Você está em Meditação

No Começo, Dissolução de Barreiras


A maioria das pessoas tem uma dificuldade intransponível em meditar, mesmo que seja por poucos minutos ou ainda algumas poucas vezes. Toda essa dificuldade tem o seu porquê de ser. Ao parar alguns momentos, a pessoa irá tomar contato diretamente com diversas faces de si mesma com as quais tem dificuldade em lidar. Daí ser melhor inventar qualquer coisa para fazer do que ficar consigo mesmo: ir ao cinema, comer, fazer sexo (mesmo sem vontade ou motivação), ler alguma coisa, fazer um exercício físico, fazer algo, fazer alguma coisa, fazer…; tudo, menos não fazer nada ou ficar consigo mesmo.

Muito se ouve falar e já foi descrito sobre estados extasiáticos obtidos por diversas pessoas através da meditação. Entretanto, para a maior parte das pessoas meditar não passa de algo muito chato e desagradável de ser realizado, pois a pessoa além de não atingir êxtase nenhum ainda sente diversos incômodos, não apenas de ordem física, mas também emocional e psiquicamente.

Isso se dá em grande parte em decorrência de um processo natural e intrínseco ao próprio encontro de si mesmo e expansão de consciência, intimamente ligados à meditação, que é o artifício de o ser sintonizar primeiramente seu lixo interno, suas emoções reprimidas, desejos não realizados, ilusões e tudo o mais que seja necessário para que possa ocorrer uma posterior sintonização e acesso a grandes quantidades de energia de forma harmônica.

O detalhe é que muitas vezes esse processo inicial é bastante demorado. Os Benefícios de Meditar:

  • surgem em escala aritmética e lenta – no geral, até 1 ou 2 anos são poucos os benefícios percebidos;
  • crescem em escala geométrica – após os primeiros benefícios, sua soma e percepção passam a ser bastante significativas;
  • expandem-se em escala exponencial.

Além desse contato inicial com o lixo emocional, também se somam como fatores que se interpõe ao prazer de meditar:

  • Incapacidade em lidar com o autofluxo psíquico;
  • Intenso condicionamento, desde a mais tenra infância, para a valorização do ter e do fazer em detrimento do ser.

É bastante interessante que a pessoa que se propõe a meditar tenha consciência dessa sintonização e liberação inicial, de modo que possa integrar mais facilmente os conteúdos e processos dessa fase inicial.

Veja o conteúdo específico sobre como dar vazão a conteúdos mentais para aprender a dissolver as âncoras e armadilhas nas quais o autofluxo dos pensamentos pode se sustentar, especialmente coisas não ou mal resolvidas que funcionam como justificativas “perfeitas” para mente lhe dizer “você tem que pensar nisso agora, é muito importante, se você não pensar nisso agora, você tá lascado(a)”… [risos]. A ironia desse processo seria engraçada se não fosse triste: ao aceleramos o autofluxo psíquico contínuo por conta desse tipo de cilada, não iremos nos dar mal com as consequências futuras do não pensar no assunto em questão, mas JÁ ESTAMOS nos dando mal quando nossa mente está operando dessa forma, ela já está na frequência do “lascada” no agora…

Uma das maiores contribuições do Osho para a humanidade foi a difusão de diversos métodos e técnicas de meditações ativas (veja mais a este respeito no tópico específico), as quais têm como uma das bases de sustentação exatamente criar condições para que a pessoa dissolva mais fácil e rapidamente essas questões iniciais.

É do Osho também uma afirmação bastante pertinente para conclui este tópico: “Ao final, um jogador sempre perde, mesmo que ganhe numa fase inicial; Já o meditador sempre ganha ao final, independente de um começo mal sucedido, o êxtase sempre estará ao final desse encontro.”

Persista!

<Anterior Próximo>

Deixe Seu Comentário

Comentário(s) para Meditação.
Se seu post não aparecer imediatamente, atualize a página pois ele já deve estar ativo.