Longevidade / Imortalidade


“Nada justifica uma necessidade de envelhecimento.
O envelhecimento reflete um padrão psíquico de reagir da mesma forma 
(padrões antigos preservados) diante de novas situações.”

Saúde Perfeita – Deepak Choppra, MD


Versão Preliminar (contribua e ajude este conteúdo a ser desenvolvido mais rapidamente).


Trará, dentre outros, o desdobramento dos seguintes conteúdos:

  • crença na morte como fator determinante;
  • capacidade humana em transmutar todas as coisas;
  • a morte dentro da perspectiva e da lei do holograma universal;
  • urgência de morte;
  • histórico de expectativa de vida ao longo da história da humanidade: podemos ir muito além da média atual;
  • o fim da matança no Planeta Terra – o homem como o maior predador e destruidor de todas as formas de vida;
  • auto-sustentabilidade;
  • questão da purificação: capacidade de intoxicação e desintoxicação; associações com a vitalidade renal; a intoxicação pelos próprios atos, pela própria espiritualidade e pelos próprios sentimentos;
  • depressão;
  • suicídio;
  • Manutenção: sem manutenção, nada perdura ou tem longevidade.

Fragmentos

A imortalidade é um fato.

A grande questão é saber se é possível se manter com o corpo físico indefinidamente, ou ao menos por períodos longos (100, 200, 1.000, 10.000 anos). A lógica e a intuição dizem que sim. Mas a urgência de morte parece ser o fator que não permite que isso seja atingido comumente na Terra.

Uma prova da possibilidade da imortalidade é a capacidade de rejuvenescimento e de mudanças físicas e de personalidade que tantos de nós manifestamos de forma contundente tantas e tantas vezes. Um ótimo exemplo disto é a existência de fios de cabelo (em qualquer parte do corpo) brancos nas extremidades e escuros em direção à raiz.

Para os animais e outras espécies há uma limitação no processo de evoluir dentro da forma que estão manifestando. A imortalidade dentro dessa forma seria uma negação de uma lei maior, que é a lei da evolução infinita. Para o ser humano, não há fronteiras nem limites de possibilidades de expansão e evolução.

Ser novo a cada dia demanda tanta atenção ou cuidado quanto manter uma profissão, sustentar um lar, dedicar-se à educação, crescimento e relacionamento afetivo de uma criança, manter a saúde ou ainda tantos outros exemplos de igual valor. Portanto, só faz sentido focar-se em imortalidade quando esses quesitos básicos já estão satisfeitos, quando há energia prévia para realizá-los, para ter conforto, saúde, liberdade de manifestação, amor, manifestação artística, sentimento de auto-valor individual e para a sociedade etc.

“A respiração mantém a chama da vida, as oxidações são o centro e o eixo de toda nossa complexa maquinaria química. A mágica suprema da vida constitui-se em conseguir queimar-se em câmara lenta, aproveitando a própria destruição para se refazer – interminavelmente.” – J A Gaiarsa


Missão coletiva – papel da crença dominante…

Além da urgência de morte (especialmente ligada às conexões não dissolvidas com parentes já mortas, especialmente pai e mãe), também há o aspecto do propósito e prazer de viver, intimamente ligado aos aspectos sociais da cura, pois qual o propósito e a motivação em se viver indefinidamente dentro de um contexto tão marcadamente doloroso como o tem sido o da saga humana no Planeta Terra nos seus últimos 10.000 anos?

Só há lógica e perspectiva de uma vida indefinida se primeiro passarmos por uma reestruturação social que leve a manifestação de uma sociedade dentro da qual se faça sentido em desenvolver um propósito como este.


A Imortalidade Faz Sentido?…

A essência de cada um de nós é imortal. Manifestar livre e fielmente a própria essência é o único caminho possível e seguro para a imortalidade. Dissolver as estruturas de defesa de personalidade é direcionar-se nesse rumo.

Só faz sentido em viver a imortalidade se há:

  • Segurança e realidade de manifestação, o que envolve percepção de dissolução de desconexão, integração ao todo, a tudo o que existe;
  • Completa satisfação – dissolução de carência;
  • Entrega harmônica às danças da vida e universal – dissolução do controle e do guerreiro;
  • Liberdade de ação sem sofrimento – dissolução da defesa invadida;
  • Flexibilidade – dissolução da rigidez, de modo que a dança eterna da mudança e da criação coletiva possa se manifestar harmonicamente.

O Processo de desligamento – algumas possibilidades dentro desse tipo de processo.

O que irá acontecer após a morte dependerá de como a pessoa se prepara para ela:

  • ela poderá entrar em um grande sono e, conseqüentemente, acordar virtualmente um mesmo ela, em uma nova vida, porém com os mesmos padrões, os mesmos desafios;
  • entrar num estado extasiático que lhe permita acessar insights perceptivos e criativos, induzindo, então, à manifestação do insight em uma vida realmente nova, não apenas sob o ponto de vista da forma material, mas principalmente sob a ótica dos padrões, desafios e, principalmente, nível de consciência.

A morte é total, integral, profunda. Uma pessoa pode viver 50 anos “a meio vapor” e morrer em apenas 3 minutos, mas esses três minutos serão integrais, completos, de máxima profundidade, em todos os níveis do ser, do universo, da criação. Aprender a sentir as coisas sem precisar ir até suas últimas conseqüências é uma sabedoria e um reflexo de que se vê, se enxerga, se sente, além do apenas presente.

Quando se vive realmente, e não apenas na aparência ou pela metade, não há medo da morte. Para quem vive realmente, é dada a possibilidade de viver até mesmo a morte, de sentir o corpo morrendo e se dissolver na morte, integralmente, com consciência, até que ela não esteja mais presente, abrindo-se assim a percepção consciente da imortalidade.

Para saber o que é a morte(*) não precisa de se morrer fisicamente, basta sentir conscientemente uma certa dose de medo. Essa é uma das chaves da imortalidade.

(*) e conseqüentemente o que é o nascimento, o renascimento, a ressurreição, a encarnação, Deus e toda a totalidade do conhecimento e vivências cósmicas e místicas.


A morte, e o nascimento, como direitos inalienáveis e íntimos, por quantas vezes for necessário ou manifesto no livre arbítrio do ser

Toda a busca é por si mesmo. O ser já é imortal.

Qual o objetivo? Se for escapar do medo da morte, então, toda a busca estará perdida. Aquele que vive 50 anos, passará 50 anos com o medo da morte, 50 anos na corda bamba, a qualquer momento a queda, a morte. Aquele que vive 10.000 anos, serão 10.000 anos na corda.

A imortalidade não é uma negação da morte, é um encontro e uma vivência da essência do ser e, conseqüentemente, da totalidade. Nada é negado, inclusive a morte. Então, a imortalidade não funciona como essas criaturas das estórias de ficção que levam 1.000 tiros e se recompõem ilesas. Ela é uma opção diária e constante pela vida, e a ativação máxima do estado de alerta, não para ressuscitar a cada ataque ou acidente, mas sim para não vivê-los em si.

A imortalidade é um estado de renovação constante e de entrega às pequenas mortes, a cada instante.

É também acompanhar freqüentemente a morte no mundo, o tempo todo, em milhares de seres ao seu redor, sem querer transformar esse fato ou tirar desses mesmos seres, por mais queridos e próximos que sejam, esse direito sagrado de nascer e morrer, mesmo que integralmente, quantas vezes lhes forem convenientes e necessárias, mesmo que inconscientemente.


Energias das quais somos formados

Somos formados por três tipos de energia:

  • a do nosso espírito imortal (que é, sempre foi e sempre será, uma energia imutável e transcendente);
  • uma genética herdada de pai e mãe, que se esvai; e
  • uma terceira que é um brinde do universo para o nosso crescimento e reprodução, sendo que essa parte do crescimento também cessa e a de reprodução, energia sexual, tem alta tendência ao esgotamento, especialmente da forma como o sexo é normalmente usado – esse esgotamento sexual é passível de ser evitado, sendo que a manifestação sexual pode até ser transformada em potencializador energético e de expansão de consciência, mas não é o que acontece normalmente.

Desta forma, ao atingirmos a fase adulta, duas dessas três energias encontram-se praticamente extintas, nos sobrando apenas a energia do nosso espírito.

Essa configuração coincide com uma fase muito importante de nossa vida, quando o “download” de nosso espírito atingiu um momento bastante especial, no qual podemos nos perceber de uma nova forma até então inédita, integrados à nossa espiritualidade (o que normalmente é bloqueado por uma série de condicionamentos educacionais e religiosos).

Neste momento da vida, devido à configuração de nosso carma, nos vemos diante de nosso maior desafio, exatamente no nosso momento mais frágil, uma vez que não temos mais à disposição o manancial energético de que anteriormente dispúnhamos.


Lei do Uso e Desuso

Em “Corpo sem idade, mente sem fronteiras – a alternativa quântica para o envelhecimento”, Deepak Chopra, apresenta uma exposição muito bem fundada em pesquisas científicas demonstrando claramente que todas as funções que determinada pessoa utiliza durante sua vida adulta tendem a permanecer operacionais durante a terceira idade. Por exemplo: uma pessoa que usou muito as funções psicológicas durante sua vida profissional normalmente chega à idade avançada com a capacidade de resolver problemas; pessoas que usam seus músculos e articulações adequadamente têm essas funções preservadas na velhice e assim por diante.

Ao contrário, as funções não utilizadas entram colapso na idade avançada. Assim ele referencia o que denominou de lei do uso e desuso.

Entretanto, uma questão não desdobrada por Deepak Chopra é a de que a utilização em excesso de quaisquer funções leva ao desgaste. Assim, é necessário manter todas as funções ativas durante toda a vida, porém num estado de equilíbrio: não utilizar excessivamente, para gerar desgaste, nem tão pouco anestesiar pelo desuso quaisquer funções, levando a seu “enferrujamento” natural.


Crença na Pressão – Fator Social Alicerce para o Envelhecimento Humano.

A crença predominante na inevitabilidade da velhice em nosso planeta é ancoranda, dentre outros aspectos, na pressão social na qual todos nós vivemos. Um dos fatores mais fortes para a contribuição para o envelhicimento humano está alicerçada nessa pressão social em manter-se os padrões de vida confortável pelo qual todos nós passamos (manter um lar seguro, confortável, pagar contas, ter uma vida que faça sentindo pessoal e social, pagar contas, muitas contas, ter relacionamentos gratificantes, responsabilidade com os companheiros de jornada etc).

São muitos os exemplos de pessoas que envelhecem rapidamente quando em situações prolongadas, mesmo de poucos meses, continuamente. Os cabelos brancos são apenas uma dessas marcas, dentre tantas outras claramente visíveis.

Pressão em responder às exigências de nosso cenário social coletivo absurdamente maluco e fundado em crenças falsas e caminhos tortos é um fator de utilização excessiva e esgotante de várias de nossas funções humanas, levando cada um de nós a ultrapassar continuamente os próprios limites, gerando desgastes sem tempo de serem reparados por nossos sistemas físicos e energéticos.

A revisão social da terra é um fator preponderante para o aumento da longevidade humana no planeta e criação de terreno fértil para ancoragem da imortalidade física.


Mudança

A morte é a maior de todas as mudanças. Mudança é medo. A morte é o maior dos medos.

A capacidade de mudanças de hábitos facilita o estado de juventude, além de ser também uma manifestação deste estado.

Trecho da palestra de Leslie Temple sobre Impecabilidade:

“Como seres humanos, não usamos energia de forma adequada. Pelo menos, no que diz respeito ao Místico. O sistema humano é limitado, possui parâmetros bem definidos. Existem padrões sociais, políticos e culturais que são usados para defini-lo. Ele tende a ser fixo e bem sedimentado, ao invés de fluido e flexível. Daí a tendência dos humanos de envelhecer rapidamente e morrer.”


Conteúdo atualizado em 12/09/2016     |     Versão Preliminar 2.2.1 – 1ª Versão: Julho/2005

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