Textos Sagrados, Seres Iluminados e Avatares

Fotos: Vanessa Oliveira


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Trará, dentre outros, o desdobramento dos seguintes conteúdos:

  • A queda: a separatividade; mecanismo do sofrimento;
  • A descida dos ideais – hierarquia das mensagens da fonte: o carma – sentimentos – avatares – mensagens codificadas;
  • Principais escrituras – “A sabedoria sempre existiu, basta buscá-la – Tao-te-Ching” – As palavras têm ancestralidade;
  • Versões e traduções – quem as fez;
  • Textos apócrifos da Bíblia – escritos de assunto sagrado não incluídos pela Igreja Católica no Cânon das Escrituras;
  • A questão da inspiração divina e sua relação com a mediunidade;
  • No que é importante se ater nos conteúdos;
  • Interpretação de mitos sagrados
    • a estória da queda do paraíso como sendo a fragmentação que nos leva à identificação com o ego, o eu separado, como é descrito, por exemplo por Pierre Weil (fantasia da separatatividade ou neurose do paraíso perdido) ou por Leslie Temple Thurston;
    • comparativo da história de Jesus Cristo com outros avatares e também uma interpretação de ser uma simbologia astrológica ligada à adoração do sol – teoria demonstrada no filme Zeitgeist;
  • História de Lutero com foco na sua cisão com a Igreja Católica em decorrência de sua decisão em traduzir o evangelho do grego e latim (línguas não acessíveis) para o alemão (acessível para a população de seu país…);
  • Desmistificação dos milagres atribuídos a Jesus: entendimento dessa questão como tendo sido interpretação errônea de fatos realmente importantes e significativos, porém que nada têm de mágicos, sobrenaturais ou milagrosos, pois para quem tem olhos, tudo pode ser um milagre, a vida é o maior dos milagres. Jesus não tinha nenhuma necessidade nem propósito em estar quebrando as regras naturais da criação, caso contrário, se fosse o milagreiro que ficou desvirtuadamente registrado e entendido correntemente, ele não teria tido toda a importância gigantesca que tem sobre história da humanidade;
  • Distinção entre iluminados e avatares;
  • Reflexões sobre alguns avatares, com destaques para Jesus Cristo, Buda e Osho (veja o vídeo do Osho);
  • Avatares como mensagem viva – relação da dinâmica da manifestação presente de um avatar com a posterior cristalização, despotencialização e até decadência de sua mensagem em moral estática, normas, religião, seitas e todos os tipos de desvirtuamento;
  • Etapas do processo espiritual:
    • Vivência Mística – aquela dentro da qual se é tocado pelo aspecto divino da criação;
    • Mudança do curso de vida;
    • Consolações;
    • Dúvida;
    • A Noite Escura da Alma;
    • Estado de Transformação – a iluminação em si;
    • Retorno à Vida Cotidiana.
  • Ser discípulo é um caminho válido? Tem méritos? Tem resultados?

 


Fragmentos

Considerações Sobre Deus

Antes de mais nada: tanto faz se Deus existe ou não.

Muito mais importante do que se ater a essa questão é observar o que a pessoa faz dessa conclusão sua a respeito da existência ou não de Deus.

Durante a história humana, milhões de pessoas se atiram à guerra, à segregação e à exploração humana em nome de Deus, inclusive com o respaldo dos seus sistemas de crenças e igrejas, providencialmente articulados para chancelar esse tipo de atitude. Nada tem de positivo esse tipo de fé.

Algo é certo: considerar Deus como sendo uma pessoa, um ser, uma criatura, entidade ou qualquer coisa nesse sentido é absolutamente desembasado tanto de racionalidade quanto de intuição.

Para o alto grau de sofisticação da mente humana contemporânea é muito mais adequado falar-se em divindade, do caráter divino da criação, do que em Deus propriamente.

Sob a ótica da interiorização, Deus está no encontro e na consciência de si próprio. Sob a ótica da exteriorização, a experiência de Deus será vivida pela pessoa como seu entendimento, sentimento e percepção de interação com todas as coisas, em todos os tempos, em todos os lugares.

Ter religiosidade desperta dentro de si é a própria divindade, percebendo Deus como a causa primária.

Crer em Deus está fazendo mal a você? Está limitando o seu eu e lhe impondo, especialmente por intermédio das igrejas e mestres, limitações, cárceres psíquicos e emocionais e trazendo tristezas, temores e inseguranças? Então, esqueça-se de Deus. Seria bom, inclusive, se insurgir contra ele, revoltar-se.

Sua relação com Deus é saudável? Faz-lhe bem? Renova sua força e capacidade realizadora? Lhe acolhe nos invernos emocionais? Então, prossiga.

Se há algum tipo de dúvida, ainda, da parte de alguém em relação à existência e percepção de Deus, peça para que ela olhe primeiramente para dentro de si e em seguida para o ambiente externo, de preferência num local onde ela possa fazer isso em meio à natureza abundante. Após olhar profundamente para si e depois contemplar o ambiente natural externo num processo completo que pode demandar de alguns minutos até mesmo vários anos, a pessoa terá percorrido todos os caminhos para sentir a dividade diretamente, nada mais cabe a ser explicado, mostrado ou visto. Nada mais há a ser dito nesse sentido da descoberta, crença ou experiência divina. O que pode ser feito é a pessoa repetir o processo até concluí-lo por si só…

Esteja plenamente vivo e sinta a plenitude da divindade universal manifestando-se em você.


Iluminação

Há muitos conceitos e entendimentos quando se fala em iluminação, muita especulação e muita projeção, como não poderia deixar de ser.

A iluminação aqui referida denota, dentre muitas outras coisas, um estado de total possibilidade de expansão de consciência, além da capacidade de transcendência do sofrimento, através do real entendimento da experiência humana individual e coletiva.

Ao acessar um grau a mais no nível de expansão de consciência, o indivíduo apresenta um estado natural de querer compartilhar com os demais seres o estado que alcançou.

Quando se trilha um caminho de autoconhecimento, a pessoa passa por muitos momentos assim. É comum ocorrer que até inconscientemente a pessoa possa começar a atrasar seu processo de crescimento em decorrência do abismo gerado na sua qualidade de troca com os demais seres. É algo análogo como uma situação de uma pessoa alegre que convive com uma pessoa triste. Dentro de uma lei natural de equilíbrio seus humores tenderão a um equilíbrio. Entretanto, para a pessoa alegre pode ocorrer um lapso de ânimo em decorrência de não conseguir servir de ponto de referência para que a outra pessoa possa se motivar e encontrar o ponto no qual possa desfreqüenciar sua tristeza crônica.


Sentido da Vida

A evolução é o sentido da vida.

A existência encaminha-se inexoravelmente para a evolução e usa de todos os artifícios para isso.

O livre arbítrio não existe totalmente, apenas como uma manifestação temporária e num entrelaçamento de causa e efeito. Entretanto, não importa quais os caminhos dessas causa e efeitos, mais cedo ou mais tarde o caminho será a evolução. Não há escolha.

Não há escolha pra a involução assim como não há escolha para a estagnação. A mudança é certa.

Para o universo e a existência o valor predominantes é a evolução. Não importa se há sofrimento, destruição ou qualquer outra coisa, ao contrário: dor, sofrimentos, destruição ou seja lá o que for, são utilizados como êmbolos para o propósito único de evoluir.

O ego, a criação da individualidade, dos espíritos, dos planetas, da vida; tudo é criado e existe em nome e em prol da evolução.

Sob a ótica do ego e da individualidade esse é um dos últimos conhecimentos a ser integrado, pois a percepção individual naturalmente luta contra os golpes, ataques e infortúnios contra si. É um artifício do universo para forçar a transcendência. Só transcendendo a individualidade é que a criatura terá a possibilidade de freqüenciar para interior e, conseqüentemente, mais evolução.

Aceitar. Conhecer. Entregar-se.


Conteúdo atualizado em 03/06/2015    |    Versão 3.1    |    1ª Versão: Julho/2005

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