Particularidades do Evento

Profundidade e Qualidade de Convivência


Foto: Marcelo Sartório

A profundidade da convivência, com contato humano de qualidade, é uma das características mais marcantes e presentes dentro dos festivais trance.

É relevante citar que esses contatos ocorrem abrangendo uma diversidade de situações e vivências, dentro de momentos pessoais bons e momentos difíceis dentro da estória isolada de cada pessoa. Esse contexto permite que as pessoas se conheçam em profundidade, pois terão a chance de observar seus companheiros mais próximos reagindo às situações mais diversas.

Fazendo um paralelo: contemporaneamente é de se espantar como líderes de países distintos encontram-se com tanta pressa e assinem tratados que envolvem tanta profundidade de mudanças e impactos para seus próprios países. Tudo bem que atualmente também tenhamos todo o aparato dos meios de comunicação, capazes de antecipar todas as ações e propósitos que serão tratados, mas ainda assim é de se admirar que contratos tão profundos sejam assinados por pessoas que mal se conhecem. Há um ditado antigo que diz que só se conhece uma pessoa depois que se comeu um pacote de sal com ela, denotando a necessidade de convivência para que se possa conhecer uma outra pessoa, uma vez que para duas pessoas comerem um pacote de sal será necessário um prazo de meses de inter-relacionamento…

O contexto do festival trance permite que se possa observar uma pessoa em profundidade, sendo o que ela é, sem máscaras e sem distorções. Uma pessoa atenta e desperta não encontrará obstáculos para ter sucesso numa tarefa dessa natureza.

Uma particularidade do convívio humano nos Festivais é a criação dos condomínios dentro dos campings, levando a trocas e novas amizades dentro dos grupos.

O contato humano de qualidade ainda envolve um outro prisma muito importante: há necessidades humanas para as quais apenas o contato humano profundo e de qualidade traz em si a possibilidade de cura. São exemplos dessas necessidades: poder saber que existe e vivenciar o Deus interior; entregar-se à humanidade imperfeita e encontrar segurança nessa humanidade; se permitir cometer um erro e, mesmo assim sentir-se seguro(a) (ao fazer isso, pode-se reconhecer o caráter divino que existe dentro dos outros…).

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