusive.

Aqueles que ainda cometem alguns pequenos abusos, como jogar lixo pelo chão, aprenderam esse comportamento nas cidades e não na natureza, mesmo porque, ao freqüentar as partes mais inseridas na natureza dentro dos festivais, como as cachoeiras, essas pessoas vão absorvendo e vivenciando a importância de não sujarem o meio ambiente, pois é esse o padrão dominante das pessoas que lá estão freqüentando e também das pessoas que lá estão trabalhando inclusive com o propósito de fiscalizar, transmitir e orientar sobre os bons hábitos de conservação e interação harmoniosa com o meio ambiente.

Para tentar evitar a ocorrência do Evento Trance em determinadas localidades, já se utilizaram de argumentos infundados como os de que o local para o qual determinados Festivais estavam programados não comportariam, sob o ponto de vista da degradação do meio ambiente, o número de pessoas estimado para a Festa. Uma hipótese extrema, e esse fosso um motivo de preocupação real e não apenas uma fachada, seria determinar, sobre o embasamento e chancela técnico das autoridades federais competentes (para se evitar a localização de interesses locais e coronelizados), o número máximo de freqüência de público para o evento em relação ao número de dias para o qual o mesmo está previsto.


O que gera esse tipo de evento para a região de influência do distrito relacionado à cidade dentro do qual estiver inserido

  • catalisação de divisas em decorrência da passagem das pessoas que se dirigem para o Festival, que embora não se acomodem na cidade, por ela passam fazendo compras, abastecendo veículos e também contemplando ainda todo um fluxo turístico nos dias anteriores e posteriores ao evento de pessoas que aproveitam para estar mais um pouco pela região;
  • geração de centenas de empregos diretos para os moradores da cidade envolvida, principalmente para as classes de baixa renda que encontram no evento a oportunidade de trabalharem nas atividades de montagem, bastidores e desmontagem de toda a estrutura do evento, envolvendo funções de segurança, montadores, carregadores, eletricistas, bombeiros hidráulicos, auxiliares de serviços gerais, cozinheiros, atendentes, pessoal de limpeza, salva-vidas, guias ecológicos etc.

A questão da criação de espírito crítico e consciência das pessoas

Os entraves levantados por algumas pessoas para dificultar a realização e acontecimento de alguns Festivais Trances seguem esses motivos reais:

  • desconhecimento e pré-conceito em relação ao que realmente vem a ser um evento dessa natureza;
  • tendência pessoal a viver no mundo da ilusão e das guerras psíquicas internas, dessaboreando-se por um grupo crescente e contínuo de pessoas encontrarem a a conexão com a vida real e cheia de graça dentro do Planeta Terra;
  • medo de perder sua condição dentro do status quo, uma vez que o Trance desperta as pessoas (veja o texto aspectos sociais da cura para entender melhor sobre essa questão do medo das massas dominantes).

Tendência ao Crescimento

As manifestações ligadas ao fenômeno do Evento Trance estão presentes dentro da própria essência de cada pessoa, criando por si só, um movimento de vontade de sua ocorrência e de estar dentro dessa ocorrência, manifestando-se assim como algo naturalmente querido (no sentido de “se querer”) pelas pessoas, criando um movimento natural e inevitável para que efetivamente ocorra, não havendo força contrária ou repressora que seja capaz de impedir ou conter a sua manifestação, mesmo porque ocorre dentro do fluxo natural da vida e do universo.

Milhares de pessoas estão sendo, mesmo inconscientemente num primeiro momento, despertadas para suas realidades internas mais profundas e gratificantes através da vivência de todo o fenômeno ligado aos Festivais Trance, o que ocorre não apenas durante suas realizações, mas também nos desdobramentos que a pessoa passa a viver em seu dia-a-dia deles decorrentes. Há todo um aumento de lucidez e vontade de colocar a vida e a evolução da pessoa em dia, de modo a se viver uma vida produtiva e gratificante.

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