Você está em A Mente que Cura – Programação Mental

Tudo é de Todos


Também está além da abrangência deste texto de Programação Mental desdobrar todas as facetas dessa afirmação, a qual está num processo ainda em desenvolviemnto mais detalhado dentro do conteúdo sobre os Aspectos Sociais da Cura. Entretanto, cabe aqui esboçar as linhas gerais dessa crença muito benéfica para toda a humanidade na proporção em que comece a ser cada vez mais frequenciada por um número cada vez maior de pessoas.

A absorção desta crença nos levará a um salto de desenvolvimento social ainda sem precedentes dentro da história humana conhecida. Como desdobramento deste conhecimento cairão os registros de patentes e a proteção de toda propriedade intelectual, pois tudo é de todos. Ninguém chegou a qualquer conhecimento científico tecnológico sozinho. Todos os gênios aprenderam idiomas dentro da cultura de seu povo e se valeram de todo o conhecimento humano adquirido até então.

Claro que a pesquisa, assim como a criação artística e todas as outras atividades humanas descentes precisam ser reconhecidas e gerar riquezas para seus praticantes não apenas sobreviver e se dedicarem a elas, gerando benefícios para todas as pessoas, mas além de sobreviver, viver muito bem, com abundância e conforto material. Porém a forma de remuneração, controle e distribuição do capital intelectual, artístico e criativo humano na Terra está ocorrendo de forma muito equivocada.

Por exemplo: Bill Gates tem uma fundação de assistência social. Uma única doação para essa fundação foi além de 30 bilhões de dólares. Isso tudo pode até parecer bastante interessante e adequado. Entretanto, é uma tremenda dispersão energética, um grande erro, encobrindo até mesmo um grande mal para a humanidade. Claro que Bill Gates, como todos nós, quer ser alguém bom para si e para todos os outros (ao menos bom para nós mesmos todos queremos ser…). Mas a vocação natural da maior contribuição dele para a humanidade, intimamente ligada à criação da Microsoft, o que ele sabe fazer de melhor, não é cuidar das pessoas carentes e necessitadas. O que ele sabe fazer de melhor é software. Se ele, se a Microsoft, realmente querem melhorar (E MUUUUUUUITO) o mundo, basta liberar a propriedade intelectual do Windows e do Office para uso-fruto de toda a humanidade. Colocar de graça na rede esses aplicativos para serem baixados e usufruídos por todos. O mundo vai se beneficiar disso muito drasticamente, inclusive todas as pessoas necessitadas, quer sejam crianças, idosos, famintos, discriminados, qualquer um.

Grande parte da estrutura da Microsoft, numa estimativa condescendente de 80%, é gasta tão somente em manter técnicos e equipe de vendas voltados para criar mecanismos para vender mais e mais. Gerando atualizações totalmente desnecessárias, mas criadas como artifícios para gerar obsolescência programada e perceptiva. Digamos que desses 30 bilhões recebidos, a fundação do Bill Gates destinasse cerca de apenas 200 milhões (0,66% daquela única doação…) para a liberação de softwares, ela poderia manter uma equipe enxuta em um centro próprio de hospedagem todo o patrimônio intelectual contido em seus programas para serem baixados de graça por toda a humanidade por cerca de pelos menos 100 anos!

Todos os pesquisadores de cura para o câncer iriam se beneficiar disso. Todos os professores das escolas mais remotas e distantes. Todos os governos dos países mais miseráveis. Todos os programas de assistência social do mundo inteiro. Todas as pessoas de boa vontade…

O atual sistema econômico mundial levou a um cenário onde quase só os norte-americanos ganham dinheiro. Basta olhar para qualquer lista de milionários, qualquer tipo de estatística de distribuição de riquezas entre os países para se constatar isso. A questão aqui não é a de diminuir a riqueza dos americanos, eles não precisam ser menos ricos para os outros povos também o ser. Ao contrário: eles podem até se tornar infinitamente mais ricos caso TODOS possam ser ricos ao mesmo tempo, e não apenas mais SOMENTE eles.

Os ingleses, na época das navegações, “inventaram” algo chamado de corsários, os quais nada mais eram do que piratas ingleses apoiados pela própria coroa britânica. Eles saqueavam todos os barcos que conseguiam e dividiam o lucro de seus assaltos e matança com seu país. Hoje, os Estados Unidos, ex-colônia inglesa e nação irmã da Inglaterra, como eles próprios se autodenominam, combatem a pirataria e protegem a propriedade intelectual com unhas e dentes.

Os norte-americanos e os ingleses não são ruins, não são o mal encarnado. Mesmo porque hoje em dia cerca de nove em cada dez das maiores celebridades intelectuais são norte-americanas, são os maiores físicos quânticos e, por consequência, também pessoas de grande conhecimento humanitário e espiritual. O que precisa mudar, dar um up grade, é a forma de distribuição da riqueza. A era do “meus bens pra cá seus males pra lá” já acabou. Tudo é de todos.

Há um grande movimento, liderado por esses nações e antigos tradicionais produtores de capital cultura e intelectual contra filmes “piratas”. Aparentemente, isso parece ser moral, legal e coerente. Entretanto, poderíamos fazer uma reflexão e uma brincadeira do tipo “Filme em DVD, software, só se for ‘pirata!’”…

Esses filmes e esses softwares foram construídos com o capital intelectual, o suor, o esforço, o dinheiro e o sangue de toda a humanidade até aqui. Claro que os produtores, os artistas e os desenvolvedores precisam também ser ricos, mas não só mais eles. Há riqueza suficiente para todos nós e todos os mais que nascerem no planeta Terra. Fazer uma transição da distribuição e das formas de circulação da riqueza é muito mais simples, menos dispendioso e custará muito menos vidas do que continuarmos a bater cabeça dentro do modelo estúpido que temos atualmente.

Enquanto cinco ou dez pessoas deixam de ganhar lucros concentrados e superfaturados por deixarem de vender uma mídia de filme por até cerca de R$ 80,00, centenas de outros marginalizados ganham R$ 1,00 ou R$ 2,00 para vender uma mídia com um pouco menos de qualidade, mas cumpridora do mesmo objetivo final, por R$ 5,00. O consumidor ganha, os marginalizados também. Falta apenas rever como os cinco ou dez detentores dos direitos autorais, os investidores de produção, irão ser merecida e proporcionalmente retribuídos, o que não é difícil. Neste exemplo, estamos ainda considerando um modelo já em declínio de mídias físicas. O filme poder ser baixado por milhões de pessoas em poucos dias a partir de um mesmo servidor ligado à internet a um custo extremamente baixo. Considerando-se aí custos compartilhados de filmes e obras diversas, ao longo de uma linha de tempo de um ano, por exemplo, muitos conteúdos chegarão a centenas de pessoas ao custo de centavos. Qualquer governo, qualquer corporação pode bancar isso com muita facilidade. A questão não é mais de falta de condições operacionais. Toda a questão é de mudança de paradigma coletivo, força política e consciência social.

Nosso modelo chegou ao cúmulo de manter estruturas escusas e “subterrâneas” que funcionam simplesmente para criar males para alavancar os lucros das indústrias dos “contra-males”, como é o caso da indústria farmacêutica e das empresas de anti-vírus para computadores. É absurdo as indústrias farmacêuticas terem de se apoiar em um argumento tão ridículo quanto o custeio de pesquisas para venderem a preços exorbitantes seus “produtos maravilhosos” enquanto pessoas estão morrendo por falta deles ou, pior ainda, por terem sido vítimas desde muito cedo de um sistema de crenças dentro do qual dependiam de métodos de saúde e cura tão estranhos e anti-naturais quanto os dominantes hoje em dia.

O bem estar é mais importante do que o lucro de 1% da população mundial. A vida é mais importante do que qualquer outra coisa dentro do Planeta, pois ele existe justamente para dar condições e abrigo à existência da vida. Tudo é de todos.

Dentre tantos outros, são desdobramentos ligados à crença de que tudo é de todos:

  • a evolução do conceito de propriedade para o conceito de prioridade de uso;
  • o fim do sistema de alugueis;
  • o fim da especulação financeira;
  • a queda do sigilo bancário;
  • a dissolução dos estados nacionais (países) em benefício do surgimento da cidadania planetária;
  • a evolução do sistema de democracia representativa para o de democracia real, dentro do qual cada um de nós irá exercer a cidadania e a democracia diretamente com a ajuda dos recursos tecnológicos já disponíveis e em evolução contínua, inclusive dando destinação direta aos impostos de nós recolhidos. Os parlamentares vão ser re-orientados para a função natural para a qual foram criados de desenvolver leis e tão somente isso. O cenário mundialmente predominante do foco dos parlamentares embriagados com o êxtase do poder e da movimentação financeira em interesses próprios e dos grupos que os apoiam vai acabar em definitivo. Haverá a ascensão dos políticos honestos, que hoje ainda despendem tantos esforços simplesmente para continuarem honestos e íntegros em meio a tanta sujeira moral, ética e de toda ordem, pois o sistema dificulta a manutenção da integridade das pessoas da forma como está estruturado hoje. Comportamentos de longo prazo honestos, íntegros, bem intencionados e de resultado efetivo deixarão de ser apenas de uns poucos políticos e passarão a ser o da maioria deles.

Tudo isso em decorrência da propagação para as massas do conhecimento de que tudo é de todos e dos desdobramentos daí advindos.

<Anterior Próximo>

Deixe Seu Comentário

Comentário(s) para A Mente que Cura
Se seu post não aparecer imediatamente, atualize a página pois ele já deve estar ativo.